a midia impressa precisa queimar os navios

Publicado por ACS em 10 Mar 2010 | sob: futuro, jornalismo, pensamentos, pessoas

“As empresas jovens nao estao perdendo nem um nanosegundo com o iPad ou pensando em como cobrar pelo conteúdo. Sao as empresas mais velhas, elas é que estao pensando nisso”. A análise é de Marc Andreessen numa conversa com o TechCrunch. Quando quem está falando é o co-criador do Mosaic (primeiro browser), fundador da Netscape e investidor em projetos como Digg, Ning e Twitter, a gente pára e presta atençao. Andreessen diz que as empresas de comunicaçao nao tem aptidao para a tecnologia, mas precisam aprender rapidamente uma liçao a partir da experiência de quem está nesse segmento - lidar com a mudança constante. E mais - quem está no negócio da comunicaçao, mesmo que nao queira, está também na área da tecnologia, porque seus produtos estao sendo consumidos em formato digital. Segundo Andreessen, jornais e revistas que cobrarem pelo acesso ao conteúdo digital nao vao chegar aonde o público está - porque ele está na web aberta, gratuita. Radical, Andreessen propoe - “Queimem os navios”. É uma referência à lenda sobre a chegada de Hernán Cortés ao Mexico. O conquistador espanhol teria mandado queimar as embarcaçoes nas quais tinha viajado para que nao fosse possivel voltar. Para jornais e revistas, os barcos sao as operaçoes impressas. Elas deveriam ser fechadas e as empresas deveriam abraçar a internet de coraçao aberto. “Precisa queimar os navios, precisa se comprometer (com o futuro)”, porque se a mídia tradicional nao queimar seus próprios navios, outros vao fazer isso - avisa Andreessen.

Elisa Araujo | Bluebus

além do econômico, e muito além do câmbio

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro

José Serra tenta retomar o discurso programático. Ontem, o discurso no centenário de Tancredo. Hoje, a antecipação de algumas ideias econômicas, especialmente o combate à apreciação cambial. Seja quem for o presidente – Serra ou Dilma, provavelmente não com Aécio – a apreciação cambial será combatida. Quem é oposição pode ser mais explícito; que é governo, menos. Mas não há diferenças de posição nesse item. O que compromete Serra não são suas ideias econômicas. É algo mais substantivo. A gestão Lula mostrou um outro padrão de governabilidade, que vai além do econômico, e muito além do câmbio. Trata-se de reconstrução política e institucional brasileira, na qual a economia é uma perna importante – mas restrita. Quem tiver boas ideias apenas nessa área, é candidato a Ministro da Fazenda, não a presidente. A governabilidade pressupõe o exercício permanente da tolerância e da redução de pontos de fricção partidários, de classe ou regionais. Exige um olhar sistêmico sobre o país, a capacidade de ver todas as pontas, de identificar as linhas de menor resistência, de saber negociar no plano partidário e federativo, de somar, ouvir. Mais: exige planejamento, gerenciamento, identificação dos fatores fundamentais de progresso. Sem esse arcabouço institucional novo, se ficará apenas no campo dos conceitos e do discurso vazio.

luis nassif

no forno da direita brasileira

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro

Em um ano eleitoral que já acende as suas turbinas, pouco pode ser mais útil do que exercitar a memória, artigo tão escasso neste país. Este texto, pois, é um convite ao exercício dessa parte tão “enferrujada” da mente nacional, pois esta precisa ser reativada para que não venhamos a cair em contos do vigário como esse que atribui o “fim da inflação” ao governo FHC. Quando Fernando Henrique Cardoso se elegeu em 1994, a economia brasileira destoava da maior parte da América Latina. Argentina, Bolívia, México, Nicarágua e Peru, por exemplo, tinham vivido tantos surtos inflacionários, durante a década de1980 e início dos anos 1990, quanto o Brasil, mas já haviam implantado os seus planos reais. À luz da experiência de programas de estabilização semelhantes adotados no México, por exemplo, a partir de 1988, ou na Argentina desde 1991, o Brasil adotou políticas públicas que levariam ao surto de bem estar social fundado, maiormente, na valorização artificial da moeda tão denunciada pela então oposição petista, que desde o limiar daquela experiência econômica prognosticava os problemas que de fato sobreviriam. Fernando Henrique Cardoso foi convidado por Itamar Franco para ser ministro da Fazenda em maio de 1993. A idéia era nomear alguém para dar uma cara política a um plano que vinha de fora e que revelaria grande eficácia no combate à inflação com o alinhamento da política econômica ao modelo de estabilização que vinha sendo aplicado em outros países da América Latina, particularmente no México e na Argentina. Como ocorreu nos tantos países supra enumerados, a economia brasileira, agora, veria o tão sonhado “fim” da inflação. Todavia, esse feito se faria acompanhar por elevados déficits no comércio exterior por conta do real valorizado por força de lei, o que nos geraria uma bomba de efeito retardado. Outro efeito deletério da adoção por tupiniquins do programa econômico de Margareth Tatcher e Ronald Reagan foi a total dependência do volátil capital externo de curto prazo em que mergulhamos. Precisávamos dele para dar sustentação ao câmbio congelado por decreto. À diferença de hoje, quando o capital transnacional vem ao Brasil para investimentos de curto, médio e longo prazos, naquele tempo vinha somente para especular no mercado financeiro, nos overs nights da vida, e desaparecia assim que o país precisava dele. Como evidência de que se tratava de um mesmo modelo geral de estabilização aplicado a diversos países da América Latina, há as seguintes similaridades entre os vários programas então implantados no quintal dos Estados Unidos, em países que se contorciam em dolorosos espasmos hiperinflacionários:

* Âncora Cambial (congelamento da taxa de câmbio).
* Abertura às importações por meio de forte redução dos impostos.
* Desregulamentação para entrada de capital estrangeiro de curto prazo.
* Desindexação plena e progressiva da economia.
* Aumento de impostos.
* Âncora monetária (alta dos juros).
* Privatizações.

Todos se lembram do resto do filme. Mas precisam se lembrar de que para um filme ter um fim, precisa ter começo. Ora, o mundo moderno fornece amplos meios para se resgatar cada detalhe dos fatos inquestionáveis que narrei acima. Eles serão extremamente úteis para se combater essa tentativa de revisão histórica que assa no forno da direita brasileira.

Eduardo Guimaraes

Abilio Diniz | o legado do crescimento

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas

O empresário Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, maior rede varejista do país, se declarou na quinta-feira um verdadeiro cabo eleitoral da pré-candidata do PT à Presidência da República, a ministra Dilma Rousseff. Na apresentação do novo presidente da empresa, Enéas Pestana, Diniz defendeu Dilma e disse que ela tem “todas as condições” de levar adiante o “legado” que será deixado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É o legado do crescimento, da geração do emprego e da distribuição de renda. Este é o legado que ele (Lula) deixa. Tenho uma profunda admiração por este homem” – disse Diniz, negando que os elogios sejam uma declaração de voto na ministra.

www.paulohenriqueamorim.com.br

A trupe dos privatizadores

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro, jornalismo

Basta que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República recém-ungida por Lula, faça referências bastante genéricas à natural, inescapável relação entre Estado e Economia, e de pronto o deus nos acuda se estabelece. Quem acompanha a cobertura jornalística, quem lê os editoriais dos jornalões, fica exposto à sensação (à certeza?) de que, se Dilma ganhasse as próximas eleições, o Brasil cairia nas mãos da horda estatizante. Mauricio Dias, em sua Rosa dos Ventos, agudamente avisou, faz duas semanas, que a divergência quanto à correta interpretação do papel do Estado nos domínios econômicos acabaria por excitar cada vez mais o debate eleitoral. Pois a questão está posta, e ganha tons exasperados, e até anacrônicos, na convicção medieval de que aos barões cabe a propriedade de tudo. Nesta edição, o confronto já esboçado está na capa. Aqui me agrada recordar certas, fundamentais circunstâncias em que se deram as privatizações celebradas como trunfo do governo de Fernando Henrique Cardoso, entre elas, em primeiro lugar, o desmantelamento da velha Telebrás, leiloada para uma plateia de barões à sombra do martelo de um punhado de extraordinários leiloeiros. Final de 1998, FHC já reeleito, mas ainda não empossado, para o segundo mandato. Operação entregue aos cuidados do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, de André Lara Resende, presidente do BNDES, de Ricardo Sergio de Oliveira, diretor do Banco do Brasil. Entre outros menos qualificados. Grampos variados acabaram por revelar o pano de fundo de uma bandalheira sem precedentes na história pátria. Foi uma orgia de fitas. Em sua reportagem de capa da edição de 25 de novembro de 1998, CartaCapital dizia: “Fala-se em 27, mas certeza só tem quem participou dos grampos”. Ilegais, obviamente, e desde o início do ano destinados a ouvir as conversas do próprio Luiz Carlos Mendonça de Barros, que ainda estava na presidência do BNDES. O que movia os grampeadores, adversários de Mendonção, era buscar as razões da vertiginosa ascensão da Link Corretora de Mercadorias Ltda., dos filhos do grampeado: em quatro meses de atividade tornara-se a terceira operadora no ranking do Índice Bovespa Futuro. “Cerca de 40% desse índice – sublinhava CartaCapital – era composto por ações da Telebrás, empresa sob o comando do presidente do BNDES.” O cerco a Mendonção prosseguiu mesmo quando ele se mudou para o Ministério das Comunicações, e ali, no seu gabinete, as gravações mais significativas, relativas ao leilão da Telebrás, foram executadas entre 21 de julho e 21 de agosto de 98. O próprio governo, pego no contrapé, cuidou de divulgar uma versão da fitalhada, com cópias generosamente fornecidas às semanais Veja e Época. Cópias amplamente manipuladas, para provar a lisura dos comportamentos das figuras governistas chamadas a conduzir a privatização do sistema. Ocorre que outros ouvidos entraram em cena, e tiveram acesso a largos trechos cancelados nas versões oficiais. Os ouvidos de Luiz Gonzaga Belluzzo e do acima assinado, que participaram de uma audição especial, e do então redator-chefe, Bob Fernandes, privilegiado em outra ocasião. Cito algumas passagens edificantes, que não figuravam nos textos de Veja e Época. De Mendonção para o irmão José Roberto: “O negócio tá na nossa mão, sabe por quê, Beto? Se controla o dinheiro, o consórcio. Se faz aqui esses consórcios borocoxôs são todos feitos aqui. O Pio (Borges, vice-presidente do BNDES) levanta e depois dá a rasteira”. De Mendonção para André Lara Resende, novo presidente do BNDES: “Temos de fazer os italianos na marra (Telecom Italia) que estão com o Opportunity (…) fala para o Pio que vamos fechar (os consórcios) daquele jeito que só nós sabemos fazer”. De André Lara Resende para Persio Arida, sócio de Daniel Dantas no Opportunity: “Vá lá e negocia, joga o preço para baixo, depois, na hora, se precisar, a gente sobe e ultrapassa o limite”. As pressões chegam ao clímax, e Mendonção propõe: “Temos que falar com o presidente”. E Resende: “Isso seria usar a bomba atômica!” E ele a usa: “Precisamos convencer a Previ”, recomenda a FHC. A Previ poderia prestar-se ao jogo, como se prestou no caso da privatização da Vale do Rio Doce. O fundo, contava Carta-Capital na reportagem de capa assinada por Bob Fernandes, “parecia compor-se com o grupo capitaneado por Antonio Ermírio de Moraes, à última hora bandeou-se para a nau pilotada por Benjamin Steinbruch”. Na manobra para enredar a Previ no caso do leilão da Telebrás, foi decisiva, segundo os trechos omitidos das versões oficiais, a pronta colaboração de Ricardo Sergio, o diretor do Banco do Brasil. Tal é o bastidor das privatizações à moda nativa, ou melhor, tucana. Ou fernandista, se quiserem. A trupe dos privatizadores abandonou a ribalta faz bom tempo, mas não é arriscado imaginar que viva dias pacatos. O mais ostensivo, no seu bem-bom, é André Lara Resende, hoje dono de uma quinta em Portugal. Devotado aos esportes equestres, freta aviões para importar seus cavalos.

Mino Carta | Controversia

mentir, distorcer e propagar articulações

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, jornalismo

A revista Veja de 6 de março traz na capa a manchete “Caiu a casa do tesoureiro do PT” e anuncia a revelação de um escândalo que desviou dezenas de milhões de reais que abasteceu o caixa 2 da campanha de Lula em 2002. Em material de divulgação na internet, a Editora Abril diz a revista traz com “exclusividade um dos maiores escândalos político-eleitoreiros dos últimos tempos”. Não há na matéria qualquer revelação ou mesmo exclusividade pois a Bancoop é saco de pancada da Bandnews, Estadão e IstoÉ há longos quatro anos. A abordagem tão grosseira e analfabeta da Veja só acontece porque não há no país um controle social da imprensa e uma legislação que permita, no mínimo, o direito de resposta. Ou, ao menos que imponha à revista que ouça os criticados, o que paraveja é uma veleidade, pois toda a matéria foi produzida sem que em qualquer momento a Bancoop fosse ouvida. Ou seja, Veja se dá o direito de esculhambar porque está segura da impunidade. Em qualquer outra circunstância, certamente a reportagem lhe renderia um milionário processo por injuria e difamação, além de ter que publicar um direito de resposta do mesmo tamanho. Na verdade, Veja dá o primeiro passo das diretrizes definidas no seminário do Instituto Millenium, realizado em 1º de março, onde um núcleo estratégico dos barões da mídia brasileira se alinharam com o tucano José Serra e articularem linhas mestras de ataques pesados à candidatura Dilma. A tática funciona assim, um veículo esquenta o assunto independente da verdade dos fatos, outros jornais o acompanham e os articulistas ampliam o debate. Vamos ver quando Arnaldo Jabor vai dar o assunto e a CBN coloque-o como “uma singela dose de polêmica de um cineasta maluco”. Que a Bancoop passou por uma crise isso é de conhecimento público, fartamente noticiado pelos jornais. Veja não se deu ao serviço de ler o clipping de noticiários anteriores. E se existe um caso que passou por todas as instâncias de auditoria e fiscalização, é a Bancoop, seja no Ministério Público, no Tribunal e nas fiscalizações internas. Problemas internos de uma cooperativa foram transformados em bandeira política e agora são agitadas - tendo a capa de Veja como o primeiro movimento - justamente quando é aprovada uma a CPI do Banespa na Câmara dos Deputados que poderá fazer um enorme ajuste de contas com as privatarias do governo FHC, tendo como José Serra o ministro do Planejamento. A comprovação de que a liberação de R$ 4 bilhões (hoje R$ 14 bi) de títulos do Tesouro Federal como doação ao Santander pode por muitas autoridades na cadeia. Conhecendo como funciona a imprensa golpista, outros jornais e televisões destacarão o assunto, dentro da lógica da ‘infestação’ em cadeia. A liberdade de imprensa permite que todos os veículos de comunicação tenham o direito de se posicionar a favor de qualquer candidatura. O que Veja faz é mentir, distorcer e propagar articulações claramente eleitoreiras como se fossem informações.

www.redebrasilatual.com.br

10 países com melhor cobertura previdenciária

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: futuro

O Brasil tem dado exemplo para o mundo de como é possível aumentar a cobertura previdenciária da população sem comprometer a sustentabilidade do sistema, afirma o ministro da Previdência Social, José Pimentel, no oitavo programa da série 7 Anos em 7 Minutos, que o Blog do Planalto publica nesta sexta-feira (5/3). “Exatamente por isso, vários outros países estão vindo ao Brasil estudar o nosso modelo”, afirmou Pimentel. Segundo o ministro, o Brasil conseguiu em 2009 aumentar a cobertura previdenciária para 66,5% da população — em 2003, esse total era de 62%. Com isso o Brasil está hoje entre os 10 países com melhor cobertura previdenciária do mundo. O saldo da Previdência Pública Urbana (que é a previdência contributiva) foi de R$ 3,6 bilhões em 2009, o que permitiu ao governo começar a pagar no ano passado parte do passivo previdenciário das décadas de 1980 e 1990. “Só de esqueletos judiciais, resultados de ações movidas ao longo desse tempo, pagamos em 2009 R$ 6,65 bilhões e iniciamos também o pagamento da compensação previdenciária, que é um direito dos múnicipios e dos estados desde 1992.

blog.planalto.gov.br

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: nxradio

FRAUKES_SHOP
frauke | here and there Following
if you have any question - get in touch! without asking, you´ll never get it - so-to-say! :-) — good night for real!

SunflowerN
Emily Patterson | PA, USA
RT @BBloggingTips: 12 Tips for writing a blog post that people read

iChunesBlog
iChunes Music Blog | Manhattan NY
Audio: This is the best punk rock song every written forever and of all time.

TrivaniOnline
Trivani | Oregon
RT @johnnykowal: UFC EXPOSED

DJLennieIII
Leonard Calabrese 3d | Trenton, NJ Following
TRRT airs live every Friday night 2 10pm ET on www.wifi1460am.com with an encore the following Wed.

wolfgal_19y
Georgia Johnson
hey check these photographs here

VeronicaTyler
Veronica Tyler | www.XTrainRadio.com Following
Commercial Free Save The Manatees Donate #NowPlaying on www.A1ARadio.com Doyoubelieveme by Juliana Theory

RunnaP
Truan$y | Chicago,Illinois
Instant Followers, no waiting.

DCLPromotions
Staffordshire
is working on an event in Manchester, more info coming soon!

nxradio tocando…

Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: nxradio

nxradio tocando The Jesus And Mary Chain, New Order, Echo And The Bunnymen, Sisters of Mercy, Siouxie And The Banshees, Love And The Rockets, The Stone Roses e Inspiral Carpets.

www.nxradio.com.br

para transformar informação em ação

Publicado por ACS em 01 Mar 2010 | sob: futuro, filmes, cultura, marketing

1. Mobilize pessoas
2. Testemunhe e grave
3. Visualize sua mensagem
4. Amplifique histórias pessoais
5. Adicione humor
6. Investigue e exponha
7. Saiba trabalhar dados complexos
8. Use a inteligência coletiva
9. Permita que as pessoas façam perguntas
10. Administre seus contatos

www.redebrasilatual.com.br

nxradio tocando…

Publicado por ACS em 01 Mar 2010 | sob: nxradio

NXRadio tocando Eight Wonder, Tony Esposito, Ryan Paris, Gazebo, Righeira, P. Lion, Gary Low e Sandy Marton.

www.nxradio.com.br

a democracia norte-americana e seu declínio

Publicado por ACS em 21 Fev 2010 | sob: politica & economia, futuro

O dia 21 de janeiro de 2010 será lembrado como uma data sombria na história da democracia norte-americana e seu declínio. Naquele dia, a Suprema Corte dos EUA determinou que o governo não pode proibir as corporações de fazerem gastos políticos durante as eleições – uma decisão que afeta profundamente a política do governo, tanto interna quanto externa. A decisão anuncia uma tomada ainda maior do sistema político dos EUA por parte do setor corporativo. Para os editores do The New York Times, a decisão “atinge o coração da democracia” ao “abrir caminho para que as corporações usem seus vastos tesouros para dominar as eleições e intimidar as autoridades eleitas a cumprirem suas ordens”.

Noam Chomsky | Controversia

divinyls - boys in town

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: rock

www.musicstack.com
ouça | listen | nxradio

SERRA = ARRUDA

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, pessoas

O problema é o choque de egos entre os tucanos

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia

Sob comando da família Mesquita, o “Estadão” sempre foi um jornal mais “ideológico” do que a “Folha”. O diário dos Frias muda de posição conforme muda o vento. Os dois jornais estiveram a favor do golpe de 64. O “Estadão” - como boa parte da elite brasileira - queria uma intervenção rápida dos militares, “limpando” o país dos “comuno-petebistas”. Depois, o poder cairia no colo da UDN. Era o sonho da família Mesquita. Quando a ditadura mostrou que viria pra ficar, o “Estadão” teve a coragem de rever suas posições, e foi pra oposição. Viveu sob censura, teve que publicar receitas e poemas no lugar de textos censurados. A “Folha”, não. A “Folha” (há várias testemunhas disso) chegou a emprestar seus carros para transporte de presos, e para uso do DOI-Codi em São Paulo. Quando o vento mudou, nos anos 80, aí a “Folha” virou “democrata”, botou faixa amarela na capa, e fez campanha pelas Diretas-Já. Teve um papel importante naquela época. Isso não se nega. E conquistou muitos jovens leitores com essa posição de “vanguarda”. Por que relembro isso tudo? Porque, nos últimos dias, ficou claro que apito “Folha” e “Estadão” tocam em relação à candidatura tucana. O “Estadão” publicou o artigo de FHC, no domingo - chamando o PT para a briga (o que Lula e Dilma adoraram). A “Folha”, nesta terça, deixa claro que a tática de FHC desagradou a Serra. O jornal dos Frias não ouviu o Serra em “on”. E não precisa. O recado foi dado na capa: “Críticas de FHC ao presidente contrariam a tática de Serra”. O “Estadão” fala por FHC. De forma aberta - como manda a boa tradição do jornal (lembro que, hoje, o diário nem está mais sob comando dos Mesquita, mas de um comitê de credores que - segundo alguns - incluiria também gente muito próxima a FHC). A “Folha” fala por Serra. De forma velada. É um pouco mais que isso. Os dois jornais, claro, querem a vitória de Serra. Mas, para o “Estadão, não basta uma vitória qualquer. Precisa ser uma vitória que reafirme o ideário (neo) liberal: a candidatura tucana deveria levantar as bandeiras, defendendo o legado de FHC. Para o “Estadão”, não vale uma vitória envergonhada, que esconda FHC e legitime o “Estado forte” do segundo mandato lulista. FHC foi o sujeito que prometeu “enterrar a era Vargas”. É o velho sonho do “Estadão”, que até hoje não digere a derrota para Vargas em 32. A “Folha”, como sempre, parece mais pragmática. Se for preciso esconder FHC para que Serra vença, ótimo. Não é por outro motivo que o jornal dos Frias escalou o (bom) repórter Gustavo Patu para mostrar como FHC omitiu os erros do governo dele no artigo escrito para o “Estadão”. É um recado da “Folha” (e de Serra) para FHC: se falar demais, até nós vamos desconstruir o seu governo! FHC já percebeu que - se não brigar para defender sua biografia - ela será jogada no lixo, inclusive pelos correligionários tucanos. Lula quer que a eleição vire um “choque de programas” (governo Lula x governo FHC). Serra quer “choque de biografias” (o ex-ministro e governador “experiente” x a ministra “inexperiente”). O problema é o choque de egos entre os tucanos. Quem vai guardar o ego de FHC no apartamento dele, em Higienópolis? Só Dona Ruth conseguiria… Pensando bem, não é justo exigir tal esforço de FHC, a essa altura da vida. Deixa o FHC falar à vontade! Faz bem pra ele. E, certamente, fará um bem enorme ao país…

www.rodrigovianna.com.br

não devemos preocupar-nos em evitar as tentações

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: pensamentos

“Não interessa o que dizem os moralistas; não devemos preocupar-nos em evitar as tentações. À medida que vamos ficando velhos, elas passam a evitar-nos.”

The Wanderer, in The Argus, Cidade do Cabo
Paulo Gama

OS MORADORES DE RUA SIMPLESMENTE SUMIRAM!

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: lugares, futuro, submundo

Há alguns dias o prefeito Gilberto Kassab, em uma atitude que não entendemos direito, fechou os albergues do Centro de São Paulo acabando com cerca de mais 700 vagas utilizadas pelos desabrigados do Centro de São Paulo (além das 300 fechadas desde 2008) . Isso fez com que centenas de sem tetos, mais do que o habitual, voltassem a dormir nas ruas. A região de Campos Eliseos ficou com suas calçadas abarrotas de pessoas deitadas pelas calçadas. Desde o início da operação de “limpeza” da região da “Nova Luz” os usuários de crack migraram para várias regiões próximas, alguns para perto da Câmara dos Vereadores, outros pra mais perto, como Rua Helvétia, Al. Barão de Piracicaba, Cleveland, nos arredores da estação Julio Prestes que que está exatamente nas bordas da região de atuação da operação Nova Luz. Houve tentativas da Policia de espalhá-los mais, murando as entradas de hotéis baratos irregulares e imóveis abandonados utilizados pelos usuário de crack. Durou alguns dias, logo a Polícia foi embora e os viciados quebraram as paredes levantadas reocupando os imóveis. Outros moradores de rua, a maior parte pra dizer a verdade, que aparentemente não é usuária de drogas mas não tem abrigo,começou a dormir pelos Bairros de Campos Eliseos, Higienópolis, Santa Cecília e Vila Buarque, principalmente embaixo do Elevado Costa e Silva, o Minhocão. A quantidade de pequenos roubos na região, segundo relatos, aumentou muitona região, principalmentna Rua Glete, um acesso importante que liga a estação de metrô Santa Cecília, o Terminal Urbano Princesa Isabel e a Estação Julio Prestes da CPTM. MAS O TEMA DESTE POST é outro! OS MORADORES DE RUA SIMPLESMENTE SUMIRAM ESTA SEMANA!!! Eu não achei noticias, mas não há sequer um dormindo em minha rua, durante dia há pouquissimos catadores nas ruas e, passando durante a noite por baixo do Elevado, principalmente na região do Largo do Arouche que estava insustentável a quantidade de pessoas em condições miseráveis, todos sumiram também!!! É claro que prefiro meu bairro limpo, sem ninguém dormindo nas ruas, mas isto não significa que eles são lixo! Derepente todos somem, não achei sequer uma notícia sobre a reabertura de albergues, realocação deles ou qualquer outra notícia que explique para onde eles foram! Essa é a pergunta que fica: Pra onde foram? Foram realocados em outros albergues? Foram varridos para a periferia? É muito estranho que a situação foi resolvida tão rápido pelo prefeito, principal aliado do governador, candidato não assumido à Presidencia da República. Em ano de eleições o amante das camêras, tweets, holofotes e notícias dos seus feitos nos jornais não falaria aos quatro ventos seu novo feito em um tempo que até São Pedro o abandonou?

Eddie209 | Luis Nassif

por que o PFL mudou seu nome para “Democratas”?

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, jornalismo, empresas, futebol

Ao ver a insistência dos meios de comunicação aliados de José Serra de vincularem José Roberto Arruda a Lula e ao PT, chego a pensar que não se trata, apenas, de uma tentativa real de influir na política enganando o eleitorado, mas da intenção deliberada desse grupo político de meramente esbofetear seus adversários. A insinuação dos jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet é a seguinte: podemos fazer tudo. Somos senhores da realidade. Podemos fazer com que a queda de Arruda, adversário político de Lula, seja vista como queda de um aliado do presidente e com que as pessoas vinculem o governador pefelê ao PT, invertendo essa prova que sobreveio de que os acusadores do partido e do presidente da República é que são os verdadeiros corruptos. Esse conclave político-midiático considera a guerra psicológica uma espécie de componente do jogo político. Esbofetear aqueles que sabem que Arruda é um expoente da oposição a Lula, um aliado de José Serra que estava sendo anunciado há umas boas semanas como provável candidato a vice na chapa do tucano à Presidência, abalaria o moral dos petistas e do seu eleitorado. A teoria da mídia não deixa de ter algum fundamento. Desde a prisão de Arruda, pelo menos aqui em São Paulo muita gente está criticando Lula pelo que aconteceu com o aliado de Serra. E não falo apenas de pessoas comuns que se põem a mentir deliberadamente por não gostarem de Lula, do PT e, agora, também de Dilma. Falo de pessoas sem maior politização. Vocês sabem por que o PFL mudou seu nome para “Democratas”? Porque o partido estava muito desgastado com seus constantes escândalos e, assim, precisava enganar o eleitorado, aparecendo como uma nova força política “na praça”. E deu certo. Um partido que já era visto como símbolo da corrupção (o PFL) conseguiu eleger o prefeito da maior cidade do país e o governador da capital da República. Querem se assustar mais? Tem muita, mas muita gente que não sabe que o Democratas é o PFL, assim como há muita gente que pensa que Serra é o candidato de Lula à Presidência, assim como, agora, também há muita gente que pensa que Arruda era aliado do presidente da República. Como funciona isso? Ora, vá aos blogs do Noblat, do Josias de Souza, do Reinaldo Azevedo, por exemplo; ou aos portais UOL, G1, IG, Terra; ou às Globos, ao SBT, à Band, à RedeTV!, à TV Gazeta, à TV Cultura, à CBN, à Eldorado; ou à Folha de São Paulo, ao Estadão, à Veja, enfim, vá à grande mídia e verá cobranças a Lula por conta de Arruda. Claramente. Como se fosse a coisa mais natural do mundo cobrar um político pelas estripulias de seus adversários. Como fizeram isso? Distorceram declarações do presidente como a de que não seriam as imagens da corrupção de Arruda que o condenariam, mas, sim, o devido processo legal, ou de que é lamentável, para a classe política, o que aconteceu com o governador de Brasília, obviamente que não devido à queda de um inimigo político de Lula ser ruim para ele, mas porque desmoraliza ainda mais a classe política junto à sociedade. Mas será que esses meios de comunicação, será que esses jornalistas que mencionei acham que podem fazer o país pensar que Arruda é problema de Lula? Será o conjunto do povo tão estúpido assim? Não é preciso pensar muito para responder que é claro que não, que só uma parte da sociedade é assim tão mal informada, tão ignorante sobre política – e sobre tudo, pois quem cai num golpe desses não sabe nem onde tem o nariz. Contudo, é justamente esta parcela da sociedade que é o alvo. E não é uma parcela muito pequena, há que dizer. O que essa mídia pretende, pois, é que essa parcela canalha dos brasileiros que acusa, de forma consciente e proposital, quem jamais foi flagrado como foi o grupo político de Serra e Arruda, junte-se àqueles inocentes úteis que não têm a menor noção do que está acontecendo no país e que, assim, compram a mentira de que Lula tem algo que ver com o governador caído de Brasília. Mas, também, essa gente aproveita para infligir um sofrimento psicológico aos seus adversários inundando a mídia com uma mentira absurda sem que estes tenham como reagir à altura sem levantar um enorme debate que não ficaria bem os alvos dessa farsa enfrentarem, pois pareceria que têm culpa no cartório. Eis a bofetada que levam os homens e mulheres decentes e conscientes desta nação. É nesta hora, porém, que, apesar da indignação, temos que manter a serenidade e a confiança no povo brasileiro, na verdade e na justiça. Mais do que nunca, as vítimas dessas hienas temos que ter em mente o sábio dito popular que reza que “Quem ri por último, ri melhor”.

Eduardo Guimarães

o perfeito representante do império soviético

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, pessoas

É do conhecimento até do mundo mineral que Fernando Henrique é vaidoso. Mesmo os amigos mais chegados lhe apontam o pecado desde os tempos em que iam às calçadas paulistanas na noite da corrida de São Silvestre para torcer pelo tcheco Emil Zatopek, a “locomotiva humana”, por enxergar nele o perfeito representante do império soviético. Pecado capital, a vaidade, segundo os católicos. Se esse aspecto da personalidade do ex-presidente não passa despercebido aos olhos do Pão de Açúcar e da Pedra do Baú, imaginem o que se dá com Lula, um expert em FHC. As mais recentes reações do príncipe dos sociólogos às comparações promovidas na área petista entre seu governo e o de Lula servem somente para demonstrar que FHC é pecador contumaz, de sorte a alegrar seus adversários e, assim me parece, inquietar José Serra. Se a vaidade de FHC se estabelece, Lula vence, pois é exatamente a vitória que procura. O presidente montou o ardil, o ex-presidente caiu na esparrela. Adaptou-se ao esquema do plebiscito convocado peremptoriamente pelo atual titular sem perceber o erro pueril que estava a cometer. Vanitas vanitatum, diriam os antigos romanos.

Mino Carta | Carta Capital | Conversa Afiada

o versátil administrador tucano

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia

Há algumas semanas, o blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista. “Duas investigações em andamento – a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda – estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra… Não é nada trivial. Não se trata de denúncias de oposição, de suspeitas, mas de investigações policiais calcadas em provas, depoimentos de testemunhas, documentos”. No final de dezembro, a revista CartaCapital confirmou a existência da “conexão Serra-Arruda”, como Nassif batizou sua descoberta. Ela revelou que o administrador de empresa Ailton de Lima Ribeiro, “homem de confiança de José Serra”, é um dos envolvidos no escândalo do “mensalão do DEM”. Filiado ao PSDB, Ribeiro trabalhou com Serra no Ministério da Saúde e na prefeitura de São Paulo. Na sequência, prestou serviços ao prefeito demo Gilberto Kassab. Desde março de 2009, ele era um colaborador íntimo de José Roberto Arruda, o governador do Distrito Federal. Segundo aponta a revista, “ao desenrolar o novelo do Arrudagate, o fio das investigações aponta para um esquema formado por uma rede de empresas beneficiadas por contratos milionários no Distrito Federal e em São Paulo”. Ribeiro é o principal envolvido. O gestor tucano já havia sido alvo de outras denúncias. Após ocupar vários cargos importantes no Ministério da Saúde, ele foi afastado do órgão durante as investigações da Máfia do Sangue. Em outubro de 2008, também foi citado no rastro da investigação da Operação Parasitas, que apurou a existência de um grupo de empresas que fraudava e superfaturava contratos na área de saúde com a prefeitura paulistana. Com o estouro do escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília, outro demo, Gilberto Kassab, decidiu suspender o contrato milionário, sem licitação, feito pela Secretaria Municipal de Saúde com o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), no valor de R$ 15,8 milhões. “A prefeitura já havia pago, antecipadamente, R$ 2 milhões. Surpresa: Ribeiro faz parte da diretoria do Iabas. O seu nome consta do site da organização como diretor de gestão em saúde pública”, relata a revista, que descreve outros casos sinistros envolvendo o versátil administrador tucano.

Altamiro Borges | Controvérsia

2003 a 2008 foi o melhor para a economia brasileira

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia

O período de junho de 2003 a julho de 2008 foi o melhor para a economia brasileira, de 1980 para cá, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesses cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceu. A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas. Segundo o estudo, o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses. O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.

www.redebrasilatual.com.br

As instituições começam a funcionar

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia

A prisão do governador José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) causou impacto no meio acadêmico, em especial entre os cientistas políticos. O professor Edir Veiga, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca a “sinalização positiva” do Poder Judiciário, que teve “coragem em cortar a impunidade”. Para Rodolfo Teixeira, da Universidade de Brasília (UnB), o episódio mostra que “pode haver limite para a impunidade”. “Aquela situação confortável foi colocada em xeque”, disse Teixeira, fazendo referência ao comportamento da base aliada do governo na Câmara Distrital. “As instituições começam a funcionar”, avalia positivamente o acadêmico de Brasília.

agencia brasil

nxradio tocando…

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: nxradio

T’Pau, Fine Young Canniballs, The Communards, Paul Young, Frankie Goes To Hollywood, Eurythmics, Culture Club e Bronsky Beat.

ouça | liste | nxradio.com.br

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: nxradio

lot49recs
Lot 49 | Kingston
CHECK IT!!! JAMIE D from NEW LOT album in MINIMAL CHART on BEATPORT!!! http://bit.ly/9XosOZ - well done - PLS RT!

DanBritton
Dan Britton | Collioure, SW France
Did you see the video from Jim Rohn Tribute? Inspirational http://ursuccess.net

way2makemoney
Ros Proskurnya | Portland OR
I subscribed to buencaminos’s channel on YouTube http://www.youtube.com/user/buencaminos?feature=autoshare_twitter

DARRENHARDY
Darren Hardy | Cardiff by-the-Sea (San Diego)
VIDEO: Jim Rohn’s farewell words and parting gifts for you. Watch and receive: http://budurl.com/ujdu

LloydCole_Guru
Lloyd Cole_Guru | Facebook Following
Finally the footage of the Commotions that Neil tipped us off about being of televison in the UK has been video… http://bit.ly/b0NsLJ

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 07 Fev 2010 | sob: nxradio

MissBDP
Brittany | Houston, TX
hella bored (Broadcasting live at http://ustre.am/9Nom)

rayhigdon
Ray Higdon (SWFL) | Formerly IN, now Ft Myers, FL
Just scored superbowl tickets, 20 rows from the field, AFC side! Thanks Tom Bean! Colts baby!

MP3Whitelabel
MP3 Whitelabel | Cardiff, Wales
Morning tweets. How is everyone today??

SeraMalicious
bella sera malicious

nxradio tocando…

Publicado por ACS em 07 Fev 2010 | sob: nxradio

The Triffids, The House of Love, The Go Betweens, Prefab Sprout, Lloyd Cole, Aztec Camera, XTC e Fischer Z.

ouça | listen | www.nxradio.com.br

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: nxradio

Bling_ur_Blog
Bling ur Blog | Online
www.zi.ma/1e637d Mia Doi Todd “Open Your Heart” (dir. Michel Gondry): mov http://bit.ly/9ZmElO @nikkrohn

jtlloydmusic
JT Lloyd | Michigan
I only have 7 band shirts left! Buy yours NOW for ONLY $8.00! http://lnk.ms/0KfZb

blandf
paul blandford | Newport, South Wales
@Meatkatie Cattle class like us mere mortals eh?

twitter.com/nxradio

Quanto precisa chover para que o Tietê transborde?

Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro

Nos últimos dias, a Folha e outros orgãos da mídia tem dançado em torno de um recorde irrelevante: se as chuvas deste janeiro em São Paulo serão ou não as maiores dos registros históricos. Minha pergunta é: e daí? Para quem é vítima das enchentes ou para quem dirige pelas marginais do Tietê e do Pinheiros isso é absolutamente irrelevante. A chuva “acumulada” nos recordes não caiu de uma só vez e, portanto, pode não haver relação entre a soma de toda chuva e os transbordamentos episódicos. Trata-se de um factóide à altura das mensagens de José Serra no Twitter: serve à desinformação. O que importa é saber o motivo pelo qual a obra central da estratégia contra as enchentes em São Paulo, o rebaixamento da calha do rio Tietê, não está dando conta de impedir os transbordamentos. É preciso ter em conta sempre o papel central que o rio Tietê tem nas enchentes da cidade: quase todos os rios que cortam São Paulo desaguam nele. Se não há vazão adequada no Tietê, o risco de transbordamento dos afluentes também aumenta. É impossível dançar em torno dessa realidade: o gerenciamento das represas do Alto Tietê e a capacidade de vazão do próprio rio são essenciais não apenas para a temporada de chuvas de 2010, mas de 2011, 2012, 2013… independentemente de quem seja o governador de São Paulo. Sabemos que o então governador Geraldo Alckmin concluiu uma obra bilionária cuja promessa central era acabar com as enchentes em São Paulo. Está até em um site tucano essa promessa. Ficou expressa em placas e faixas espalhadas pela região da marginal do Tietê. No entanto, quatro anos depois da conclusão desta obra o rio Tietê já transbordou quatro vezes: uma durante o próprio governo de Alckmin e três recentemente, no governo Serra. Foram milhões em prejuízos para a cidade, tanto em danos diretos como em danos indiretos. O que os paulistas e paulistanos gostariam de saber é: o Tietê vai encher outras vezes? Quanto precisa chover para que o Tietê transborde? A obra foi em vão? Ou houve falta de manutenção? Pelo que apurou a repórter Conceição Lemes, deste blog, o rio Tietê ficou três anos sem limpeza (2006, 2007, até outubro de 2008). O plano do governo de fazer uma parceria público-privada para providenciar a limpeza teria fracassado. A limpeza foi retomada através de concorrência pública, em 2008, bem abaixo do que é recomendado por alguns técnicos. Apesar da insistência da repórter, o órgão do governo que poderia fornecer os documentos comprovando que fez a limpeza, se de fato ela foi feita, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), se negou a responder. O que nos leva a uma questão secundária, não menos importante: a falta de transparência do governo Serra quando se trata de temas politicamente embaraçosos. O próprio Defensor Público que zela pelos interesses de moradores da Zona Leste vítimas das inundações teve de recorrer à Justiça para obter documentos da Sabesp e de outros órgãos controlados pelo governo Serra. A mídia exige do governo federal a transparência que não cobra de autoridades estaduais e locais.

www.viomundo.com.br

quem seria o “babaca” nessa história?

Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas

Sergio Guerra é aquele senador (eleito por Pernambuco) que recebeu do presidente Lula a alcunha carinhosa de “babaca”. Guerra preside o PSDB. Partido que já teve entre seus líderes gente como Mario Covas e Franco Montoro. Podia-se discordar dos dois, mas era difícil achar quem os chamasse de “babacas”. Numa entrevista desastrada à revista “Veja”, Guerra disse que os tucanos vão acabar com o PAC se ganharem a eleição. Ele disse. É fato. Dilma o criticou por isso. Crítica política. Em resposta, o grande líder tucano chamou Dilma de mentirosa, entre outros impropérios. Como recompensa, ganhou de Lula o apelido carinhoso de “babaca”. O adjetivo talvez devesse ser outro. É o que concluo ao ler esse artigo, no blog do Nassif. Guerra, aquele que disse à “Veja” querer acabar com o PAC, usa em seu site pessoal as obras do PAC para faturar politicamente. Tira umas “lasquinha” das obras federais. Ele é contra o PAC, mas só para agradar os leitores da “veja” - entenderam? Fico a pensar: quem seria o “babaca” nessa história? Estaria o garboso líder tucano a imaginar que “babacas” podem ser os eleitores que o conduziram ao Senado? Não sei… Temo pelo futuro político de Sergio Guerra. Pesquisa Vox Populi acaba de mostrar que, em Pernambuco, Dilma disparou, passou Serra, e lidera com folga as pesquisas. É o que leio no blog do Eduardo Guimarães. Eduardo Campos - com apoio de Lula e do PT- deve se reeleger para o governo de Pernambuco, com um pé nas costas. E as duas vagas de senador também devem ficar com gente da base lulista. Sergio Guerra, avisam-me leitores pernambucanos, faria melhor se concorresse à vereança em 2012. Teria alguma chance, desde que parasse com essa “babaquice” de acabar com o PAC. Não pega bem para um vereador, ainda que tucano.

www.rodrigovianna.com.br

Capsule Hotel Shinjuku

Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: lugares, futuro, submundo

Quando o Capsule Hotel Shinjuku 510 abriu, há quase duas décadas, o Japão estava apenas começando a sair de sua bolha econômica, e os minúsculos cubículos de plástico do hotel ofereciam um refúgio noturno para trabalhadores assalariados que tinham perdido o último trem de volta para casa. Hoje, as cápsulas do Hotel Shinjuku 510, que não medem mais de 2 metros de comprimento por 1,5 metros de largura, e são tão baixas que uma pessoa não consegue ficar de pé, se tornaram uma opção acessível para quem não tem outro lugar para ir, enquanto o Japão sofre com sua pior recessão desde a Segunda Guerra. Exportadores que antes atravessavam um acelerado crescimento realizaram demissões em massa em 2009, à medida que a crise econômica mundial encolhia a demanda. Muitos dos recém-empregados, forçados a sair de suas casas patrocinadas pela empresa ou incapazes de conseguir pagar o aluguel, ficaram sem casa. As desgraças do país levaram o governo a disponibilizar abrigos de emergência no feriado de Ano Novo em um esforço nacional para evitar os sem-teto. O Partido Democrático, que chegou ao poder em setembro, quer evitar o destino do antigo governo pró-negócios, que foi pego desprevenido quando trabalhadores desempregados armaram tendas perto de repartições públicas, no ano passado, para chamar atenção para seus problemas.

Hiroko Tabuchi | Controversia

nxradio tocando…

Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: nxradio

nxradio tocando The Weather Prophets, The Brilliant Corners, The Bodines, Pixies, Shop Assistants, The Verve, Travis e Thirteen Senses.

www.nxradio.com.br

cash for your warhol

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: arte

www.woostercollective.com

Que merda é essa que fizemos com o mundo?!

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, submundo

Cherisma, de 15 anos de idade, foi morta pela polícia nacional do Haiti quando carregava três quadros que teriam sido furtados de uma loja que desabou em Porto Príncipe. Foto de Carlos Garcia Rawlins.

www.viomundo.com.br

uma concessão pode ser objeto de partidarização?

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas

Eu ouvi uma fala dele (Merval Pereira) na CBN (a rádio que troca a notícia) com certeza o mesmo conteúdo da coluna (O Globo), mas, pra mim quem se superou foi a Lucía Hipócrita, ops, Hipólito. Ela garantiu que de jeito nenhum, de forma alguma, a oposição quer acabar com o PAC, como disse a ministra, oras, mesmo que o Guerra (faça humor não faça guerra) tenha dito claramente, segundo a Hipólito, não foi esse o sentido, (ela agora é porta-voz dos sentidos implícitos) já que todo político adora obra, então ele não disse o que disse e está acabado. Na verdade eu achei tão explícita a opinião dela como PSDBista, que não pode passar impune que num espaço de concessão o ouvinte não tenha acesso ao antitético. A pergunta que não pode calar é se uma concessão pode ser objeto de partidarização?

Ismar Curi | Escrevinhador

esses arautos do mercado, do liberalismo

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas, arte, submundo

Evidente! Dizer que não existe luta ideológica é conversa fiada. Agora, “tudo é mercado”. É muito ruim, hein! Se fosse assim, bastava você pagar para ter publicado na grande imprensa qualquer conteúdo. Mas não é assim que a banda toca. Em 1999 eu queria fazer uns outdoors de uma exposição de charges sobre violência policial, com o título “A Polícia Mata”. Eu tinha o dinheiro, mas a empresa de outdoor se recusou. “Ué, mas não é o mercado? Não tinha o dinheiro?” Essas censuras são permanentes, continuam. Não é oficial, como na época da ditadura, mas agora você tem a censura do mercado, que é baseada também em questões ideológicas. Eu lembro que a CUT tinha um esquema para montar uma emissora de televisão, com estúdio, tudo pronto, mas não conseguia a concessão. Como é que se dá concessão de rádio e TV? É uma questão mercadológica? Nada disso, é uma questão essencialmente ideológica. Mas tem sempre esses arautos do mercado, do liberalismo dizendo: “Não, caiu o muro, agora não tem mais esquerda e direita”. Aqui que não tem! Neguinho bate no Chavez 24 horas! É uníssono. Não é possível que num país enorme como o Brasil, de norte a sul, todas as emissoras só batam no Chavez. Não pode haver essa unanimidade, tem de ter um contraponto. Até nos EUA, que são aquele monte de reaça, você tem contraponto. Sobre a guerra do Iraque, sobre a questão palestina, em Israel você tem o contraponto.

Carlos Latuff
André M. de Oliveira | Overmundo

o inventor do rádio foi um padre brasileiro

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, pessoas, submundo

Poucos devem saber que o inventor do rádio foi um padre brasileiro, cientista e inventor de protótipos da televisão, aparelhos de telefone e telégrafo sem fio. Para reconhecer o trabalho do padre Roberto Landell de Moura, que fez a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas, jornalistas e outros profissionais lançaram o Movimento Landell de Moura (MLM) (http://www.mlm.landelldemoura.qsl.br/ ). Na memória de muitos, o pai do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi. Na realidade, Landell fez sua transmissão muito antes de Marconi, do croata naturalizado norte americano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, reconhecidos por suas invenções. O primeiro a dar o “furo” da criação de Landell, foi o jornal O Estado de S. Paulo, que apesar de anunciar a data da transmissão, 16 de julho de 1899, não cobriu o evento. Poucos meses após outra demonstração pública de seu invento, realizada na avenida Paulista e no Morro de Santana, Landell patenteou a criação, em março de 1901. A demonstração do invento foi publicada pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Na época, o padre gaúcho foi reconhecido até mesmo pela imprensa estrangeira, no jornal New York Herald, que em 12 de outubro de 1902, publicou uma reportagem sobre as experiências de Landell. Mesmo com sua invenção para o mundo das comunicações, o cientista não foi entendido. “As pessoas não compreenderam o que ele fez, não se interessaram em patrocinar, além do fato de ele ser um padre cientista, o que não era comum”, conta o jornalista e escritor Hamilton Almeida, que estuda há mais de 30 anos a vida de Landell de Moura.

Stanley Burburinho | Luis Nassif

o pobre de São Paulo tem a mania de morar em barranco

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas

O jornal nacional desta sexta-feira admitiu que, mesmo com chuva fraca, São Paulo é o caos. (Esqueceu de dizer que, mesmo SEM chuva, São Paulo é o caos.) Uma reportagem chamou a atenção. Foi de César Menezes, que revestiu de “informação” toda a ideologia da elite paulista e, portanto, a ideologia de Zé Alagão. A culpa é dos pobres. Primeiro, porque os pobres não recolhem o lixo. Como se houvesse coleta de lixo em São Paulo. O que o César quer? Que o pobre cultive ratos em casa? Se a coleta não chega ou se nunca se sabe quando chegará, o que fazer: botar o lixo na rua, caro Watson. Outra observação interessante o repórter do jornal nacional: o pobre de São Paulo tem a mania de morar em barranco. Inacreditável. Podia morar no Morumbi, nos Jardins e na Vila Nova Conceição, mas não: pobre é assim mesmo. Vai morar na periferia em área de risco. E por que o Zé Alagão não foi lá e retirou o pobre, mandou para um CDHU e financiou a compra da casa própria com o dinheiro que gasta em publicidade? O que faz o Zé Alagão que não limpa o rio Tietê? O que faz o Zé Alagão que não constrói piscinões? Mas, sabe como é: o jornal nacional e alguns de seus bravos repórteres serão o último reduto da resistência tucana.

www.paulohenriqueamorim.com.br

Vivos ou não vivos, nossa descendência é a mesma.

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, ecologia, submundo

Se existe uma divisão clara na natureza, é entre os seres vivos e os minerais. Afinal, como aprendemos na escola, seres vivos tem metabolismo e a habilidade de se reproduzir. Minerais, por sua vez, são inertes, respondendo ao que ocorre à sua volta. Os dois não podiam ser mais distintos e independentes. No entanto, nos últimos anos, aprendemos que existe, e que sempre existiu, uma relação íntima entre as rochas e as vida. Se foram os minerais ou compostos químicos inertes que deram origem à vida, foi ela que, por sua vez, transformou profundamente a história geológica da Terra. Tendo a matéria não-viva se transformado em matéria animada, a incrível diversidade da vida é profundamente relacionada com a incrível diversidade dos minerais. Tudo começou de maneira bem simples. Há 4,5 bilhões de anos, a Terra havia acabado de se formar. Os minerais que existiam naquela época passavam a maior parte do tempo em ebulição: a Terra era constantemente bombardeada por asteroides e cometas. Os minerais, na época, eram poucos, algumas centenas, semelhantes aos que são encontrados nos asteroides de hoje. O tempo passou. Em torno de 3,9 bilhões de anos atrás, os bombardeios acalmaram e a crosta terrestre foi, aos poucos, se solidificando por períodos mais longos. Não se sabe exatamente como aconteceu, mas os minerais simples que existiam, junto com gases existentes na atmosfera terrestre, sujeitos à atividade elétrica e à radiação ultravioleta solar, produziram os primeiros aminoácidos -os passos iniciais em direção à vida. Os primeiros sinais de vida confirmados datam de 3,5 bilhões de anos atrás. Esses organismos primitivos, que eram seres unicelulares, foram o único tipo de vida que existia na Terra pelos próximos 2 bilhões de anos. Foram eles que transformaram a natureza da vida e, de quebra, também os minerais na Terra. Quando falamos em vida na Terra, pensamos em seres complexos, multicelulares. Na verdade, a história é bem diferente. A transição de seres unicelulares para multicelulares foi lenta e improvável. Mesmo dentre os seres unicelulares, houve a transição dos procariotas aos eucariotas. Os procariotas, de alguma forma, descobriram o mecanismo que foi essencial na transformação da vida e do nosso planeta: a fotossíntese. Aos poucos, os procariotas foram absorvendo o gás carbônico da atmosfera e fazendo com que ele se transformasse em oxigênio. Sendo um elemento químico altamente reativo, o oxigênio é uma espécie de granola geoquímica, energia para promover reações cada vez mais complexas. Esse enriquecimento energético da atmosfera foi a grande virada na história do nosso planeta. Com mais energia disponível, a vida foi ficando mais complexa. Os eucariotas surgiram provavelmente da aliança simbiótica de dois ou mais procariotas. Por exemplo, as mitocôndrias, que aparecem nas células do nosso corpo, devem ter sido procariotas que foram absorvidos ou comidos por outros. Mas a fotossíntese não foi importante só para a evolução da vida. Transformou as rochas também. Ao reagir com o ferro, o carbono, o enxofre e o silício, o oxigênio criou uma espécie de Big Bang mineral, uma explosão na diversidade das rochas espalhadas pela Terra. Se os seres unicelulares deram origem, ao mesmo tempo, tanto à complexidade da vida quanto à complexidade dos minerais, a hipótese de que a Terra, como um todo, é, de certa forma, uma criatura viva, ganha força. Vivos ou não vivos, nossa descendência é a mesma.

Marcelo Gleiser | Controversia

um novo país para abrigar os haitianos

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, cultura

Após o terremoto do dia 12 de janeiro no Haiti e destruiu parte da capital do país, o presidente do Senegal propôs que os haitianos “retornem” à África. A ideia de Abdoulaye Wade fez reviver uma das propostas básicas do movimento rastafari ao considerar possível que os habitantes do país deixem o sofrimento caribenho para ocupar um território que, promete, será fértil, e com similaridades com o caso de Israel. A proposta, criticada pelos oposicionistas a Wade, deve ser apresentada à União Africana, com a possibilidade de que se aprove a criação de um novo país para abrigar os haitianos que desejem mudar de continente. “Tudo o que estamos dizendo é que os haitianos não os levaram para lá. Eles estão lá devido à escravidão, cinco séculos de escravidão”, disse o presidente à Reuters TV. “Temos de lhes oferecer a chance de vir à África, esta é a minha ideia. Eles têm tantos direitos na África quanto eu tenho.”

www.redebrasilatual.com.br

a proposta altermundista

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro

Ao completar uma década, o Fórum Social Mundial retorna a Porto Alegre, cidade que recebeu a primeira e mais três edições. De 25 a 29 de janeiro, a capital gaúcha e mais cinco cidades da região metropolitana vão receber parte das atividades programadas para o evento em 2010. A programação inclui mais 27 atividades pelo mundo para celebrar o décimo aniversário. Realizado em Porto Alegre em 2001, 2002, 2003 e 2005, o FSM passou pela Índia, em 2004, pela Venezuela, em 2006, pelo Quênia, em 2007, teve uma versão multicêntrica em 2008 e voltou ao Brasil em 2009, em Belém. Em uma versão compacta, com expectativa de cerca de 30 mil pessoas – muito menor que a de Belém, que reuniu 130 mil – o FSM em Porto Alegre vai olhar ainda mais para dentro do processo que o criou, com reflexões sobre os 10 anos do encontro que nasceu com a ideia de pensar um “outro mundo possível”. “O grupo de organizações que esteve no começo do processo decidiu voltar a Porto Alegre. Além do sentido de comemoração, a ideia é fazer um balanço e organizar os planos”, afirmou um dos idealizadores do FSM, Oded Grajew. Intelectuais e criadores do fórum vão fazer o balanço de uma década e avaliar os rumos da proposta altermundista em um seminário internacional, com temas que vão da sustentabilidade ambiental ao novo ordenamento político mundial e a conjuntura econômica pós-crise. Estudantes, movimentos sociais, organizações não governamentais e representantes das esquerdas dos cinco continentes são esperados em Porto Alegre e nos municípios vizinhos de Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga e Gravataí. Além de sediar as discussões do seminário internacional, Porto Alegre tem na programação oficinas, exposições, apresentações culturais e a tradicional marcha de abertura, que vai tomar as ruas da capital na tarde de segunda-feira (25). A maioria das atividades autogestionadas, organizadas por ONGs, centrais sindicais e movimentos sociais vai acontecer nas cidades vizinhas. O Acampamento Internacional da Juventude, que nos primeiros anos do FSM era instalado às margens do Rio Guaíba, dessa vez vai ficar em Novo Hamburgo, a cerca de 40 quilômetros de Porto Alegre. Entre os nomes confirmados para o megaevento, estão o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o norte-americano Immanuel Wallerstein, o geógrafo britânico David Harvey e o economista egípcio Samir Amin. Apesar do caráter “não governamental e não partidário” do evento, definido em sua Carta de Princípios, a reunião também deve atrair políticos: na terça-feira (26), por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser o anfitrião da comemoração dos 10 anos do FSM no ginásio Gigantinho, com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo e o recém-eleito Jose Mujica, do Uruguai.

www.agenciabrasil.gov.br

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: nxradio

BlogBuzzer
New @BlogBuzzer: Budget Bridal Photography Tips

combi31
Network With Me | France
@jayelisson As Peter Gabriel might say …. don’t give up ….. hahah

molkosa
Claris | Slumber Land, Buenos Aires
I am listening to Mudhoney - (track 15 - no name)

luisdeanda
Luis de Anda
@bartenbo acaba de salir el anuncio que tanto odiaste de cold heat extreme y, en defitiva, fue pesima forma de empezar mi dia…

JennyMason84
Jenny Mason
PICK ME!! RT @indieverse PRESENTS Vampire Weekend at @hobdallas on 4/11. RT and follow to win!

noiseapparel
Noise Apparel
@noiseapparel February events are UP! add the myspace and check the flyer photos! also on facebook! ft. @dwofband, @setitoffband, @missldn

b3tabot
New York City
Very excited that @chip_music allows music uploads now

Urlar
Lowlands of Holland Following
Going back in time again……..

Throw Your Arms Around Me no Sydney International

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica

Hunters and Collectors - Throw Your Arms Around Me | Dia 26 de janeiro é o Australia Day, o dia nacional da Austrália comemorado em todo o território australiano. Prepare-se para o rock com Mark Seymour lider do Hunters & Collectors, que certamente vai tocar Throw Your Arms Around Me no Sydney International Regatta Centre. Alcool, vidros e frascos abertos não são permitidos. Bebidas serão vendidas apenas em áreas licenciadas. Para maiores detalhes sobre o evento acesse: http://www.penrithcity.nsw.gov.au.

ouvir: www.nxradio.com.br
ouvir: www.guarulhosfm.com.br

Cada cena tem o seu tempo

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica

Mental as Anything - Live It Up | Mental as Anything é uma banda que surgiu nos anos 80 em Melbourne Austrália. Melbourne teve uma cena rock muito ativa nos anos 70, 80 e 90, com grandes bares lotados e centenas de bandas. A mistura rock+alcool vibrava alto, as bandas despertavam o interesse das gravadoras, os bares vendiam muito. Desta cena surgiram bandas como Midnight Oil, INXS, AC/DC, Divinyls entre outras. Hoje a realidade é bem diferente, grandes bares vazios, muitas restrições a venda de bebidas e questões de segurança com fiscalização rígida. A antiga cena ativa está praticamente morta nos bares de Melbourne. Agora a cena se transfere para as páginas web globais onde novos INXSs e AC/DCs surgem e desaparem rapidamente. Cada cena tem o seu tempo.

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Split Enz | homenagem ao Neil Finn

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica

Split Enz - I Got You | Banda new wave do início dos anos oitenta. Um dos integrantes (Neil Finn) formou em 1985 o Crowded House, que tem algumas faixas na programação. No dia 13 de fevereiro próximo será realidado no Wolf Trap, em Vienna (Virginia - Estados Unidos) um show tributo em homenagem ao Crowded House com a participação deles e outras bandas. O Split Enz é mais uma homenagem ao Neil Finn na GuarulhosFM.

www.nxradio.com.br
www.guarulhosfm.com.br

a turma que baba na gravata de tanta raiva

Publicado por ACS em 19 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas

A classe média que ficou fora é aquela que baba de raiva nas “correntes da internet”, e nas ruas e bares paulistanos, cariocas e gaúchos. Essa classe média não suporta olhar para a cara de Lula, o “nordestino dos 4 dedos”. E o grande empresariado? Esse vota com o bolso. Pensei em tudo isso ao ler o artigo de Emilio Odebrecht, que me foi enviado por uma boa amiga jornalista, dessas que trabalham na “grande imprensa”, mas sabe muito bem que não é “sócia” dos patrões (nem nos lucros, nem no pensamento). O artigo do Odebrecht expressa a perplexidade de um grande empresário diante de uma imprensa que caiu no gueto. Uma imprensa que fala (só) para essa classe média raivosa que parece não gostar do Brasil, uma imprensa que não reconhece os avanços do país. O artigo de Odebrecht (a quem conheço só de nome) é o símbolo dessa estranha (mas efetiva) aliança lulista: “classe trabalhadora organizada”, “povão desorganizado” e “grandes capitalistas”. Quem está fora da “grande coalizão” é a classe média, associada aos ruralistas e aos donos da mídia. Essa base votará em Serra aconteça o que acontecer. O nó para Serra é: como atrair parte dos lulistas sem desagradar à direita que baba na gravata? Isso é problema do Serra. 21 anos depois daquela eleição (vencida por Collor, no fim das contas), a gente não poderia mais organizar “bota-fora” pro presidente da FIESP e pros grandes empresários. Em 89 era tudo mais divertido. Mas, em 2010, temos um país mais sólido. Apesar dessa turma que baba na gravata de tanta raiva. Pra espanto seu, meu. Pra espanto, também, do Emílio Odebrecht.

Rodrigo Vianna

nossa capacidade de criar novos paradigmas

Publicado por ACS em 19 Jan 2010 | sob: futuro, jornalismo, cultura

No final do ano passado, a revista “The Economist” brindou-nos com uma matéria de capa cujo título era: “O Brasil decola”. A reportagem chama nosso país de maior história de sucesso da América Latina. Lembra que fomos os últimos a entrar na crise de 2008 e os primeiros a sair e especula que possamos nos tornar a quinta potência econômica do globo dentro de 15 anos. Não é apenas a revista inglesa que vem falando dos avanços aqui obtidos nos campos institucional, social e econômico nas últimas décadas. Somos hoje referência no mundo e um exemplo para os países em desenvolvimento, vistos como uma boa-nova que surge abaixo da linha do Equador. Diante disto, me pergunto se a imprensa brasileira está em sintonia com a mundial -que aponta nossos defeitos, mas reconhece nossos méritos.Tal dúvida me surge porque há um Brasil que dá certo e que aparece pouco nos meios de comunicação. Aparentemente, o destaque é sempre dado ao escândalo do dia. Isso deixa a sensação de que não estamos conseguindo explicar aos brasileiros o que a imprensa internacional tem explicado aos europeus, norte-americanos e asiáticos. Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si. Se as coisas por aqui caminham para um futuro mais promissor, é porque, em vários âmbitos, estamos fazendo o que é o certo. Para líderes políticos, empresariais e sociais dos países que precisam encontrar o caminho do progresso, conhecer nossas experiências bem sucedidas pode ser o que buscam para desatar os nós que ainda os prendem na pobreza e no subdesenvolvimento. O fato é que, ficando nos estreitos limites do senso comum, a sensação é de que a imprensa, de uma forma geral, considera o que é bem feito uma obrigação -não merecedor, portanto, de ocupar espaços editoriais, porque o que está no plano da normalidade não atrairia os leitores. Ocorre que o que acontece aqui, hoje, repercute onde antes não imaginávamos. Por outro lado, há uma mudança cultural em curso na sociedade brasileira e a imprensa tem um papel preponderante nesse processo. O protagonismo internacional do Brasil e nossa capacidade de criar novos paradigmas impõem que a boa notícia seja tão realçada quanto são os fatos que apontam para a necessidade absoluta de uma depuração de costumes que ainda persistem em nossas instituições.

Emílio Odebrecht

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: nxradio

SantaEmilia
Santa Emilia | Ribeirão Preto - SP (Brasil)
Bom fim de semana pessoal, esperamos vocês no feirão amanhã!!!!

Philippkalisch
Philipp Kalisch
the new track “trippin” comin in february on welcome TO the jungle records as a digital release

bananaseventos
Banana’s | Ribeirão Preto - SP (Brasil)
@Cunha_Jr_Trator breve divulgaremos as atrações de 2010. Enquanto isso acesse o portal RRM e veja o que rolou em 2009.

SkunneredChas
Chas Cunningham | Scotland
Come to “Celtic Music Radio” 30 March from 19:00 to 22:00. Broadcast on Celtic Music Radio

twitter.com/nxradio
www.nxradio.com.br

Reward

Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: nxradio

The Go-Betweens - Streets Of Your Town
The House Of Love - Christine
Teardrop Explodes - Reward

www.nxradio.com.br
www.guarulhosfm.com.br

The Art of Nick Gentry

Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: arte

www.woostercollective.com

Lucro ao transformar a vida numa triste gargalhada

Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: cultura, marketing, submundo

Muito tem se associado a cultura ao entretenimento. Aliás, tem sido comum resumir cultura a entretenimento, como se a cultura fosse passível de ser entendida como um boteco com música ao vivo, uma casa de shows ou a ir “atrás do trio elétrico”, isso sem falar, no campo literário, dos famigerados best-sellers e dos doutores em conceituações simplórias e enviesadas, tão comuns no meio jornalístico. Entretenimento é distração, é diversão, é divertimento, é abobrinha. Cultura é outra coisa. Diversão é, para Antônio Houaiss, “algo que serve para divertir”, mas também, “diversionismo” – aquela manobra de manipulação política que consiste em discutir o que não é importante para ocultar o importante – e, em um uso militar, explica o filólogo, significa uma “ação que tem a finalidade de desviar a atenção do inimigo”. É interessante ligar esses três sentidos e imaginar que o regozijo da diversão pode ser, então, algo extremamente prazeroso, mas não exatamente para mim: se me divirto muito, é possível que alguém esteja se regozijando muito mais com isso. É muito boa a explanação de Michel Maffesoli sobre as divertidas e sensuais tribos urbanas e seu grande corpo coletivo, vivenciado nos shows musicais, nos festivais e nas comunidades simuladas dos bares, na potencialidade revolucionária da orgia e outras idéias barrocas. Muito boa mesmo. Divertida, inclusive. Mas, fica um sabor algo amargo quando é possível observar a forma de vida de quem leva a sério essa idéia de se divertir o tempo todo. Veja-se a cultura underground. Tome-se essa utopia divertida. Eternos jovens protagonistas de frenéticos embalos, animadas e “culturais” discussões entre cervejas, drogas à vontade e sexo fácil, tudo embalado ao som do “velho e bom” rock’n’roll. Jogos de palavras e ornamentos estéticos acabam com a função de ocultar a absoluta impotência política. Isso, sem dúvida, é diversão. Enquanto se “curte” alucinadamente a cultura do sexo, drogas e rock’n’roll, há quem se divirta muito mais. Há quem empresaria os grandes astros que divulgam os modismos culturais. Há quem movimenta os aproximadamente U$ 500 bilhões que circulam no comércio das drogas (e que ninguém venha me dizer que essa grana está nas favelas cariocas). Há quem produza, distribua e venda a bebida alcoólica, notadamente a cerveja, cuja maciça publicidade consegue surpreendente sucesso, mesmo (ou talvez por isso) interpretando seu target como composto apenas de idiotas pândegos e babões. Há quem lucre ao transformar a vida numa triste gargalhada. Infelizmente, porém, essa bazófia não é apanágio apenas de roqueiros, head-banglers (os “batedores de cabeça” do chamado heavy metal) ou punkecas: há também os “pagodeiros mauricinhos”, os cultores daquilo que se convencionou chamar de axé music e outros tantos. Como se diz na linguagem coloquial, todos farinha do mesmo saco. Cultura não é entretenimento. Há uma inevitável angústia na vivência cultural. Mente todo aquele que nega sentir um insuperável incômodo ao contato com qualquer notável produto artístico. Do mesmo modo, não há quem consiga sair ileso de um diálogo no qual uma idéia completamente nova é apresentada. Uma idéia inédita e sagaz é capaz de tornar toda a nossa construção sobre identidade ou “visão de mundo” incomodamente obsoleta e esdrúxula. Até mesmo nossos desejos se tornam empoeiradas peças de museu quando nos defrontamos com o dissenso inteligente. O contato com a cultura é devastador e, definitivamente, não combina com “ficadas”, cervejadas, cocaína e axé music, muito menos com o surrado, repetitivo e nada criativo rock’n’roll. Cultura não é diversão, não promove a mediocridade. Não quer desviar a atenção, não almeja o diversionismo. Isso não significa que a alegria e a festividade não possam compor a vivência cultural. A festa é culturalmente orgástica quando oferece efetivamente uma representação da vitória do brilho contra a escuridão, da sabedoria e do vigor contra a estupidez e a impotência. A cultura não é feita para divertir, mesmo quando é divertida. Quer ir além disso: pretende incomodar, transformar, chamar à responsabilidade de um compromisso com a vida. Assim, o divertimento é o tempero da mensagem, não a mensagem. Talvez o dito que melhor expresse como se dá essa relação nos seja dado pelo poeta russo Maiakovski. Ele escreve, no poema “A Sierguéi Iessiênin”: “Primeiro, é preciso transformar a vida, para cantá-la em seguida”. É por isso que na fábula da formiga e da cigarra, a formiga tem inobscurecível razão. E é por isso, também, que entender cultura como entretenimento é sinal de inescrutável burrice ou de insanável má-fé.

Luiz Geremias | Overmundo

Os recifes de corais de Abrolhos

Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: lugares

Pesquisadores que estudam os recifes de corais do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, a mais antiga reserva natural dos mares brasileiros, acreditavam conhecer bem a área, até que em 2000 pescadores locais avisaram que havia recifes profundos fora dos mapas. Foram ver e encontraram novas terras submarinas: a área de recifes conhecida em Abrolhos dobrou e vem permitindo conhecer como aquele trecho do litoral se formou ao longo dos últimos milênios. “Essa descoberta casual gerou um projeto ambicioso”, conta o biólogo Rodrigo Moura, coordenador do programa Marine Management Area Science da Conservação Internacional (CI) do Brasil. Formado por cinco ilhotas de origem vulcânica a 70 quilômetros da costa no sul da Bahia, o parque abriga mais do que as baleias-jubarte, que atraem turistas entre julho e novembro. Ali estão os chapeirões, estruturas em forma de cogumelo cujos topos às vezes se unem e formam colunatas por onde circulam barracudas, garoupas, moréias e pequenos peixes coloridos. Das 16 espécies de coral de Abrolhos, metade é exclusiva do Brasil, como o coral-cérebro (Mussismilia braziliensis), principal construtor de recifes na região. O banco dos Abrolhos, maior conjunto de recifes do Atlântico Sul, é maior que os 900 quilômetros quadrados preservados. No total são 40 mil quilômetros quadrados, área semelhante à do Espírito Santo, que só agora começa a ser investigada a fundo. O grupo de Moura explorou o fundo do mar ao longo de 100 quilômetros da costa – entre a foz do rio Jequitinhonha, sul da Bahia, e a do rio Doce, norte do Espírito Santo –, em 19 linhas que partiam do litoral mar adentro, até a queda da plataforma continental, onde a profundidade aumenta subitamente. “Percorrer cada uma dessas linhas demorava dois dias”, lembra o geólogo Alex Bastos, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que participou de algumas expedições no barco equipado com um sonar que produzia imagens tridimensionais do fundo do oceano. O geólogo da Ufes se surpreendeu por encontrar, a profundidades de até 50 metros, paleocanais formados há cerca de 15 mil anos, quando o que hoje é coberto por mar era terra. “Esses canais indicam por onde os rios passavam naquela época”, explica. Como estão preservados, sugerem que o nível do mar subiu rapidamente na região.

Maria Guimarães | Controversia

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