Viajar é mudar de opinião e perder preconceitos
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: pensamentos, pessoas
“O que é viajar? Mudar de lugar? De maneira nenhuma. Viajar é mudar de opinião e perder preconceitos.”
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: pensamentos, pessoas
“O que é viajar? Mudar de lugar? De maneira nenhuma. Viajar é mudar de opinião e perder preconceitos.”
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: pessoas
A prisão de minha prima Rosa Maria no Congresso da UNE em Ibiúna, foi um evento inesquecível em Poços. A família entrou em polvorosa. Meu pai ligou para o professor Antonio Cândido que rumou imediatamente para o DOPS com sua mulher, a Gilda. Se bem me lembro dos relatos da Rosa, no meio do caminho o Luiz Travassos conseguiu pular da janela do ônibus que os conduzia presos. Mas quando chegou em Poços, depois do périplo, a casa estava coalhada de flores de fãs. A Rosa era a moça mais bonita de Poços, arrojada, líder estudantil, amazona (gostava de galopar pela rua Assis), musa da geração bossa-nova. Conferindo a relação de moças presas no encontro, percebo que era a mais bonita. Só não ganhou o título de Miss Ibiuna porque “miss” era conceito burguês.
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: politica & economia, jornalismo
Enquanto viajo ao Brasil – devo aportar por aí no meio da tarde –, quem sabe algum leitor tucano explique por que um país que cresce e se desenvolve como nunca cometeria o desatino de pôr na Presidência da República outro irresponsável tucano que, diante de problemas sérios como o da Educação, se sai com essas onomatopéias idiotas. A Educação em São Paulo é um desastre ainda maior do que a Saúde, o transporte público, a Segurança pública etc. E é injustificável - não falta dinheiro ao Estado mais rico da Federação. O que falta a José Serra não é só competência, é caráter, como faltava a outro tucano que fazia ruídos desconexos diante de críticas fundamentadas. FHC tinha uma “resposta” pronta para qualquer crítica que lhe fizessem: era tudo “nhenhenhém”; Serra diz que as queixas dos professores, dos médicos, dos policiais, enfim, de todo o funcionalismo que, desde Mario Covas, só vê sua vida piorar, são “trololó”. Como é que você, paulista, quer que professores, policiais, médicos, garis, enfim, que um funcionalismo público que a cada dia sobrevive com mais dificuldade lhe preste bons serviços? Será que nunca iremos acordar, neste Estado? A droga midiática que os paulistas consomem em doses cavalares nos impede de enxergar que tanto o “nhenhenhém” de um quanto o “trololó” do outro não passam de “blábláblá” de político safado para fugir às suas responsabilidades. Mas Serra, FHC e sua quadrilha podem ter certeza de que, neste ano, o Brasil dirá não às drogas. De novo.
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: politica & economia
O Conversa Afiada sempre sustentou que o Vesgo do Pânico tem mais chance de ser Presidente que o Datena, quer dizer, que o Serra. Porque o Conversa sempre acreditou que o brasileiro não elegerá um paulista Presidente da República tão cedo. O PiG (*), dominado por São Paulo e pelo Globope de São Paulo, jamais ousaria manter uma discussão sobre o problema da Federação. O brasileiro (a Federação) cansou da hegemonia de São Paulo, para São Paulo. Como diz o sábio Fernando Lyra, “São Paulo não pensa o Brasil”. O Conversa Afiada sempre sustentou que uma das manifestações de sabedoria do Presidente Lula foi desconcentrar o investimento público. Foi esse o papel de Lula na memorável vitória do Rio nas Olimpíadas de 2016 – como percebeu o Conversa Afiada. Uma vitória que a elite (separatista) de São Paulo não engole até hoje (**). Sobre a desconcentração econômica, o Conversa Afiada já afirmou que Pernambuco é a nova locomotiva do Brasil. Agora, finalmente, na imprensa do PiG (*), surge uma jornalista que põe a questão no devido lugar e explica por que o Vesgo tem mais chance do que o Serra (ou será o Datena?). É o artigo de Maria Inês Nassif, no Valor, e que o Vermelho destacou:: “o voto anti-paulista”. “ … Serra carregará o carimbo de origem para os palanques das outras unidades federativas no momento em que a aversão à política paulista se generaliza.” “Uma das lógicas de Lula, ao escolher sua candidata, é a de tirar a sucessão do circuito de poder do PT paulista. PSDB e PT de São Paulo dividem não apenas as antipatias dos políticos dos outros estados, mas do eleitorado não paulista.” “Na hora em que saiu da disputa … Aécio já tinha montado, em Minas, um cenário francamente contrário a uma candidatura paulista.” “Mesmo que Aécio não mova um dedo contra Serra … e até faça uns discursinhos a favor, dificilmente o governador (Serra) conseguirá desfazer o que está feito: o ambiente em Minas é francamente contra São Paulo”. “ … Serra é a configuração da hegemonia política desse Estado (São Paulo) sobre os demais”. “Um movimento eleitoral de aversão a um grupo hegemônico é um indicador poderoso de um fim de ciclo.” Nassif, aí, mostra como São Paulo, quando ainda era Grande Potência econômica, acumulou o poder político. Acontece que… “Esse poder (de São Paulo) … não sobreviveu a um período (Governo Lula – PHA) em que ocorreu um movimento mais forte de desconcentração, não apenas na distribuição de renda a indivíduos, via programas de transferência, mas da descentralização do investimento publico. Um projeto de desenvolvimento menos regionalizado vem corroendo a solida hegemonia que comandou o país pós-Real … O país vive esse momento de transição, com todos os ressentimentos dos que perderam no período anterior (Governo FHC) embutidos na conta a ser paga pelo grupo ainda hegemônico”. Ou seja, o Vesgo… Em tempo: ao longo desse magistral artigo, Maria Inês Nassif, que, se não me engano, é mineira, se esqueceu de incluir o Rio na conta dos que vão desmontar a hegemonia anti-nacional dos tucanos de São Paulo. No Rio, caríssima Maria Inês, nem a urubóloga Miriam Leitão vota no Serra (ela é Marina).
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: saude
Alguns estudos têm associado o consumo de leite à perda de peso. Um deles, realizado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, é ainda mais específico e aponta que a ingestão do alimento seria capaz de contribuir para a redução da gordura localizada no abdome - ou seja, ideal para quem quer se livrar da barriguinha. Isso se deve à ação das proteínas e do cálcio, dois dos principais componentes do leite. “O aumento do consumo de proteínas é capaz de estimular o metabolismo [contribuindo para a redução de peso], e proporcionar a saciedade, diminuindo a fome”, afirma Dáttilo. De acordo com o nutricionista, neste caso, o tipo desnatado é o mais indicado, já que não possui gorduras.
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: politica & economia, jornalismo
Há algumas semanas, o jornalista e blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista. “Duas investigações em andamento – a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda – estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra”. Para o jornalista e integrante do movimento Mídia Livre, Altamiro Borges, “não é à toa que Serra chegou a sugerir o governador do Distrito Federal como vice na campanha à presidência”.
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: futuro
O programa nuclear brasileiro, assim como os desenvolvidos na Argentina, África do Sul e Índia, é um dos mais avançados do mundo. O Brasil tem capacidade de enriquecer urânio a 20% de acordo com as normas da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea), segundo com especialistas do setor. A estimativa é de que em 2030 mais quatro a seis centrais de energia nuclear sejam construídas no país – no Nordeste e Sudeste. Atualmente estão em funcionamento Angra I, Angra II e Resende, no Rio de Janeiro, além de Aramar, no município de Iperó, em São Paulo. As usinas enriquecem urânio a 4% e 5% para a fabricação de vários produtos, em geral medicamentos e produtos farmacêuticos – ou seja fins pacíficos, como costuma ressaltar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O objetivo do enriquecimento a 20% no Brasil, é a fabricação de combustíveis que alimentam os reatores radiofármacos. Os especialistas reafirmam, porém, que o programa nuclear do Brasil não é alvo de suspeitas nem de críticas pela forma como é conduzido. Em elaboração desde os anos 50, o programa é aberto a vistorias internacionais, comandadas pela Aiea, da qual o Brasil faz parte. Paralelamente, outras ações foram postas em prática.
Publicado por ACS em 20 Mar 2010 | sob: nxradio
NXRadio tocando Gene Loves Jezebel, A Certain Ratio, The House of Love, My Bloody Valentine, Lush, Chapterhouse, Garfunkel and Oates e Bloc Party.
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: pessoas
O Glauco e eu fomos companheiros de boteco, no extinto Pirandello e no meu próprio, anexo do sebo que tive na Fradique Coutinho no início dos anos 80. Paqueramos a mesma moça jornalista, que nunca nos deu bola porque meio que namorava o chefe dela, o Ricardão. Depois paqueramos a mesma moça atriz, com a qual o Glauco empregou a geraldianíssima cantada de levantar-se da mesa de onde revirávamos os olhos pra ela, ir até a mesa da moça e perguntar-lhe: “Há possibilidade de séquisso?”. Esteve comigo na maternidade a noite toda quando nasceu o meu primeiro filho, em 1983. Depois, saí de São Paulo e, mais depois, do Brasil, e perdemos o contato quase diário. Vimo-nos algumas vezes, sempre comemoradas e bebemoradas, mas a última foi há mais de cinco anos. Ultimamente, tinha-se rendido um pouco à sem-gracice das piadinhas políticas de ocasião encomendadas, algumas de caráter claramente antidemocrático. Mas eu também deixo passar no meu trabalho um monte de cacas para não desagradar os clientes, de modo que quem sou eu para criticá-lo? Aqui, do fundo do fim do mundo, este ateu que vos escreve deseja ardentemente que ele pudesse estar agora em algum céu, com o Raoni, e sem a obrigação de agradar ninguém, nunca mais.
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: pessoas
Na noite de ontem, em meu quarto de hotel, minha mente se perdeu com a visão dos Andes bolivianos. Comecei a pensar no futuro e senti angústia ao imaginar que minha Victoria cresce enquanto envelheço. Temi deixá-la, ainda que minha mulher, meus outros filhos e minha neta certamente zelariam por ela se eu faltasse. Precisava tirar aquilo da cabeça, mas não conseguia. Sentei-me diante do computador para escrever um post, mas minha mente estava vazia e os pensamentos, desconexos. Então abri o Twitter e comecei a escrever o que vinha à cabeça. Meti-me numa escaramuça com trolls e até com o blogueiro do Serra Ricardo Noblat, que se irritou com um twit que escrevi criticando-o e me xingou. Em vez de me provocarem raiva, os trolls e o blogueiro da Globo fizeram com que sentisse que não estava só. Então comecei a escrever sobre tudo, não só sobre política. Escrevia o que vinha à cabeça na esperança de atrair companhia. Os trolls desistiram e o Noblat optou por não me dar corda, pois os militantes do PIG não ousam debater publicamente. Então começaram a vir os amigos que me “seguem”. Conversamos sobre amenidades, sobre política, enfim, passei horas “twittando” e, de repente, não havia mais solidão. Estava entre amigos. Estava no Brasil. Agradeço a todos os “twitteiros” que me fizeram companhia e tornaram agradável uma noite que prometia ser triste, fria e solitária. Eu que nunca gostei muito do Twitter, descobri que, para mim, tem e terá uma grande utilidade. Será um grande remédio para novos surtos de solidão.
PS: meu Twitter é @eduguim
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: politica & economia
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro, submundo
O Washington Times é um jornal que encara com bons olhos as guerras de agressão de Bush/Cheney/Obama/ neoconservadores no Médio Oriente e defende que se obrigue os terroristas a pagar pelo 11/Setembro. Por isso, fiquei admirado ao saber que, em 24 de fevereiro, a notícia mais apreciada no sítio web do jornal durante os últimos três dias era a reportagem “Explosive News” , do “Inside the Beltway”, sobre as 31 conferências de imprensa em cidades dos EUA e no estrangeiro realizadas a 19 de Fevereiro pelos Arquitetos e Engenheiros para a Verdade do 11/Setembro, uma organização de profissionais que já tem 1 000 membros. E ainda fiquei mais admirado por a reportagem do jornal tratar a conferência de imprensa muito a sério. Como é que três arranha-céus do World Trade Center se desintegram subitamente em poeira fina? Como é que sólidas vigas de aço em três arranha-céus cedem subitamente em consequência de incêndios de curta duração, isolados e de baixa temperatura? “Mil arquitetos e engenheiros querem saber, e apelam ao Congresso que promova uma nova investigação sobre a destruição das Torres Gêmeas e do Edifício 7″, noticia o Washington Times. O jornal noticia que os arquitetos e engenheiros chegaram à conclusão de que a Federal Emergency Management Agency (FEMA) e o National Institute of Standards and Technology (NIST) forneceram “relatos insuficientes, contraditórios e fraudulentos das circunstâncias da destruição das torres” e “exigem uma investigação de um grande júri aos funcionários do NIST”. O jornal relata que Richard Gage, o porta-voz dos arquitetos e engenheiros disse: “Deverão ser notificados funcionários do governo de que a ‘Conivência com a Traição’, Código 18 (Sec. 2382) dos EUA é um grave crime federal, que exige a ação dos que possuem indícios de traição. As implicações são enormes e podem ter um impacto profundo no próximo julgamento de Khalid Sheik Mohammed”. Agora há uma outra organização, os Bombeiros pela Verdade do 11/Setembro. Na principal conferência de imprensa em São Francisco, Eric Lawyer, o líder desta organização, anunciou o apoio dos bombeiros às exigências dos arquitetos e engenheiros. Denunciou que não houve qualquer investigação forense aos incêndios que supostamente destruíram os três edifícios e que esta omissão constitui um crime. Não foram seguidos os procedimentos obrigatórios e, em vez de ser preservada e investigada, a cena do crime foi destruída. Também denunciou que há mais de cem testemunhas de primeira-mão que ouviram e sentiram explosões e há provas de explosões através da rádio, de gravações de som e de vídeos. Também na conferência de imprensa, o físico Steven Jones apresentou provas da existência de nano-termite em resíduos dos edifícios do WTC encontrada por um painel internacional de cientistas, chefiado pelo Professor Niels Harrit, da Universidade de Copenhaga. A nano-termite é um explosivo/pirotécnico de alta tecnologia capaz de derreter instantaneamente vigas mestras de aço. Antes de gritarmos “teoria da conspiração”, temos que ter presente que os arquitetos, engenheiros, bombeiros e cientistas não apresentam qualquer teoria. Apresentam provas que contestam a teoria oficial. Estas provas não vão desaparecer. Se o fato de exprimir dúvidas ou reservas quanto à versão oficial do Relatório da Comissão do 11/Setembro torna uma pessoa num idiota da teoria da conspiração, então também temos que incluir o co-presidente da Comissão do 11/Setembro e o conselheiro legal da Comissão, que escreveram livros em que declaram abertamente que foram enganados por funcionários do governo quando dirigiam a investigação, ou, melhor, quando presidiam à investigação dirigida pelo director executivo Philip Zelikow, membro da equipa de transição do Presidente George W. Bush e do Foreign Intelligence Advisory Board e um co-autor com a secretária de Estado de Bush, Condi “Mushroom Cloud” Rice. Há-de haver sempre americanos que acreditam em tudo o que o governo lhes diz apesar de saberem que o governo lhes tem mentido muitas vezes. Apesar das dispendiosas guerras que ameaçam a Segurança Social e os Cuidados de Saúde, guerras essas baseadas em inexistentes armas de destruição maciça iraquianas, em inexistentes ligações de Saddam Hussein à al Qaida, em inexistente participação afegã nos ataques de 11/Setembro, e em inexistentes armas nucleares iranianas, que estão a ser invocadas como razão para a próxima guerra americana de agressão no Médio Oriente, mais de metade da população dos EUA continua a acreditar na história fantástica que o governo lhes contou sobre o 11/Setembro, uma conspiração muçulmana que ludibriou todo o mundo ocidental. Mais ainda, esses americanos não se preocupam com a quantidade de vezes que o governo altera a sua versão. Por exemplo, os americanos ouviram falar pela primeira vez de Osama bin Laden porque o regime Bush lhe atribuiu os ataques do 11/Setembro. Ano após ano foram apresentados vídeos ao público crédulo americano com declarações de bin Laden. Os especialistas consideraram que esses vídeos eram falsificações, mas os americanos mantiveram-se crédulos. Depois, subitamente no ano passado, surgiu um novo “cérebro” do 11/Setembro que ocupou o lugar de Bin Laden, o preso Khalid Sheik Mohammed, o detido que foi mergulhado em água 183 vezes até confessar ter sido o cérebro dos ataques do 11/Setembro. Na Idade Média, as confissões arrancadas sob tortura constituíam prova, mas o sistema legal dos EUA sempre recusou a auto-incriminação desde a sua fundação. Mas com o regime Bush e os juízes federais Republicanos, que nos juraram defender a Constituição dos EUA, a auto-incriminação de Sheik Mohammed consiste hoje na única prova que o governo americano tem de que foram terroristas muçulmanos que provocaram o 11/Setembro. Se uma pessoa analisar as acções atribuídas a Khalid Sheik Mohammed, estas são simplesmente incríveis. Sheik Mohammed é um super-herói mais brilhante, com mais capacidades do que V no filme de ficção, “V de Vingança” (V for Vendetta). Sheik Mohammed ludibriou todas as 16 agências de informações americanas e as de todos os aliados ou fantoches dos EUA, incluindo o Mossad de Israel. Não há nenhum serviço de informações na terra nem mesmo todos eles juntos que cheguem aos calcanhares de Sheik Mohammed. Sheik Mohammed ludibriou o Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Dick Cheney, o Pentágono, o Departamento de Estado, o NORAD, a Força Aérea americana, e o Controlo de Tráfego Aéreo. Fez com que a Segurança dos Aeroportos falhasse quatro vezes na mesma manhã. Provocou a falha das modernas defesas aéreas do Pentágono, o que permitiu que se jogasse no Pentágono um avião comercial pirateado, que andou fora da rota durante toda a manhã enquanto a Força Aérea americana, pela primeira vez na história, foi incapaz de o interceptar, Sheik Mohammed conseguiu realizar estas façanhas com pilotos não qualificados. Sheik Mohammed, apesar de ser um prisioneiro mergulhado em água, conseguiu impedir que o FBI divulgasse os muitos vídeos confiscados que, segundo a versão oficial, mostrariam o avião pirateado a bater no Pentágono. Até que ponto temos que ser ingênuos para acreditar que qualquer ser humano, qual personagem de ficção de Hollywood, tem este poder e capacidades? Se Sheik Mohammed tem estas capacidades super humanas, como é que os incompetentes americanos o apanharam? Este tipo é um bode expiatório torturado até à confissão, a fim de que os americanos ingênuos continuem a acreditar na teoria da conspiração governamental. O que está havendo é que o governo americano tem que pôr fim ao mistério do 11/Setembro. O governo tem que levar a julgamento e condenar um réu para poder encerrar o caso antes que ele rebente. Qualquer pessoa que foi mergulhada em água 183 vezes confessa o que quer que seja. O governo americano tem respondido às provas, que têm sido apresentadas contra a sua extraordinária teoria da conspiração do 11/Setembro, redefinindo a guerra contra o terrorismo de inimigos externos para inimigos internos. Janet Napolitano, secretária da Segurança Nacional, disse em 21 de Fevereiro que atualmente os extremistas americanos são motivo de preocupação tão grande como os terroristas internacionais. Os extremistas, claro, são pessoas que interferem na agenda do governo, como os 1 000 Arquitectos e Engenheiros pela Verdade do 11/Setembro. Este grupo era de 100, agora já são 1 000. E se vierem a ser 10 000? Cass Sunstein, um funcionário do regime Obama, tem uma solução para os céticos do 11/Setembro: infiltrar-se dentro deles e levá-los a fazerem declarações e ações que possam ser usadas para os desacreditar ou para os prender. Mas livrar-se deles a todo o custo. Por quê utilizar estas medidas extremas contra supostos idiotas se eles apenas provocam divertimento e risadas? Estará o governo preocupado que eles farejem alguma coisa? Em vez disso, por que é que o governo americano não confronta pura e simplesmente as provas que são apresentadas e as contesta? Se os arquitetos, engenheiros, bombeiros e cientistas são uns idiotas chapados, seria fácil analisar as suas provas e refutá-las. Porque é que é necessário infiltrar-se neles com agentes secretos e armar-lhes ratoeiras? Muitos norte-americanos responderiam que o “seu” governo nunca sequer pensaria em matar seus próprios cidadãos, roubando aviões e destruindo edifícios só para promover a agenda do governo. Mas em 3 de Fevereiro, Dennis Blair, diretor do National Intelligence, disse à Comissão de Informações da Câmara que o governo dos EUA pode assassinar os seus próprios cidadãos quando eles estão além-mar. Não é necessário nenhuma detenção, nenhum julgamento, nenhuma condenação por um crime capital. Apenas um assassínio impune. Obviamente, se o governo dos EUA pode assassinar os seus cidadãos no estrangeiro, também pode assassiná-los internamente, e é o que tem feito. Por exemplo, foram assassinados 100 davidianos Branch [1] em Waco, Texas, por ordem da administração Clinton, sem qualquer razão legítima. O governo decidiu apenas usar do seu poder sabendo que o podia fazer, e foi o que fez. Os americanos que pensam que o “seu governo” é uma espécie de operação moralmente pura, deviam familiarizar-se com a Operação Northwoods. A Operação Northwoods foi uma conspiração organizada pelos chefes de estado-maior conjuntos para que a CIA efetuasse atos de terrorismo em cidades americanas e fabricasse provas culpando Castro a fim de os EUA poderem conquistar o apoio interno e internacional para a mudança de regime em Cuba. O plano secreto foi vetado pelo presidente John F. Kennedy e foi revelado pelo John F. Kennedy Assassination Records Review Board. Está disponível online no National Security Archive. Há inúmeros relatos disponíveis online, incluindo na Wikipedia. O livro de James Bamford, Body of Secrets , também fala resumidamente na conspiração. “A Operação Northwoods, que teve a aprovação por escrito do presidente [Gen. Lemnitzer] e de todos os membros dos chefes de estado-maior, propunha que fossem alvejadas pessoas inocentes nas ruas americanas; que fossem afundados no alto mar barcos que transportassem refugiados fugidos de Cuba; que fosse desencadeada uma onda de terrorismo violento em Washington, DC, Miami, e noutros lugares. Seriam acusadas pessoas por explosões que não tinham feito, seriam sequestrados aviões. Através de provas fabricadas, tudo isso seria atribuído a Castro, dando a Lemnitzer e à sua pandilha a justificação e o apoio público e internacional de que precisavam para desencadear a sua guerra”. Antes do 11 de Setembro os neoconservadores americanos foram explícitos quanto afirmaram que as guerras de agressão que pretendiam desencadear no Médio Oriente exigiam “um novo Pearl Harbour”. Para seu próprio bem e para o bem de todo o mundo, é preciso que os norte-americanos prestem atenção ao número cada vez maior de especialistas que estão dizendo que o relato do governo sobre o 11 de Setembro não condiz com as suas próprias investigações. O 11 de Setembro desencadeou o plano neoconservador para a hegemonia mundial dos EUA. Enquanto escrevo, o governo dos EUA está a negociar o acordo de governos estrangeiros que rodeiam a Rússia para aceitar bases americanas de intercepção de mísseis. Os EUA pretendem cercar a Rússia com bases americanas de mísseis desde a Polônia, passando pela Europa Central e Kosovo, até à Geórgia, Azerbaijão e Ásia central [ver http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va&aid=17709 ]. O enviado especial americano Richard Holbrooke declarou a 20 de Fevereiro que a Al Qaeda está infiltrando-se em regiões da antiga União Soviética na Ásia central, como o Tajiquistão, o Quirguistão, o Uzbequistão, o Turquemenistão e o Cazaquistão. Hollbrooke está pedindo bases norte-americanas nestas repúblicas ex-soviéticas com a desculpa da “guerra contra o terrorismo” sempre em expansão. Os EUA já cercaram o Irã com bases militares. O governo norte-americano pretende neutralizar a China assumindo o controlo do Oriente Médio e isolando a China do petróleo. Este plano parte do princípio que a Rússia e a China, países com armas nucleares, ficarão intimidados com as defesas anti-mísseis americanas e cederão à hegemonia dos EUA e que a China ficará sem petróleo para as suas indústrias e forças militares. O governo dos EUA está enganado. Os líderes militares e políticos russos responderam a esta ameaça óbvia declarando que a OTAN é uma ameaça direta para a segurança da Rússia e anunciando uma mudança na doutrina russa da guerra quanto ao lançamento preventivo de armas nucleares. Os chineses estão demasiado confiantes para serem intimidados por uma “superpotência” americana enfraquecida. Os retardados mentais de Washington estão jogando a cartada da guerra nuclear. O impulso louco para a hegemonia americana ameaça a vida sobre a terra. O povo norte-americano, ao aceitar as mentiras e enganos do “seu” governo, estão facilitando este resultado.
Paul Craig Roberts
Ex-secretário assistente do Tesouro na administração Reagan, co-autor de The Tyranny of Good Intentions. Foi editor associado da página editorial do Wall Street Journal e editor colaborador na National Review.
blog.controversia.com.br
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro, jornalismo, pessoas
O resultado do PIB em 2009 (-0,2%) foi consequência, entre outros fatores, de uma campanha contra o Brasil feita por parte da mídia, afirmou o presidente da CUT, Artur Henrique da Silva Santos. Ele criticou também empresários e sindicalistas por terem “aderido” a essa campanha, contribuindo para reduzir a atividade econômica no pior momento da crise, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedia que as pessoas continuassem consumindo. Ele citou os presidentes da Fiesp, Paulo Skaf, da Força Sindical, Paulo Pereira da Siva, o Paulinho, e da Vale, Roger Agnelli. O primeiro por ter defendido acordos que incluíam redução de jornada e salários, o segundo por ter afirmado que a crise provocaria 3 milhões de desempregados e o último por ter defendido, no final de 2008, uma “flexibilização temporária” da legislação trabalhista. “Ele (Agnelli) foi oportunista. Estava se aproveitando da crise para fazer ajustes em sua empresa”, disse Artur, que considerou também “absurda” a previsão feita por Paulinho. “De onde ele tirou esse número (3 milhões)?”, questiona. Em 2009, segundo os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, o Brasil criou 995 mil empregos formais.
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro
O crescimento brasileiro nos últimos anos tem sido forte e equilibrado, e para manter esse ritmo em 2010, o Banco Central continuará atento, atuando para manter a inflação baixa e garantir melhores condições econômicas e sociais ao País, afirmou o presidente da instituição Henrique Meirelles no 11º programa da série 7 Anos em 7 Minutos que publicamos nesta sexta-feira (12/3). Para Meirelles, o Brasil já é o País do presente, reconhecido internacionalmente como uma das potências emergentes, graças ao árduo trabalho dos últimos sete anos “para resolver os problemas da economia brasileira, crescer mais e com isso gerar aumento de arrecadação pública para financiar as políticas sociais e o aumento do investimento do governo Lula”. Se antes o Brasil devia ao FMI e a países ricos, hoje somos credores em relação ao mundo, com mais créditos do que dívidas no exterior, afirmou Meirelles, lembrando que para evitar uma crise de crédito, como a que atingiu outros países do mundo, o Banco Central impôs regras firmes e assim o Brasil se saiu bem na crise financeira mundial do ano passado.
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro
O mês de fevereiro será o melhor fevereiro da história em termos de geração de empregos, chegando a mais de 181 mil novos postos de trabalho. A afirmação foi feita hoje (12) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. Segundo ele, os números serão confirmados na próxima semana, mas já superaram os do mês de janeiro. O ministro disse que a indústria está puxando as contratações, porque os estoques estão praticamente zerados e algumas empresas, que aproveitaram a crise econômica global para demitir funcionários precipitadamente, agora estão voltando a contratar. “Este mês eu acho que já se recuperam plenamente todas as demissões, pelos índices que eu vi até agora”, destacou o ministro. Para ele, a retirada da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de veículos novos e de alguns eletrodomésticos não influenciará nas contratações, porque o que tinha que vender com a redução já foi vendido. Segundo ele, com o aumento real do salário e a contratação em massa, o ritmo de vendas deve continuar forte.
Publicado por ACS em 13 Mar 2010 | sob: musica
NXRadio tocando Fun Boy Three, John Taylor, Classix Noveaux, B Movie, Go-Go’s, The Flirts, Sly Fox e Aneka.
Publicado por ACS em 10 Mar 2010 | sob: futuro, jornalismo, pensamentos, pessoas
“As empresas jovens nao estao perdendo nem um nanosegundo com o iPad ou pensando em como cobrar pelo conteúdo. Sao as empresas mais velhas, elas é que estao pensando nisso”. A análise é de Marc Andreessen numa conversa com o TechCrunch. Quando quem está falando é o co-criador do Mosaic (primeiro browser), fundador da Netscape e investidor em projetos como Digg, Ning e Twitter, a gente pára e presta atençao. Andreessen diz que as empresas de comunicaçao nao tem aptidao para a tecnologia, mas precisam aprender rapidamente uma liçao a partir da experiência de quem está nesse segmento - lidar com a mudança constante. E mais - quem está no negócio da comunicaçao, mesmo que nao queira, está também na área da tecnologia, porque seus produtos estao sendo consumidos em formato digital. Segundo Andreessen, jornais e revistas que cobrarem pelo acesso ao conteúdo digital nao vao chegar aonde o público está - porque ele está na web aberta, gratuita. Radical, Andreessen propoe - “Queimem os navios”. É uma referência à lenda sobre a chegada de Hernán Cortés ao Mexico. O conquistador espanhol teria mandado queimar as embarcaçoes nas quais tinha viajado para que nao fosse possivel voltar. Para jornais e revistas, os barcos sao as operaçoes impressas. Elas deveriam ser fechadas e as empresas deveriam abraçar a internet de coraçao aberto. “Precisa queimar os navios, precisa se comprometer (com o futuro)”, porque se a mídia tradicional nao queimar seus próprios navios, outros vao fazer isso - avisa Andreessen.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro
José Serra tenta retomar o discurso programático. Ontem, o discurso no centenário de Tancredo. Hoje, a antecipação de algumas ideias econômicas, especialmente o combate à apreciação cambial. Seja quem for o presidente – Serra ou Dilma, provavelmente não com Aécio – a apreciação cambial será combatida. Quem é oposição pode ser mais explícito; que é governo, menos. Mas não há diferenças de posição nesse item. O que compromete Serra não são suas ideias econômicas. É algo mais substantivo. A gestão Lula mostrou um outro padrão de governabilidade, que vai além do econômico, e muito além do câmbio. Trata-se de reconstrução política e institucional brasileira, na qual a economia é uma perna importante – mas restrita. Quem tiver boas ideias apenas nessa área, é candidato a Ministro da Fazenda, não a presidente. A governabilidade pressupõe o exercício permanente da tolerância e da redução de pontos de fricção partidários, de classe ou regionais. Exige um olhar sistêmico sobre o país, a capacidade de ver todas as pontas, de identificar as linhas de menor resistência, de saber negociar no plano partidário e federativo, de somar, ouvir. Mais: exige planejamento, gerenciamento, identificação dos fatores fundamentais de progresso. Sem esse arcabouço institucional novo, se ficará apenas no campo dos conceitos e do discurso vazio.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro
Em um ano eleitoral que já acende as suas turbinas, pouco pode ser mais útil do que exercitar a memória, artigo tão escasso neste país. Este texto, pois, é um convite ao exercício dessa parte tão “enferrujada” da mente nacional, pois esta precisa ser reativada para que não venhamos a cair em contos do vigário como esse que atribui o “fim da inflação” ao governo FHC. Quando Fernando Henrique Cardoso se elegeu em 1994, a economia brasileira destoava da maior parte da América Latina. Argentina, Bolívia, México, Nicarágua e Peru, por exemplo, tinham vivido tantos surtos inflacionários, durante a década de1980 e início dos anos 1990, quanto o Brasil, mas já haviam implantado os seus planos reais. À luz da experiência de programas de estabilização semelhantes adotados no México, por exemplo, a partir de 1988, ou na Argentina desde 1991, o Brasil adotou políticas públicas que levariam ao surto de bem estar social fundado, maiormente, na valorização artificial da moeda tão denunciada pela então oposição petista, que desde o limiar daquela experiência econômica prognosticava os problemas que de fato sobreviriam. Fernando Henrique Cardoso foi convidado por Itamar Franco para ser ministro da Fazenda em maio de 1993. A idéia era nomear alguém para dar uma cara política a um plano que vinha de fora e que revelaria grande eficácia no combate à inflação com o alinhamento da política econômica ao modelo de estabilização que vinha sendo aplicado em outros países da América Latina, particularmente no México e na Argentina. Como ocorreu nos tantos países supra enumerados, a economia brasileira, agora, veria o tão sonhado “fim” da inflação. Todavia, esse feito se faria acompanhar por elevados déficits no comércio exterior por conta do real valorizado por força de lei, o que nos geraria uma bomba de efeito retardado. Outro efeito deletério da adoção por tupiniquins do programa econômico de Margareth Tatcher e Ronald Reagan foi a total dependência do volátil capital externo de curto prazo em que mergulhamos. Precisávamos dele para dar sustentação ao câmbio congelado por decreto. À diferença de hoje, quando o capital transnacional vem ao Brasil para investimentos de curto, médio e longo prazos, naquele tempo vinha somente para especular no mercado financeiro, nos overs nights da vida, e desaparecia assim que o país precisava dele. Como evidência de que se tratava de um mesmo modelo geral de estabilização aplicado a diversos países da América Latina, há as seguintes similaridades entre os vários programas então implantados no quintal dos Estados Unidos, em países que se contorciam em dolorosos espasmos hiperinflacionários:
* Âncora Cambial (congelamento da taxa de câmbio).
* Abertura às importações por meio de forte redução dos impostos.
* Desregulamentação para entrada de capital estrangeiro de curto prazo.
* Desindexação plena e progressiva da economia.
* Aumento de impostos.
* Âncora monetária (alta dos juros).
* Privatizações.
Todos se lembram do resto do filme. Mas precisam se lembrar de que para um filme ter um fim, precisa ter começo. Ora, o mundo moderno fornece amplos meios para se resgatar cada detalhe dos fatos inquestionáveis que narrei acima. Eles serão extremamente úteis para se combater essa tentativa de revisão histórica que assa no forno da direita brasileira.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
O empresário Abilio Diniz, presidente do Conselho de Administração do Grupo Pão de Açúcar, maior rede varejista do país, se declarou na quinta-feira um verdadeiro cabo eleitoral da pré-candidata do PT à Presidência da República, a ministra Dilma Rousseff. Na apresentação do novo presidente da empresa, Enéas Pestana, Diniz defendeu Dilma e disse que ela tem “todas as condições” de levar adiante o “legado” que será deixado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “É o legado do crescimento, da geração do emprego e da distribuição de renda. Este é o legado que ele (Lula) deixa. Tenho uma profunda admiração por este homem” – disse Diniz, negando que os elogios sejam uma declaração de voto na ministra.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, futuro, jornalismo
Basta que Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à Presidência da República recém-ungida por Lula, faça referências bastante genéricas à natural, inescapável relação entre Estado e Economia, e de pronto o deus nos acuda se estabelece. Quem acompanha a cobertura jornalística, quem lê os editoriais dos jornalões, fica exposto à sensação (à certeza?) de que, se Dilma ganhasse as próximas eleições, o Brasil cairia nas mãos da horda estatizante. Mauricio Dias, em sua Rosa dos Ventos, agudamente avisou, faz duas semanas, que a divergência quanto à correta interpretação do papel do Estado nos domínios econômicos acabaria por excitar cada vez mais o debate eleitoral. Pois a questão está posta, e ganha tons exasperados, e até anacrônicos, na convicção medieval de que aos barões cabe a propriedade de tudo. Nesta edição, o confronto já esboçado está na capa. Aqui me agrada recordar certas, fundamentais circunstâncias em que se deram as privatizações celebradas como trunfo do governo de Fernando Henrique Cardoso, entre elas, em primeiro lugar, o desmantelamento da velha Telebrás, leiloada para uma plateia de barões à sombra do martelo de um punhado de extraordinários leiloeiros. Final de 1998, FHC já reeleito, mas ainda não empossado, para o segundo mandato. Operação entregue aos cuidados do então ministro das Comunicações, Luiz Carlos Mendonça de Barros, de André Lara Resende, presidente do BNDES, de Ricardo Sergio de Oliveira, diretor do Banco do Brasil. Entre outros menos qualificados. Grampos variados acabaram por revelar o pano de fundo de uma bandalheira sem precedentes na história pátria. Foi uma orgia de fitas. Em sua reportagem de capa da edição de 25 de novembro de 1998, CartaCapital dizia: “Fala-se em 27, mas certeza só tem quem participou dos grampos”. Ilegais, obviamente, e desde o início do ano destinados a ouvir as conversas do próprio Luiz Carlos Mendonça de Barros, que ainda estava na presidência do BNDES. O que movia os grampeadores, adversários de Mendonção, era buscar as razões da vertiginosa ascensão da Link Corretora de Mercadorias Ltda., dos filhos do grampeado: em quatro meses de atividade tornara-se a terceira operadora no ranking do Índice Bovespa Futuro. “Cerca de 40% desse índice – sublinhava CartaCapital – era composto por ações da Telebrás, empresa sob o comando do presidente do BNDES.” O cerco a Mendonção prosseguiu mesmo quando ele se mudou para o Ministério das Comunicações, e ali, no seu gabinete, as gravações mais significativas, relativas ao leilão da Telebrás, foram executadas entre 21 de julho e 21 de agosto de 98. O próprio governo, pego no contrapé, cuidou de divulgar uma versão da fitalhada, com cópias generosamente fornecidas às semanais Veja e Época. Cópias amplamente manipuladas, para provar a lisura dos comportamentos das figuras governistas chamadas a conduzir a privatização do sistema. Ocorre que outros ouvidos entraram em cena, e tiveram acesso a largos trechos cancelados nas versões oficiais. Os ouvidos de Luiz Gonzaga Belluzzo e do acima assinado, que participaram de uma audição especial, e do então redator-chefe, Bob Fernandes, privilegiado em outra ocasião. Cito algumas passagens edificantes, que não figuravam nos textos de Veja e Época. De Mendonção para o irmão José Roberto: “O negócio tá na nossa mão, sabe por quê, Beto? Se controla o dinheiro, o consórcio. Se faz aqui esses consórcios borocoxôs são todos feitos aqui. O Pio (Borges, vice-presidente do BNDES) levanta e depois dá a rasteira”. De Mendonção para André Lara Resende, novo presidente do BNDES: “Temos de fazer os italianos na marra (Telecom Italia) que estão com o Opportunity (…) fala para o Pio que vamos fechar (os consórcios) daquele jeito que só nós sabemos fazer”. De André Lara Resende para Persio Arida, sócio de Daniel Dantas no Opportunity: “Vá lá e negocia, joga o preço para baixo, depois, na hora, se precisar, a gente sobe e ultrapassa o limite”. As pressões chegam ao clímax, e Mendonção propõe: “Temos que falar com o presidente”. E Resende: “Isso seria usar a bomba atômica!” E ele a usa: “Precisamos convencer a Previ”, recomenda a FHC. A Previ poderia prestar-se ao jogo, como se prestou no caso da privatização da Vale do Rio Doce. O fundo, contava Carta-Capital na reportagem de capa assinada por Bob Fernandes, “parecia compor-se com o grupo capitaneado por Antonio Ermírio de Moraes, à última hora bandeou-se para a nau pilotada por Benjamin Steinbruch”. Na manobra para enredar a Previ no caso do leilão da Telebrás, foi decisiva, segundo os trechos omitidos das versões oficiais, a pronta colaboração de Ricardo Sergio, o diretor do Banco do Brasil. Tal é o bastidor das privatizações à moda nativa, ou melhor, tucana. Ou fernandista, se quiserem. A trupe dos privatizadores abandonou a ribalta faz bom tempo, mas não é arriscado imaginar que viva dias pacatos. O mais ostensivo, no seu bem-bom, é André Lara Resende, hoje dono de uma quinta em Portugal. Devotado aos esportes equestres, freta aviões para importar seus cavalos.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: politica & economia, jornalismo
A revista Veja de 6 de março traz na capa a manchete “Caiu a casa do tesoureiro do PT” e anuncia a revelação de um escândalo que desviou dezenas de milhões de reais que abasteceu o caixa 2 da campanha de Lula em 2002. Em material de divulgação na internet, a Editora Abril diz a revista traz com “exclusividade um dos maiores escândalos político-eleitoreiros dos últimos tempos”. Não há na matéria qualquer revelação ou mesmo exclusividade pois a Bancoop é saco de pancada da Bandnews, Estadão e IstoÉ há longos quatro anos. A abordagem tão grosseira e analfabeta da Veja só acontece porque não há no país um controle social da imprensa e uma legislação que permita, no mínimo, o direito de resposta. Ou, ao menos que imponha à revista que ouça os criticados, o que paraveja é uma veleidade, pois toda a matéria foi produzida sem que em qualquer momento a Bancoop fosse ouvida. Ou seja, Veja se dá o direito de esculhambar porque está segura da impunidade. Em qualquer outra circunstância, certamente a reportagem lhe renderia um milionário processo por injuria e difamação, além de ter que publicar um direito de resposta do mesmo tamanho. Na verdade, Veja dá o primeiro passo das diretrizes definidas no seminário do Instituto Millenium, realizado em 1º de março, onde um núcleo estratégico dos barões da mídia brasileira se alinharam com o tucano José Serra e articularem linhas mestras de ataques pesados à candidatura Dilma. A tática funciona assim, um veículo esquenta o assunto independente da verdade dos fatos, outros jornais o acompanham e os articulistas ampliam o debate. Vamos ver quando Arnaldo Jabor vai dar o assunto e a CBN coloque-o como “uma singela dose de polêmica de um cineasta maluco”. Que a Bancoop passou por uma crise isso é de conhecimento público, fartamente noticiado pelos jornais. Veja não se deu ao serviço de ler o clipping de noticiários anteriores. E se existe um caso que passou por todas as instâncias de auditoria e fiscalização, é a Bancoop, seja no Ministério Público, no Tribunal e nas fiscalizações internas. Problemas internos de uma cooperativa foram transformados em bandeira política e agora são agitadas - tendo a capa de Veja como o primeiro movimento - justamente quando é aprovada uma a CPI do Banespa na Câmara dos Deputados que poderá fazer um enorme ajuste de contas com as privatarias do governo FHC, tendo como José Serra o ministro do Planejamento. A comprovação de que a liberação de R$ 4 bilhões (hoje R$ 14 bi) de títulos do Tesouro Federal como doação ao Santander pode por muitas autoridades na cadeia. Conhecendo como funciona a imprensa golpista, outros jornais e televisões destacarão o assunto, dentro da lógica da ‘infestação’ em cadeia. A liberdade de imprensa permite que todos os veículos de comunicação tenham o direito de se posicionar a favor de qualquer candidatura. O que Veja faz é mentir, distorcer e propagar articulações claramente eleitoreiras como se fossem informações.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: futuro
O Brasil tem dado exemplo para o mundo de como é possível aumentar a cobertura previdenciária da população sem comprometer a sustentabilidade do sistema, afirma o ministro da Previdência Social, José Pimentel, no oitavo programa da série 7 Anos em 7 Minutos, que o Blog do Planalto publica nesta sexta-feira (5/3). “Exatamente por isso, vários outros países estão vindo ao Brasil estudar o nosso modelo”, afirmou Pimentel. Segundo o ministro, o Brasil conseguiu em 2009 aumentar a cobertura previdenciária para 66,5% da população — em 2003, esse total era de 62%. Com isso o Brasil está hoje entre os 10 países com melhor cobertura previdenciária do mundo. O saldo da Previdência Pública Urbana (que é a previdência contributiva) foi de R$ 3,6 bilhões em 2009, o que permitiu ao governo começar a pagar no ano passado parte do passivo previdenciário das décadas de 1980 e 1990. “Só de esqueletos judiciais, resultados de ações movidas ao longo desse tempo, pagamos em 2009 R$ 6,65 bilhões e iniciamos também o pagamento da compensação previdenciária, que é um direito dos múnicipios e dos estados desde 1992.
Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: nxradio
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Publicado por ACS em 06 Mar 2010 | sob: nxradio
nxradio tocando The Jesus And Mary Chain, New Order, Echo And The Bunnymen, Sisters of Mercy, Siouxie And The Banshees, Love And The Rockets, The Stone Roses e Inspiral Carpets.
Publicado por ACS em 01 Mar 2010 | sob: futuro, filmes, cultura, marketing
1. Mobilize pessoas
2. Testemunhe e grave
3. Visualize sua mensagem
4. Amplifique histórias pessoais
5. Adicione humor
6. Investigue e exponha
7. Saiba trabalhar dados complexos
8. Use a inteligência coletiva
9. Permita que as pessoas façam perguntas
10. Administre seus contatos
Publicado por ACS em 01 Mar 2010 | sob: nxradio
NXRadio tocando Eight Wonder, Tony Esposito, Ryan Paris, Gazebo, Righeira, P. Lion, Gary Low e Sandy Marton.
Publicado por ACS em 21 Fev 2010 | sob: politica & economia, futuro
O dia 21 de janeiro de 2010 será lembrado como uma data sombria na história da democracia norte-americana e seu declínio. Naquele dia, a Suprema Corte dos EUA determinou que o governo não pode proibir as corporações de fazerem gastos políticos durante as eleições – uma decisão que afeta profundamente a política do governo, tanto interna quanto externa. A decisão anuncia uma tomada ainda maior do sistema político dos EUA por parte do setor corporativo. Para os editores do The New York Times, a decisão “atinge o coração da democracia” ao “abrir caminho para que as corporações usem seus vastos tesouros para dominar as eleições e intimidar as autoridades eleitas a cumprirem suas ordens”.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, pessoas
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia
Sob comando da família Mesquita, o “Estadão” sempre foi um jornal mais “ideológico” do que a “Folha”. O diário dos Frias muda de posição conforme muda o vento. Os dois jornais estiveram a favor do golpe de 64. O “Estadão” - como boa parte da elite brasileira - queria uma intervenção rápida dos militares, “limpando” o país dos “comuno-petebistas”. Depois, o poder cairia no colo da UDN. Era o sonho da família Mesquita. Quando a ditadura mostrou que viria pra ficar, o “Estadão” teve a coragem de rever suas posições, e foi pra oposição. Viveu sob censura, teve que publicar receitas e poemas no lugar de textos censurados. A “Folha”, não. A “Folha” (há várias testemunhas disso) chegou a emprestar seus carros para transporte de presos, e para uso do DOI-Codi em São Paulo. Quando o vento mudou, nos anos 80, aí a “Folha” virou “democrata”, botou faixa amarela na capa, e fez campanha pelas Diretas-Já. Teve um papel importante naquela época. Isso não se nega. E conquistou muitos jovens leitores com essa posição de “vanguarda”. Por que relembro isso tudo? Porque, nos últimos dias, ficou claro que apito “Folha” e “Estadão” tocam em relação à candidatura tucana. O “Estadão” publicou o artigo de FHC, no domingo - chamando o PT para a briga (o que Lula e Dilma adoraram). A “Folha”, nesta terça, deixa claro que a tática de FHC desagradou a Serra. O jornal dos Frias não ouviu o Serra em “on”. E não precisa. O recado foi dado na capa: “Críticas de FHC ao presidente contrariam a tática de Serra”. O “Estadão” fala por FHC. De forma aberta - como manda a boa tradição do jornal (lembro que, hoje, o diário nem está mais sob comando dos Mesquita, mas de um comitê de credores que - segundo alguns - incluiria também gente muito próxima a FHC). A “Folha” fala por Serra. De forma velada. É um pouco mais que isso. Os dois jornais, claro, querem a vitória de Serra. Mas, para o “Estadão, não basta uma vitória qualquer. Precisa ser uma vitória que reafirme o ideário (neo) liberal: a candidatura tucana deveria levantar as bandeiras, defendendo o legado de FHC. Para o “Estadão”, não vale uma vitória envergonhada, que esconda FHC e legitime o “Estado forte” do segundo mandato lulista. FHC foi o sujeito que prometeu “enterrar a era Vargas”. É o velho sonho do “Estadão”, que até hoje não digere a derrota para Vargas em 32. A “Folha”, como sempre, parece mais pragmática. Se for preciso esconder FHC para que Serra vença, ótimo. Não é por outro motivo que o jornal dos Frias escalou o (bom) repórter Gustavo Patu para mostrar como FHC omitiu os erros do governo dele no artigo escrito para o “Estadão”. É um recado da “Folha” (e de Serra) para FHC: se falar demais, até nós vamos desconstruir o seu governo! FHC já percebeu que - se não brigar para defender sua biografia - ela será jogada no lixo, inclusive pelos correligionários tucanos. Lula quer que a eleição vire um “choque de programas” (governo Lula x governo FHC). Serra quer “choque de biografias” (o ex-ministro e governador “experiente” x a ministra “inexperiente”). O problema é o choque de egos entre os tucanos. Quem vai guardar o ego de FHC no apartamento dele, em Higienópolis? Só Dona Ruth conseguiria… Pensando bem, não é justo exigir tal esforço de FHC, a essa altura da vida. Deixa o FHC falar à vontade! Faz bem pra ele. E, certamente, fará um bem enorme ao país…
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: pensamentos
“Não interessa o que dizem os moralistas; não devemos preocupar-nos em evitar as tentações. À medida que vamos ficando velhos, elas passam a evitar-nos.”
The Wanderer, in The Argus, Cidade do Cabo
Paulo Gama
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: lugares, futuro, submundo
Há alguns dias o prefeito Gilberto Kassab, em uma atitude que não entendemos direito, fechou os albergues do Centro de São Paulo acabando com cerca de mais 700 vagas utilizadas pelos desabrigados do Centro de São Paulo (além das 300 fechadas desde 2008) . Isso fez com que centenas de sem tetos, mais do que o habitual, voltassem a dormir nas ruas. A região de Campos Eliseos ficou com suas calçadas abarrotas de pessoas deitadas pelas calçadas. Desde o início da operação de “limpeza” da região da “Nova Luz” os usuários de crack migraram para várias regiões próximas, alguns para perto da Câmara dos Vereadores, outros pra mais perto, como Rua Helvétia, Al. Barão de Piracicaba, Cleveland, nos arredores da estação Julio Prestes que que está exatamente nas bordas da região de atuação da operação Nova Luz. Houve tentativas da Policia de espalhá-los mais, murando as entradas de hotéis baratos irregulares e imóveis abandonados utilizados pelos usuário de crack. Durou alguns dias, logo a Polícia foi embora e os viciados quebraram as paredes levantadas reocupando os imóveis. Outros moradores de rua, a maior parte pra dizer a verdade, que aparentemente não é usuária de drogas mas não tem abrigo,começou a dormir pelos Bairros de Campos Eliseos, Higienópolis, Santa Cecília e Vila Buarque, principalmente embaixo do Elevado Costa e Silva, o Minhocão. A quantidade de pequenos roubos na região, segundo relatos, aumentou muitona região, principalmentna Rua Glete, um acesso importante que liga a estação de metrô Santa Cecília, o Terminal Urbano Princesa Isabel e a Estação Julio Prestes da CPTM. MAS O TEMA DESTE POST é outro! OS MORADORES DE RUA SIMPLESMENTE SUMIRAM ESTA SEMANA!!! Eu não achei noticias, mas não há sequer um dormindo em minha rua, durante dia há pouquissimos catadores nas ruas e, passando durante a noite por baixo do Elevado, principalmente na região do Largo do Arouche que estava insustentável a quantidade de pessoas em condições miseráveis, todos sumiram também!!! É claro que prefiro meu bairro limpo, sem ninguém dormindo nas ruas, mas isto não significa que eles são lixo! Derepente todos somem, não achei sequer uma notícia sobre a reabertura de albergues, realocação deles ou qualquer outra notícia que explique para onde eles foram! Essa é a pergunta que fica: Pra onde foram? Foram realocados em outros albergues? Foram varridos para a periferia? É muito estranho que a situação foi resolvida tão rápido pelo prefeito, principal aliado do governador, candidato não assumido à Presidencia da República. Em ano de eleições o amante das camêras, tweets, holofotes e notícias dos seus feitos nos jornais não falaria aos quatro ventos seu novo feito em um tempo que até São Pedro o abandonou?
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, jornalismo, empresas, futebol
Ao ver a insistência dos meios de comunicação aliados de José Serra de vincularem José Roberto Arruda a Lula e ao PT, chego a pensar que não se trata, apenas, de uma tentativa real de influir na política enganando o eleitorado, mas da intenção deliberada desse grupo político de meramente esbofetear seus adversários. A insinuação dos jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet é a seguinte: podemos fazer tudo. Somos senhores da realidade. Podemos fazer com que a queda de Arruda, adversário político de Lula, seja vista como queda de um aliado do presidente e com que as pessoas vinculem o governador pefelê ao PT, invertendo essa prova que sobreveio de que os acusadores do partido e do presidente da República é que são os verdadeiros corruptos. Esse conclave político-midiático considera a guerra psicológica uma espécie de componente do jogo político. Esbofetear aqueles que sabem que Arruda é um expoente da oposição a Lula, um aliado de José Serra que estava sendo anunciado há umas boas semanas como provável candidato a vice na chapa do tucano à Presidência, abalaria o moral dos petistas e do seu eleitorado. A teoria da mídia não deixa de ter algum fundamento. Desde a prisão de Arruda, pelo menos aqui em São Paulo muita gente está criticando Lula pelo que aconteceu com o aliado de Serra. E não falo apenas de pessoas comuns que se põem a mentir deliberadamente por não gostarem de Lula, do PT e, agora, também de Dilma. Falo de pessoas sem maior politização. Vocês sabem por que o PFL mudou seu nome para “Democratas”? Porque o partido estava muito desgastado com seus constantes escândalos e, assim, precisava enganar o eleitorado, aparecendo como uma nova força política “na praça”. E deu certo. Um partido que já era visto como símbolo da corrupção (o PFL) conseguiu eleger o prefeito da maior cidade do país e o governador da capital da República. Querem se assustar mais? Tem muita, mas muita gente que não sabe que o Democratas é o PFL, assim como há muita gente que pensa que Serra é o candidato de Lula à Presidência, assim como, agora, também há muita gente que pensa que Arruda era aliado do presidente da República. Como funciona isso? Ora, vá aos blogs do Noblat, do Josias de Souza, do Reinaldo Azevedo, por exemplo; ou aos portais UOL, G1, IG, Terra; ou às Globos, ao SBT, à Band, à RedeTV!, à TV Gazeta, à TV Cultura, à CBN, à Eldorado; ou à Folha de São Paulo, ao Estadão, à Veja, enfim, vá à grande mídia e verá cobranças a Lula por conta de Arruda. Claramente. Como se fosse a coisa mais natural do mundo cobrar um político pelas estripulias de seus adversários. Como fizeram isso? Distorceram declarações do presidente como a de que não seriam as imagens da corrupção de Arruda que o condenariam, mas, sim, o devido processo legal, ou de que é lamentável, para a classe política, o que aconteceu com o governador de Brasília, obviamente que não devido à queda de um inimigo político de Lula ser ruim para ele, mas porque desmoraliza ainda mais a classe política junto à sociedade. Mas será que esses meios de comunicação, será que esses jornalistas que mencionei acham que podem fazer o país pensar que Arruda é problema de Lula? Será o conjunto do povo tão estúpido assim? Não é preciso pensar muito para responder que é claro que não, que só uma parte da sociedade é assim tão mal informada, tão ignorante sobre política – e sobre tudo, pois quem cai num golpe desses não sabe nem onde tem o nariz. Contudo, é justamente esta parcela da sociedade que é o alvo. E não é uma parcela muito pequena, há que dizer. O que essa mídia pretende, pois, é que essa parcela canalha dos brasileiros que acusa, de forma consciente e proposital, quem jamais foi flagrado como foi o grupo político de Serra e Arruda, junte-se àqueles inocentes úteis que não têm a menor noção do que está acontecendo no país e que, assim, compram a mentira de que Lula tem algo que ver com o governador caído de Brasília. Mas, também, essa gente aproveita para infligir um sofrimento psicológico aos seus adversários inundando a mídia com uma mentira absurda sem que estes tenham como reagir à altura sem levantar um enorme debate que não ficaria bem os alvos dessa farsa enfrentarem, pois pareceria que têm culpa no cartório. Eis a bofetada que levam os homens e mulheres decentes e conscientes desta nação. É nesta hora, porém, que, apesar da indignação, temos que manter a serenidade e a confiança no povo brasileiro, na verdade e na justiça. Mais do que nunca, as vítimas dessas hienas temos que ter em mente o sábio dito popular que reza que “Quem ri por último, ri melhor”.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, pessoas
É do conhecimento até do mundo mineral que Fernando Henrique é vaidoso. Mesmo os amigos mais chegados lhe apontam o pecado desde os tempos em que iam às calçadas paulistanas na noite da corrida de São Silvestre para torcer pelo tcheco Emil Zatopek, a “locomotiva humana”, por enxergar nele o perfeito representante do império soviético. Pecado capital, a vaidade, segundo os católicos. Se esse aspecto da personalidade do ex-presidente não passa despercebido aos olhos do Pão de Açúcar e da Pedra do Baú, imaginem o que se dá com Lula, um expert em FHC. As mais recentes reações do príncipe dos sociólogos às comparações promovidas na área petista entre seu governo e o de Lula servem somente para demonstrar que FHC é pecador contumaz, de sorte a alegrar seus adversários e, assim me parece, inquietar José Serra. Se a vaidade de FHC se estabelece, Lula vence, pois é exatamente a vitória que procura. O presidente montou o ardil, o ex-presidente caiu na esparrela. Adaptou-se ao esquema do plebiscito convocado peremptoriamente pelo atual titular sem perceber o erro pueril que estava a cometer. Vanitas vanitatum, diriam os antigos romanos.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia
Há algumas semanas, o blogueiro Luis Nassif adverte para um fato grave que continua ignorado pela mídia golpista. “Duas investigações em andamento – a Operação Castelo de Areia e o caso José Roberto Arruda – estão batendo direto no sistema de financiamento de campanha do governador José Serra… Não é nada trivial. Não se trata de denúncias de oposição, de suspeitas, mas de investigações policiais calcadas em provas, depoimentos de testemunhas, documentos”. No final de dezembro, a revista CartaCapital confirmou a existência da “conexão Serra-Arruda”, como Nassif batizou sua descoberta. Ela revelou que o administrador de empresa Ailton de Lima Ribeiro, “homem de confiança de José Serra”, é um dos envolvidos no escândalo do “mensalão do DEM”. Filiado ao PSDB, Ribeiro trabalhou com Serra no Ministério da Saúde e na prefeitura de São Paulo. Na sequência, prestou serviços ao prefeito demo Gilberto Kassab. Desde março de 2009, ele era um colaborador íntimo de José Roberto Arruda, o governador do Distrito Federal. Segundo aponta a revista, “ao desenrolar o novelo do Arrudagate, o fio das investigações aponta para um esquema formado por uma rede de empresas beneficiadas por contratos milionários no Distrito Federal e em São Paulo”. Ribeiro é o principal envolvido. O gestor tucano já havia sido alvo de outras denúncias. Após ocupar vários cargos importantes no Ministério da Saúde, ele foi afastado do órgão durante as investigações da Máfia do Sangue. Em outubro de 2008, também foi citado no rastro da investigação da Operação Parasitas, que apurou a existência de um grupo de empresas que fraudava e superfaturava contratos na área de saúde com a prefeitura paulistana. Com o estouro do escândalo do “mensalão do DEM” de Brasília, outro demo, Gilberto Kassab, decidiu suspender o contrato milionário, sem licitação, feito pela Secretaria Municipal de Saúde com o Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas), no valor de R$ 15,8 milhões. “A prefeitura já havia pago, antecipadamente, R$ 2 milhões. Surpresa: Ribeiro faz parte da diretoria do Iabas. O seu nome consta do site da organização como diretor de gestão em saúde pública”, relata a revista, que descreve outros casos sinistros envolvendo o versátil administrador tucano.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia
O período de junho de 2003 a julho de 2008 foi o melhor para a economia brasileira, de 1980 para cá, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesses cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceu. A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas. Segundo o estudo, o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses. O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia
A prisão do governador José Roberto Arruda (ex-DEM, hoje sem partido) causou impacto no meio acadêmico, em especial entre os cientistas políticos. O professor Edir Veiga, da Universidade Federal do Pará (UFPA), destaca a “sinalização positiva” do Poder Judiciário, que teve “coragem em cortar a impunidade”. Para Rodolfo Teixeira, da Universidade de Brasília (UnB), o episódio mostra que “pode haver limite para a impunidade”. “Aquela situação confortável foi colocada em xeque”, disse Teixeira, fazendo referência ao comportamento da base aliada do governo na Câmara Distrital. “As instituições começam a funcionar”, avalia positivamente o acadêmico de Brasília.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: nxradio
T’Pau, Fine Young Canniballs, The Communards, Paul Young, Frankie Goes To Hollywood, Eurythmics, Culture Club e Bronsky Beat.
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: nxradio
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Lot 49 | Kingston
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DanBritton
Dan Britton | Collioure, SW France
Did you see the video from Jim Rohn Tribute? Inspirational http://ursuccess.net
way2makemoney
Ros Proskurnya | Portland OR
I subscribed to buencaminos’s channel on YouTube http://www.youtube.com/user/buencaminos?feature=autoshare_twitter
DARRENHARDY
Darren Hardy | Cardiff by-the-Sea (San Diego)
VIDEO: Jim Rohn’s farewell words and parting gifts for you. Watch and receive: http://budurl.com/ujdu
LloydCole_Guru
Lloyd Cole_Guru | Facebook Following
Finally the footage of the Commotions that Neil tipped us off about being of televison in the UK has been video… http://bit.ly/b0NsLJ
Publicado por ACS em 07 Fev 2010 | sob: nxradio
MissBDP
Brittany | Houston, TX
hella bored (Broadcasting live at http://ustre.am/9Nom)
rayhigdon
Ray Higdon (SWFL) | Formerly IN, now Ft Myers, FL
Just scored superbowl tickets, 20 rows from the field, AFC side! Thanks Tom Bean! Colts baby!
MP3Whitelabel
MP3 Whitelabel | Cardiff, Wales
Morning tweets. How is everyone today??
SeraMalicious
bella sera malicious
Publicado por ACS em 07 Fev 2010 | sob: nxradio
The Triffids, The House of Love, The Go Betweens, Prefab Sprout, Lloyd Cole, Aztec Camera, XTC e Fischer Z.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: nxradio
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Bling ur Blog | Online
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JT Lloyd | Michigan
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paul blandford | Newport, South Wales
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Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
Nos últimos dias, a Folha e outros orgãos da mídia tem dançado em torno de um recorde irrelevante: se as chuvas deste janeiro em São Paulo serão ou não as maiores dos registros históricos. Minha pergunta é: e daí? Para quem é vítima das enchentes ou para quem dirige pelas marginais do Tietê e do Pinheiros isso é absolutamente irrelevante. A chuva “acumulada” nos recordes não caiu de uma só vez e, portanto, pode não haver relação entre a soma de toda chuva e os transbordamentos episódicos. Trata-se de um factóide à altura das mensagens de José Serra no Twitter: serve à desinformação. O que importa é saber o motivo pelo qual a obra central da estratégia contra as enchentes em São Paulo, o rebaixamento da calha do rio Tietê, não está dando conta de impedir os transbordamentos. É preciso ter em conta sempre o papel central que o rio Tietê tem nas enchentes da cidade: quase todos os rios que cortam São Paulo desaguam nele. Se não há vazão adequada no Tietê, o risco de transbordamento dos afluentes também aumenta. É impossível dançar em torno dessa realidade: o gerenciamento das represas do Alto Tietê e a capacidade de vazão do próprio rio são essenciais não apenas para a temporada de chuvas de 2010, mas de 2011, 2012, 2013… independentemente de quem seja o governador de São Paulo. Sabemos que o então governador Geraldo Alckmin concluiu uma obra bilionária cuja promessa central era acabar com as enchentes em São Paulo. Está até em um site tucano essa promessa. Ficou expressa em placas e faixas espalhadas pela região da marginal do Tietê. No entanto, quatro anos depois da conclusão desta obra o rio Tietê já transbordou quatro vezes: uma durante o próprio governo de Alckmin e três recentemente, no governo Serra. Foram milhões em prejuízos para a cidade, tanto em danos diretos como em danos indiretos. O que os paulistas e paulistanos gostariam de saber é: o Tietê vai encher outras vezes? Quanto precisa chover para que o Tietê transborde? A obra foi em vão? Ou houve falta de manutenção? Pelo que apurou a repórter Conceição Lemes, deste blog, o rio Tietê ficou três anos sem limpeza (2006, 2007, até outubro de 2008). O plano do governo de fazer uma parceria público-privada para providenciar a limpeza teria fracassado. A limpeza foi retomada através de concorrência pública, em 2008, bem abaixo do que é recomendado por alguns técnicos. Apesar da insistência da repórter, o órgão do governo que poderia fornecer os documentos comprovando que fez a limpeza, se de fato ela foi feita, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), se negou a responder. O que nos leva a uma questão secundária, não menos importante: a falta de transparência do governo Serra quando se trata de temas politicamente embaraçosos. O próprio Defensor Público que zela pelos interesses de moradores da Zona Leste vítimas das inundações teve de recorrer à Justiça para obter documentos da Sabesp e de outros órgãos controlados pelo governo Serra. A mídia exige do governo federal a transparência que não cobra de autoridades estaduais e locais.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas
Sergio Guerra é aquele senador (eleito por Pernambuco) que recebeu do presidente Lula a alcunha carinhosa de “babaca”. Guerra preside o PSDB. Partido que já teve entre seus líderes gente como Mario Covas e Franco Montoro. Podia-se discordar dos dois, mas era difícil achar quem os chamasse de “babacas”. Numa entrevista desastrada à revista “Veja”, Guerra disse que os tucanos vão acabar com o PAC se ganharem a eleição. Ele disse. É fato. Dilma o criticou por isso. Crítica política. Em resposta, o grande líder tucano chamou Dilma de mentirosa, entre outros impropérios. Como recompensa, ganhou de Lula o apelido carinhoso de “babaca”. O adjetivo talvez devesse ser outro. É o que concluo ao ler esse artigo, no blog do Nassif. Guerra, aquele que disse à “Veja” querer acabar com o PAC, usa em seu site pessoal as obras do PAC para faturar politicamente. Tira umas “lasquinha” das obras federais. Ele é contra o PAC, mas só para agradar os leitores da “veja” - entenderam? Fico a pensar: quem seria o “babaca” nessa história? Estaria o garboso líder tucano a imaginar que “babacas” podem ser os eleitores que o conduziram ao Senado? Não sei… Temo pelo futuro político de Sergio Guerra. Pesquisa Vox Populi acaba de mostrar que, em Pernambuco, Dilma disparou, passou Serra, e lidera com folga as pesquisas. É o que leio no blog do Eduardo Guimarães. Eduardo Campos - com apoio de Lula e do PT- deve se reeleger para o governo de Pernambuco, com um pé nas costas. E as duas vagas de senador também devem ficar com gente da base lulista. Sergio Guerra, avisam-me leitores pernambucanos, faria melhor se concorresse à vereança em 2012. Teria alguma chance, desde que parasse com essa “babaquice” de acabar com o PAC. Não pega bem para um vereador, ainda que tucano.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: lugares, futuro, submundo
Quando o Capsule Hotel Shinjuku 510 abriu, há quase duas décadas, o Japão estava apenas começando a sair de sua bolha econômica, e os minúsculos cubículos de plástico do hotel ofereciam um refúgio noturno para trabalhadores assalariados que tinham perdido o último trem de volta para casa. Hoje, as cápsulas do Hotel Shinjuku 510, que não medem mais de 2 metros de comprimento por 1,5 metros de largura, e são tão baixas que uma pessoa não consegue ficar de pé, se tornaram uma opção acessível para quem não tem outro lugar para ir, enquanto o Japão sofre com sua pior recessão desde a Segunda Guerra. Exportadores que antes atravessavam um acelerado crescimento realizaram demissões em massa em 2009, à medida que a crise econômica mundial encolhia a demanda. Muitos dos recém-empregados, forçados a sair de suas casas patrocinadas pela empresa ou incapazes de conseguir pagar o aluguel, ficaram sem casa. As desgraças do país levaram o governo a disponibilizar abrigos de emergência no feriado de Ano Novo em um esforço nacional para evitar os sem-teto. O Partido Democrático, que chegou ao poder em setembro, quer evitar o destino do antigo governo pró-negócios, que foi pego desprevenido quando trabalhadores desempregados armaram tendas perto de repartições públicas, no ano passado, para chamar atenção para seus problemas.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: nxradio
nxradio tocando The Weather Prophets, The Brilliant Corners, The Bodines, Pixies, Shop Assistants, The Verve, Travis e Thirteen Senses.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, submundo
Cherisma, de 15 anos de idade, foi morta pela polícia nacional do Haiti quando carregava três quadros que teriam sido furtados de uma loja que desabou em Porto Príncipe. Foto de Carlos Garcia Rawlins.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
Eu ouvi uma fala dele (Merval Pereira) na CBN (a rádio que troca a notícia) com certeza o mesmo conteúdo da coluna (O Globo), mas, pra mim quem se superou foi a Lucía Hipócrita, ops, Hipólito. Ela garantiu que de jeito nenhum, de forma alguma, a oposição quer acabar com o PAC, como disse a ministra, oras, mesmo que o Guerra (faça humor não faça guerra) tenha dito claramente, segundo a Hipólito, não foi esse o sentido, (ela agora é porta-voz dos sentidos implícitos) já que todo político adora obra, então ele não disse o que disse e está acabado. Na verdade eu achei tão explícita a opinião dela como PSDBista, que não pode passar impune que num espaço de concessão o ouvinte não tenha acesso ao antitético. A pergunta que não pode calar é se uma concessão pode ser objeto de partidarização?
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas, arte, submundo
Evidente! Dizer que não existe luta ideológica é conversa fiada. Agora, “tudo é mercado”. É muito ruim, hein! Se fosse assim, bastava você pagar para ter publicado na grande imprensa qualquer conteúdo. Mas não é assim que a banda toca. Em 1999 eu queria fazer uns outdoors de uma exposição de charges sobre violência policial, com o título “A Polícia Mata”. Eu tinha o dinheiro, mas a empresa de outdoor se recusou. “Ué, mas não é o mercado? Não tinha o dinheiro?” Essas censuras são permanentes, continuam. Não é oficial, como na época da ditadura, mas agora você tem a censura do mercado, que é baseada também em questões ideológicas. Eu lembro que a CUT tinha um esquema para montar uma emissora de televisão, com estúdio, tudo pronto, mas não conseguia a concessão. Como é que se dá concessão de rádio e TV? É uma questão mercadológica? Nada disso, é uma questão essencialmente ideológica. Mas tem sempre esses arautos do mercado, do liberalismo dizendo: “Não, caiu o muro, agora não tem mais esquerda e direita”. Aqui que não tem! Neguinho bate no Chavez 24 horas! É uníssono. Não é possível que num país enorme como o Brasil, de norte a sul, todas as emissoras só batam no Chavez. Não pode haver essa unanimidade, tem de ter um contraponto. Até nos EUA, que são aquele monte de reaça, você tem contraponto. Sobre a guerra do Iraque, sobre a questão palestina, em Israel você tem o contraponto.
Carlos Latuff
André M. de Oliveira | Overmundo
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, pessoas, submundo
Poucos devem saber que o inventor do rádio foi um padre brasileiro, cientista e inventor de protótipos da televisão, aparelhos de telefone e telégrafo sem fio. Para reconhecer o trabalho do padre Roberto Landell de Moura, que fez a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas, jornalistas e outros profissionais lançaram o Movimento Landell de Moura (MLM) (http://www.mlm.landelldemoura.qsl.br/ ). Na memória de muitos, o pai do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi. Na realidade, Landell fez sua transmissão muito antes de Marconi, do croata naturalizado norte americano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, reconhecidos por suas invenções. O primeiro a dar o “furo” da criação de Landell, foi o jornal O Estado de S. Paulo, que apesar de anunciar a data da transmissão, 16 de julho de 1899, não cobriu o evento. Poucos meses após outra demonstração pública de seu invento, realizada na avenida Paulista e no Morro de Santana, Landell patenteou a criação, em março de 1901. A demonstração do invento foi publicada pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Na época, o padre gaúcho foi reconhecido até mesmo pela imprensa estrangeira, no jornal New York Herald, que em 12 de outubro de 1902, publicou uma reportagem sobre as experiências de Landell. Mesmo com sua invenção para o mundo das comunicações, o cientista não foi entendido. “As pessoas não compreenderam o que ele fez, não se interessaram em patrocinar, além do fato de ele ser um padre cientista, o que não era comum”, conta o jornalista e escritor Hamilton Almeida, que estuda há mais de 30 anos a vida de Landell de Moura.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas
O jornal nacional desta sexta-feira admitiu que, mesmo com chuva fraca, São Paulo é o caos. (Esqueceu de dizer que, mesmo SEM chuva, São Paulo é o caos.) Uma reportagem chamou a atenção. Foi de César Menezes, que revestiu de “informação” toda a ideologia da elite paulista e, portanto, a ideologia de Zé Alagão. A culpa é dos pobres. Primeiro, porque os pobres não recolhem o lixo. Como se houvesse coleta de lixo em São Paulo. O que o César quer? Que o pobre cultive ratos em casa? Se a coleta não chega ou se nunca se sabe quando chegará, o que fazer: botar o lixo na rua, caro Watson. Outra observação interessante o repórter do jornal nacional: o pobre de São Paulo tem a mania de morar em barranco. Inacreditável. Podia morar no Morumbi, nos Jardins e na Vila Nova Conceição, mas não: pobre é assim mesmo. Vai morar na periferia em área de risco. E por que o Zé Alagão não foi lá e retirou o pobre, mandou para um CDHU e financiou a compra da casa própria com o dinheiro que gasta em publicidade? O que faz o Zé Alagão que não limpa o rio Tietê? O que faz o Zé Alagão que não constrói piscinões? Mas, sabe como é: o jornal nacional e alguns de seus bravos repórteres serão o último reduto da resistência tucana.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, ecologia, submundo
Se existe uma divisão clara na natureza, é entre os seres vivos e os minerais. Afinal, como aprendemos na escola, seres vivos tem metabolismo e a habilidade de se reproduzir. Minerais, por sua vez, são inertes, respondendo ao que ocorre à sua volta. Os dois não podiam ser mais distintos e independentes. No entanto, nos últimos anos, aprendemos que existe, e que sempre existiu, uma relação íntima entre as rochas e as vida. Se foram os minerais ou compostos químicos inertes que deram origem à vida, foi ela que, por sua vez, transformou profundamente a história geológica da Terra. Tendo a matéria não-viva se transformado em matéria animada, a incrível diversidade da vida é profundamente relacionada com a incrível diversidade dos minerais. Tudo começou de maneira bem simples. Há 4,5 bilhões de anos, a Terra havia acabado de se formar. Os minerais que existiam naquela época passavam a maior parte do tempo em ebulição: a Terra era constantemente bombardeada por asteroides e cometas. Os minerais, na época, eram poucos, algumas centenas, semelhantes aos que são encontrados nos asteroides de hoje. O tempo passou. Em torno de 3,9 bilhões de anos atrás, os bombardeios acalmaram e a crosta terrestre foi, aos poucos, se solidificando por períodos mais longos. Não se sabe exatamente como aconteceu, mas os minerais simples que existiam, junto com gases existentes na atmosfera terrestre, sujeitos à atividade elétrica e à radiação ultravioleta solar, produziram os primeiros aminoácidos -os passos iniciais em direção à vida. Os primeiros sinais de vida confirmados datam de 3,5 bilhões de anos atrás. Esses organismos primitivos, que eram seres unicelulares, foram o único tipo de vida que existia na Terra pelos próximos 2 bilhões de anos. Foram eles que transformaram a natureza da vida e, de quebra, também os minerais na Terra. Quando falamos em vida na Terra, pensamos em seres complexos, multicelulares. Na verdade, a história é bem diferente. A transição de seres unicelulares para multicelulares foi lenta e improvável. Mesmo dentre os seres unicelulares, houve a transição dos procariotas aos eucariotas. Os procariotas, de alguma forma, descobriram o mecanismo que foi essencial na transformação da vida e do nosso planeta: a fotossíntese. Aos poucos, os procariotas foram absorvendo o gás carbônico da atmosfera e fazendo com que ele se transformasse em oxigênio. Sendo um elemento químico altamente reativo, o oxigênio é uma espécie de granola geoquímica, energia para promover reações cada vez mais complexas. Esse enriquecimento energético da atmosfera foi a grande virada na história do nosso planeta. Com mais energia disponível, a vida foi ficando mais complexa. Os eucariotas surgiram provavelmente da aliança simbiótica de dois ou mais procariotas. Por exemplo, as mitocôndrias, que aparecem nas células do nosso corpo, devem ter sido procariotas que foram absorvidos ou comidos por outros. Mas a fotossíntese não foi importante só para a evolução da vida. Transformou as rochas também. Ao reagir com o ferro, o carbono, o enxofre e o silício, o oxigênio criou uma espécie de Big Bang mineral, uma explosão na diversidade das rochas espalhadas pela Terra. Se os seres unicelulares deram origem, ao mesmo tempo, tanto à complexidade da vida quanto à complexidade dos minerais, a hipótese de que a Terra, como um todo, é, de certa forma, uma criatura viva, ganha força. Vivos ou não vivos, nossa descendência é a mesma.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, cultura
Após o terremoto do dia 12 de janeiro no Haiti e destruiu parte da capital do país, o presidente do Senegal propôs que os haitianos “retornem” à África. A ideia de Abdoulaye Wade fez reviver uma das propostas básicas do movimento rastafari ao considerar possível que os habitantes do país deixem o sofrimento caribenho para ocupar um território que, promete, será fértil, e com similaridades com o caso de Israel. A proposta, criticada pelos oposicionistas a Wade, deve ser apresentada à União Africana, com a possibilidade de que se aprove a criação de um novo país para abrigar os haitianos que desejem mudar de continente. “Tudo o que estamos dizendo é que os haitianos não os levaram para lá. Eles estão lá devido à escravidão, cinco séculos de escravidão”, disse o presidente à Reuters TV. “Temos de lhes oferecer a chance de vir à África, esta é a minha ideia. Eles têm tantos direitos na África quanto eu tenho.”
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
Ao completar uma década, o Fórum Social Mundial retorna a Porto Alegre, cidade que recebeu a primeira e mais três edições. De 25 a 29 de janeiro, a capital gaúcha e mais cinco cidades da região metropolitana vão receber parte das atividades programadas para o evento em 2010. A programação inclui mais 27 atividades pelo mundo para celebrar o décimo aniversário. Realizado em Porto Alegre em 2001, 2002, 2003 e 2005, o FSM passou pela Índia, em 2004, pela Venezuela, em 2006, pelo Quênia, em 2007, teve uma versão multicêntrica em 2008 e voltou ao Brasil em 2009, em Belém. Em uma versão compacta, com expectativa de cerca de 30 mil pessoas – muito menor que a de Belém, que reuniu 130 mil – o FSM em Porto Alegre vai olhar ainda mais para dentro do processo que o criou, com reflexões sobre os 10 anos do encontro que nasceu com a ideia de pensar um “outro mundo possível”. “O grupo de organizações que esteve no começo do processo decidiu voltar a Porto Alegre. Além do sentido de comemoração, a ideia é fazer um balanço e organizar os planos”, afirmou um dos idealizadores do FSM, Oded Grajew. Intelectuais e criadores do fórum vão fazer o balanço de uma década e avaliar os rumos da proposta altermundista em um seminário internacional, com temas que vão da sustentabilidade ambiental ao novo ordenamento político mundial e a conjuntura econômica pós-crise. Estudantes, movimentos sociais, organizações não governamentais e representantes das esquerdas dos cinco continentes são esperados em Porto Alegre e nos municípios vizinhos de Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga e Gravataí. Além de sediar as discussões do seminário internacional, Porto Alegre tem na programação oficinas, exposições, apresentações culturais e a tradicional marcha de abertura, que vai tomar as ruas da capital na tarde de segunda-feira (25). A maioria das atividades autogestionadas, organizadas por ONGs, centrais sindicais e movimentos sociais vai acontecer nas cidades vizinhas. O Acampamento Internacional da Juventude, que nos primeiros anos do FSM era instalado às margens do Rio Guaíba, dessa vez vai ficar em Novo Hamburgo, a cerca de 40 quilômetros de Porto Alegre. Entre os nomes confirmados para o megaevento, estão o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o norte-americano Immanuel Wallerstein, o geógrafo britânico David Harvey e o economista egípcio Samir Amin. Apesar do caráter “não governamental e não partidário” do evento, definido em sua Carta de Princípios, a reunião também deve atrair políticos: na terça-feira (26), por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser o anfitrião da comemoração dos 10 anos do FSM no ginásio Gigantinho, com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo e o recém-eleito Jose Mujica, do Uruguai.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: nxradio
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@jayelisson As Peter Gabriel might say …. don’t give up ….. hahah
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Claris | Slumber Land, Buenos Aires
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Luis de Anda
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Lowlands of Holland Following
Going back in time again……..
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica
Hunters and Collectors - Throw Your Arms Around Me | Dia 26 de janeiro é o Australia Day, o dia nacional da Austrália comemorado em todo o território australiano. Prepare-se para o rock com Mark Seymour lider do Hunters & Collectors, que certamente vai tocar Throw Your Arms Around Me no Sydney International Regatta Centre. Alcool, vidros e frascos abertos não são permitidos. Bebidas serão vendidas apenas em áreas licenciadas. Para maiores detalhes sobre o evento acesse: http://www.penrithcity.nsw.gov.au.
ouvir: www.nxradio.com.br
ouvir: www.guarulhosfm.com.br
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica
Mental as Anything - Live It Up | Mental as Anything é uma banda que surgiu nos anos 80 em Melbourne Austrália. Melbourne teve uma cena rock muito ativa nos anos 70, 80 e 90, com grandes bares lotados e centenas de bandas. A mistura rock+alcool vibrava alto, as bandas despertavam o interesse das gravadoras, os bares vendiam muito. Desta cena surgiram bandas como Midnight Oil, INXS, AC/DC, Divinyls entre outras. Hoje a realidade é bem diferente, grandes bares vazios, muitas restrições a venda de bebidas e questões de segurança com fiscalização rígida. A antiga cena ativa está praticamente morta nos bares de Melbourne. Agora a cena se transfere para as páginas web globais onde novos INXSs e AC/DCs surgem e desaparem rapidamente. Cada cena tem o seu tempo.
ouvir: www.nxradio.com.br
ouvir: www.guarulhosfm.com.br
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica
Split Enz - I Got You | Banda new wave do início dos anos oitenta. Um dos integrantes (Neil Finn) formou em 1985 o Crowded House, que tem algumas faixas na programação. No dia 13 de fevereiro próximo será realidado no Wolf Trap, em Vienna (Virginia - Estados Unidos) um show tributo em homenagem ao Crowded House com a participação deles e outras bandas. O Split Enz é mais uma homenagem ao Neil Finn na GuarulhosFM.