Novembro 2008
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por ACS em 30 Nov 2008 | sob: politica & economia, pessoas, cultura
Eu acho que o Brasil não precisa de lições dos Estados Unidos e nem da China. Os Estados Unidos estão encalhados e a China não se parece com nenhum outro lugar no mundo. Por isso, não são modelos a ser seguidos.
Scott Adams
amanha
Publicado por ACS em 30 Nov 2008 | sob: indie
Australia | Melbourne
Cameron Bird | Gus Franklin | Jamie Mildren | Sam Perry | Kellie Sutherland
multi-instrumentistas | guitarras | baixo | bateria | sintetizadores | samplers | glockenspiel |palmas | trompete | tuba | trombone | clarineta | flauta doce
ecléticos | flerte com estilos caribenhos
Death Cab for Cutie | Clap Your Hands Say Yeah | David Byrne | Polyphonic Spree | Yo La Tengo | Belle & Sebastian
Publicado por ACS em 29 Nov 2008 | sob: pensamentos, pessoas, arte
Gosto de futebol, mas considero mais importantes outras primazias do que tocar a bola com maestria. Os gramados da ciência ou da arte contam muito mais, infinitamente mais, na minha opinião.
mino carta
blog do mino
Publicado por ACS em 29 Nov 2008 | sob: livros, jornalismo, friends, pessoas, cultura, marketing, empresas
Publicado por ACS em 29 Nov 2008 | sob: futuro, cultura
Mais de cem anos atrás, o sociólogo alemão Georg Simmel criticou os bancos por ficarem cada vez maiores e mais poderosos do que as igrejas. A sua principal queixa - a de que o dinheiro é o novo deus dos nossos tempos - ainda é ouvida nos dias de hoje. Se Simmel estava certo, e há indicações de que de fato estava, a declaração teria que ser modificada para coadunar-se com as circunstâncias atuais: nem todo mundo reza para o mesmo deus. Entre o grupo de adoradores de dinheiro, existem pelo menos três fés. A primeira é a dos Puritanos, que carregam pacientemente o dinheiro deles para as novas igrejas, esperando que ele se multiplique. O chinês típico, por exemplo, deposita 40% dos seus rendimentos em bancos. Que disciplina louvável! E há também os Pragmáticos. Estes poupam e emprestam, mas somente nesta ordem; a poupança é o fator que limita a ousadia deles. Esta linha é especialmente comum nos países germânicos, nos quais o banco de poupança é o templo religioso. Finalmente, temos a comunidade religiosa dos Desinibidos, que é especialmente popular nos Estados Unidos. Os seus seguidores não se acanham em admitir a falta de cautela, o desperdício extravagante e a cobiça onipresente. Eles chamam isto de “American way of life” (”estilo de vida americano”). Esta comunidade religiosa é a mais fervorosa de todas. Há algum tempo, ela adotou a prática de tratar dinheiro antecipado como dinheiro real e de entender desejo como realidade. Atualmente ela não conta mais com nenhum fragmento de inibição. Em tempos melhores, alguém poderia ter chamado os banqueiros de empreendedores; atualmente, eles são chamados de irresponsáveis. Antes mesmo do surgimento da expressão banco de investimentos, Karl Marx sabia como as duas coisas estavam vinculadas: “O capital tem tanto horror à ausência de lucro ou de um lucro muito pequeno quanto a natureza tem horror ao vácuo. Com um lucro apropriado, o capital é despertado; com 10% de lucro, ele pode ser usado em qualquer lugar; com 20%, torna-se vivaz; com 50%, fica positivamente ousado; com 100%, ele esmagará com os pés todas as leis humanas; e com 300%, não existe crime que ele não se disponha a cometer, ainda que se arrisque a ir para a cadeia”.
Gabor Steingart | Der Spiegel
controversia
Publicado por ACS em 27 Nov 2008 | sob: futuro, pessoas
Miguel Nicolelis
Publicado por ACS em 27 Nov 2008 | sob: futuro, submundo
A sugar molecule linked to the origin of life was discovered in a potentially habitable region of our galaxy.
Publicado por ACS em 27 Nov 2008 | sob: jazz
De Alto Cedro voy para Macané
Llego al Puerto voy para Mayarí
El cariño que te tengo
Yo no lo puedo negar
Se me sale la babita
Yo no lo puedo evitar
Cuando Juanica y Chan Chan
En el mar cernían arena
Como sacudía el ‘jibe’
A Chan Chan le daba pena
Limpia el camino de pajas
Que yo me quiero sentar
En aquel tronco que veo
Y así no puedo llegar
De Alto Cedro voy para Macané
Llego al Puerto voy para Mayarí
Publicado por ACS em 26 Nov 2008 | sob: futuro, ecologia
Uma economia verde, baseada em princípios de sustentabilidade e com forte foco em produtos da biodiversidade brasileira e global. Este é um caminho que vem sendo apontado como possível nesta época de transição da era dos combustíveis fósseis para a da bioenergia. Gerar mais empregos e proteger o meio ambiente já foram coisas contraditórias no modelo exploratório dos recursos naturais que prevaleceu desde o início da era industrial. Agora, face à crise social e ambiental que o planeta enfrenta, essas duas buscas aliam-se nos chamados “empregos verdes”. Um estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) mapeou 2,3 milhões de novos empregos gerados só no setor de energia renovável e prevê que essa área deve alcançar 20 milhões de vagas até 2030. A OIT também destaca em seu relatório “Empregos Verdes: Trabalho Decente em um Mundo Sustentável e com Baixas Emissões de Carbono” que as oportunidades de trabalho voltadas para o desenvolvimento em harmonia com a natureza surgem em todas as áreas: construção civil, indústria, comércio e serviços.
Publicado por ACS em 24 Nov 2008 | sob: politica & economia, futuro, cultura
Com a volatilidade dos mercados financeiros internacionais e a revalorização da chamada “economia real”, a que realmente produz, gera emprego e renda, a Europa começa a redescobrir o Brasil e seu enorme potencial econômico. Só a população na faixa etária de maior consumo, entre 25 e 59 anos, é equivalente à população da Alemanha. As pessoas que ganham mais de cinco salários mínimos somam mais que a população inteira de Portugal. E o que mais impressiona esses mercados já maduros é que o mercado brasileiro ainda tem muito a crescer, a partir do aumento da renda das classes menos privilegiadas. Assim, enquanto a Europa vive do seu passado, o futuro, dizem eles, está no Brasil e é para cá que desejam vir os modernos europeus, como fizeram em 1500. Escrevo este artigo em Portugal onde estou a trabalho e para o lançamento de um novo livro em terras lusitanas. Não há brasileiro que não se veja impressionado com o interesse europeu pelo nosso mercado, nosso povo e nossa tradição de abrigar imigrantes e fazer dessa nossa terra um País pluriétnico e empreendedor.
Luiz Marins
ACE Guarulhos
Publicado por ACS em 23 Nov 2008 | sob: musica, politica & economia, lugares, pessoas, cultura
São 3 da tarde, faz um frio demoníaco em Viena e tudo indica que acabamos de acordar da sesta o nigeriano Femi Kuti, 46 anos. Não importa: apenas um minuto depois, o cantor, saxofonista, trompetista e herdeiro do inesquecível Fela Kuti estará lançando críticas contra os governos corruptos, a ONU, os concertos beneficentes e até organizações não-governamentais como a Cruz Vermelha. “A democracia não existe, é só mais uma desculpa do capitalismo opressor”, proclama um homem que sofreu a repressão militar na carne (o ditador Olusegun Obasanjo prendeu seu pai e mandou matar sua avó nos anos 1970) e que não descansará em seu empenho de que o Ocidente “escute a voz da África, na realidade a potência mais poderosa do planeta”. Neste domingo ele protagoniza no Parque de Santa Catalina a principal atuação do festival Womad de Las Palmas de Gran Canaria. Um álbum de Kuti sempre constitui um acontecimento nos circuitos dos ritmos étnicos, mas pode ser que “Day by Day” o seja ainda mais. Rompe sete anos de silêncio desde o tempo de “Fight to Win” e, sobretudo, acentua os sinais de identidade de seu autor: puro “afrobeat” trepidante na parte musical e letras incendiárias sobre a opressão que, no seu entender, sofre o continente negro. E tudo em inglês, para que ninguém se faça de desentendido. “Claro que a música pode sacudir consciências e mudar uma parte do mundo”, argumenta. “Minhas canções não chegam a milhões de pessoas, mas a algumas centenas, e são eficazes. Quem quiser escutar será mais consciente de nossos problemas, da fome ou da violência nas ruas.” Ele sabe que na Europa opulenta o consideram um rebelde, por uma incômoda voz da consciência, mas não se importa. “Me chamo Femi Anikulapo Kuti e luto contra a corrupção e a injustiça”, resume. Sem medo de nada, nem de morrer. “Aqueles que assassinam ou ordenam crimes também morrerão um dia.” Dessa perspectiva, o jogo democrático lhe parece uma farsa. “Democratas e republicanos se alternam nos EUA, assim como liberais e conservadores na Grã-Bretanha. São sistemas bipartidários financiados pelos próprios governos, por isso se perpetuarão até o infinito. Vocês chamam isso de democracia, mas para mim parece hipocrisia.” Admite, sim, que se encanta com a vitória de um afro-americano como Obama. “Os jovens americanos se cansaram da CIA, do racismo e da repressão policial. A revolução da Internet está ajudando as pessoas a serem mais informadas, independentemente de onde vivam.”
Fernando Neira | El Pais
controversia
Publicado por ACS em 23 Nov 2008 | sob: futuro, pensamentos, cultura
A única forma racional e suportável de encarar a realidade tantas vezes tão cruel na qual estamos inseridos é a de tentarmos não fixar demais o olhar no momento específico ou em pessoas específicas e sim no passado, no presente, no futuro e no que certos indivíduos representam acima deles mesmos, pois os indivíduos também deixam de sê-lo quando se tornam símbolos de correntes de pensamentos e dos anseios dos povos. As grandes ondas que modelam o mundo hoje se propagam em velocidade infinitamente superior à que se propagavam outrora. Quantas décadas o Iluminismo levou para contagiar grande parte do mundo desenvolvido com os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade?
Publicado por ACS em 21 Nov 2008 | sob: futuro
“If there is life on Mars, this kind of ice would likely preserve ancient organisms and DNA,” researcher Jim Head, a planetary geoscientist at Brown University, told Wired.com. “Examining the water ice could give you a good sample to try to detect if there had been life there.”
Publicado por ACS em 20 Nov 2008 | sob: futuro
It might not make sense to pull woolly mammoths from the Ice Age into an age of global warming, but resurrecting that lost species just became a bit less far-fetched.