Janeiro 2009
Arquivo Mensal
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Publicado por ACS em 31 Jan 2009 | sob: alternative
Publicado por ACS em 31 Jan 2009 | sob: electronic
Publicado por ACS em 31 Jan 2009 | sob: pessoas
Jack Lemmon ficou horrorizado de ver Rita Hayworth rasgar uma pilha de cartas que não abrira. “Não faça isso!” exclamou. “Pode ser que haja cheques aí.”
“E há mesmo”, replicou ela, “mas também há contas a pagar. Ficam elas por elas!”
Publicado por ACS em 31 Jan 2009 | sob: jornalismo
Olhe a coisa com perspectiva… sentado e se espreguiçando numa cadeira bem gostosa… e toda esta paranóia começa a se desfocar no horizonte distante, nas páginas dos cadernos de economia, em textos de jornalistas que não vivem sem uma catástrofe.
Publicado por ACS em 31 Jan 2009 | sob: politica & economia
“Parecia que eles eram infalíveis e nós, incompetentes. Espero que o FMI diga ao Barack Obama o que ele tem que fazer para consertar a economia. Diga à Alemanha como tem de resolver, ao Nicolas Sarkozy, ao Sílvio Berlusconi como vão cuidar das crises que eles criaram”.
Publicado por ACS em 29 Jan 2009 | sob: jornalismo
A mídia mercantil é um caso perdido para a compreensão do mundo contemporâneo. Não por acaso a crise atual a afeta diretamente. Não tardará para que comecem as quebras de empresa de jornalismo por aqui também. E eles serão vitimas da sua própria cegueira, aquela que lhes impede de ver os projetos do futuro da humanidade, que passeiam pelas veredas de Belém.
Publicado por ACS em 29 Jan 2009 | sob: jornalismo
…sob certas condições, os capitalistas privados inevitavelmente controlam, direta ou indiretamente, as principais fontes de informação (imprensa, rádio, educação). É então extremamente difícil, e na maior parte dos casos na verdade quase impossível, para o cidadão individual chegar a conclusões objetivas.
Publicado por ACS em 28 Jan 2009 | sob: futuro, ecologia
A preocupação dos cientistas aumenta, mas os governantes multiplicam a retórica, fundamentando os objetivos nas projeções mais conservadoras. Já o G8 busca “mecanismos flexíveis” para que o esforço dos países do Norte seja espontâneo e sem grandes impactos. Um aumento de um metro no nível dos oceanos colocaria em perigo centenas de milhares de pessoas, principalmente nos países do Sul. Cerca de 10 milhões de egípcios, 30 milhões de bengalis e um quarto dos habitantes do Vietnã perderam suas casas. Londres e Nova York estarão igualmente ameaçadas. Evocando uma “situação assustadora”, o presidente do GIEC, Rajendra Pachauri, declarou recentemente estar esperançoso “de que o próximo relatório do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Evolução do Clima possa fornecer mais informações sobre o provável degelo dessas duas grandes regiões – a Groenlândia e a Antártida Ocidental”. Infelizmente, esse novo relatório só será publicado em 2013 e será muito tarde para influenciar as conferências internacionais de dezembro de 2008 e 2009, onde se discutirão os dispositivos pós-Kyoto.
Publicado por ACS em 28 Jan 2009 | sob: alternative
Publicado por ACS em 26 Jan 2009 | sob: politica & economia, futuro
Vejo, no Brasil, a elite racial, social, econômica sonhar com a volta ao passado. Vejo essa elite estrebuchar através dos meios de comunicação que alguns aristocratas pensaram que substituiriam seus exércitos, o aparato repressor do Estado que sustentou a desigualdade aviltante durante séculos. Só há um fato: a América Latina, vanguardista, levou até os Estados Unidos, matriz ideológica da desigualdade, a mudar de rumo, a questionar os velhos métodos, a velha organização excludente do Estado e das sociedades apostando no outsider Barack Obama. Faz muito tempo que acalento estas idéias. Passei anos a fio achando que um dia aconteceria o que está acontecendo. Estudando o processo civilizatório da humanidade, concluí que a Revolução em curso nas Américas era inevitável. Aí reside a razão de meu otimismo quanto ao futuro.
Publicado por ACS em 26 Jan 2009 | sob: politica & economia, futuro
A alternativa é acreditar mesmo que “Outro Mundo é Possível” e se entregar individualmente e em comunidade ou grupo solidário e ir fazendo real esse “mundo possível”. O capitalismo neoliberal é raiz dessa crise e somente há um caminho para a justiça e a paz reinarem no mundo: socializar as estruturas contestando de fato a desigualdade socioeconômica, a absolutização da propriedade e a própria existência de um Primeiro Mundo e um Terceiro Mundo, para ir construindo um só Mundo, igualitário e plural. Com frequência respondo a jornalistas e amizades do Primeiro Mundo que somente a construção de um mundo só (e não dois ou três ou quatro) poderá salvar a humanidade. É utopia, uma utopia “necessária como o pão de cada dia”. Onde não há utopia não há futuro.
Publicado por ACS em 26 Jan 2009 | sob: pessoas
Estou cada vez mais antisocial. Para sair de casa é um custo. Especialmente eventos descolados e lotados. A tendência é piorar. Serei um velhinho ranheta. A semana foi movimentada em São Paulo: Campus Party e Fashion Week. Vá mas não me convide. Fashion Week passei um dia, anos atrás, quando era sócio da Erika Palomino numa revista chamada KEY - não me pergunte. Tenho grande interesse por design, pouco por moda e nenhum por desfiles. Não sei o que é um brocado e me visto da mesma maneira desde 1980. Mas o problema da Fashion Week é que as modelos são feias. Sofro vendo garotas potencialmente deliciosas emaciadas por regimes insanos, bundas tremelicantes por falta de exercício. Doeu o coração ver os ossinhos à mostra de Giane Albertoni, desfilando biquínis na TV. É uma das meninas mais bonitas da sua geração. Ainda charmosa, está uns dez quilos abaixo do peso que a faria desejável. Tem outro problema, de fundo. Sei da importância do estilo para os negócios e o comportamento e a música e o que você quiser. Sei que tem gente criativa e muito na indústria da confecção. Sou caipira mas não sou jeca. Agora, estilo é uma coisa, e a lavagem cerebral que a máquina da moda nos empurra semestralmente é outra - esse troca-troca de cores, sobe a barra, agora com babado, agora liso… pera lá. É preciso deixar claro o quanto é deselegante Carrie Bradshaw, ícone fashion de “Sex and the City”. Nada mais fora de moda que o tesão anti-sustentável por colecionar sapatos, que Carrie usa uma vez e aposenta. Em 2009, elegância é viver bem com frugalidade. Excessos devem ser a exceção. Hiperconsumo foi uma irracionalidade que a crise econômica atual enterrou e não volta mais - se depender de mim. Faço a minha parte: ganhei do meu pai uma jaqueta de couro em 1984 e continuo bem feliz com ela.
Publicado por ACS em 25 Jan 2009 | sob: electronic
Publicado por ACS em 25 Jan 2009 | sob: electronic
Publicado por ACS em 25 Jan 2009 | sob: MP3, alternative
Publicado por ACS em 22 Jan 2009 | sob: jornalismo
Publicado por ACS em 22 Jan 2009 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
COMO MUITOS americanos e cidadãos do mundo, acordei em 5 de novembro de 2008 com um sentimento renovado de objetivo na vida. Na véspera eu assistira a um acontecimento que jamais imaginara, a eleição de um afro-americano para presidente dos EUA. É verdade -se você vive tempo suficiente, qualquer coisa é possível. Mas resignei-me à necessidade de moderar minhas emoções. Como todos os partidários de Barack Obama, eu me sentia encorajado pela força, a habilidade e a serenidade com que ele levou sua campanha adiante. Eu sabia que ele era a melhor pessoa para o cargo. Mas, como negro vivendo na América, eu sabia por experiência própria que não devia deixar que o que eu queria que acontecesse se distanciasse demais da realidade do que eu sabia que poderia acontecer. Como muitos afro-americanos de minha geração, minha experiência foi imbuída da ideologia de que nós éramos, na melhor das hipóteses, cidadãos de segunda classe. Nascido em Chicago sob a Grande Depressão, meu futuro parecia traçado de antemão: eu seria um anônimo que faria o que o que fosse preciso para sobreviver. Por sorte, meu pai mudou-se para Seattle comigo e meu irmão, e ali encontrei a música e o caminho para um futuro diferente.
Como adolescentes, não tínhamos um Will Smith, um Michael Jordan ou uma Oprah Winfrey para nos servir de modelo. Os exemplos nos quais eu me inspirava eram os músicos que viviam na cidade e os que passavam por ela. Homens como Count Basie e Ray Charles, que me tomaram sob sua proteção e me contaram sobre o grande mundo lá fora. Ray e eu sempre repetíamos o mantra “nem uma gota sequer de meu valor próprio depende de sua aceitação de mim”. Isso nos dava a coragem necessária para enfrentar as realidades duras e intransigentes daquela época.
Publicado por ACS em 21 Jan 2009 | sob: politica & economia, futuro
Serão os países emergentes, liderados pelo bloco conhecido por Bric (Brasil, Rússia, Índia e China), os protagonistas de uma nova ordem econômica mundial? A resposta é sim. Entretanto, essa situação não foi desencadeada pela crise. É fruto de um movimento anterior, que vem ocorrendo desde o começo da década, quando o crescimento dos emergentes - capitaneado pelos países asiáticos - começou ser muito mais relevante para a prosperidade da economia mundial. Desde 2000, a China, por exemplo, tem contribuído mais para o crescimento da economia mundial do que o Japão, os Estados Unidos e a Zona do Euro juntos. A América Latina também tem ganhado relevância ano a ano. Algumas projeções revelam que a economia da China superará a americana em tamanho antes de 2020. O cidadão americano ainda será bem mais rico do que o chinês, mas a China será a maior economia mundial.
Publicado por ACS em 21 Jan 2009 | sob: lugares
Em 1910, Francisco Galvão comprou a fazenda Cabuçu com 130 hectares e fundou a Empresa Cerâmica Paulista que, com uma máquina alemã, produzia 30 mil tijolos por dia, extraindo argila e criando uma depressão no solo, dando origem ao atual Lago dos Patos. O local é uma opção de passeio e ótimo para a prática de exercícios matinais e vespertinas.
Publicado por ACS em 20 Jan 2009 | sob: politica & economia, pessoas
Para todos os lados que olhamos, há trabalho a ser feito. A condição da economia pede ação, ousada e rápida, e vamos agir — não apenas criando novos empregos, mas um novo fundamento para o crescimento. Vamos construir estradas e pontes, redes elétricas e linhas digitais que alimentem nosso comércio e nos una. Vamos restaurar a ciência a seu lugar de direito, e utilizar as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade dos serviços de saúde e reduzir seu custo. Vamos manipular a energia solar e dos ventos e da terra para abastecer nossos carros e dirigirmos nossas fábricas. E vamos transformar nossas escolas e faculdades e universidades para atender as demandas de uma nova era. Tudo isso podemos fazer. E tudo isso vamos fazer. Agora, há alguns que questionam a escala de nossas ambições — que sugerem que nosso sistema não pode tolerar tantos grandes planos. As memórias desses são curtas. Pois eles esqueceram o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem alcançar quando a imaginação se une ao propósito comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não conseguem entender é que o terrenos sob eles mudou — que os argumentos políticos envelhecidos que nos consumiram por tanto tempo não mais se aplicam. A pergunta que nos fazemos hoje não é se nosso governo é grande demais ou pequeno demais, mas se ele funciona — se ele ajuda famílias a encontrar empregos com um salário decente, uma previdência que eles consigam pagar, uma aposentadoria que seja digna. Onde a resposta for sim, pretendemos seguir adiante. Onde for não, os programas serão encerrados. E aqueles de nós que lidam com o dinheiro público serão responsabilizados — para gastar sabiamente, reformar maus hábitos e conduzir nossos negócios à luz do dia — porque apenas então poderemos restaurar a confiança vital entre um povo e seu governo.
Publicado por ACS em 20 Jan 2009 | sob: electronic
Publicado por ACS em 19 Jan 2009 | sob: politica & economia, pessoas
Publicado por ACS em 19 Jan 2009 | sob: futuro, empresas, ecologia