Junho 2009
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por ACS em 30 Jun 2009 | sob: rock
to see that we don’t care to shake these zipper blues
and we don’t know just where our bones will rest
to dust i guess
forgotten and absorbed into the earth below
the street heats the urgency of sound
as you can see there’s no one around
Publicado por ACS em 28 Jun 2009 | sob: pensamentos
As extremidades estao mal cuidadas e com algumas infiltracoes. Quantas pessoas trabalharam neste projeto? Engenheiros, pedreiros e serventes? Receberam seus pagamentos felizes por conseguirem encher suas dispensas, comprar livros e sapatos para os filhos. Este pluralismo, o reconhecimento da diversidade, dos paralelos coloridos nao monocromaticos eh que me interessam, o relativismo, o modernismo. Quem foi o mestre de obra desta construcao? Quem foi o mestre de primeiras letras deste mestre de obras? Apenas reflexoes enquanto o tempo caminha depressa e excede a todos nos. E pra que serve estas reflexoes? Serve apenas para apoiarmos nossas qualidades morais procurando torna-las mais solidas como as bases desta construcao de 1926.
Publicado por ACS em 28 Jun 2009 | sob: politica & economia, pessoas
Santo Dias da Silva é outro. Foi morto pela Polícia Militar no dia 30/10/1979 quando liderava um piquete de greve, em frente à fábrica Silvânia, no bairro paulista de Santo Amaro. Um dos seus companheiros, Luís Carlos Ferreira, integrante da Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, publicou no boletim do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, o seguinte relato: “Eu vi o Santo ser atingido na barriga, de lado, e o tiro sair de outro lado. Escutei gritos. E o Santo caiu no chão. (…)” O corpo de Santo foi velado durante toda a noite na Igreja da Consolação, no centro da cidade. Na manhã seguinte, 10 mil pessoas, com faixas e palavras de ordem, acompanharam o cortejo daquela igreja até à Catedral da Sé, gritando palavras-de-ordem. Foi uma das maiores manifestações populares do período. De lá, a passeata conduziu o caixão até a Catedral da Sé, onde o cardeal Dom Paulo Evaristo Arns concelebrou, com vários outros bispos, uma missa de corpo presente, antes do enterro seguir para o cemitério do Campo Grande, na zona sul de São Paulo. O atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - que em maio daquele ano tinha liderado uma histórica greve dos trabalhadores metalúrgicos do ABC paulista - participou do enterro e atuou como liderança nas manifestações e discursos.
Publicado por ACS em 28 Jun 2009 | sob: jornalismo, pessoas, submundo
A proposta da imprensa se uniformiza com uma glorificação do dinheiro. Duas hipóteses correntes explicam este alinhamento. De acordo com a primeira, a oferta midiática responderia a uma demanda. Em Luxury Fever, o economista Robert H. Frank garante que, nos Estados Unidos, o desejo de consumir produtos de luxo não conhece fronteiras sociais, pois os objetos possuem a faculdade de preencher simbolicamente as diferenças de renda bem reais. Na França, o presidente-diretor geral das Publicações Condé Nast, Xavier Romanet, declarou: “seja Vogue, Glamour ou AD, nosso leitor mostra uma cultura e um desejo de luxo reais. E não é nem uma questão de idade, nem de renda. Podemos, a partir de agora, amar o luxo qualquer que seja nossa história familiar e cultural”. Sem dúvida, isso explica a estratégia de desenvolvimento dos produtos das grandes marcas de luxo. O fato de que a pesquisa entre os leitores que gerou esta afirmação foi baseada em uma amostra extraída “da metade superior da população, em termos de renda”, tempera o entusiasmo de Romanet. “O luxo, hoje, não é mais destinado a uma elite, mas à parte elitista que existe em cada um de nós”, precisa a presidente do Comitê Colbert (Grupo de interesse de marcas de luxo), Elisabeth Ponsolle des Portes. No entanto, se acreditarmos em uma sondagem publicada pela Challengesem 13 de julho de 2006, convém relativizarmos a amplitude do entusiasmo pelo luxo e pelo dinheiro. À pergunta “quais sentimentos você nutre pelos ricos?”, 71% das pessoas entrevistadas responderam “indiferença”, resultado praticamente idêntico ao de 1998. Mas não importa. Para Le Point, o dinheiro não apenas “faz sonhar” como “na falta dele, nos surpreendemos observando os outros gastarem”. O suposto interesse dos leitores pelo luxo excita os anunciantes, que, por sua vez, estimulam esse tipo de matéria. Pressionado por um acionista (Roularta) que desejava dobrar a margem operacional de seu grupo, o diretor do L’Express, Christophe Barbier, estimava, em novembro de 2006, que “as oportunidades de crescimento estão no universo da moda, da beleza, do luxo e dos automóveis”. Um lugar comum aos olhos de Laurent Joffrin. Desde 2001, o diretor editorial do Nouvel Observateuradmitia: “é verdade, fazemos uma espécie de recepção para ricos”. E isso era só o começo. Entre 2004 e 2007, a revista publicou três vezes mais artigos sobre o luxo que no decorrer dos quatro anos precedentes. A segunda hipótese para justificar o interesse da imprensa nos ricos defende que isso não se deve à demanda do público, mas sim à necessidade de informar. Como observou o editorialista americano Roger Cohen, o sonho dos capitalistas de fazer dinheiro unicamente com dinheiro, sem nada produzir diretamente, tornou-se realidade. A multiplicação de fortunas rapidamente acumuladas justificaria a recorrência do tratamento midiático. Cronista da rubrica “Wealth” (“Riqueza”) do Wall Steet Journal, Robert H. Frank reuniu suas observações no livro Richistan. O autor explica como a febre de gastar dos ricos criou novos padrões para a classe média e as de rendas mais baixas. Segundo Frank, os “seguidores de Richistan” mergulham a América no endividamento com este patamar de gastos. Se confirmado o crescimento do número de bilionários, esses fenômenos comportam uma dimensão conexa que os dossiês sobre “As loucuras dos super-ricos” ou “As loucuras dos ultra-ricos” procuram abordar com muito cuidado: o cruzamento das desigualdades de rendas, patrimônios e perspectivas mais reduzidas de promoção social, entre outros. Raros são os artigos que, como aquele da Newsweekde 12 de novembro de 2007, fazem uma relação entre o enriquecimento de alguns, principalmente nos países emergentes, e a precariedade da maioria, com a supressão das proteções coletivas e a ausência de direitos dos assalariados [16]. “Eles são 94.970 no planeta e têm fome… Fome de objetos faraônicos, únicos, extravagantes”, afirma uma matéria do Le Monde 2, de 15 de dezembro de 2007.
Publicado por ACS em 28 Jun 2009 | sob: pessoas, marketing
Para ser interessante é preciso ser interessado: Você tem que encontrar o lado interessante de tudo. Você deve ser bom em perceber as coisas, em ouvir, em encontrar pessoas (e coisas) interessantes – e eles também te acharão interessantes. Pessoas interessantes são boas em compartilhar: Você não consegue se interessar por alguém que não te conta nada. Compartilhar, porém, não tem nada a ver com falar, falar e falar. Significa compartilhar suas ideias, deixar as pessoas brincarem com elas, e ser bom em contá-las sem ter que falar de si mesmo.
Publicado por ACS em 28 Jun 2009 | sob: classic rock
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: pensamentos
Vejam que construção antiga e bela (1926). Andando com o carro, estávamos perdidos em São José dos Campos a caminho da cidade de Monteiro Lobato. A única coisa que me faz mudar meus pontos de vista é o tempo. O tempo aviva minha memória e as construções antigas também. Estas construções representam muito mais que palavras e gestos, elas me fazem modificar elogios e críticas, quando paro pra analisar estes prédios, percebo um espetáculo de sensações, ressurreições de sentimentos há muito tempo estacionados nos cantos. No meu estilo habitual, certamente atento aos detalhes de cada cena que se desenha na minha frente, vi do lado direito o predio, rapidamente imaginei a cena na decada de 30 em preto e branco, as casas, os parques, os lagos, uma cidade crescendo sob um ceu muito mais estrelado que hoje. O som das vozes do passado, um entardecer na rua ainda de terra, as compras num pequeno mercado na outra esquina. Perfeito. Afirmo poder esquecer todas as tragedias e fazer o melhor possivel sempre, alternando entre dias quentes e frios, entre carros, onibus e passeios a pe, sentado na porta de casa vendo as bicicletas passarem na calcada.
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: musica, pensamentos
Maria, Maria
É um dom
Uma certa magia
Uma força que nos alerta
Uma mulher que merece viver
E amar como outra qualquer do planeta
Maria, Maria
É o som
É a cor, é o suor
É uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Uma gente que ri quando deve chorar
E não vive, apenas aguenta
Mas é preciso ter força
É preciso ter raça
É preciso ter gana sempre
Quem traz no corpo a marca
Maria, Maria
Mistura a dor e a alegria
Mas é preciso ter graça
É preciso ter sonho sempre
Quem traz na pele esta marca
Possui a estranha mania
De ter fé na vida
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: software
- liberdade de uso para qualquer finalidade;
- liberdade de estudar como o programa funciona, e adaptá-lo para as suas necessidades. Aceso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
- a liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de modo que toda a comunidade se beneficie. Novamente o acesso ao código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade;
- a liberdade de redistribuir cópias das alterações feitas.
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: pensamentos
Eu escrevi a opinião de Cony. Que não é a minha. Eu já nasci melancólico.Portanto, não atribuo a situações vividas no passado. Uso como remédio eficaz,pelo menos pra mim, a agressividade e o isolamento. A minha receita era outra:estar apaixonado (cura qualquer melancolia). Mas sabedor que a mesma é efêmera,com prazo de validade determinado e consequentemente não trata da cura definitiva, desisti de paliativos. Tbm é necessário acrescentar que com o passar dos anos e das trocentas experiências vividas,me tornei tremendamente seletivo.O que é um impeditivo a mais. Talvez a cura resida em acreditar em algo que nossa compreensão não alcança.Que muitos chamam de fé. Tbm não sou fervoroso. Portanto,não vejo nenhum caminho a trilhar. Escreveu a venerável Lu Dias que ela é passageira.Sendo passageira não há o porque se preocupar com ela. A minha não é passageira. Ancorou em mim. Não brigo mais com a melancolia. Hoje em dia nós até que se damos bem…
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: politica & economia
Nesse aspecto, noto que corremos o risco de estar beirando o fanatismo na blogosfera. E não falo só de tucanos ou só de petistas, essas duas facções político-ideológicas que dividiram a sociedade de uma forma perniciosa ao extremo porque faz um lado pensar que o outro é a encarnação do mal. Claro que tenho minha preferência e que acho que idéias que fundamentam o lado ao qual me oponho trabalham para aprofundar o egoísmo, o autoritarismo e a desonestidade. Mas essa não é uma afirmação científica. É preciso que os antagonistas pensem nisso e não tomem suas verdades como verdades universais. Não dá para manter uma pátria sob a crença fundamentalista de que metade ou um terço dela é composta por seres desprezíveis. É preciso, pois, que aqueles que temos esta ou aquela visão político-ideológica e este ou aquele conceito de organização social entendamos que, ao tratarmos o que pensa diferente como inimigo, trabalhamos por um fenômeno social que contraria a natureza de nossa espécie.
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: lugares
“O maior símbolo da modernidade angolana está em construção”. É assim que as incorporadoras do país se referem à Torre Angola, que em breve dominará o horizonte de Luanda. Lançada em janeiro passado, terá a forma da letra “A” e será a mais alta do continente africano, com 380 metros. São 70 andares, que abrigarão um hotel de luxo de 1400 quartos, um centro comercial, uma clínica, cinemas e apartamentos, vendidos por R$ 10,7 mil o metro quadrado. Custo previsto: R$ 1,315 bilhão. O grandioso empreendimento não é o único. Após a guerra civil, Angola tornou-se um vasto canteiro de obras e os arranha-céus brotaram como mato. O país reencontrou a paz em 2001, com o acordo de Luanda, firmado entre o governo do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) e a União Nacional pela Independência Total de Angola (Unita) [1]. Os novos edifícios que apareceram desde então pertencem a empresas petrolíferas, bancos ou seguradoras. Um exemplo é a sede da Sonagol, a toda-poderosa companhia nacional do petróleo, que se ergue diante da esplêndida baía natural de Luanda. O ouro negro representa 60% do Produto Interno Bruto, 90% das receitas de exportação e 83% das rendas estatais. E a prosperidade, ao menos por enquanto, deve continuar: em breve, Angola atingirá a marca de 2 milhões de barris de petróleo por dia! No topo do prédio, o heliporto é uma ferramenta indispensável para escapar dos congestionamentos da capital, invadida por milhares de ruidosos veículos 4x4 de grande porte. Como os incorporadores iniciaram essas construções sem se preocupar com o entorno imediato, a paisagem contemporânea congrega ruas enlameadas, cheias de buracos e com trânsito caótico. Andar a pé tampouco é aconselhável: além de diversos obstáculos, tais como lixo e poças d’água, as obras públicas de saneamento urbano tornaram as calçadas impraticáveis.
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: futuro
“Possivelmente, muito daquilo que o homem supõe poder encontrar no futuro ja aconteceu no passado”
Publicado por ACS em 27 Jun 2009 | sob: cultura, submundo
Relatório com denúncias de intolerância a religiões de matriz africana praticadas no Brasil foi repassado hoje (26), em Brasília, ao presidente do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Martin Uhomoibhi. Os alertas foram feitos por representantes de 18 instituições que compõem a Comissão de Combate à Intolerância Religiosa durante reunião com Martin Uhomoibhi articulada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos. Segundo os participantes do movimento, seguidores de religiões de matriz africana, como o candomblé, a umbanda e o omolocô, são constantemente alvos de crimes racistas no país. “Gostaríamos que houvesse sensibilização por parte da Secretaria de Direitos Humanos e da ONU para que observem esse caso de perseguição que na verdade se trata de racismo e violação dos direitos humanos”, salientou o coordenador geral do Coletivo de Entidades Negras e Ogan do Ilê Oxumaré, Marcos Rezende.
Publicado por ACS em 24 Jun 2009 | sob: experimental
Publicado por ACS em 24 Jun 2009 | sob: electronic
Publicado por ACS em 23 Jun 2009 | sob: electronic
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: pensamentos, pessoas
Quantas vezes Pablo Neruda viu o oceano deste ponto? Eh preciso alguns minutos pra entender isto, processar as imagens, juntar as informacoes. Vida de poeta eh uma vida bonita. Pra ser poeta nao basta querer. Acho que uma pessoa se torna poeta sem querer, sem saber. Ser poeta talvez seja passar pela vida interrogativamente, questionando tudo, passando os dias, esquecendo o que nao eh relevante, esquecendo as promessas, prestando atencao no som das ondas arrebentando. Nos discursos procurando fazer prevalecer os elogios, procurando usar as criticas como se usa um lampiao. A verdade nao se da por achada facilmente. Recapitulo e releio linhas de Pablo Neruda, fosso de silencio, orgulhosa colera, profundezas da existencia. Poco fechado, algas, pantanos e olhos cegos. No cais do porto, beijos mais profundos que abismos. Eh assim que me sinto olhando deste ponto.
(samplers finais de O Poco, Pablo Neruda)
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: jornalismo, pessoas, submundo
Comentários sobre temas de tão grave repercussão, sem uma reflexão cuidadosa, não são opiniões, mas palpites e, se você insistir em emiti-los, ainda que continue sendo seguido por uma legião de Barts Simpsons, perderá toda a sua credibilidade com seus seguidores com mais de dois neurônios. Não vou repetir aqui porque é uma irresponsabilidade mandar a polícia a um campus universitário, mas gostaria de pedir-lhe que refletisse melhor sobre seu conceito de democracia, pois ele é simplório demais para quem se pretende jornalista. Você ao menos se deu ao trabalho de indagar-se se a presença da polícia no campus da USP teve algum fundamento legal? Como professor de direito, posso lhe afirmar que há fortes indícios de que não tenha e, se você se propõe a ser um jornalista e formador de opinião, deveria se esforçar para refletir primeiro e escrever depois. Você não precisa pensar conosco para não nos desapontar. Você precisa tão-somente pensar antes de escrever.
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: futuro, pensamentos, submundo
Por lei as emissoras são obrigadas a incluir programas educativos na sua programação. E ai eu volto a perguntar, A QUE HORAS PASSA O GLOBO ECOLOGIA??? E O GLOBO CIÊNCIAS??? 6:30 da manhã,quase de madrugada. E POR QUE ISSO??? Eu lhes respondo: Isso acontece porque a educação leva a um consumo consciente e consumoi consciente diminue o faturamento das emisoras…e quanto mais se anular o ser pensante maior será lucro imediato. As propagandas da televisão tem contribuido para aumentar o número de mortes por acidente, segundo levantamento realizado pela PUC/RS os acidentes de transito nas estradas e nas vias urbanas resultam em mais de 80.000 por ano.De acordo com o Ministério da Saúde,pelo menos metade desses acidentes estão relacionados com o consumo de bebnidas alcoolicas. E O QUE A TELEVISÃO NOS DIZ TODA HORA??????? Ela ordena a todos que bebam,através do anuncio de mulhers maravilhosas, saudavéis e felizes e uma frase bem pequenina”beba com moderação”. Quando na verdade a mensagem que passa é ”EMBRIAGUE-SE A VONTADE”. E assim são inúmeras propaganda que tem anulado o ser pensante.Enquanto professores e escolas se esforça para formar cidadão críticos,a televisão fabrica consumidores. Milôr Fernandes já dizia que “só teremos um país de verdade no dia que gastarmos mais com escolas do que com televisão,isto é , no dia em que gastarmos mais com educaçao do que com a falta de educação. O professor da USP, Valdemar Setzer diz que a maior tragédia que aconteceu a humanidade foi a televisão e segundo ele ela não tem comparação com nenhuma guerra. Diante desse quadro acho necessário que desliguem a televisão,essa caixinha preta que nos tira o diálogo em família e tem destruído muitos lares com suas ideologias, tem destruídos muitas personalidades e provocado grandes tragédias, tragédias essa que nenhuma guerra foi capaz de fazer. Troque a televisão por um bom livro, um jantar com a família, um bom jornal… ACORDEM, A TELEVISÃO TEM HIPNOTIZADO O HOMEM… TÁ NA HORA DE SER GENTE COM OPINIÃO PRÓPRIA E NÃO FAZENDO O QUE A TELEVISÃO DIZ QUE TÁ NA MODA.
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: musica
Berço do samba é o Recôncavo Bahiano. O Rio o fez desenvolver-se. Mas mesmo sem o Rio, ele seguiria outros rumos, no Maranhão por exemnplo (cacuriá, tambor de crioula e os tres sotaques de boi-bumba). Lembrando que o xaxado e o côco são variantes do samba, sem nunca terem passado pelo Rio de Janeiro. Os únicos ritmos legitimamente cariocas são jongo, maxixe e chorinho. Sinto muito. (o Rio tem essa mania de roubar coisas da Bahia. Até Dorival Caimmy eles tentaram, com a ridicula estatua em Copacabana).
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
Por que a mídia deveria ter medo de mim? Ora, primeiro que não é de mim, especificamente, que a mídia deveria ter medo, mas de todos os Eduardos que deve haver por aí. Muitos deles – talvez a quase totalidade – provavelmente não escrevem. Todavia, no mínimo todos eles falam, opinam, convencem, sem saber, ainda, que poderiam falar muito mais alto. São pessoas comuns, sem ligações com o jornalismo, com partidos, com sindicatos ou com a academia. São pessoas que lutam para pagar as contas através de profissões que nada têm que ver com o jogo do poder. São pessoas que fazem o que fazem sem ganhar nada em troca. A mídia deveria ter medo de Eduardo Guimarães porque ele faz o que faz só porque acha que é sua obrigação fazer. Ele não é candidato a nada, não ganha absolutamente nada para fazer o que faz, sabe que jamais ganhará nada com isso, mas continua fazendo. E, segundo diz muita gente, com boa dose de sucesso. Em minha opinião, a geração espontânea de Eduardos Guimarães continua acontecendo.
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: politica & economia, livros, futuro
Publicado por ACS em 21 Jun 2009 | sob: carros, futuro, ecologia, saude
Principal vilã da qualidade do ar nas grandes metrópoles, a frota de veículos automotores lança na atmosfera milhões de toneladas de poluentes todos os dias. Entre os principais e mais conhecidos estão o monóxido de carbono (CO), o dióxido de enxofre (SO2), os óxidos de nitrogênio (NOx), os hidrocarbonetos e os materiais particulados, como poeira e fumaça. Esses poluentes são regulamentados e têm limites precisos de emissão pelos motores desde a fabricação, segundo o Programa de Controle de Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), lançado pelo governo federal em 1986. Mas o escapamento dos veículos libera outros poluentes, entre eles os chamados hidrocarbonetos policíclicos aromáticos ou, simplesmente, HPAs, que não são controlados de forma sistêmica nem abrangidos pela legislação ambiental. Um recente estudo realizado na Faculdade de Saúde Pública (FSP) da Universidade de São Paulo (USP) mostrou que esses gases estão presentes em altas quantidades na atmosfera. A boa nova é que o carro a álcool é capaz de reduzir o problema em 92% se comparado ao movido a gasolina. “Essas substâncias têm poder cancerígeno e precisam igualmente ser controladas”, afirma o engenheiro químico e sanitarista João Vicente de Assunção, professor e chefe do Departamento de Saúde Ambiental da FSP, que coordenou o projeto para quantificar a concentração de HPAs e outros poluentes tóxicos não regulamentados na cidade de São Paulo. Os hidrocarbonetos policíclicos aromáticos são um vasto grupo de compostos orgânicos que têm como característica a presença de dois ou mais anéis aromáticos na composição química das moléculas. Tais anéis são formados por seis átomos de carbono e seis de hidrogênio, sendo o principal representante dessa classe o benzeno. Entre as dezenas de HPAs existentes, dezesseis são mais importantes porque provocam danos à saúde, como o naftaleno, o fluoreno, o fenantreno e, o pior deles, o benzoapireno, de maior toxicidade. Além de serem emitidos por automóveis, os HPAs são liberados na incineração de lixo, na fumaça de cigarros e na queima de lenha e de carvão. “O problema desses compostos, assim como de outros que também foram objeto de nossos estudos, como as dioxinas e os furanos, é que eles são muito tóxicos e em geral são lipossolúveis. Isso significa que vários deles se acumulam na gordura do corpo. Após complexa metabolização no organismo e com o passar dos anos, podem causar câncer, sendo que os HPAs estão relacionados a câncer de pulmão e de bexiga”, explica Assunção.
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: pensamentos, pessoas
Minha obra toda badala assim: Brasileiros, chegou a hora de realizar o Brasil.
Devo confessar preliminarmente, que eu não sei o que é belo e nem sei o que é arte.
Que bobagem falar que é nas grandes ocasiões que se conhece os amigos! Nas grandes ocasiões é que não faltam amigos. Principalmente neste Brasil de coração mole e escorrendo. E a compaixão, a piedade, a pena se confundem com amizade. Por isso tenho horror das grandes ocasiões. Prefiro as quartas-feiras.
Mario de Andrade
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: musica, pessoas
Rogério Duprat, no vídeo-documentário Maldito popular brasileiro: Arnaldo Dias Baptista, de Patrícia Moran, foi categórico em suas duas aparições: Os Mutantes foram a coisa mais importante do tropicalismo. E ninguém conseguiu deixar isto claro. Mas eu sei bem disso que a cabeça disto tudo, a cabeça dos Mutantes era o Arnaldo Baptista. (…) Insisto e resumo, em poucas palavras, o Arnaldo é responsável por quase tudo que aconteceu de 67 pra frente. Kurt Cobain, em sua passagem pelo Brasil, saudou Arnaldo com uma carta-elogio. Mas o que há entre a arqueológica opinião de Duprat e a missiva de Cobain? Mitificação a um artista louco? Ou uma outra versão para uma história já sedimentada? Bom, Arnaldo, assim como Rita Lee e Sérgio Dias, teve sua vida e sua obra fracionada em duas etapas: a das glórias da Tropicália e dos Mutantes; e, no caso de Arnaldo, da piração posterior. Mas o que dizer dos cinco álbuns de sua carreira solo? E como chamar de loucura sua opção pela amplificação valvulada, agora que novas gerações de valvulados demonstram, mais uma vezes, a sua supremacia perante os leves e descartáveis transistores? Seria loucura também sua opção por guitarra Gibson em detrimento da Fender, usada por seu irmão Sérgio? E seus dois livros de ficção científica? E suas centenas de pinturas a óleo?
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: pensamentos, cultura
Seja um pálio de luz desdobrado.
Sob a larga amplidão destes céus
Este canto rebel que o passado
Vem remir dos mais torpes labéus!
Seja um hino de glória que fale
De esperança, de um novo porvir!
Com visões de triunfos embale
Quem por ele lutando surgir!
Liberdade! Liberdade!
Abre as asas sobre nós!
Das lutas na tempestade
Dá que ouçamos tua voz!
Hino da Proclamação Brasileira
Música: Leopoldo Miguez (1850/1902)
Letra: Medeiros e Albuquerque (1867/1934)
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: pensamentos
Ta vendo aquele barco perto dos rochedos? Levante os olhos para o ceu azul aberto. Seria o ceu o refugio do barco? Seria o ceu o refugio das almas? Seria o barco o refugio das promessas nao cumpridas? Nunca gostei de pedir favores ao ceu. Adiava alguns bons desejos dificeis que aos poucos iam sendo esquecidos. 20, 30, 40 e assim cheguei. Era um modo de questionar as vontades divinas. Era um modo de matar a preguica e a falta de acao logo no berco. Mesmo assim o ceu me fez e me faz favores com frequencia e me obriga a reverencia-lo muitas vezes em silencio. A imensa materia do beneficio salva o naufragio da minha existencia, resgatando minhas dividas e promessas, mantendo minhas duvidas, olhando para o ceu azul aberto ainda sem pedir favores.
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: politica & economia, jornalismo
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: cultura
IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: pensamentos
Os tripulantes
Embarcado no chão desta barca
vou remando a vida neste rio de osso.
A barca é seca. Eu sou de cal.
A vida se tresmalha na ilusão
de mil viagens
e o tempo, no entanto,
vai na sola do sapato.
Embarcado no chão desta barca
vou remando a vida neste rio de osso.
Tive saudade da estrela que nunca fui,
do boneco de pano sepultado no lixo.
Cá fora, o sol e sua máquina
hão de roer as contendas
do mundo.
Embarcado no chão desta barca
vou remando a vida neste rio de osso.
Tenho bandeiras da cor do chão.
Ah! Coração feito
bomba de algodão!
A vida vai no remo.
Eu vou na barca.
A barca é seca.
Eu sou de cal.
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: politica & economia
O Congresso abriga mais um exemplo ilustrativo do uso de dinheiro público para bancar despesas privadas da família do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP). O mordomo da casa de sua filha, Roseana Sarney, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, é um servidor pago pelo Senado. Amaury de Jesus Machado, de 51 anos, conhecido como “Secreta”, é funcionário efetivo da instituição. Ganha, com gratificações, em torno de R$ 12 mil. Deveria trabalhar no Congresso, mas de 2003 para cá dá expediente a sete quilômetros dali, na residência que Roseana mantém no Lago Sul de Brasília.
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: pensamentos
A couple of weeks ago the podcast of the New York Times Book Review included an interview with Danielle Steel, the popular novelist whose books have sold over half a billion copies. I’ve never read any of her books, but what she said about her creative process rang true: “When I realize how unimportant I am, the book flows through me. In the same way, in life, if you go around feeling important and how terrific you are, you really miss the boat. I have a strong sense of my unimportance and how small I am and how vulnerable I am, just like everybody else.” I’ve seen this in my own work - in listening labs, making the customer the focus of the research - instead of playing the knowing researcher or super-smart consultant or some kind of “guru.” My role as facilitator is to stay unimportant, so that the focus stays on lab respondents and the client stakeholders observing and discussing behind the glass. The more I get out of the way, the more I enable things to happen.
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: politica & economia, cultura
Ao fim do ato, milhares de vozes entoaram, a plenos pulmões, o Hino Nacional. Um maestro regia aqui, outro acolá! Eu, por meu turno, estufei o peito e cantei meu amor por meu país e meu repúdio aos que querem prejudicá-lo em busca de lucros eleitorais.
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: politica & economia, pessoas, cultura
“Preconceito, racismo, são armas dos ignorantes . Enquanto isso eu canto - oh Bahia aiá, Bahia que não me sai do pensamento aiá….”
Maria
“São Paulo fica no Brás ou em Higienópolis?”
Luis Rodrigues
“Não entendi a lógica: o Ciro sai criança de SP e vira nordestino. O Lula vem criança do Nordeste pra SP mas não vira paulista. Ou o Ciro é nordestino porque foi criado lá, e o Lula paulista porque foi criado em SP, ou é o inverso: Lula E Ciro nordestinos não dá! Qual a regra: do local de nascimento ou de criação? Escolha uma e coloque o Lula em uma e o Ciro em outra. Você pode torcer os critérios, fazendo-os valer ou não segundo as suas simpatias, mas alguns ainda percebem esse truquezinho patético.”
Cassio
Publicado por ACS em 20 Jun 2009 | sob: cultura
A celebração, de forte identidade francesa, chegou ao Brasil já modificada pelos portugueses e aqui sofreu outras influências, especialmente de índios e negros. Esse tipo de catolicismo popular e miscigenado juntou às comemorações as práticas de sortilégios e simpatias, muitas relacionadas ao matrimônio, válidas também nos dias de Santo Antônio (originalmente cultuado como protetor de exércitos e, mais tarde, como casamenteiro em um país que precisava da fertilidade para ocupar seu imenso território) e São Pedro, que por sua vez cuidava de arranjar marido às viúvas, segundo Gilberto Freyre (1900-1987) escreveu no livro Casa-grande & senzala. Muitos estudiosos lembram que a festa junina reúne elementos europeus, mas também africanos e indígenas. A fogueira de Xangô, orixá sincretizado com São João, reverencia a importância civilizadora do fogo e é acesa no dia do santo pelos lados da Bahia. A contribuição das comunidades ameríndias fica ainda mais clara na culinária junina, que misturou o gosto português pelo açúcar, o cravo e a canela em pó com o gosto nativo por mandioca (aipim ou macaxeira), batata-doce, milho e canjica.