Outubro 2009
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por ACS em 29 Out 2009 | sob: nxradio
Lifetime - Young, Loud, and Scotty | Punk | Muito boa.
SageInfinite - Maybe I Should… | Hip hop | Legal.
The Felice Brothers - Wonderful Life | Folk | Pra ouvir fazendo o jantar, esquecer a comida e esquecer a fome.
Publicado por ACS em 28 Out 2009 | sob: nxradio
Autokratz - Can’t get enough | Electro | Pra tocar em Detroit e em São Paulo.
Bosques de mi Mente - Recuerdo infantil | Minimalismo | Belo piano.
Kill Paradise - Candy Land Wedding | Pop | Musica pop agradável para fins de semana romanticos.
Publicado por ACS em 25 Out 2009 | sob: lugares
Nada mais agradável do que esses mergulhos periódicos em Minas, a Minas profunda do interior, das pessoas de fala mansa e de cuidados em cada gesto. Em cada visita me revigoro e colho as pequenas cenas mineiras, que me lembram meus tempos de infância, longe das guerra midiáticas e do ritmo maluco das metrópoles e dos aeroportos. Patos de Minas é típica cidade média agradável. Limpa, bem cuidada e atenciosa. O motorista da Localiza, que me trouxe de Uberlândia, me pega no hotel para irmos ao evento. Fica na Avenida Tancredo Neves. O motorista não conhece, mas se vale do procedimento padrão: para em um ponto de táxi. Vem o mineirinho taxista, todo atencioso. O motorista pergunta o itinerário. O mineirinho pede para ele desligar o motor para poder ser atendido com mais vagar e cuidado.
Publicado por ACS em 25 Out 2009 | sob: politica & economia, futuro
O jornalista Fernando Dantas publicou no Estado de S. Paulo desta sexta-feira uma reportagem com os resultados de um estudo recente sobre os impactos do programa Bolsa Família na economia. A conclusão do trabalho é que, o acréscimo no valor dos benefícios pagos, entre 2005 e 2006, de RS 1,8 bilhão, resultou num crescimento adicional do PIB, no período, de R$ 43,1 bilhões. Resultou também em receitas tributárias adicionais de R$ 12,6 bilhões. “O ganho tributário”, escreveu Dantas, “é 70% maior do que o total de benefícios pagos pelo Bolsa Família em 2006, que foi de R$ 7,5 bilhões. Esses cálculos foram feitos pelo economista Naercio Aquino Menezes Filho, coordenador do Centro de Políticas Públicas, do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), o antigo Ibmec-São Paulo, que também é professor na Faculdade de Economia da USP, e por seu aluno na graduação do Insper, Paulo Henrique Landim Júnior. É de se notar que o Insper e Naercio filiam-se a correntes do pensamento econômico situadas a anos-luz de distância das teorias heterodoxas ou mais à esquerda e não têm nada de lulistas. Não é novidade que programas bem focados de transferência de renda, como é o caso do Bolsa Família, produzem relevantes efeitos multiplicadores no conjunto da economia. Isso só não é verdade para os que não conseguem levantar o véu ideológico que tolda a visão sobre os programas de inclusão social, para os que resistem a repartir melhor a renda produzida ou para os cegos pelas paixões partidárias. Faltava, porém, uma medição quantitativa da dimensão do impacto econômico específico do programa Bolsa Família. Pois bem, segundo as estimativas de Menezes e Landim, um aumento de 10% no repasse médio per capita do Bolsa Família leva a uma expansão de 0,6% do PIB, no ano em que ocorre o aumento e no seguinte. Em outras palavras, ou melhor, em outros números, cada R$ 0,04 do Bolsa Família aumenta o PIB em R$ 1. Fica assim provado, com números, que o “assistencialismo” do Bolsa Família move profundamente a economia. Com a vantagem de que, como indicaram os cálculos de Menezes e Landim, o setor mais positivamente impactado é o da indústria – aquele em que os empregos são de mais qualidade. Enquanto no PIB agrícola cada 10% a mais nos repasses do Bolsa Família não apresenta impactos significativos, o efeito nos serviços é de 0,19% no PIB setorial. No PIB industrial, onde o impacto é maior, efeito multiplicador de cada 10% adicionais nos repasses do programa atinge expressivos 0,81%. Intelectuais de viés conservador tentam ainda sustentar suas retorcidas teorias anti-inclusão social e de preservação da renda em mãos de poucos. Com os dados agora disponíveis, o falatório reacionário fica apenas lamentavelmente ridículo.
Publicado por ACS em 25 Out 2009 | sob: futuro, submundo
A biologia está se aproximando de sua “hora Frankenstein” -a criação da vida a partir do zero. Em algum momento dos próximos meses, é provável que cientistas anunciem ter criado uma célula viva com ingredientes que podem ser adquiridos no varejo. Pesquisadores liderados por Craig Venter, a mais destacada figura na biologia molecular, sintetizaram no ano passado um genoma bacteriano completo -todas as instruções genéticas de que uma célula precisa para viver e se reproduzir- partindo de produtos químicos de laboratório. Também converteram uma espécie de bactéria em outra por meio de um “transplante de genoma”. O próximo passo é inserir o genoma artificial em uma célula vazia e “carregar” a mensagem genética, criando o primeiro micróbio completamente sintético do mundo.
Publicado por ACS em 25 Out 2009 | sob: futuro, pessoas
Permanece até a amanhã (25), no Aeroporto Internacional de Brasília, a exposição itinerante que comemora os 300 anos do primeiro voo do balão de ar quente inventado pelo padre Bartolomeu de Gusmão, considerado um dos precursores das ciências aeronáuticas. Além de uma réplica do balão apresentado à Corte portuguesa em agosto de 1709, os visitantes poderão saber mais sobre os feitos do padre-inventor, nascido em Santos, em 1685. Oito banners contendo reproduções de textos e imagens históricas e um vídeo ajudam os interessados a entender a importância da invenção de Gusmão e sua relação com os balões usados hoje, construídos segundo princípios muito semelhantes aos desenvolvidos pelo jesuíta.
Publicado por ACS em 25 Out 2009 | sob: nxradio
Light This City - Cradle For A King | Metal | Som pesado com uma vocalista sexy.
Normalsi - Do stracenia | Rock | Em polones não entendemos nada da letra, mas é um bom rock.
Ochre - Circadies | Electronic | Excelente, inteligente, sensível e divertida.
The Bronx - Shitty Future | Punk | Rock and roll band.
The Filthy Youth - Orange | Indie | Ed Westwick e seu estilo.
Zoë Keating - Sun Will Set | Instrumental | Musica para um domingo de sol.
Publicado por ACS em 24 Out 2009 | sob: pensamentos, submundo, futebol
Este texto, dirijo àqueles que, à diferença de pessoas como eu, semearam o que agora toda esta sociedade colhe, mas que, hipócritas, tentam fazer crer que o que acontece hoje da Rocinha a Heliópolis, da Barra da Tijuca aos Jardins, começou agora. Eu vos acuso de não terem sensibilidade social, de quererem se locupletar à custa da miséria de legiões de brasileiros que mal e porcamente sobrevivem nos guetos onde vós os segregastes, à custa dos que não têm escolas para que seus filhos tenham uma chance na vida, porque, quando governantes fazem boas escolas para o povo, dizeis que são “caras”. Eu vos acuso de exigirem dos governantes que, em vez de prisões que recuperem essa meninada perdida, mandem os infratores, ainda imberbes, para masmorras onde se tornarão profissionais do crime, feras enlouquecidas, e vos acuso de só prenderem os pobres, sobretudo os pobres e os pretos, e, mais ainda, os pobres, pretos e nordestinos. Eu vos acuso de sustentarem o tráfico de drogas deixando, por omissão, que vossos filhos e filhas, mimados e sem valores, passem pelas bordas das favelas e comprem o veneno que os levará até a agredir trabalhadoras pobres, a queimarem mendigos vivos, a desembestarem pelas ruas com as máquinas infernais que lhes foram doadas por seus papais e mamães tão amorosos. Eu vos acuso de combaterem com unhas e dentes cada mínima tentativa de direcionar uma fração irrisória de vossas fortunas para o sustento (físico e espiritual) dos miseráveis, e de fazerem isso em um dos dez países de maior concentração de renda do mundo. Eu voz acuso de pregarem o ódio racial chamando os nordestinos de “baianos” em São Paulo e de “paraíbas” no Rio, mesmo esse indivíduo não sendo da Bahia ou da Paraíba, contanto que tenha traços de negro mais acentuados. Eu vos acuso, pois, de racismo. E eu vos acuso de negarem o racismo ao escreverem livros dizendo que vós não sois racistas, pois, como sabem, são raros os negros e mestiços que admitem em vossos palácios e festas. E vos acuso, por fim, de quererem calar os que vos acusam ao monopolizarem a comunicação de massas, e de terem conseguido fazê-lo completamente por toda a história até que surgisse a internet e não pudessem mais impor censura total. Por todas essas acusações é que vos digo: vejam só o que fizeram com o Rio, com São Paulo, com Porto Alegre, com Recife, com o país todo ao negarem aos mais pobres a mais tênue esperança de vencer na vida apesar de condição social, cor da pele e região do país. Agora, colheis o que plantastes.
Publicado por ACS em 24 Out 2009 | sob: cultura
Na vida social cotidiana – reuniões com amigos, festas familiares, encontros, programas, jantares, saídas na nite, entre tantas outras – podemos constatar que certos tópicos de conversa são usuais e recorrentes. Entre os temas mais comuns estão as aventuras (por vezes desventuras também) vividas no trabalho, nos estágios, nos estudos, na chamadavida produtiva de cada um. Sempre que alguém tem algo para dizer sobre trabalho, os outros parecem prontos para ouvir, comentar e participar do assunto seja desenvolvendo o conteúdo, complementando a idéia, seja discordando. Projetos profissionais, carreiras, estudos, estágios, propostas, problemas, práticas, planos, ações, salários, resultados, conquistas, sucessos e dificuldades do mundo dos negócios são bons tópicos para criar ou manter uma conversa. A vida relacionada à esfera da produção é sempre assunto - legítimo, privilegiado, recorrente, interessante - nas múltiplas situações sociais que freqüentamos. Mas, se falamos muito dos assuntos relacionados ao que se pode chamar de vida produtiva, falamos muito também (quem sabe até mais) de assuntos relacionados à outra ponta da questão – o consumo. De fato, falamos muito exatamente aquilo que gastamos ou queremos gastar por termos produzido. Essa é também uma conversa que rende muito na vida social. Às vezes as pessoas passam das questões da produção às do consumo, passam do ganho ao gasto, no mesmo diálogo. Entre os sofisticados, o chamado consumo cultural – livro, teatro, filme, atividade intelectual e sensível fruída, de preferência, em viagem muito especial ao exterior. E isso sem falar nos vinhos, recurso recente como parte do repertório dos signos de distinção e status. Entre as crianças, os brinquedos – os muitos bonecos dos complexos mundos habitados por Pokemons, Barbies, Digimons, Pollys, Dragonballs, Power Rangers ou cards de Yugiohs – alternam com as novas fitas de Wii, Playstation 3, Xbox 360, Nintendo DS ou Game Cube. Tudo isto e mais a Disney – essa inevitável peregrinação ao consumo sem a qual nossas crianças das camadas médias e altas não conseguem cumprir os sagrados requisitos da sociabilidade. Entre os adolescentes, pequenas viagens de fim de semana, roupas da moda, computadores, as festas pagas e boates, e até mesmo, para desespero dos pais, o carro. Os ricos falam das grifes caras, viagens sofisticadas, casas fora, carros importados, jantares. Os que têm menos dinheiro falam da casa própria, dos eletrodomésticos, celulares ou roupas novas. Enfim, no cotidiano da sociedade em que vivemos aquilo que se tem ou se quer, as razões das necessidades e desejos de produtos e serviços são temas que povoam as conversas e a imaginação. É interessante observar que esstes tópicos, tanto ligados à produção, quanto ligados ao consumo perpassam – mudando devidamente os conteúdos – os diferentes grupos e classes socioeconômicas. Esses tópicos são como textos de um repertório essencial na cultura contemporânea, que dá livre acesso ao discurso sobre compras, trabalhos, gastos e ganhos, tornando amplamente disponível o imaginário destas experiências centrais da vida social do nosso tempo. Tudo isso indica que produção e consumo são (entre outras coisas, evidentemente) como códigos através dos quais um imenso conjunto de representações e práticas ganha sentido em nossas vidas.
Publicado por ACS em 24 Out 2009 | sob: nxradio
Everything Is Made in China - Automatic (feat. Aerofall) | Post-rock | Automaticamente bela.
Extrawelt - Soopertrack (Fino Attack Mix) | Techno | Super dance track.
Fall of Efrafa - Simulacrum | Psych-rock | Simulação fenomenal.
Machinae Supremacy - Player One | Metal | Num primeiro momento a musica parece um pouco estranha, lembra musica de game no sintetizador, mas a combinação com as guitarras e a letra legal fazem uma boa musica.
Saxon Shore - Nothing Changes | Post-rock | Divinamente, nada mudou.
Clipse - Virginia (Lost Woods) | Rap | Background genial.
Publicado por ACS em 23 Out 2009 | sob: politica & economia, jornalismo
A assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”. “Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”. “É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.”.
Publicado por ACS em 23 Out 2009 | sob: pessoas
Lula, o filho do Brasil é um filme biográfico baseado na trajetória do atual presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. Dirigido por Fábio Barreto, cineasta indicado ao Oscar por O Quatrilho, o filme está previsto para estrear em todo subcontinente sul-americano no início de 2010. Tem como atriz principal a queridinha do Brasil, Glória Pires e ainda sua filha Cléo Pires.
Publicado por ACS em 23 Out 2009 | sob: politica & economia
A invenção se deve às ironias com que FHC tentava desqualificar o debate. Conhecedor que era, se dedicou a essa prática, alimentada pelo despeito, o rancor e a inveja de ver seu sucessor se dar muito melhor do que ele. E os tucanos se tornaram os arautos da fracassomania, porque o governo Lula não poderia dar certo. Senão, seria a prova da incompetência, dos que se julgavam o mais competentes. Lula fracassaria porque não contaria com a expertise (expressão bem tucana) de gente como Pedro Malan, Celso Lafer, Paulo Renato, José Serra, os irmãos Mendonça de Barros, entre tantos outros tucanos. O governo Lula não poderia dar certo, senão a pessoa mais qualificada para dirigir o Brasil – na ótica tucana -, FHC se mostraria muito menos capaz que um operário nordestino. Por isso o governo Lula teria que fracassar economicamente, com a inflação descontrolada, a fuga de capitais estrangeiros, o “risco Brasil” despencando, a estagnação herdada de FHC prolongada e aprofundada, o descontentamento social se alastrando, as divergências internas ao PT dividindo profundamente ao partido, o governo se isolando social e politicamente no plano interno, além do plano internacional. A imprensa se encarregou de propagar o fracasso do governo Lula. Ricardo Noblat, apresentando o livro de uma jornalista global, afirmava expressamente, de forma coerente com o livreco de ocasião, que “o governo Lula acabou” (sic). A crise de 2005 do governo era seu funeral, os urubus da mídia privada salivavam na expectativa de voltarem a eleger um dos seus para se reapropriarem do Estado brasileiro. FHC gritava, no ultimo comício do candidato do seu partido, que havia relegado seu governo, com a camisa para fora da calça, suado, desesperado, “Lula, você morreu”, refletindo seus desejos, em contraposição com a realidade, que viu Lula se reeleger, sob o cadáver político e moral de FHC. Um jornalista da empresa da Avenida Barão de Limeira relatava o desespero do seu patrão, golpeando a mesa, enquanto dava voltas em torno dela, dizendo: “Onde foi que nós erramos, onde foi que nós erramos?”, depois de acreditar que a gigantesca operação de mídia montada a partir de uma entrevista a um escroque que o jornal tinha feito, tinha derrubado ao governo Lula. Ter que conviver com o sucesso popular, econômico, social e internacional do governo Lula é insuportável para os fracassomaníacos. Usam todo o tempo de rádio, televisão e internet, todo o espaço de jornal para atacar o governo, e só conseguem 5% de rejeição ao governo, com 80% de apoio. Um resultado penoso, qualquer gerente eficiente mandaria a todos os empregados das empresas midiáticas embora, por baixíssima produtividade.
Publicado por ACS em 23 Out 2009 | sob: pessoas, submundo
Para a História: Ilan Halimi foi um jovem francês sequestrado próximo a Paris em 20 de janeiro de 2006. Seu corpo foi encontrado ao lado de uma ferrovia em 13 de fevereiro. Foi torturado, queimado vivo; seu corpo, uma ferida aberta, fora jogado ali como um cachorro, agonizante, e pouco tempo depois, morreu. Para a História: França é um país, como o era o Paquistão no caso de Daniel Pearl, repórter do jornal Wall Street, onde um homem pode ser mantido cativo abertamente, diante de todo um bairro. Halimi, morrendo lentamente, foi transportado de um lugar para outro, passou fome e foi alimentado, torturado até que seus carrascos se cansaram, e logo foi movido novamente - tudo isso em 24 dias. Para a História: os cúmplices desse ato cruel - o porteiro de um edifício suburbano de apartamentos que, ao que parece, cedeu o quarto aos assassinos; a jovem mulher modestamente apelidada “a isca”; o homem que entrega pizzas; o carcereiro que não conseguia fumar em paz com os gritos de Halimi e que apagou um cigarro em sua testa para fazê-lo se calar; todos os outros - todas essas pessoas tiveram 24 dias, uma eternidade, para se sentirem comovidas pelos gritos de Halimi, para romper seu silêncio com um telefonema e colocar fim ao seu calvário. Para a História, nenhum deles teve esse instinto humano básico. Para a História: Youssouf Fofana, líder da gangue, é um antissemita da espécie mais simples, pura e selvagem. É do tipo que - sem saber nada, e sem desejar saber, sobre o que o destino judeu ao longo dos séculos significou, e, frequentemente, significa ainda, humilhação, destituição e miséria - perpetua o estúpido clichê do judeu rico que, como se costuma dizer, está “repleto de dinheiro”. E, por causa disso, Halimi se converteu no objeto da crueldade calculada de Fofana. Para a História: há boas almas para quem este assassinato não está exatamente justificado, mas que tratam de situá-lo em seu contexto, que é o de uma bem conhecida crise nos subúrbios de Paris e a marcha fúnebre de outras misérias. Houve pessoas que anunciaram que foi um crime de vilões, sim, mas não um crime de ódio! Como se o antissemitismo não fosse sempre uma vilania; o nazismo histórico não fosse uma empresa de extorsão financeira, uma fraude massiva em nível europeu!
Publicado por ACS em 23 Out 2009 | sob: pensamentos
“Se você não consegue expressar sua posição em oito palavras ou menos, você não tem uma posição.”
Seth Godin
Publicado por ACS em 23 Out 2009 | sob: nxradio
Ducktails - Backyard (live on WFMU) | Post-rock | Pra tocar num final de tarde.
Röyksopp - This Must Be It (Lehtmojoe Remix) | Electronic | Parece Knife, uma bela musica para cidades modernas.
The Devil’s Blood - Christ or Cocaine | Rock | Versão limpa, estilo setentista.
Publicado por ACS em 21 Out 2009 | sob: nxradio
Everything Is Made in China - The City of Airstrip One | Post-rock | Temos ouvido muito, recomendamos.
Normalsi - Patologia | Rock | Rock polones, visitando origens.
Tiesto feat. Christian Burns - In The Dark | Trance | Boa música do Tiesto com vocal legal.
Publicado por ACS em 19 Out 2009 | sob: nxradio
Noisia - Silicon | DnB | Futurista, drum and bass perfeito, dark style.
Pogo - White Dresses | Trip-hop | Este cara continua fazendo musicas surpreendentes.
Sleepmakeswaves - so that the children will always shout her name | Post-rock | Texas post-rock salvando o mundo.
Publicado por ACS em 18 Out 2009 | sob: politica & economia, pessoas
O governo de fato de Roberto Micheletti em Honduras está ouvindo as pessoas erradas. Desde a deposição militar do presidente, Manuel Zelaya, em junho, o sr. Micheletti e seus assessores receberam duas delegações de congressistas americanos — todos republicanos — e estão recebendo assessoria gratuita adicional de ex-autoridades republicanas que estão claramente nostálgicas da guerra fria. Esses dias acabaram. O sr. Micheletti deveria, em vez disso, prestar atenção no que estão dizendo a ele praticamente todos os governos democraticamente eleitos no hemisfério: o presidente Zelaya precisa ser reinstalado no poder. Não há outra saída. O sr. Micheletti e seus apoiadores argumentam que eles fizeram um favor ao remover um líder errático e populista muito próximo de Hugo Chávez, da Venezuela. Agora eles pensam que podem empurrar com a barriga até as eleições presidenciais do mês que vem, esperando que a chegada de um novo presidente vá significar o fim das sanções e do isolamento diplomático. “Vocês não sabem a verdade ou não querem conhecê-la”, o sr. Micheletti disse raivosamente a um grupo de enviados da Organização dos Estados Americanos, dos Estados Unidos, Canadá e vários governos latino-americanos que estavam em Tegucigalpa, a capital de Honduras, numa missão mal sucedida para resolver o impasse. Mas é o sr. Micheletti que se nega a entender. Golpes contra líderes democraticamente eleitos, que já foram a norma na América Latina, não são mais aceitáveis.
Publicado por ACS em 18 Out 2009 | sob: politica & economia, futuro, submundo
A RECONSTRUÇÃO da democracia tem exigido enormes sacrifícios dos trabalhadores. Desde a reconstrução de suas organizações, destruídas por 20 anos de repressão, até a invenção de novas formas de lutas capazes de responder ao desafio de enfrentar uma das sociedades mais desiguais do mundo. Isso tem implicado apresentar aos herdeiros da cultura escravocrata de 500 anos os trabalhadores da cidade e do campo como cidadãos, participantes legítimos da produção da riqueza e beneficiários da sua partilha. O ódio das oligarquias jamais perde de vista um desses novos instrumentos de organização e luta: o MST. Esse movimento paga diariamente com suor e sangue -como há pouco no Rio Grande do Sul- por sua ousadia de questionar um dos pilares da desigualdade: o monopólio da terra. O gesto de levantar sua bandeira se traduz numa frase simples de entender e, por isso, intolerável aos ouvidos dos senhores da terra e do agronegócio. Não podemos considerar uma República um país em que 1% da população tem a propriedade de 46% do território, defendida por cercas, agentes do Estado e matadores de aluguel. Menos ainda uma democracia. A Constituição determina que latifúndios improdutivos e terras usadas para a plantação de matérias-primas para a produção de drogas devem ser destinados à reforma agrária. No entanto, os sucessivos governos têm sido negligentes.
** Públicado originalmente na FOLHA DE SÃO PAULO (Primeiro Caderno A3, dia 21/set/2009)-(Tendências/Debates)
Fonte: Jubileu Brasil - http://www.jubileubrasil.org.br/
Controversia
Publicado por ACS em 18 Out 2009 | sob: nxradio
Atomica - Delorian | Trip-hop | Feche os olhos e ouça.
Atomica - Larsen | Trip-hop | Profunda, sem esforço como névoa.
Julien Neto - From Cover To Cover | Ambient | Introspectiva e gelada.
Omnia - Tine Bealtaine | Folk | Bela musica.
The American Dollar - War on Christmas | Post-rock | O lado ambient do post-rock.
The Riot Before - Threat Level Midnight | Punk | Legal.
Publicado por ACS em 18 Out 2009 | sob: nxradio
Blackmore’s Night - Peasants promise | Folk | Viagens secretas.
Dark Materia - The Picard Song | Electronic | Engraçada e um pouco hipnótica. Eu gosto de Star Trek.
Devendra Banhart - Soothe My Soul, Mend My Mind | Folk | Curta e diferente, satisfaz nossos lados criativos em lo-fi.
José González - Teardrop (live) | Folk | Toca a alma diretamente mas não supera a original.
Sinking Ships - The Next Time I Go | Hardcore | Voltando aos anos 90.
Sleepmakeswaves - I will write peace on your wings and you will fly over the world | Post-rock | Pureza, beleza e perfeição. Pesada, relaxante e serena.
Publicado por ACS em 17 Out 2009 | sob: nxradio
Aaskereia - Aaskereia | Black Metal | Estranho metal intenso.
Barão Vermelho - Por Você | Rock | Manjada mas é uma bela canção de amor. Releitura de “If Not For You” de Bob Dylan.
The Maccabees - Smoker | Indie | Bateria legal, as guitarras lembram B52 e a letra diz “vou fumar e soprar dinheiro no vento”, por mim tudo bem, cada um na sua.
Publicado por ACS em 14 Out 2009 | sob: nxradio
Bang Gang - Follow | Chillout | Música pacífica com belas vozes e pianos que nos faz sentir bem depois de um dia duro.
Chad VanGaalen - Willow Tree | Indie | Navegando num rio, remando leve, contemplando.
My Brightest Diamond - We Were Sparkling | Indie | Simples e melancólica.