Dezembro 2009

Arquivo Mensal

Hold Me Now

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: nxradio

nxradio tocando: Duran Duran, Simple Minds, Tears For Fears, Level 42, Thomas Dolby e Thompson Twins.

ouça: www.nxradio.com.br
ouça: www.guarulhosfm.com.br

Villas | My Little Playground

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: arte

www.woostercollective.com

Jamais a matriz erra, certo? Somos nós, sempre.

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: politica & economia, cultura

Outro dia o Estadão lamentou, em editorial, o momento ruim das relações do Brasil com os Estados Unidos. É óbvio que o Estadão culpou o Brasil. Jamais a matriz erra, certo? Somos nós, sempre, que não sabemos direito o que fazemos. Mas nem todos os americanos acham o mesmo que o Estadão, obviamente. O historiador Andrew Bacevich, da Universidade de Boston, ao escrever uma resenha para a revista World Affairs sobre um importante livro que trata da diplomacia dos Estados Unidos, The Tragedy of American Diplomacy, de autoria de William Appleman Williams, apresentou um resumo interessante dos problemas diante dos quais o país se encontra. Problemas de longo prazo, que existiam durante o governo de George W. Bush (quando o texto foi escrito) e que persistem hoje.

Fiquem com um trecho, traduzido pelo Viomundo:

- A insistência de que os valores americanos são universais, levando ao corolário: “Outros povos não podem resolver seus problemas ou melhorar suas vidas a não ser que façam o mesmo que os Estados Unidos”;

- Um compromisso com o princípio da autodeterminação, baseado na convicção de que “todos os povos precisam se autodeterminar à moda americana se os Estados Unidos quiserem ser seguros e prósperos”; ou, colocado de outra forma, só quando “princípios historicamente americanos forem honrados por todos” a paz mundial será possível;

- A busca pela externalização do diabólico, fortalecendo a crença de que problemas domésticos tem raiz no estrangeiro; “problemas domésticos, portanto, se tornam problemas internacionais” e a política externa dos Estados Unidos se torna continuação da política doméstica por outros meios;

- Um predileção reflexiva por demonizar os adversários; os oponentes dos Estados Unidos não estão meramente errados; eles estão por definição “parcial, quando não totalmente, perdidos, sem recuperação”.

- A crença de que a economia dos Estados Unidos não pode funcionar sem oportunidades para expansão externa e que o sistema político americano não pode funcionar sem prosperidade: estagnação causa dissenção interna e ameaça estabilidade, trazendo o “espectro do caos”; a expansão econômica, assim, “está ligada à prosperidade doméstica e paz social”;

- Uma crescente, mesmo que não admitida, busca da militarização, já que os formuladores da política “cada vez mais definem segurança em termos de conquista — ou pelo menos de dominação”; mas, como William enfatiza, “foram os civis que definiram o mundo em termos militares, não os militares que usurparam o poder civil”;

- Uma confiança no Excepcionalismo Americano e na beneficência dos Estados Unidos; no fim, “uma combinação de poder econômico, gênio intelectual e prático e rigor moral” vão permitir aos Estados Unidos “enfrentar os inimigos da paz e do progresso — e construir um mundo melhor — sem eregir um império [formal] no processo”.

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Sarau em Poços de Caldas

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: musica, lugares, pessoas

Em janeiro ocorre o Festival das Montanhas, em Poços. No ano passado, foi um estrondo. Este ano promete. Professores da USP que ajudaram na organização consideram superior – em qualidade e quantidade dos concertos e dos cursos – ao de Campos. Pensando em aproveitar o evento para marcar um Sarau em um dos fins de semana do festival. Aproveitaria para levar alguns músicos de Sampa. E convocaríamos os poçoscaldenses espalhados por aí. Jogo a ideia como sugestão. Se embalar, montamos um Sarauzão juntando o povo do Blog, os órfãos de Poços e os músicos.

luis nassif

a mais importante decisão política

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: politica & economia

Escrevo sobre uma decisão que o Brasil terá que tomar em 2010 que equivalerá às maiores decisões que já teve que tomar em sua história. Além do fato de que em anos de eleição para presidente o que se coloca em jogo é sempre o futuro de todos, nesta eleição presidencial que se aproxima o que estará em jogo é o futuro de uma nação que está sendo vista, pelo mundo, como a grande potência emergente do século XXI. Não faltam matérias na imprensa internacional falando do protagonismo brasileiro, das riquezas imensas que este país detém sobre e sob a terra e da força de sua economia, forjada, sobretudo, por um dos maiores mercados internos do planeta. O Brasil assumiu esse protagonismo na cena internacional não só por graça dos números de sua economia, que são excelentes no contexto de um mundo mergulhado na maior crise econômica mundial em quase um século, mas pela mudança do paradigma econômico da nação, que passou da antiga teoria de que era preciso sofrer com recessão e desemprego em momentos de crise para atingir o paraíso em algum lugar incerto do futuro para uma mentalidade exatamente oposta… A crise econômica internacional serviu para mostrar ao mundo como um país que até há pouco tempo vivia mergulhado em cataclismos financeiros pôde se tornar uma das economias mais sólidas do mundo em bem menos de uma década, ou seja, investindo num mercado de consumo de massas e criando ambiente propício a investimentos, sendo o Estado o grande indutor do processo, além de colocar o bem estar social como meta prioritária. A mudança de paradigma deste governo para o anterior foi dramática, mas, por razões políticas, para não contrariar os interesses do grupo político que supostamente defende a hegemonia do capital nesta parte do mundo e que tem inegável força para conturbar o bom momento brasileiro, muitos analistas fazem concessões a um período obscuro da história que terminou em 2002, período no qual o país foi saqueado por meros despachantes dos interesses de corporações estrangeiras convertidos pelo povo em governantes graças a uma máquina midiática de propaganda que conseguia direcionar esse povo para suas escolhas políticas – e que parece ter perdido esse poder. Eis que, sob nova concepção de desenvolvimento, o país mergulha em uma rota luminosa rumo ao futuro, cheio de promessas e possibilidades. Todavia, sobre si se estende uma sombra ameaçadora que diariamente teima em dizer o tipo de mentalidade que, até 2002, amarrava o Brasil. Está muito mais do que claro que aqueles que governaram este país até 2002 são contrários aos motes desenvolvimentistas que elenquei acima (mercado de consumo de massas, indução estatal do desenvolvimento e bem estar social), haja vista que, durante o desenrolar da crise deste ano, foram contra a pregação do governo Lula para que os brasileiros consumissem, foram contra cortes de impostos, concessão de crédito pelos bancos oficiais enquanto o sistema bancário se retraia, continuam contra o Bolsa Família reiterando que é “esmola” e pedindo “portas de saída” àqueles que mal acabaram de entrar… Etc. Você tem, portanto, dois projetos na mesa, caro leitor. No ano que vem, começa um novo ciclo para o Brasil – pós crise, com economia crescendo fortemente e uma imensa riqueza natural a explorar e dividir entre a sociedade e os entes federativos. Caberá a todos os brasileiros a escolha do país que seremos. Hoje, o Brasil ainda é um país de renda extremamente concentrada tanto do ponto de vista racial – ou, sendo políticamente correto, “étnico” – quanto por classe social e região do país. Trocando em miúdos: devido à histórica má distribuição da riqueza e dos investimentos, respectivamente os negros e os descendentes de negros, de classe média para baixo e do Norte e Nordeste foram prejudicados em momentos de crescimento econômico que se mostraram tão intensos quanto excludentes. Temos uma nova chance, a partir de 2010. O Brasil precisa distribuir os recursos do pré-sal de forma equânime entre seus entes federativos, de forma a reparar outros momentos em que regiões do país foram alijadas das conquistas nacionais como a indústria e os investimentos. Até porque, o subsolo brasileiro pertence à união e porque a riqueza petrolífera ora descoberta foi encontrada graças aos impostos de todos nós. Em minha mente, está muito claro que decisão devo tomar na escolha do governo que assumirá em 1º de janeiro de 2011. Quero continuidade. O caminho foi encontrado e está demarcado para que o Brasil se redesenhe nos próximos anos, para que a renda seja melhor distribuída, para que as tensões sociais sejam mitigadas via maior sensação de bem estar social das camadas até aqui oprimidas e degradadas da sociedade, que vêm mergulhando num processo de radicalização desesperada devido a uma falta de perspectivas que, agora, pode ser revertida. A decisão eleitoral de 2010, portanto, leitor, garanto-lhe que será, talvez, a mais importante de sua vida. Tome-a pensando na única forma de você realmente sair ganhando, que não é pensando em seus supostos interesses de classe social, de etnia ou de região do país, mas no interesse de todos, pois só este não exclui ninguém. É idílio de um setor aristocrático e insensível da sociedade acreditar que é possível manter um modelo social que segrega quase todos em prol do gáudio de uma ínfima minoria étnico, social e geográfica. Além de o país ter que carregar o peso morto de dezenas de milhões de almas empobrecidas e ignorantes incapazes de se adequar às exigências das sociedades modernas, essas massas acabam tendendo à violência devido ao constante drama da falta de tudo, sobretudo de dignidade. Está claríssimo para mim, vendo e ouvindo o que o grupo político que governava antes diz em seus grandes jornais, revistas, tevês, rádios e em seus mega portais de internet, que tal grupo não se emendou, que continua acreditando no formato de sociedade que sustentou e que fracassou, um formato de exclusão social e de consumo de castas, com a maioria tendo que se contentar meramente com pão e circo. A decisão de 2010, para mim, além de ser a mais importante decisão política de minha vida, será também a mais fácil de tomar.

Eduardo Guimarães

2010 | criação de mais 2 milhões de empregos no Brasil

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro

2010 deve ter criação de mais 2 milhões de empregos no Brasil. O crescimento do mercado interno deve fazer com que 2010 seja um dos melhores anos para o emprego e para a renda do trabalhador. A expectativa é que, sem sobressaltos econômicos, 2 milhões de empregos formais sejam criados no próximo ano – quase o dobro do número deste ano. A maior parte desse emprego será ofertada pelo setor de serviços.

www.paulohenriqueamorim.com.br

Divorciada e agnóstica, em um país conservador

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro, pessoas

O Chile é um dos últimos países do mundo onde o aborto, mesmo terapêutico, é proibido. Estima-se que o número de abortos clandestinos no país chegue a 160 mil por ano. “15% das crianças que nascem no Chile têm mães adolescentes e a grande maioria é pobre”, denuncia Gloria Maira, da Associação Chilena contra a Violência Doméstica e Sexual. Essa ONG foi fundada há 25 anos, em plena ditadura militar do general Augusto Pinochet (1973-1990). A feminista ressalta que “nos meios desfavorecidos, uma em cada cinco jovens com menos de 19 anos já tem um filho, contra uma em cada trinta nas classes mais altas”. Ela constata que “os mais ricos recorrem à IVG [interrupção voluntária da gravidez] em clínicas particulares, que as disfarçam como apendicite”. A alguns dias da eleição presidencial de 13 de dezembro, a causa das mulheres esteve ausente do debate eleitoral. “Um grande passo foi dado com a eleição de Michelle Bachelet, primeira mulher a ser chefe de Estado no Chile”, observa Consuelo Cheyre. Essa jornalista lembra que, no início do mandato de Bachelet, em 2005, “todos os políticos, mesmo os da Concertatión de centro-esquerda no poder, haviam questionado sua capacidade de governar por ela ser mulher”. Hoje, a presidente goza de 76% de popularidade. Um índice recorde na história política chilena que em parte se explica pela ajuda financeira trazida aos mais pobres, graças aos excedentes obtidos pela exportação do cobre, principal riqueza do país. Divorciada e agnóstica, em um país conservador onde a Igreja Católica é poderosa - o divórcio se tornou legal somente em 2004 - , a presidente socialista batalhou para melhorar a condição feminina.

Christine Legrand | Controversia

o brasileiro

Publicado por ACS em 27 Dez 2009 | sob: futuro

lugares nxradio | arraial da ajuda resort

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: lugares

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: nxradio

Mika | Lost Scenes | Tilly Key | Edith de Boer | Scottie1972 | Agencia Promo | Internet Money | Rotatur | Norma AG | Michael Billeaux | Amanda Quilles

A Girl Like You

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: musica

Alex Nevsky | Aha | Alphaville | Depeche Mode | Edwyn Collins

ouça: www.nxradio.com.br

Fresh Stuff From Laura Keeble

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: arte

www.woostercollective.com

AC/DC + Megan Fox

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: musica, pessoas

Não é sorte. São escolhas.

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro, pessoas

No início de 1954, Jango (que era, então, o Ministro do Trabalho de Getúlio Vargas) propôs aumento de 100% para o salário mínimo. A UDN (partido da direita, forte entre as classes médias no Rio e em São Paulo) se agitou. Os militares também se agitaram: como podia um operário ganhar tanto quanto um tenente? A pressão foi tanta que Jango perdeu o cargo. Alguns meses depois, sob acusações de todos os lados, Vargas perderia a vida, metendo uma bala no peito. Veja o que o site da FGV informa sobre o episódio do salário mínimo: “Os principais lances da crise são úteis para se dimensionar o montante da articulação oposicionista, e que se concluiria com o episódio do suicídio de Vargas, em agosto do mesmo ano. O ministro da Fazenda, Oswaldo Aranha manifestou sua total contrariedade à proposta, secundado pelos membros da “banda de música” da União Democrática Nacional (UDN) – parlamentares que faziam muito barulho no Parlamento, sempre atacando Vargas. As acusações não eram novas, mas ganhavam virulência ante o desmedido da proposta em causa. Jango era um “manipulador da classe operária”, “um estimulador de greves”, “um amigo dos comunistas”, que tinha como plano a implantação, naturalmente com o assentimento de Vargas, de uma “república sindicalista” no Brasil. Alimentando tais ataques havia um outro. O de que Vargas mantinha conversações secretas com Juan Perón, presidente da Argentina, no sentido da formação do chamado Pacto ABC – Argentina, Brasil, Chile – com evidentes contornos anti-americanos e tendências “socializantes”. Uma mistura explosiva de má condução da política interna e externa, capaz de justificar até mesmo um pedido de impedimento do presidente.” Alguma semelhança com as acusações contra Lula? Lula – hoje - é acusado de conduzir uma política de integração com viés anti-EUA. A mesma acusação que pesava contra Vargas. Com relação ao mínimo, situação idêntica. A UDN continua onde sempre esteve. A UDN – hoje, como há 55 anos - não quer aumento de salário mínimo: R$ 510 é a proposta de Lula para 2010. Ainda zonzo, depois de uma viagem de 14 horas de carro (entre São Paulo e Florianópolis), eu tomava café no hotel agora cedo, e assistia ao “Bom (?) Dia, Brasil”. Alexandre Garcia desfilava ironia (ele se acha engraçado) diante da proposta de aumento. Frisava que isso vai ocorrer em “ano eleitoral”. A UDN não quer pobre ganhando mais. Ainda mais em ano eleitoral. Isso fere os brios da UDN. Verdade que a UDN que depende de voto (PSDB e DEM) não pode berrar contra o salário mínimo de R$ 510. Aí, sobra para o partido da imprensa. A banda de música do Alexandre Garcia esqueceu de informar ao dileto público que a política de reajuste ao salário mínimo não depende só de “canetada” do presidente em ano eleitoral. Não. O governo Lula adotou uma política consistente (e permanente) de recuperação do mínimo. Reajuste real é concedido, sempre, com base no crescimento do PIB de dois anos antes. Lula tem meta para o mínimo. A UDN demotucana só tinha meta para inflação. Fazer o que… E ainda dizem que Lula “tem sorte”. He, He. Não é sorte. São escolhas. A política de Lula é muito mais consistente do que a canetada de Jango. É consistente. Isso apavora a UDN e sua banda de música na Globo. Não é só o despeito com o pobre que ganha mais. É todo um ideário liberal que afunda. Durante 15 anos, como repórter, cansei de entrevistar “consultores” e “economistas” que defendiam: o Brasil precisa fazer a “lição de casa”. Os anos 90 foram assim: “lição de casa”! Eu tinha engulhos a cada vez que ouvia essa expressão. Perdi a conta de quantas vezes isso foi ao ar na TV brasileira – como uma pobre metáfora de nossa subserviência… A turma da “lição de casa” pregava: “superávit primário”, “controle dos gastos públicos”, “autonomia do Banco Central” (como se o BC fosse uma instituição acima do governo, quando ele é mantido com nossos impostos, e deve estar subordinado ao governo de turno) etc etc etc. Isso tudo virou lixo depois da crise de 2008. No primeiro mandato, Lula ampliou um pouco os gastos sociais (“esmola”, diziam), mas manteve a ortodoxia na economia. No segundo mandato, livre de Paloccci, o governo ampliou sua atuação como indutor do desenvolvimento. Mantega conduz uma política livre das amarras da turma da “lição de casa”. Hoje mesmo, véspera de Natal, Mantega está nos jornais a dizer que Banco Central não precisa ser autônomo, coisa nenhuma! A turma da “lição de casa” não gosta disso. A turma da “lição de casa” não gosta de Keynes. O sábio economista dizia (groso modo, perdoem minha simplificação) que a equação da economia se resolve quase sempre pela demanda, não pela oferta. Se há crise, estimule-se a demanda, e a roda volta a girar. Foi o que Mantega fez em 2008 – com isenção fiscal para carros, linha branca etc. Lula também pediu aos pobres que seguissem comprando. E deu certo. Deu certo porque Lula havia criado as bases de um imenso mercado interno de consumo: “bolsa-família”, salário mínimo com ganho real, reajuste para funcionalismo… Tudo isso contraria a cartilha da “lição de casa”. Vejam: o governo (com Mantega, no meio da crise) adotou políticas de isenção de impostos (“populismo” berraram alguns colunistas), e ainda assim a arrecadação voltou a crescer. Número de novembro indica aumento de 26% em relação a novembro de 2008. A turma que torce pela “deterioração das contas públicas” não deve estar entendendo nada. Lula fingiu adotar a política fernandista. Mas superou essa política, sem alarde. Lula fez o que Celso Furtado e Maria da Conceição Tavares pregaram durante anos e anos! Lula construiu um mercado interno de verdade. Serra – que não é tonto, e não é um “liberalóide” radical – sabe que não pode fazer campanha pregando “controle dos gastos públicos”. Isso servia para enganar a turma nos anos 90. O Brasil mudou. E o Serra sabe disso. Mas o Alexandre Garcia (com a turma mais tosca da UDN) não sabe. Nem Obama mais acredita na doutrina liberal. Obama salvou a GM e alguns bancos com grana pública. Obama não fez a “lição de casa”? Só a banda de música (na Globo e em alguns jornais) ainda segue a velha cartilha. É o passado, que se recusa a passar. O passado será atropelado pelos fatos. Ainda mais quando lemos que – com o reajuste para R$ 510 – o mínimo vai atingir o maior patamar em quase 3 décadas. Lula colocou o capitalismo brasileiro em novo patamar. Os toscos capitalistas (ou aqueles que pensam representar os capitalistas, nas telas e nos jornais) não perceberam. Dessa vez, a UDN vai ficar falando sozinha. O suicídio dessa vez virá do outro lado. É a UDN que vai meter uma bala no peito se continuar se recusando a enxergar a realidade. Azar da UDN. PTB e PSD – se tiverem juízo – seguirão juntos, isolando a direita e mantendo o Brasil na rota do crescimento. Isso apesar de todos os problemas e insuficiências do governo Lula. É preciso – sim – fazer a crítica do governo Lula, pela esquerda. Mas sempre reconhecendo seus avanços. Tudo leva a crer que Lula não vai se igualar a Getúlio. Não. Vai é superá-lo. Sem golpe, sem bala no peito. Tudo no voto. É demais para a UDN. Coitadinha…

Escrevinhador | Rodrigo Vianna

Feliz Natal Professora Dona Terezinha, onde vc estiver.

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: futuro, pessoas

Estando nesse propósito, não há o que temer.

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro, pessoas

Preparem-se: há uma guerra à vista. E não é para quem tem medo. Mas eu, particularmente, não cultuo o medo. Se vocês soubessem os horrores que habitam minha caixa de comentários, muitos me alçariam à condição de herói por fazer este blog. Estou preparando um livro sobre o Cidadania contendo fatos estarrecedores sobre a minha experiência aqui. Felizmente, sou um homem que sempre lutou e, assim, não me encolho diante de cara feia. É claro que a violência, a emboscada, a armação existem, mas, aí, é outra coisa. Acho que deixamos esse estágio para trás. De qualquer forma, para mudar um país é preciso coragem e seriedade de propósitos. Estando nesse propósito, não há o que temer.

Cidadania | Eduardo Guimaraes

é difícil de ofuscar o Brasil nesses dias

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro

Certamente, o Brasil já recebeu a sua parte justa do hype de investidores internacionais, os economistas do desenvolvimento, e ao Comité Olímpico Internacional, que escolheu o Rio de Janeiro para os Jogos de 2016. Mas em 2010 a distância entre o Brasil e o resto do BRICs só vai crescer. Rússia há muito tempo desistiu da execução, com Putin, tendências autoritárias tornaram-se mais aparente, assustando o dinheiro estrangeiro. Índia ainda está crescendo fortemente, mas é travada em uma região instável, com ameaças de todos os lados. China, é claro, ainda é o prazer do moneymen internacional, mas uma série de riscos de uma bolha imobiliária, conflitos étnicos e uma catástrofe ambiental pairar no horizonte. Para o Brasil, é tudo de cabeça. A economia vai crescer menos de 8 por cento em 2010. Explorando o novo petróleo “offshore” encontrado, o maior do Hemisfério Ocidental em três décadas, vai criar empregos para brasileiros e riquezas para o governo. (Ele também irá solidificar a independência energética do Brasil, invejável.) Projetos de novas infra-estruturas estão na calha, e o país se prepara para os Jogos de 2016. Eleição presidencial do próximo ano provavelmente será um snoozer, mas isso é só porque é difícil de ofuscar o próprio Brasil nesses dias.

Brazil Is the New China, NewsWeeK | Conversa Afiada

Dá-lhe vitamina C | Acerola

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: saude

Dá-lhe vitamina C. A acerola é a segunda maior fonte desse nutriente, um poderoso antioxidante que protege o pulmão, o coração, a próstata e a pele. Para completar, tem pouquíssimas calorias. Ela só começou a ser cultivada no Brasil em meados do século 20, no Estado de Pernambuco. Mas seu uso para a saúde é mais antigo. Há tempos, a acerola (Malpighia punicifolia) tem sido uma das prescrições mais comuns entre os especialistas quando o assunto é fortalecer o organismo. “É fonte mais rica em vitamina C que a laranja”, compara a nutricionista Ana Lúcia Chalhoub Chediác, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo. Os números comprovam. Nove unidades de acerola (o equivalente a 100 gramas) oferecem quase mil miligramas do micronutriente, enquanto uma laranja tem menos de 60 miligramas de ácido ascórbico (outro nome dado a essa vitamina). Nem mesmo abacaxi, limão, morango, brócoli e couve são páreos para a acerola.

Pamela Leme | Controversia

Nós somos o Primeiro Mundo

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: futuro, pensamentos, pessoas, cultura

Quando viajo e encontro colegas franceses, alemães, russos, chineses, noto que estão todos desencantados com seus políticos e seus governos. Muitos dizem: “Sorte sua que é do Brasil, onde as coisas vão acontecer, que alimentará o mundo, produzirá energia limpa e ainda manterá o ambiente de pé. Como a gente vai conseguir criar uma democracia feliz, onde as pessoas vão poder perseguir a felicidade? Vocês têm um presidente que é admirado no mundo inteiro”. E então eu penso: se os brasileiros ouvissem metade do que ouço pelas minhas viagens, certamente se encantariam. Mas esta informação não chega. Abrimos os jornais brasileiros e as manchetes são desanimadoras, não celebramos os avanços. Há frases ditas por brasileiros que eu odeio, como aquelas do tipo “só podia ser no Brasil mesmo”, ou “se a gente fizer assim, vira coisa de Primeiro Mundo”. Vivemos nos depreciando. O Primeiro Mundo está despencando, entrando num buraco negro e não sabe se vai escapar. A Europa tem problemas seríssimos, os Estados Unidos estão desesperados, precisam sair do problema que eles mesmos criaram. Sobrou quem para ser Primeiro Mundo? Nós somos o Primeiro Mundo. O Primeiro Mundo do amanhã, mas para isso precisamos acreditar em nós.

Miguel Nicolelis | Brasil Atual

“Homem do Ano” do jornal “Le Monde”

Publicado por ACS em 25 Dez 2009 | sob: politica & economia, jornalismo, pessoas

“Aos olhos de todos, [Lula] encarna o renascimento […] de um gigante”, diz o jornal. Na edição, o “Le Monde” diz ainda que Lula criou uma nação democrática e dinâmica, que combate a pobreza enquanto promove o crescimento econômico. “Participante do grupo dos países emergentes, mas também do mundo em desenvolvimento com o qual se sente solidário”, Lula “colocou firmemente seu país em uma dinâmica de desenvolvimento”. O prêmio, explica o jornal, é resultado também da bem sucedida campanha de Lula para transformar o Brasil em ator internacional. “Diplomacia, comércio, energia, clima, imigração, espaço, droga: tudo o interessa e lhe diz respeito”, diz o artigo, assinado por Jean Pierre Langellier, correspondente do jornal no Rio de Janeiro. O jornal destaca ainda que Lula encerrará seu mandato em 2010 sem pleitear por um terceiro mandato –tendência nas vizinhas Venezuela, Colômbia e Bolívia. “Seguiu sendo um democrata, lutando contra a pobreza sem ignorar os motores de um crescimento mais respeitoso com os equilíbrios naturais”, diz a publicação.

blog.planalto.gov.br

lugares nxradio | farol valparaiso

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: lugares

Catchin’ Up With David Walker

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: arte

www.woostercollective.com

Viomundo, o livro

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: livros

www.viomundo.com.br

em Sintra, em Portugal!

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: lugares

Estou tão contente, Sintra está diferente! Do alto dos miradouros, onde já estiveram os mouros, avistam-se luzes por toda a parte, o Natal decorou, a paisagem com arte. No centro da vila, entre travesseiros e queques de gila, passeiam-se netos e avós, casalinhos a sós. Na igreija toca o sino, todos falam de Deus, quando foi menino! Até as flores parecem estar a cantar, os táxis não param de trabalhar. Que sorte tenho em cá estar! Tudo me faz admirar! Passaram agora cavalos e uma carruagem; acenaram-me, os que iam na viagem. Estou tão contente, talvez eloquente! Sinto o espírito do Natal, aqui em Sintra, em Portugal!

Paulo Gama

Entre a Luz e a Sombra | Dexter e Afro-X | 509-E

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: pessoas, filmes, submundo

“Entre a Luz e a Sombra”, em cartaz no Rio, São Paulo e outras cidades, é um filme instigante. A narrativa das histórias de Dexter e Afro-X, parceiros na dupla de rap 509-E surgida no não-saudoso presídio do Carandiru, em São Paulo, Sophia Bisilliat, atriz e protagonista do projeto “Talentos Aprisionados”, que revelou a dupla, e Octávio de Barros Filho, então juiz-corregedor dos presídios paulistas, é feita por uma câmera segura, profundamente presente, inteiramente sóbria. Não é fácil para quem assiste decidir o que pensar sobre cada um dos personagens e situações em foco. O que é sempre um ponto de partida em favor da qualidade de um bom documentário. Uma parte da trama é política, outra parte da trama é íntima. Na parte política, uma reflexão como poucas sobre as contradições das práticas penitenciárias, entendidas como a maneira da sociedade (ou “o sistema”, como costumam invocar os rappers) lidar com os desviantes do crime. Diz a boa doutrina legal que a pena, resposta social ao delito, tem três objetivos: punição (o “pagamento das dívidas com a sociedade”), incapacitação (pela impossibilidade de presos cometerem novos crimes) e ressocialização (a criação de condições para uma vida em sociedade positiva após o cumprimento da pena). Este último seria, como sabemos, o objetivo final e mais importante. Que no mundo real não é bem assim que as coisas acontecem é também bem conhecido de todos: ressocializar cumpre o papel coletivo das boas intenções declaradas, justificando em termos humanistas o desejo sincero de incapacitar (ou vigiar) e punir. O que o filme faz é nos levar um passo adiante nessa evidência: mesmo quando contra todas as probabilidades as condições para a ressocialização se criam, o sistema (ou a sociedade, se preferirmos) conspira para freá-las e subordiná-las à punição.

José Marcelo Zacchi | Overmundo

Cesar Cielo | abaixo dos 21 segundos

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: pessoas

www.papodageral.com.br

exterminando o futuro dos paulistanos

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro

eduardo guimaraes

novas zonas industriais na África

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: lugares, futuro

O Banco Mundial e Pequim estão discutindo a construção de fábricas de baixo custo em novas zonas industriais na África, a fim de ajudar o continente a desenvolver uma base industrial e reverter o declínio em sua participação no comércio mundial. Roberto Zoellick, o presidente do Banco Mundial, declarou que Pequim havia demonstrado “forte interesse” pelas propostas de estabelecer bases industriais a fim de ajudar os países africanos a seguir caminhos de alto crescimento, como os dos países da Ásia. “Existe não apenas disposição mas forte interesse entre alguns de nossos contatos na China, e discuti com Chen Deming, o ministro do Comércio, a possibilidade de transferir algumas das instalações manufatureiras de menor valor, como brinquedos ou calçados, para a África subsaariana”, afirmou Zoellick ao “Financial Times”.

Controversia

This is not

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: nxradio

Hoax - Comfort in Solace
Manuel Romero - Mercurio
The Big Pink - Dominos
The Off Key Hat - This is not

ouça: www.nxradio.com.br

Nxradio e Guarulhosfm

Publicado por ACS em 16 Dez 2009 | sob: nxradio

Ambos projetos agora compartilham a mesma programação musical, ampliando possibilidades.

Playin’ Tricks On Me

Publicado por ACS em 08 Dez 2009 | sob: musica

Kotoko - Lament | Pop | Cantora japonesa que faz musica para desenhos e filmes. Musica legal.
Maeckes - Wasserglas | Hip-hop | Curto e experimental from Germany.
Pannama Red - Golden Heffer | Rock | Fantástico. Rock Flinstones na idade da pedra. Lembra Hendrix lo-fi.
SageInfinite - Playin’ Tricks On Me | Rap | Boa. Lembra House of Pain.

www.nxradio.com.br

Very Busy People

Publicado por ACS em 07 Dez 2009 | sob: musica

José the Bronx Rican - Spittin’ Narcissism (Vega Stage) | Hip hop | Boa.
Maeckes - Copy & Paste Love | Hip Hop | Mais Alemanha.
Maeckes - Freude | Hip hop | Bem diferente, off beats.
The Limousines - Very Busy People | Indie | Uma das melhores musicas de 2009.

ouça em www.nxradio.com.br

mountains of santiago | nxradio places

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: lugares

tks for following nxradio

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: nxradio

alexis norton | Shout4Music | Max Spiegel

Fresh Stuff From Imminent Disaster in Red Hook

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: arte

www.woostercollective.com

um plebiscito entre dois Brasis

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: politica & economia

Em primeiro lugar, em continuidade com a política do governo FHC, o Brasil teria aprovado a ALCA – a Área de Livre Comércio para as Américas. O Brasil estaria submetido ao livre comércio, ao contrário dos processos de integração regional. O Mercosul teria terminado, não existiriam o Banco do Sul, a Unasul, o Conselho Sulamericano de Defesa. As conseqüências atuais podem ser constatadas na forma como um país que assinou um Tratado de Livre Comércio com os EUA e o Canadá, como o México, e outro, de tamanho proporcional, como o Brasil, que teve papel destacado na inviabilização da ALCA e optou pelos processos de integração regional. O presidente do México, Felipe Calderón, tinha convidado a Lula para que os dois países fossem juntos ao FMI. Lula respondeu que nosso país não precisa mais disso e, ao contrário, terminou fazendo empréstimos ao FMI. Ao assinar um TLC com os EUA, o México passou a ter mais de 90% do seu comércio exterior com esse país – nem sequer tem importância o comércio com o Canadá. O país não teve efeitos positivos, ao contrário, retrocedeu, sob os efeitos da livre circulação dos capitais norteamericanos no país. Pioraram os índices sociais, aumentou a imigração para os EUA. Mas o pior viria depois, com a crise: pode-se imaginar o tamanho da recessão em que se envolveu o México – menos 7% do PIB, menos 16% da produção industrial neste ano – e os seus efeitos prolongados sobre uma economia que se tornou absolutamente dependente do vizinho do norte – onde se originou a crise e onde ela se revela de forma mais acentuada e prolongada. Enquanto isso, o Brasil, assim como os países que privilegiaram a integração regional, saiu rapidamente da crise e voltou a crescer, além de, pela primeira vez, impedir que os pobres pagassem o preço da crise, ao manter as políticas sociais, seguir elevando o poder aquisitivo dos salários e os empregos formais. Além disso, se diversificou o comércio internacional do Brasil – a China é o nosso primeiro parceiro comercial, não mais os EUA -, fazendo com que, pela primeira vez, se supere uma crise internacional sem depender da recuperação da economia norteamericana, da européia ou da japonesa, que seguem em recessão. Se intensificou também muito o comércio interrregional, entre o Brasil, a Argentina, a Venezuela, a Bolívia e os outros países dos processos de integração regional. O terceiro eixo que favoreceu a recuperação da crise é a expansão do mercado interno de consumo popular, que não deixou se crescer durante a crise. Nenhum desses três fatores – diversificação do comércio internacional, intensificação do comercio regional e expansão do mercado interno – estaria presente se os tucanos – FHC, Serra, Alckmin – continuassem governando. O quadro mexicano é a cara triste e angustiante que teria o Brasil, se os tucanos estivessem governando o país. Esse é o tema que estará em jogo nas eleições do ano próximo. Por isso Aecio Neves diz que “será um candidato pós-Lula e não anti-Lula”, que “não nos convêm (aos tucanos) comparar números e Serra pretende ter um perfil próprio, querendo desvincular-se do governo de que foi ministro durante oito anos. Mas o caráter plebiscitário das eleições é inevitável, um plebiscito entre dois Brasis, o de FHC e Serra contra o de Lula e de Dilma.

Emir Sader | Vi o Mundo

Arroz, feijão e cinema

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: futuro, filmes, cultura

Arroz, feijão e cinema é um conceito que nós do Ponto Cine vimos espalhando, difundindo aonde nos dão espaço: na imprensa; nas escolas, cursos pré-vestibulares comunitários e universidades; fóruns e feiras culturais; fábricas, igrejas, praças, bares e rodas de amigos. Essa idéia surgiu da necessidade de alimentar a alma dos brasileiros e atingir o bem-estar cinematográfico do País. Nasceu da utopia, mas começou a materializar-se na sua própria metáfora, simples e de fácil compreensão. Arroz e feijão são alimentos básicos. Além disso, é o prato mais comum aos brasileiros. São os elementos universais da nossa culinária, combinação típica do nosso País. Assim como o calção azul e a camisa amarela, no nosso futebol; o samba e a bossa, na nossa música; a capoeira e o rebolado, na nossa formação mestiça; o arroz e o feijão também são símbolos nacionais. Arroz e feijão são o mínimo que a dignidade humana pode exigir na mesa dos brasileiros. Arroz e feijão são alimentos das massas. Cinema Nacional é o mínimo que a cultura de massas de um País exige para que ele seja digno de sua vida própria em movimento. Assim como a barriga e o corpo dos brasileiros exigem arroz e feijão, nossas almas exigem cinema, porque cinema alimenta a alma das pessoas e fortalece a consciência de um País.

Medeiros, Adailton | Overmundo

ele fala português ou fala alemão

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: pessoas

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira, em visita à Alemanha, que foi muito mais cobrado no cargo do que seus antecessores e até do que outros líderes mundiais por não ter diploma universitário e não falar línguas. “Ninguém nunca perguntou para o (presidente dos Estados Unidos, Barack) Obama se ele fala português ou fala alemão. Ninguém nunca perguntou para o (ex-chanceler alemão) Helmut Kohl se ele fala inglês ou não. Mas de mim, a cobrança era uma loucura”, disse Lula em um encontro com empresários alemães em Hamburgo, sob aplausos da plateia.

BBC | Wilson Yoshio | Luis Nassif

Se você amarelar em março…

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: politica & economia

“Nos últimos 30 dias, a relação entre Aécio e Serra estremeceu. Em conversas reservadas, os tucanos comentam a respeito de um diálogo onde Aécio teria dito a Serra que se o paulista ‘amarelasse agora’, daria tempo para que ele (Aécio) viabilizasse uma candidatura de janeiro a abril. ‘Se você amarelar em março, inviabiliza o partido’, teria dito o governador mineiro, segundo relato dos próprios tucanos. Serra não disse nem sim nem não. Apenas afirmou que estava cedo para tratar disso, já que os dois tinham estados para governar” – relata o jornal de Brasília. “Caso o partido não decida o nome do candidato até o fim deste mês, ou até 15 de janeiro, a intenção de Aécio é sair de cena e deixar Serra sozinho como o nome do PSDB à sucessão presidencial. O governador mineiro se dedicaria então à sua candidatura ao Senado e à montagem do palanque em Minas Gerais. Ou seja, se o PSDB não se decidir, Aécio tomará a decisão pelo partido”, completa o artigo.

Extraído do Vermelho | Correio Braziliense | Conversa Afiada

só a América Latina pode salvar a Europa

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro, submundo

A Europa é um continente que permanece importante por razões econômicas, tecnológicas, etc. Mas, para mim, se não nos salvarem vocês, latino-americanos, nós nos dissolveremos. Conto sempre o seguinte episódio: eu era já parlamentar europeu quando Lula se elegeu presidente pela primeira vez. Na manhã em que soubemos da eleição dele entrei no Parlamento e senti um grande clima de excitação, até nos setores de direita. A Europa se sentia, e se sente ainda, uma colônia americana. A ideia de que Lula finalmente tinha se tornado presidente do Brasil com um programa que não consistia em seguir às cegas a cartilha de Washington, mas previa uma polícia autônoma, reconfortou a Europa. E eu continuo dizendo que só a América Latina pode salvar a Europa.

Christian Carvalho Cruz | filósofo italiano Gianni Vattimo | Controversia

autoridade moral

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro

Para convencer países a não terem armas nucleares, Estados Unidos e Rússia precisam primeiro dar o exemplo e desmontarem seus próprios arsenais. Segundo o presidente brasileiro, para ter “autoridade moral” para pedir que os outros não tenham, é preciso não ter também.

blog.planalto.gov.br

I want to be a machine

Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: musica

Atoms on Broadway - Theater Pretty | Rock | Das garagens de Chicago.
Bit Shifter - Reformat The Planet | 8-bit | Chiptune feliz. Genial para um mundo virtual.
Bloody Tears - Castlevania | Metal | Trilha do game Castlevania. Dracula e castelos demoniacos.
Grubson - GrubSonada | Dancehall | Polones destruindo no rap dancehall.
Holiday Parade - Mixdown | Pop | thururu-thuru-thuru… pop.
Pornophonique - I want to be a machine | 8-bit | I don’t wanna be controlled by fear. Alemães + game boy + guitarras + c64. Música livre.

www.nxradio.com.br

a lot of windows | nxradio places

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: lugares

Wooster Collective Meet-Up In Miami

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: arte

www.woostercollective.com

eles mandam de lá e nós respondemos de cá

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: futuro, jornalismo, submundo

O Grupo Folha não vê problema em expor uma ficha falsa da ministra da Casa Civil e candidata do presidente Lula a sua sucessão, Dilma Roussef, na primeira página de um domingo, acusando-a de participar de ações terroristas. Não vê problema também em abrir uma página inteira para Cesar Benjamim expor seus fantasmas político-sexuais (à espera de um Wilhelm Reich) e acusar o presidente Lula de estuprador. Acha também perfeitamente natural chamar de ditabranda a ditadura que sequestrou, torturou e matou inúmeros brasileiros. Mas a Folha e o UOL não gostam de virar vidraça. O blogueiro Arles publicou uns banners em seu blog convidando os navegantes para que cancelassem suas assinaturas do ex-jornalão e do portal. Recebeu uma notificação para que os retirasse do ar. Eu já os havia reproduzido aqui no blog, com link para as imagens do Arles. Mas sou macaco velho e, embora não acreditasse que o Grupo Folha descesse a tanto, havia providenciado backup das imagens. As publico aqui, convocando-os para que façam o download delas para seus computadores e depois subam-nas para seus blogs ou redes sociais. Eles vão ter que notificar a blogosfera toda. Assim vão aprender que os tempos mudaram e não existe mais informação de mão única. Agora eles mandam de lá e nós respondemos de cá.

Antonio Mello, em seu blog | Vi o Mundo

fusca customizado

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: carros, design

www.carros.tol3.net

Melissa, Bromélias, Microondas

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: musica

Um som do rock nacional faz minha cabeça, neste momento, sempre aberta para todo tipo de incursão e experimentos musicais, BIDÊ OU BALDE. Um grupo gaúcho com uma música cínica, beirando o melodrama, misturando tendências dos anos 80 e que tem a essência de grupos como o B-52´s e outros da fase pré e pós-psicodélica, com uma pitada de punk-rock e brega. Tem como líder, o gordinho Carlinhos, que com sua voz inconfundivelmente rouca, cheia de nuances do pop negro americano é um elemento fundamental na banda, além da outra cantora do grupo, Vivi, que é tratada pelos fãs mais afoitos, como a mais gostosa de todas as bandas do Brasil. O grupo é quase underground, teve como seu grande momento o show na MTV, Bandas Gaúchas, que foi transformado em DVD e CD. Mesmo assim é fácil ouví-los, em qualquer ladrão de MP3 e até no site do grupo vocês terão oportunidade de ver e ouvir o Bidê ou Balde. Melissa, Bromélias, Microondas e Por que não? São os principais hits do grupo. Vale a pena ouvi-los.

Hbritto | Overmundo

a rádio do poste

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: radio

Enquanto aguardo o início do Fórum de Mídia Livre de Vitória, uma bela história sobre os novos tempos. Em Romão, bairro de Vitória, um rapazinho de 16 anos resolveu montar sua rádio comunitária. Primeiro, acertou a transmissão através do MSN. Montou uma rede de amigos que recebiam a transmissão. Depois, resolveu ampliar. Pegou um tubo de poliester, comprou um alto-falante e ligou a saída de som do computador a um poste. O bairro passou a ter música ao vivo sem passar pelas ondas radiofônicas. Resolveu ampliar o projeto, mas esbarra em dificuldades. Para conseguir financiamento – de banco social ou da prefeitura – precisa der pessoa jurídica. Enquanto isto, a rádio do poste vai recolhendo informações sobre gostos e pedidos da vizinhança.

luis nassif

vocês foram tão importantes

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: pessoas

Um homem não é nada sem a família. Sinto-me completo de novo. Este será o Natal mais feliz da minha vida. Chego a achar que não mereço tanto. Há algumas semanas, temi pelo pior com minha Victoria. Vocês sabem… Estou pronto para o que der e vier. Sinto-me um gigante. Agradeço a Deus e a todos aqueles que, nos momentos em que fraquejei, sustentaram este pobre homem rico (de felicidade). Quero que saibam de uma coisa: vocês foram tão importantes nesse período em que Victoria nos pregou este susto que nem imaginam.

Eduardo Guimaraes

os muros levantados pela desigualdade

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: politica & economia, futuro

A crise econômica mundial e as mudanças climáticas não deixam dúvidas: é tempo de construir pontes de cooperação e derrubar muros da desigualdade, preconceito e desperdício. Em jantar oferecido pelo presidente da Alemanha, Horst Köhler, nesta quinta-feira em Berlim, o presidente Lula destacou a importância da visita oficial que faz ao país europeu no ano em que comemora os 60 da República e 20 anos da queda do Muro de Berlim. Nossa tarefa coletiva é construir pontes, unir. Jamais separar. A crise econômica mundial e os riscos da mudança do clima deixam patente que somos cada vez mais dependentes uns dos outros. Precisamos, por isso, derrubar também os muros levantados pela desigualdade, pelo preconceito e pelo desperdício.

blog.planalto.gov.br

Escondido

Publicado por ACS em 05 Dez 2009 | sob: musica

Kelly Key - Adoleta | Pop | Coloquem o preconceito de lado. Pop teen, ela tinha 17 anos. Quando li o Alvaro Pereira Junior dizendo que a Kelly Key (quando lançou este disco) era a melhor coisa a surgir no cenário nacional desde… pensei: “este cara tá ficando maluco”. 9 anos depois escuto o cd inteiro pra avaliar. Em tempos em que Beyonce é indicada para dezenas de premios, Kelly Key parace mais autentica 400 vezes. Começo a achar que o Alvaro tinha uma certa razão.
Kelly Key - Baba | Pop | Esta vai causar horror nos mais puros (moderninhos) que ouvem a nxradio. Mas por favor não esnobem. Quem sabe um dia a nxradio cresça. rs.
Kelly Key - Cachorrinho | Pop | Totalmente pop feminista e nem o latino aguentou ser mandando pra lá e pra cá. rs.
509-E - Mile Dias | Rap | Dexter e Afro X acertaram outra depois de Oitavo Anjo. Samplear Lou Reed não tem erro, certo. Pega as taças eu sirvo o vinho. Temos de sobra o que não tem no Morumbi. Eu era pivetão mais já colava com as princesas. Nascemos em 73 a mesma geração. Na vitrola rolava muito som black. Tim maia, Cassiana entre outros flashback. Faz assim então, pegas as taças, eu sirvo o vinho, senta aí e deixa o som no pianinho.
Kelly Key - Escondido | Pop | Ouvindo a música e vc pode imaginar um vído da Beyonce ou da Britney, dá na mesma. A diferença é que dizer que ouvimos as duas (e ouvimos) ninguem fala nada, tudo normal. Experimente falar que vc ouviu o cd da Kelly, hum. Surge rapidamente os que se chocam. “Ai meu Deus!”. rs. Quando ouvi esta musica a primeira vez, sinceramente achei que este papo de sair escondido não estava muito certo (quem tem filhas sabe), mas quem não fez isto? Se chocar com isto é excesso de bom mocismo. A mesma coisa acontece nas músicas da Alizee, Tatu, Paola & Chiara, Avril Lavigne e por aí vai. Totalmente diversão teen.

www.nxradio.com.br

Headin’ Inside

Publicado por ACS em 03 Dez 2009 | sob: nxradio

AC/DC - It’s A Long Way To The Top | Classic Rock | Uma das melhores dos australianos do AC/DC.
James Yuill - No Surprise (The Operators Remix) | Electronic | Boa, summer chillout.
Surf City - Headin’ Inside | Indie | Muito boa. Vai fácil. Almost low-fi sound. Divertido.

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Swandive

Publicado por ACS em 01 Dez 2009 | sob: musica

8 Bit Weapon - GameBoy Rocker | 8-bit | Mario para sempre com os nintendo boys.
Daniel Baranowsky - Damn Those Turks! | Game Music | Final Fantasy Remixes.
Textures - Swandive | Metal | Pesado, as vezes suave mas hardcore, computer metal, pra acordar.

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