Janeiro 2010
Arquivo Mensal
Arquivo Mensal
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: nxradio
Bling_ur_Blog
Bling ur Blog | Online
www.zi.ma/1e637d Mia Doi Todd “Open Your Heart” (dir. Michel Gondry): mov http://bit.ly/9ZmElO @nikkrohn
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JT Lloyd | Michigan
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blandf
paul blandford | Newport, South Wales
@Meatkatie Cattle class like us mere mortals eh?
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
Nos últimos dias, a Folha e outros orgãos da mídia tem dançado em torno de um recorde irrelevante: se as chuvas deste janeiro em São Paulo serão ou não as maiores dos registros históricos. Minha pergunta é: e daí? Para quem é vítima das enchentes ou para quem dirige pelas marginais do Tietê e do Pinheiros isso é absolutamente irrelevante. A chuva “acumulada” nos recordes não caiu de uma só vez e, portanto, pode não haver relação entre a soma de toda chuva e os transbordamentos episódicos. Trata-se de um factóide à altura das mensagens de José Serra no Twitter: serve à desinformação. O que importa é saber o motivo pelo qual a obra central da estratégia contra as enchentes em São Paulo, o rebaixamento da calha do rio Tietê, não está dando conta de impedir os transbordamentos. É preciso ter em conta sempre o papel central que o rio Tietê tem nas enchentes da cidade: quase todos os rios que cortam São Paulo desaguam nele. Se não há vazão adequada no Tietê, o risco de transbordamento dos afluentes também aumenta. É impossível dançar em torno dessa realidade: o gerenciamento das represas do Alto Tietê e a capacidade de vazão do próprio rio são essenciais não apenas para a temporada de chuvas de 2010, mas de 2011, 2012, 2013… independentemente de quem seja o governador de São Paulo. Sabemos que o então governador Geraldo Alckmin concluiu uma obra bilionária cuja promessa central era acabar com as enchentes em São Paulo. Está até em um site tucano essa promessa. Ficou expressa em placas e faixas espalhadas pela região da marginal do Tietê. No entanto, quatro anos depois da conclusão desta obra o rio Tietê já transbordou quatro vezes: uma durante o próprio governo de Alckmin e três recentemente, no governo Serra. Foram milhões em prejuízos para a cidade, tanto em danos diretos como em danos indiretos. O que os paulistas e paulistanos gostariam de saber é: o Tietê vai encher outras vezes? Quanto precisa chover para que o Tietê transborde? A obra foi em vão? Ou houve falta de manutenção? Pelo que apurou a repórter Conceição Lemes, deste blog, o rio Tietê ficou três anos sem limpeza (2006, 2007, até outubro de 2008). O plano do governo de fazer uma parceria público-privada para providenciar a limpeza teria fracassado. A limpeza foi retomada através de concorrência pública, em 2008, bem abaixo do que é recomendado por alguns técnicos. Apesar da insistência da repórter, o órgão do governo que poderia fornecer os documentos comprovando que fez a limpeza, se de fato ela foi feita, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), se negou a responder. O que nos leva a uma questão secundária, não menos importante: a falta de transparência do governo Serra quando se trata de temas politicamente embaraçosos. O próprio Defensor Público que zela pelos interesses de moradores da Zona Leste vítimas das inundações teve de recorrer à Justiça para obter documentos da Sabesp e de outros órgãos controlados pelo governo Serra. A mídia exige do governo federal a transparência que não cobra de autoridades estaduais e locais.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas
Sergio Guerra é aquele senador (eleito por Pernambuco) que recebeu do presidente Lula a alcunha carinhosa de “babaca”. Guerra preside o PSDB. Partido que já teve entre seus líderes gente como Mario Covas e Franco Montoro. Podia-se discordar dos dois, mas era difícil achar quem os chamasse de “babacas”. Numa entrevista desastrada à revista “Veja”, Guerra disse que os tucanos vão acabar com o PAC se ganharem a eleição. Ele disse. É fato. Dilma o criticou por isso. Crítica política. Em resposta, o grande líder tucano chamou Dilma de mentirosa, entre outros impropérios. Como recompensa, ganhou de Lula o apelido carinhoso de “babaca”. O adjetivo talvez devesse ser outro. É o que concluo ao ler esse artigo, no blog do Nassif. Guerra, aquele que disse à “Veja” querer acabar com o PAC, usa em seu site pessoal as obras do PAC para faturar politicamente. Tira umas “lasquinha” das obras federais. Ele é contra o PAC, mas só para agradar os leitores da “veja” - entenderam? Fico a pensar: quem seria o “babaca” nessa história? Estaria o garboso líder tucano a imaginar que “babacas” podem ser os eleitores que o conduziram ao Senado? Não sei… Temo pelo futuro político de Sergio Guerra. Pesquisa Vox Populi acaba de mostrar que, em Pernambuco, Dilma disparou, passou Serra, e lidera com folga as pesquisas. É o que leio no blog do Eduardo Guimarães. Eduardo Campos - com apoio de Lula e do PT- deve se reeleger para o governo de Pernambuco, com um pé nas costas. E as duas vagas de senador também devem ficar com gente da base lulista. Sergio Guerra, avisam-me leitores pernambucanos, faria melhor se concorresse à vereança em 2012. Teria alguma chance, desde que parasse com essa “babaquice” de acabar com o PAC. Não pega bem para um vereador, ainda que tucano.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: lugares, futuro, submundo
Quando o Capsule Hotel Shinjuku 510 abriu, há quase duas décadas, o Japão estava apenas começando a sair de sua bolha econômica, e os minúsculos cubículos de plástico do hotel ofereciam um refúgio noturno para trabalhadores assalariados que tinham perdido o último trem de volta para casa. Hoje, as cápsulas do Hotel Shinjuku 510, que não medem mais de 2 metros de comprimento por 1,5 metros de largura, e são tão baixas que uma pessoa não consegue ficar de pé, se tornaram uma opção acessível para quem não tem outro lugar para ir, enquanto o Japão sofre com sua pior recessão desde a Segunda Guerra. Exportadores que antes atravessavam um acelerado crescimento realizaram demissões em massa em 2009, à medida que a crise econômica mundial encolhia a demanda. Muitos dos recém-empregados, forçados a sair de suas casas patrocinadas pela empresa ou incapazes de conseguir pagar o aluguel, ficaram sem casa. As desgraças do país levaram o governo a disponibilizar abrigos de emergência no feriado de Ano Novo em um esforço nacional para evitar os sem-teto. O Partido Democrático, que chegou ao poder em setembro, quer evitar o destino do antigo governo pró-negócios, que foi pego desprevenido quando trabalhadores desempregados armaram tendas perto de repartições públicas, no ano passado, para chamar atenção para seus problemas.
Publicado por ACS em 31 Jan 2010 | sob: nxradio
nxradio tocando The Weather Prophets, The Brilliant Corners, The Bodines, Pixies, Shop Assistants, The Verve, Travis e Thirteen Senses.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, submundo
Cherisma, de 15 anos de idade, foi morta pela polícia nacional do Haiti quando carregava três quadros que teriam sido furtados de uma loja que desabou em Porto Príncipe. Foto de Carlos Garcia Rawlins.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
Eu ouvi uma fala dele (Merval Pereira) na CBN (a rádio que troca a notícia) com certeza o mesmo conteúdo da coluna (O Globo), mas, pra mim quem se superou foi a Lucía Hipócrita, ops, Hipólito. Ela garantiu que de jeito nenhum, de forma alguma, a oposição quer acabar com o PAC, como disse a ministra, oras, mesmo que o Guerra (faça humor não faça guerra) tenha dito claramente, segundo a Hipólito, não foi esse o sentido, (ela agora é porta-voz dos sentidos implícitos) já que todo político adora obra, então ele não disse o que disse e está acabado. Na verdade eu achei tão explícita a opinião dela como PSDBista, que não pode passar impune que num espaço de concessão o ouvinte não tenha acesso ao antitético. A pergunta que não pode calar é se uma concessão pode ser objeto de partidarização?
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas, arte, submundo
Evidente! Dizer que não existe luta ideológica é conversa fiada. Agora, “tudo é mercado”. É muito ruim, hein! Se fosse assim, bastava você pagar para ter publicado na grande imprensa qualquer conteúdo. Mas não é assim que a banda toca. Em 1999 eu queria fazer uns outdoors de uma exposição de charges sobre violência policial, com o título “A Polícia Mata”. Eu tinha o dinheiro, mas a empresa de outdoor se recusou. “Ué, mas não é o mercado? Não tinha o dinheiro?” Essas censuras são permanentes, continuam. Não é oficial, como na época da ditadura, mas agora você tem a censura do mercado, que é baseada também em questões ideológicas. Eu lembro que a CUT tinha um esquema para montar uma emissora de televisão, com estúdio, tudo pronto, mas não conseguia a concessão. Como é que se dá concessão de rádio e TV? É uma questão mercadológica? Nada disso, é uma questão essencialmente ideológica. Mas tem sempre esses arautos do mercado, do liberalismo dizendo: “Não, caiu o muro, agora não tem mais esquerda e direita”. Aqui que não tem! Neguinho bate no Chavez 24 horas! É uníssono. Não é possível que num país enorme como o Brasil, de norte a sul, todas as emissoras só batam no Chavez. Não pode haver essa unanimidade, tem de ter um contraponto. Até nos EUA, que são aquele monte de reaça, você tem contraponto. Sobre a guerra do Iraque, sobre a questão palestina, em Israel você tem o contraponto.
Carlos Latuff
André M. de Oliveira | Overmundo
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, pessoas, submundo
Poucos devem saber que o inventor do rádio foi um padre brasileiro, cientista e inventor de protótipos da televisão, aparelhos de telefone e telégrafo sem fio. Para reconhecer o trabalho do padre Roberto Landell de Moura, que fez a primeira transmissão pública da voz humana por ondas eletromagnéticas, jornalistas e outros profissionais lançaram o Movimento Landell de Moura (MLM) (http://www.mlm.landelldemoura.qsl.br/ ). Na memória de muitos, o pai do rádio foi o italiano Guglielmo Marconi. Na realidade, Landell fez sua transmissão muito antes de Marconi, do croata naturalizado norte americano Nikola Tesla e do canadense Reginald Aubrey Fessenden, reconhecidos por suas invenções. O primeiro a dar o “furo” da criação de Landell, foi o jornal O Estado de S. Paulo, que apesar de anunciar a data da transmissão, 16 de julho de 1899, não cobriu o evento. Poucos meses após outra demonstração pública de seu invento, realizada na avenida Paulista e no Morro de Santana, Landell patenteou a criação, em março de 1901. A demonstração do invento foi publicada pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Na época, o padre gaúcho foi reconhecido até mesmo pela imprensa estrangeira, no jornal New York Herald, que em 12 de outubro de 1902, publicou uma reportagem sobre as experiências de Landell. Mesmo com sua invenção para o mundo das comunicações, o cientista não foi entendido. “As pessoas não compreenderam o que ele fez, não se interessaram em patrocinar, além do fato de ele ser um padre cientista, o que não era comum”, conta o jornalista e escritor Hamilton Almeida, que estuda há mais de 30 anos a vida de Landell de Moura.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas
O jornal nacional desta sexta-feira admitiu que, mesmo com chuva fraca, São Paulo é o caos. (Esqueceu de dizer que, mesmo SEM chuva, São Paulo é o caos.) Uma reportagem chamou a atenção. Foi de César Menezes, que revestiu de “informação” toda a ideologia da elite paulista e, portanto, a ideologia de Zé Alagão. A culpa é dos pobres. Primeiro, porque os pobres não recolhem o lixo. Como se houvesse coleta de lixo em São Paulo. O que o César quer? Que o pobre cultive ratos em casa? Se a coleta não chega ou se nunca se sabe quando chegará, o que fazer: botar o lixo na rua, caro Watson. Outra observação interessante o repórter do jornal nacional: o pobre de São Paulo tem a mania de morar em barranco. Inacreditável. Podia morar no Morumbi, nos Jardins e na Vila Nova Conceição, mas não: pobre é assim mesmo. Vai morar na periferia em área de risco. E por que o Zé Alagão não foi lá e retirou o pobre, mandou para um CDHU e financiou a compra da casa própria com o dinheiro que gasta em publicidade? O que faz o Zé Alagão que não limpa o rio Tietê? O que faz o Zé Alagão que não constrói piscinões? Mas, sabe como é: o jornal nacional e alguns de seus bravos repórteres serão o último reduto da resistência tucana.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, ecologia, submundo
Se existe uma divisão clara na natureza, é entre os seres vivos e os minerais. Afinal, como aprendemos na escola, seres vivos tem metabolismo e a habilidade de se reproduzir. Minerais, por sua vez, são inertes, respondendo ao que ocorre à sua volta. Os dois não podiam ser mais distintos e independentes. No entanto, nos últimos anos, aprendemos que existe, e que sempre existiu, uma relação íntima entre as rochas e as vida. Se foram os minerais ou compostos químicos inertes que deram origem à vida, foi ela que, por sua vez, transformou profundamente a história geológica da Terra. Tendo a matéria não-viva se transformado em matéria animada, a incrível diversidade da vida é profundamente relacionada com a incrível diversidade dos minerais. Tudo começou de maneira bem simples. Há 4,5 bilhões de anos, a Terra havia acabado de se formar. Os minerais que existiam naquela época passavam a maior parte do tempo em ebulição: a Terra era constantemente bombardeada por asteroides e cometas. Os minerais, na época, eram poucos, algumas centenas, semelhantes aos que são encontrados nos asteroides de hoje. O tempo passou. Em torno de 3,9 bilhões de anos atrás, os bombardeios acalmaram e a crosta terrestre foi, aos poucos, se solidificando por períodos mais longos. Não se sabe exatamente como aconteceu, mas os minerais simples que existiam, junto com gases existentes na atmosfera terrestre, sujeitos à atividade elétrica e à radiação ultravioleta solar, produziram os primeiros aminoácidos -os passos iniciais em direção à vida. Os primeiros sinais de vida confirmados datam de 3,5 bilhões de anos atrás. Esses organismos primitivos, que eram seres unicelulares, foram o único tipo de vida que existia na Terra pelos próximos 2 bilhões de anos. Foram eles que transformaram a natureza da vida e, de quebra, também os minerais na Terra. Quando falamos em vida na Terra, pensamos em seres complexos, multicelulares. Na verdade, a história é bem diferente. A transição de seres unicelulares para multicelulares foi lenta e improvável. Mesmo dentre os seres unicelulares, houve a transição dos procariotas aos eucariotas. Os procariotas, de alguma forma, descobriram o mecanismo que foi essencial na transformação da vida e do nosso planeta: a fotossíntese. Aos poucos, os procariotas foram absorvendo o gás carbônico da atmosfera e fazendo com que ele se transformasse em oxigênio. Sendo um elemento químico altamente reativo, o oxigênio é uma espécie de granola geoquímica, energia para promover reações cada vez mais complexas. Esse enriquecimento energético da atmosfera foi a grande virada na história do nosso planeta. Com mais energia disponível, a vida foi ficando mais complexa. Os eucariotas surgiram provavelmente da aliança simbiótica de dois ou mais procariotas. Por exemplo, as mitocôndrias, que aparecem nas células do nosso corpo, devem ter sido procariotas que foram absorvidos ou comidos por outros. Mas a fotossíntese não foi importante só para a evolução da vida. Transformou as rochas também. Ao reagir com o ferro, o carbono, o enxofre e o silício, o oxigênio criou uma espécie de Big Bang mineral, uma explosão na diversidade das rochas espalhadas pela Terra. Se os seres unicelulares deram origem, ao mesmo tempo, tanto à complexidade da vida quanto à complexidade dos minerais, a hipótese de que a Terra, como um todo, é, de certa forma, uma criatura viva, ganha força. Vivos ou não vivos, nossa descendência é a mesma.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, cultura
Após o terremoto do dia 12 de janeiro no Haiti e destruiu parte da capital do país, o presidente do Senegal propôs que os haitianos “retornem” à África. A ideia de Abdoulaye Wade fez reviver uma das propostas básicas do movimento rastafari ao considerar possível que os habitantes do país deixem o sofrimento caribenho para ocupar um território que, promete, será fértil, e com similaridades com o caso de Israel. A proposta, criticada pelos oposicionistas a Wade, deve ser apresentada à União Africana, com a possibilidade de que se aprove a criação de um novo país para abrigar os haitianos que desejem mudar de continente. “Tudo o que estamos dizendo é que os haitianos não os levaram para lá. Eles estão lá devido à escravidão, cinco séculos de escravidão”, disse o presidente à Reuters TV. “Temos de lhes oferecer a chance de vir à África, esta é a minha ideia. Eles têm tantos direitos na África quanto eu tenho.”
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
Ao completar uma década, o Fórum Social Mundial retorna a Porto Alegre, cidade que recebeu a primeira e mais três edições. De 25 a 29 de janeiro, a capital gaúcha e mais cinco cidades da região metropolitana vão receber parte das atividades programadas para o evento em 2010. A programação inclui mais 27 atividades pelo mundo para celebrar o décimo aniversário. Realizado em Porto Alegre em 2001, 2002, 2003 e 2005, o FSM passou pela Índia, em 2004, pela Venezuela, em 2006, pelo Quênia, em 2007, teve uma versão multicêntrica em 2008 e voltou ao Brasil em 2009, em Belém. Em uma versão compacta, com expectativa de cerca de 30 mil pessoas – muito menor que a de Belém, que reuniu 130 mil – o FSM em Porto Alegre vai olhar ainda mais para dentro do processo que o criou, com reflexões sobre os 10 anos do encontro que nasceu com a ideia de pensar um “outro mundo possível”. “O grupo de organizações que esteve no começo do processo decidiu voltar a Porto Alegre. Além do sentido de comemoração, a ideia é fazer um balanço e organizar os planos”, afirmou um dos idealizadores do FSM, Oded Grajew. Intelectuais e criadores do fórum vão fazer o balanço de uma década e avaliar os rumos da proposta altermundista em um seminário internacional, com temas que vão da sustentabilidade ambiental ao novo ordenamento político mundial e a conjuntura econômica pós-crise. Estudantes, movimentos sociais, organizações não governamentais e representantes das esquerdas dos cinco continentes são esperados em Porto Alegre e nos municípios vizinhos de Canoas, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Sapiranga e Gravataí. Além de sediar as discussões do seminário internacional, Porto Alegre tem na programação oficinas, exposições, apresentações culturais e a tradicional marcha de abertura, que vai tomar as ruas da capital na tarde de segunda-feira (25). A maioria das atividades autogestionadas, organizadas por ONGs, centrais sindicais e movimentos sociais vai acontecer nas cidades vizinhas. O Acampamento Internacional da Juventude, que nos primeiros anos do FSM era instalado às margens do Rio Guaíba, dessa vez vai ficar em Novo Hamburgo, a cerca de 40 quilômetros de Porto Alegre. Entre os nomes confirmados para o megaevento, estão o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o norte-americano Immanuel Wallerstein, o geógrafo britânico David Harvey e o economista egípcio Samir Amin. Apesar do caráter “não governamental e não partidário” do evento, definido em sua Carta de Princípios, a reunião também deve atrair políticos: na terça-feira (26), por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai ser o anfitrião da comemoração dos 10 anos do FSM no ginásio Gigantinho, com os presidentes da Venezuela, Hugo Chávez, da Bolívia, Evo Morales, do Paraguai, Fernando Lugo e o recém-eleito Jose Mujica, do Uruguai.
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: nxradio
BlogBuzzer
New @BlogBuzzer: Budget Bridal Photography Tips
combi31
Network With Me | France
@jayelisson As Peter Gabriel might say …. don’t give up ….. hahah
molkosa
Claris | Slumber Land, Buenos Aires
I am listening to Mudhoney - (track 15 - no name)
luisdeanda
Luis de Anda
@bartenbo acaba de salir el anuncio que tanto odiaste de cold heat extreme y, en defitiva, fue pesima forma de empezar mi dia…
JennyMason84
Jenny Mason
PICK ME!! RT @indieverse PRESENTS Vampire Weekend at @hobdallas on 4/11. RT and follow to win!
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Noise Apparel
@noiseapparel February events are UP! add the myspace and check the flyer photos! also on facebook! ft. @dwofband, @setitoffband, @missldn
b3tabot
New York City
Very excited that @chip_music allows music uploads now
Urlar
Lowlands of Holland Following
Going back in time again……..
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica
Hunters and Collectors - Throw Your Arms Around Me | Dia 26 de janeiro é o Australia Day, o dia nacional da Austrália comemorado em todo o território australiano. Prepare-se para o rock com Mark Seymour lider do Hunters & Collectors, que certamente vai tocar Throw Your Arms Around Me no Sydney International Regatta Centre. Alcool, vidros e frascos abertos não são permitidos. Bebidas serão vendidas apenas em áreas licenciadas. Para maiores detalhes sobre o evento acesse: http://www.penrithcity.nsw.gov.au.
ouvir: www.nxradio.com.br
ouvir: www.guarulhosfm.com.br
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica
Mental as Anything - Live It Up | Mental as Anything é uma banda que surgiu nos anos 80 em Melbourne Austrália. Melbourne teve uma cena rock muito ativa nos anos 70, 80 e 90, com grandes bares lotados e centenas de bandas. A mistura rock+alcool vibrava alto, as bandas despertavam o interesse das gravadoras, os bares vendiam muito. Desta cena surgiram bandas como Midnight Oil, INXS, AC/DC, Divinyls entre outras. Hoje a realidade é bem diferente, grandes bares vazios, muitas restrições a venda de bebidas e questões de segurança com fiscalização rígida. A antiga cena ativa está praticamente morta nos bares de Melbourne. Agora a cena se transfere para as páginas web globais onde novos INXSs e AC/DCs surgem e desaparem rapidamente. Cada cena tem o seu tempo.
ouvir: www.nxradio.com.br
ouvir: www.guarulhosfm.com.br
Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: musica
Split Enz - I Got You | Banda new wave do início dos anos oitenta. Um dos integrantes (Neil Finn) formou em 1985 o Crowded House, que tem algumas faixas na programação. No dia 13 de fevereiro próximo será realidado no Wolf Trap, em Vienna (Virginia - Estados Unidos) um show tributo em homenagem ao Crowded House com a participação deles e outras bandas. O Split Enz é mais uma homenagem ao Neil Finn na GuarulhosFM.
Publicado por ACS em 19 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
A classe média que ficou fora é aquela que baba de raiva nas “correntes da internet”, e nas ruas e bares paulistanos, cariocas e gaúchos. Essa classe média não suporta olhar para a cara de Lula, o “nordestino dos 4 dedos”. E o grande empresariado? Esse vota com o bolso. Pensei em tudo isso ao ler o artigo de Emilio Odebrecht, que me foi enviado por uma boa amiga jornalista, dessas que trabalham na “grande imprensa”, mas sabe muito bem que não é “sócia” dos patrões (nem nos lucros, nem no pensamento). O artigo do Odebrecht expressa a perplexidade de um grande empresário diante de uma imprensa que caiu no gueto. Uma imprensa que fala (só) para essa classe média raivosa que parece não gostar do Brasil, uma imprensa que não reconhece os avanços do país. O artigo de Odebrecht (a quem conheço só de nome) é o símbolo dessa estranha (mas efetiva) aliança lulista: “classe trabalhadora organizada”, “povão desorganizado” e “grandes capitalistas”. Quem está fora da “grande coalizão” é a classe média, associada aos ruralistas e aos donos da mídia. Essa base votará em Serra aconteça o que acontecer. O nó para Serra é: como atrair parte dos lulistas sem desagradar à direita que baba na gravata? Isso é problema do Serra. 21 anos depois daquela eleição (vencida por Collor, no fim das contas), a gente não poderia mais organizar “bota-fora” pro presidente da FIESP e pros grandes empresários. Em 89 era tudo mais divertido. Mas, em 2010, temos um país mais sólido. Apesar dessa turma que baba na gravata de tanta raiva. Pra espanto seu, meu. Pra espanto, também, do Emílio Odebrecht.
Publicado por ACS em 19 Jan 2010 | sob: futuro, jornalismo, cultura
No final do ano passado, a revista “The Economist” brindou-nos com uma matéria de capa cujo título era: “O Brasil decola”. A reportagem chama nosso país de maior história de sucesso da América Latina. Lembra que fomos os últimos a entrar na crise de 2008 e os primeiros a sair e especula que possamos nos tornar a quinta potência econômica do globo dentro de 15 anos. Não é apenas a revista inglesa que vem falando dos avanços aqui obtidos nos campos institucional, social e econômico nas últimas décadas. Somos hoje referência no mundo e um exemplo para os países em desenvolvimento, vistos como uma boa-nova que surge abaixo da linha do Equador. Diante disto, me pergunto se a imprensa brasileira está em sintonia com a mundial -que aponta nossos defeitos, mas reconhece nossos méritos.Tal dúvida me surge porque há um Brasil que dá certo e que aparece pouco nos meios de comunicação. Aparentemente, o destaque é sempre dado ao escândalo do dia. Isso deixa a sensação de que não estamos conseguindo explicar aos brasileiros o que a imprensa internacional tem explicado aos europeus, norte-americanos e asiáticos. Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si. Se as coisas por aqui caminham para um futuro mais promissor, é porque, em vários âmbitos, estamos fazendo o que é o certo. Para líderes políticos, empresariais e sociais dos países que precisam encontrar o caminho do progresso, conhecer nossas experiências bem sucedidas pode ser o que buscam para desatar os nós que ainda os prendem na pobreza e no subdesenvolvimento. O fato é que, ficando nos estreitos limites do senso comum, a sensação é de que a imprensa, de uma forma geral, considera o que é bem feito uma obrigação -não merecedor, portanto, de ocupar espaços editoriais, porque o que está no plano da normalidade não atrairia os leitores. Ocorre que o que acontece aqui, hoje, repercute onde antes não imaginávamos. Por outro lado, há uma mudança cultural em curso na sociedade brasileira e a imprensa tem um papel preponderante nesse processo. O protagonismo internacional do Brasil e nossa capacidade de criar novos paradigmas impõem que a boa notícia seja tão realçada quanto são os fatos que apontam para a necessidade absoluta de uma depuração de costumes que ainda persistem em nossas instituições.
Emílio Odebrecht
Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: nxradio
SantaEmilia
Santa Emilia | Ribeirão Preto - SP (Brasil)
Bom fim de semana pessoal, esperamos vocês no feirão amanhã!!!!
Philippkalisch
Philipp Kalisch
the new track “trippin” comin in february on welcome TO the jungle records as a digital release
bananaseventos
Banana’s | Ribeirão Preto - SP (Brasil)
@Cunha_Jr_Trator breve divulgaremos as atrações de 2010. Enquanto isso acesse o portal RRM e veja o que rolou em 2009.
SkunneredChas
Chas Cunningham | Scotland
Come to “Celtic Music Radio” 30 March from 19:00 to 22:00. Broadcast on Celtic Music Radio
Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: nxradio
The Go-Betweens - Streets Of Your Town
The House Of Love - Christine
Teardrop Explodes - Reward
Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: cultura, marketing, submundo
Muito tem se associado a cultura ao entretenimento. Aliás, tem sido comum resumir cultura a entretenimento, como se a cultura fosse passível de ser entendida como um boteco com música ao vivo, uma casa de shows ou a ir “atrás do trio elétrico”, isso sem falar, no campo literário, dos famigerados best-sellers e dos doutores em conceituações simplórias e enviesadas, tão comuns no meio jornalístico. Entretenimento é distração, é diversão, é divertimento, é abobrinha. Cultura é outra coisa. Diversão é, para Antônio Houaiss, “algo que serve para divertir”, mas também, “diversionismo” – aquela manobra de manipulação política que consiste em discutir o que não é importante para ocultar o importante – e, em um uso militar, explica o filólogo, significa uma “ação que tem a finalidade de desviar a atenção do inimigo”. É interessante ligar esses três sentidos e imaginar que o regozijo da diversão pode ser, então, algo extremamente prazeroso, mas não exatamente para mim: se me divirto muito, é possível que alguém esteja se regozijando muito mais com isso. É muito boa a explanação de Michel Maffesoli sobre as divertidas e sensuais tribos urbanas e seu grande corpo coletivo, vivenciado nos shows musicais, nos festivais e nas comunidades simuladas dos bares, na potencialidade revolucionária da orgia e outras idéias barrocas. Muito boa mesmo. Divertida, inclusive. Mas, fica um sabor algo amargo quando é possível observar a forma de vida de quem leva a sério essa idéia de se divertir o tempo todo. Veja-se a cultura underground. Tome-se essa utopia divertida. Eternos jovens protagonistas de frenéticos embalos, animadas e “culturais” discussões entre cervejas, drogas à vontade e sexo fácil, tudo embalado ao som do “velho e bom” rock’n’roll. Jogos de palavras e ornamentos estéticos acabam com a função de ocultar a absoluta impotência política. Isso, sem dúvida, é diversão. Enquanto se “curte” alucinadamente a cultura do sexo, drogas e rock’n’roll, há quem se divirta muito mais. Há quem empresaria os grandes astros que divulgam os modismos culturais. Há quem movimenta os aproximadamente U$ 500 bilhões que circulam no comércio das drogas (e que ninguém venha me dizer que essa grana está nas favelas cariocas). Há quem produza, distribua e venda a bebida alcoólica, notadamente a cerveja, cuja maciça publicidade consegue surpreendente sucesso, mesmo (ou talvez por isso) interpretando seu target como composto apenas de idiotas pândegos e babões. Há quem lucre ao transformar a vida numa triste gargalhada. Infelizmente, porém, essa bazófia não é apanágio apenas de roqueiros, head-banglers (os “batedores de cabeça” do chamado heavy metal) ou punkecas: há também os “pagodeiros mauricinhos”, os cultores daquilo que se convencionou chamar de axé music e outros tantos. Como se diz na linguagem coloquial, todos farinha do mesmo saco. Cultura não é entretenimento. Há uma inevitável angústia na vivência cultural. Mente todo aquele que nega sentir um insuperável incômodo ao contato com qualquer notável produto artístico. Do mesmo modo, não há quem consiga sair ileso de um diálogo no qual uma idéia completamente nova é apresentada. Uma idéia inédita e sagaz é capaz de tornar toda a nossa construção sobre identidade ou “visão de mundo” incomodamente obsoleta e esdrúxula. Até mesmo nossos desejos se tornam empoeiradas peças de museu quando nos defrontamos com o dissenso inteligente. O contato com a cultura é devastador e, definitivamente, não combina com “ficadas”, cervejadas, cocaína e axé music, muito menos com o surrado, repetitivo e nada criativo rock’n’roll. Cultura não é diversão, não promove a mediocridade. Não quer desviar a atenção, não almeja o diversionismo. Isso não significa que a alegria e a festividade não possam compor a vivência cultural. A festa é culturalmente orgástica quando oferece efetivamente uma representação da vitória do brilho contra a escuridão, da sabedoria e do vigor contra a estupidez e a impotência. A cultura não é feita para divertir, mesmo quando é divertida. Quer ir além disso: pretende incomodar, transformar, chamar à responsabilidade de um compromisso com a vida. Assim, o divertimento é o tempero da mensagem, não a mensagem. Talvez o dito que melhor expresse como se dá essa relação nos seja dado pelo poeta russo Maiakovski. Ele escreve, no poema “A Sierguéi Iessiênin”: “Primeiro, é preciso transformar a vida, para cantá-la em seguida”. É por isso que na fábula da formiga e da cigarra, a formiga tem inobscurecível razão. E é por isso, também, que entender cultura como entretenimento é sinal de inescrutável burrice ou de insanável má-fé.
Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: lugares
Pesquisadores que estudam os recifes de corais do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, a mais antiga reserva natural dos mares brasileiros, acreditavam conhecer bem a área, até que em 2000 pescadores locais avisaram que havia recifes profundos fora dos mapas. Foram ver e encontraram novas terras submarinas: a área de recifes conhecida em Abrolhos dobrou e vem permitindo conhecer como aquele trecho do litoral se formou ao longo dos últimos milênios. “Essa descoberta casual gerou um projeto ambicioso”, conta o biólogo Rodrigo Moura, coordenador do programa Marine Management Area Science da Conservação Internacional (CI) do Brasil. Formado por cinco ilhotas de origem vulcânica a 70 quilômetros da costa no sul da Bahia, o parque abriga mais do que as baleias-jubarte, que atraem turistas entre julho e novembro. Ali estão os chapeirões, estruturas em forma de cogumelo cujos topos às vezes se unem e formam colunatas por onde circulam barracudas, garoupas, moréias e pequenos peixes coloridos. Das 16 espécies de coral de Abrolhos, metade é exclusiva do Brasil, como o coral-cérebro (Mussismilia braziliensis), principal construtor de recifes na região. O banco dos Abrolhos, maior conjunto de recifes do Atlântico Sul, é maior que os 900 quilômetros quadrados preservados. No total são 40 mil quilômetros quadrados, área semelhante à do Espírito Santo, que só agora começa a ser investigada a fundo. O grupo de Moura explorou o fundo do mar ao longo de 100 quilômetros da costa – entre a foz do rio Jequitinhonha, sul da Bahia, e a do rio Doce, norte do Espírito Santo –, em 19 linhas que partiam do litoral mar adentro, até a queda da plataforma continental, onde a profundidade aumenta subitamente. “Percorrer cada uma dessas linhas demorava dois dias”, lembra o geólogo Alex Bastos, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que participou de algumas expedições no barco equipado com um sonar que produzia imagens tridimensionais do fundo do oceano. O geólogo da Ufes se surpreendeu por encontrar, a profundidades de até 50 metros, paleocanais formados há cerca de 15 mil anos, quando o que hoje é coberto por mar era terra. “Esses canais indicam por onde os rios passavam naquela época”, explica. Como estão preservados, sugerem que o nível do mar subiu rapidamente na região.
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: pensamentos, pessoas
Passei dez dias de pernas pro ar, na praia. Com a família e alguns bons amigos. Levei laptop. Mas a “lanhouse” mais próxima ficava a alguns quilômetros. Achei ótimo, confesso. Peço desculpas por ter deixado o blog sem atualização durante tantos dias. Mas eu precisava recarregar as baterias. Só não descansei mais porque meu filho Francisco não deixou. Deu seus primeiros passos na praia, comeu areia e bebeu água do mar - pra desespero da mãe… Achei maravilhoso vê-lo solto, a descobrir o mundo. Meus dias se passaram assim: protetor solar no Francisco, um mergulho no mar, papo furado de frente para o Altântico. Quando sobrava tempo, eu me debruçava sobre “A Última Estação”, de Jay Parini. Trata-se de um romance - baseado em fatos reais - que reconstitui os (traumáticos) últimos meses de vida do gigantesco Leon Tolstói. Leitura comovente. Bem, pra dizer a verdade, por telefone eu soube - sim - da grosseria (?) do Boris Kasoy com os garis, e da “crise militar”. Tive aquela coceirinha de ir até a “lanhouse” (que ficava duas praias para o sul) e escrever. Mas olhei bem para o mar, botei mais gelo no uísque, e permaneci onde estava. Agora, passado o Ano Novo, encontro minha caixa de mensagens eletrônicas (pela caixa convencional do Correio só chegaram - claro - contas e extratos bancários) abarrotada de textos sobre Boris e sobre os milicos à beira de um ataque de nervos. Não sei por que, mas os dois eventos me parecem partes de um mesmo Brasil do passado, um Brasil que se recusa a passar. Nesses últimos dias, observando o mundo da varanda a poucos passos da areia, longe das redações e da internet, notei mais uma vez como como a “pauta” que mobiliza jornalistas, articulistas e blogueiros é diferente dos assuntos que emocionam os “outros” cidadãos - aqueles que simplesmente tocam suas vidas… Acho que é a mesma distância que separa Boris dos garis. O nobre Tolstói valorizava os homens simples. Achava que do mujique (camponês) russo vinha a verdadeira sabedoria. Boris (que tem ascendência russa) pelo visto segue outra linha. Juro que senti mais pena do que raiva do Boris. Acho que os dias na praia amoleceram meu coração… Senti pena e constrangimento por ver um velho jornalista -que viveu tanto e parece não ter aprendido muito. Paciência. Espero aprender um pouquinho mais com o passar dos anos. Lá na beira da praia, a história trágica dos desmoronamentos de Angra e Ilha Grande mobiliza muito mais as pessoas do que qualquer debate sobre garis, militares e “revanchismo”. Aliás, não digo novidade nenhuma. É o óbvio ululante. Mas é bom prestar atenção a isso para que não nos afastemos da realidade das ruas e das praias. Por mais contraditório que possa parecer, nesses dez dias longe da internet e das notícias - conversando com o sorveteiro, o vendedor de redes e a moça do empório - não me senti isolado do mundo. Pelo contrário. Senti-me mais próximo de um mundo a que damos pouca atenção nos dias comuns e agitados da cidade grande. Espero não me esquecer disso ao longo de 2010. A vida é feita de batalhas. E orgulho-me de não fugir delas. Mas a vida é mais. Além de disposição para os bons combates - que certamente virão em 2010 - espero ter um pouquinho da sabedoria de Tolstói e da inocência do meu Francisco, durante o ano que começa. Assim, a vida fica mais saborosa. Mesmo agora, que já estou longe do mar e perto do asfalto. Bom 2010 a todos!
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: futuro, jornalismo
“Tornar públicas as mazelas é obrigação da imprensa em um país livre. Mas falar somente do que há de ruim na vida nacional, dia após dia, alimenta e realimenta a visão negativa que o brasileiro ainda tem de si.”
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, submundo
Durante os quatro anos que o blog Cidadania completará em 12 de fevereiro próximo estive em contato com muita opinião degenerada, mas as que li no post sobre o 3º Programa Nacional de Direitos Humanos me puseram em contato com um tipo de gente que, ao negar o holocausto brasileiro (a ditadura militar), comete um crime de lesa-humanidade que deveria ser inscrito no Código Penal. Em vários países da União Européia, negar o Holocausto nazista é crime. Segundo as leis alemãs (desde 1993), o discurso de negação pode ser punido com cinco anos de cadeia. Na Áustria, com até 20 anos. Por que, no Brasil, permite-se que neguem o extermínio de inocentes não por sua herança genética, mas por sua ideologia? Só para que fique claro o absurdo da negação do holocausto brasileiro entre 1964 e 1985: alguém acha que a Europa admitiria que aqueles que combateram Hitler – e que durante algum ataque às suas forças acabaram provocando o efeito colateral de matar algum inocente – fossem comparados com o tirano austríaco-alemão? No Brasil, a resistência aos que violaram a Constituição e a vontade popular expressa em eleição legítima provocou meramente os mesmos danos que a resistência francesa provocou enquanto combatia os nazistas, simplesmente porque não é possível haver uma guerra civil – ou de qualquer espécie - sem baixas de inocentes em ambos os lados. Então por que condenam só a Hitler se os que lutaram contra ele mataram inocentes durante os combates? É simples: porque Hitler não se limitou ao combate. Como a ditadura militar brasileira, o tirano alemão dedicou-se a infligir sofrimento aos que capturava, e com requintes de crueldade que em nada diferem dos usados pelas ditaduras sul-americanas do século XX.
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, submundo
O PiG (*) criou a segunda “crise” de 2010. A primeira foi a “crise” que o Ministro Jobim vazou, para criá-la: a dos caças. Agora é a “crise” do Programa Nacional de Direitos Humanos, que cria a Comissão da Verdade, para segundo o furioso Estadão, velho defensor de regimes autoritários, “para vasculhar (sic) os porões da ditadura e punir agentes do Estado por tortura”. (página A4). (Subsidiariamente, o Ministro da Agricultura, é contra um dos itens do Programa, porque, ainda segundo o Estadão, o Programa “mostra um certo preconceito contra a agricultura comercial”. Enquanto não se define o que seja “um certo preconceito”, o Ministro Reinhold Stephanes poderia demitir-se e voltar para o Paraná, onde deve fazer muita falta.) O PiG (*), o Ministro Jobim, o Farol de Alexandria e o Zé Alagão fizeram coro com o Supremo Presidente do Supremo e já disseram que não se deve tocar nesse vespeiro dos torturadores. O Presidente Supremo do Supremo, também chamado de Gilmar Dantas por dois eminentes colonistas (**) da Globo (***), valeu-se de argumento singular: não se deve revirar essa pedra, porque em outros países onde fizeram isso houve graves distúrbios. Só se for distúrbio como aquele que acomete quem frequentar o Guarujá, em São Paulo, e tomar a água que o presidente da Sabesp recomenda. (“Guarujá e Baixada Santista passam por surto de diarreia” ). Se o amigo navegante quiser se proteger da diarreia, não vá ao litoral de São Paulo, a Chuíça brasileira. Agora, se quiser se proteger do Jobim, do Supremo Presidente do Supremo, do Farol e do Zé Alagão, do PiG(*) e de todos os que defendem os torturadores, o Conversa Afiada oferece algumas leituras neste fim de semana. Primeiro, vá à mesma pág A4 do Estadão e veja o que diz o Paulo Sérgio Pinheiro, que presta serviços relevantes à ONU, na área de Direitos Humanos. Pinheiro acha que as críticas são infundadas, porque o Programa do Presidente Lula, primeiro, segue rigorosamente concepções internacionais, acertadas em Viena em 1993; e, segundo, essa é a terceira versão do programa. As duas versões anteriores foram lançadas no Governo Fernando Henrique a que Pinheiro serviu. Pinheiro ajudou o Ministro Paulo Vannuchi a trabalhar no texto desta terceira edição: “Tudo foi feito de maneira séria e democrática… Em São Paulo, a conferência foi organizada pelo Governo José Serra, com o Secretário de Justiça. Todos os ministros discutiram e concordaram, com exceção do Nelson Jobim”, conclui Pinheiro. Outra leitura a recomendar é o artigo da Juíza Kenarik Felippe, na página 3 da Folha.(****). A Dra. Kenarik Felippe vai julgar a ação penal contra o santinho do Dr. Roger Abdelmassih, que mereceu um habeas corpus do Supremo Presidente do Supremo, no recesso (Ah!, esses recessos!). Na Folha(****) de hoje, a Dra. Felippe responde à pergunta “é positiva a eventual revisão da Lei da Anistia ?” A resposta dela é: “Sim – Justiça não é revanchismo”. Diz ela: “É necessário que o passado de violação e impunidade não continue a ser parâmetro do presente, para que possamos consolidar a democracia e, no futuro, viver em um Brasil que não abrace a cultura autoritária de violência no seu dia a dia. Hitler dizia que ninguém se lembrava mais do genocídio de 1,5 milhão de armênios. Assim tivemos o genocídio dos judeus. Crimes que não atingiram apenas aquelas pessoas e povos, mas toda a humanidade….” “Afirmar que houve anistia para os torturadores é ética e juridicamente insustentável. Fere o patamar civilizatório em que a humanidade se encontra. Justiça ! Já não é sem tempo.” Finalmente, amigo navegante, para que Jobim e o Supremo Presidente do Supremo não turvem o seu fim de semana, vá à Carta Capital que está nas bancas, pág. 59 e veja o que diz Fábio Konder Comparato da pergunta “O STF pode vir a concluir que a anistia não beneficiou os torturadores ?” Veja a resposta de Comparato: “O STF vai ter que mostrar a cara. Vai dizer perante o público, não só no Brasil, mas na América Latina e no mundo todo, se realmente os donos do poder podiam, antes de largarem o poder, absolver antecipadamente os homicidas, os torturadores e os estupradores que trabalhavam para eles. Nós tivemos um terrorismo de Estado no Brasil. E a própria Lei de 1979 diz que não são abrangidos pela anistia aqueles que cometeram atos de terrorismo.” Continua Comparato: Se o Supremo absolver os torturadores, “eu, se ainda estiver em vida, ou vários outros militantes dos direitos humanos… iremos à Comissão Interamericana de Direitos Humanos para fazer uma denúncia contra o Estado brasileiro. … nós somos o único país na América que se recusou, até hoje, a processar e julgar os criminosos que atuaram em defesa da ditadura”.
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: futuro, pensamentos, pessoas
Mudanças profundas ocorreram em escala mundial nas últimas décadas do século 20, entre elas o avanço da tecnologia de informação, a globalização econômica e o fim da polarização ideológica entre capitalismo e comunismo nas relações internacionais. Diante desse cenário, o sociólogo francês Edgar Morin, hoje com 87 anos, percebeu que a maior urgência no campo das idéias não é rever doutrinas e métodos, mas elaborar uma nova concepção do próprio conhecimento. No lugar da especialização, da simplificação e da fragmentação de saberes, Morin propõe o conceito de complexidade. Ela é a idéia-chave de O Método, a obra principal do sociólogo, que se compõe de seis volumes, publicados a partir de 1977. A palavra é tomada em seu sentido etimológico latino, “aquilo que é tecido em conjunto”. O pensamento complexo, segundo Morin, tem como fundamento formulações surgidas no campo das ciências exatas e naturais, como as teorias da informação e dos sistemas e a cibernética, que evidenciaram a necessidade de superar as fronteiras entre as disciplinas. “Ele considera a incerteza e as contradições como parte da vida e da condição humana e, ao mesmo tempo, sugere a solidariedade e a ética como caminho para a religação dos seres e dos saberes”, diz Izabel Cristina Petraglia, professora do Centro Universitário Nove de Julho, em São Paulo.
Para o pensador, os saberes tradicionais foram submetidos a um processo reducionista que acarretou a perda das noções de multiplicidade e diversidade. A simplificação, de acordo com Morin, está a serviço de uma falsa racionalidade, que passa por cima da desordem e das contradições existentes em todos os fenômenos e nas relações entre eles. O início do século 20 foi marcado por duas revoluções científicas: a teoria da relatividade de Albert Einstein (1858-1947) e a mêcanica quântica de Max Planck (1879-1955). Ambas obrigaram a humanidade a rever doutrinas e tiveram aplicações nas mais diversas áreas, da filosofia à indústria bélica. A teoria quântica, por exemplo, derrubou certezas da Física e as substituiu pela noção de probabilidade. A relatividade pôs em questão os conceitos de espaço e tempo. Para completar, na termodinâmica, Niels Bohr (1885-1962) chegou à necessidade de tratar as partículas físicas tanto como corpúsculos quanto como ondas. Quando tudo parecia incerto e relativo, a teoria do caos, já na segunda metade do século, veio, de certa forma, na direção oposta, ao demonstrar que também nos sistemas caóticos existe ordem. Essas e outras reformulações do conhecimento humano levaram Morin a definir sete “princípios-guia” da complexidade, interdependentes e complementares. São eles os princípios sistêmico (o todo é mais do que a soma das partes), hologramático (o todo está em cada parte), do ciclo retroativo (a causa age sobre o efeito e vice-versa), do ciclo recorrente (produtos também originam aquilo que os produz), da auto-eco-organização (o homem se recria em trocas com o ambiente), dialógico (associação de noções contraditórias) e de reintrodução do conhecido em todo conhecimento. Para recuperar a complexidade da vida nas ciências e nas atividades humanas, Morin recomenda um pensamento crítico sobre o próprio pensar e seus métodos, o que implica sempre voltar ao começo. Não se trata de círculo vicioso, mas de um procedimento em espiral, que amplia o conhecimento a cada retorno e, assim, se coaduna com o fato de o homem ser sempre incompleto – o aprendizado é para toda a vida. “A reforma do pensamento pressupõe a consciência de si e do mundo”, diz Izabel Cristina. “Ela decorre da reforma das instituições e vice-versa.” Nos processos em espiral, é necessário conhecer os conceitos de ordem, desordem e organização. Do ponto de vista da complexidade, ordem e desordem convivem nos sistemas. O que diferencia o todo da soma das partes é o que Morin denomina comportamento emergente. Nos seres humanos, a dinâmica entre ordem e desordem se subordina à idéia de auto-eco-organização: a transformação extrapola o indivíduo, se estendendo ao ambiente circundante. Uma vez que tudo está interligado, a solidariedade é tida pelo sociólogo como peça fundamental para superar aquilo que denomina crise planetária – uma situação de impotência diante de incertezas que se acumulam.
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: nxradio
Played @
Don Preto - Podcast 01
Information Society - Runaway
Midnight Oil - Beds Are Burning
Falt - Alpha
martin gore - never turn your back on mother earth
keane - somewhere only we know
New Edition - Try Again
Color Me Badd - Close to Heaven
Taco - Puttin on the ritz
Publicado por ACS em 10 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
Por dever de ofício, os arautos da direita brasileira se sentem na obrigação de descrever o Brasil como o país dos problemas sem solução (enquanto a coligação popular estiver no poder…), os Estados Unidos ainda como a “terra das oportunidades”, e a Europa…, bem a Europa como uma espécie de “mundo de Sissi”(com perdão da Romy Schneider, uma grande atriz), bonitinho, arrumadinho, cheio daquelas torrezinhas e casinhas de tijolinho vermelho que encantaram a minha infância. Ou um mundinho de casitas suíças ou tirolesas onde só Gepetos e Pinóquios habitam. Onde politicamente, só há gente madura e organizada. No real, a realidade é bem outra. Ainda mais hoje, quando a crise econômica, deflagrada entre setembro de 2007 e outubro de 2008, continua devastando as economias da União Européia e suas proximidades. Pela primeira vez em tais letras graúdas, um artigo de jornalista conceituado descreve o que pode vir a ser uma “implosão da zona do euro”, como é chamado o conglomerado de economias sob a nova moeda (e o novo Banco Central Europeu) criada em 2002. Trata-se de um artigo do jornalista Peter Oborne, colunista do britânico Daily Mail, mas publicado na revista The Observer, seção de artigos de fundo do diário The Guardian. Peter Oborne, hoje com 52 anos, é descrito por seus colegas jornalistas britânicos como um “conservador da cepa”, ou “à antiga”. Isso quer dizer que ele é um conservador que leva a sério seu conservadorismo, não o esconde, não se disfarça, nem disfarça sua ligação com uma certa ala do Partido Conservador. Defende ostensivamente a família, os bons costumes, a pouca intervenção do estado na economia, e ao mesmo tempo defende o pequeno comércio, a transparência na gestão pública e privada. Atacou com veemência o primeiro ministro Tony Blair e a intervenção britânica no Iraque; o primeiro, porque mentiu para o público britânico para justificar a segunda; e esta, porque atrelou definitivamente a política da Ilha de Sua Majestade à despótica, tirânica e algo suicida política de George Bush Filho. Oborne é um “eurocético tradicional”, ou até mesmo um “eurocontra”. Isto é, não vê a União Européia com otimismo desde sempre. Talvez por ter presenciado, em 1992, o desastre a que a adesão da Grã-Bretanha ao “Mecanismo de Taxa de Câmbio” europeu levou a política dos conservadores, fazendo o governo despender bilhões de libras de modo infrutífero na tentativa de manter a moeda valorizada frente ao marco alemão, pressionado pela reunificação das Alemanhas. Foi o que abriu caminho para os trabalhistas de Tony Blair na década seguinte. Mas no seu artigo ele chama a atenção para uma série de fatos relevantes, ainda que se possa discordar de sua radical conclusão, isto é, a de que a União Européia (ou mais especificamente a zona do euro) já está irremediavelmente fadada à implosão. Partindo do artigo, mas também dele se distanciando um tanto e misturando-o com outras informações, pode-se adiantar a visão de que, se o euro, como moeda unificada de uma Europa unificada, é freqüentemente descrito como uma verdadeira “Arca de Noé”, de salvação na catástrofe da crise, ele dá sinais também de poder ser um verdadeiro Titanic, cujo tamanho tira de seus tripulantes (mais do que de seus diretores…) a possibilidade de manobrar rapidamente num oceano sobrecarregado de armadilhas. Na Alemanha, por exemplo, a atual situação é crítica, mas não tão devastadora, por exemplo, quanto na Espanha. Na Alemanha a taxa de desemprego está nos 8% da mão de obra ativa. Isso já é alto. Diariamente uma tropa de pequenos negócios entra no brete do abate. Isso é um fato visível a olho nu. Mas o ainda forte (embora vá piorar, com a nova coligação CDU/CSU – FDP no poder) sistema previdenciário alemão segura as pontas. Na Espanha, essa taxa está em 20%. Entre os jovens (16 - 24 anos), essa taxa chega a absurdos 42%. O desemprego da juventude chega a 25% na Grécia, aos 27% na Itália, e passa dos 28% na Irlanda. Devasta a vizinha Islândia e seus 300 mil habitantes. A Islândia não entrou na União Européia. Mas como a Irlanda, tornou-se na última década uma das meninas dos olhos e dos investimentos da EU(sobretudo da Holanda) e também da Grã-Bretanha. Resultado: teve de pagar a esses países mais do que o seu orçamento em educação como ressarcimento de investidores que perderam dinheiro com a quebra de seus três maiores bancos. Isso se traduz em políticas violentas de cortes na previdência e outros investimentos sociais. Mais da metade dos jovens entre 18 e 25 anos deve emigrar nos próximos meses. Na Grécia o governo socialista que assumiu o poder em outubro do ano passado teve de rever a previsão de déficit orçamentário para o próximo ano, de 6,7 % (dado do governo conservador anterior) para 12,7%. O débito do setor público chegou a 125% da renda nacional anual. Ou seja, Islândia, Grécia, e provavelmente Espanha e Itália terão de bater às portas da União Européia e do FMI ;pedindo ajuda. A Islândia talvez tenha de aderir à zona do euro – não mais como menina dos olhos dos investidores, mas como mendicante em andrajos. Trocando em miúdos – ou em graúdos – a zona do euro está criando a sua própria “neo-periferia”. Ela pode ser a Arca de Noé para alguns e ao mesmo tempo o Titanic para muitos. Voltando ao artigo de Oborne, para o jornalista conservador isso se deve ao fato de a União Européia ter criado uma unidade monetária antes de criar uma unidade política. Para ele, a União Européia foi criada (e não é uma lógica de esquerda, veja-se bem, a ditar essas palavras) por e para banqueiros, para atacar “o modo de vida do trabalhador comum” (sic!) através da imposição de uma desregulamentação unificada de relações de trabalho (sic, sic, sic!), “para eliminar barreiras comerciais e borrar fronteiras nacionais” mas apenas em função de “criar mercados eficientes e maximizar os lucros”. Tudo isso embalado por uma retórica (que poderia muito bem caber nos nossos tradicionais defensores do “império dos mercados”) do que ele chama de “sadomonetaristas”. Aponta o jornalista que, na sua visão, isso se deve a uma nova forma “pós-moderna” de democracia, que é a da “democracia sem povo”. Por isso, diz ele, há um vácuo por detrás das políticas implementadas, um vácuo de perguntas que “sequer podem ser formuladas”. É isso, diz ele, que impede que os partidos que tradicionalmente deveriam assumir o interesse dos trabalhadores e dos sindicatos organizados o façam. Ele refere-se, naturalmente, a partidos como o social-democrata na Alemanha, o socialista na França, na Espanha e na Grécia. Para ele isso vai levar a uma situação que o seu pensamento conservador rejeita, que é a do crescimento dos partidos mais à esquerda [como já ocorreu em Portugal e na Alemanha]. Mas também, adverte ele, isso deixa um campo aberto para partidos de extrema direita, com sua pregação nacionalista à européia, que é sempre (ao contrário da nossa tradição latino-americana) excludente e xenófoba [como já ocorreu na Áustria, na Suíça e na Hungria e, de certo modo, na Itália de Berlusconi]. E o pesado fardo da moeda única impede a observação de soluções tradicionais, como a de, por exemplo, a Espanha poder desvalorizar a sua antiga peseta para tornar-se competitiva e gerar negócios externamente e empregos internamente. Discordo de Oborne quando ele diz que por isso a União Européia está na franja do colapso, embora isso possa levar algum tempo. Também discordo do viés conservador de suas soluções, como a da diminuição das intervenções estatais (afinal ele vê a história da União Européia como uma sucessão de vigorosas intervenções dos estados na vida política). Também discordo de que não seja possível chegar a um equilíbrio econômico através da organização de mecanismos supra-nacionais, como são o euro e a União Européia [e o Mercosul]. A questão, sim, é como furar o bloqueio conservador e como reverter o quadro de dominância de “virtudes neo-liberais” que tomou conta dos partidos antigamente de centro-esquerda na política européia. Agora, que ele botou o dedo em algumas feridas, botou.
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: nxradio
StepIntoChina
J J Smith | Honolulu, Hawaii
We should feel sorrow, but not sink under its oppression. Confucius 551BC-479BC http://www.StepIntoChina.com
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Do gótico ao maneirismo um espetaculo com 365 dias e com 8.760 horas. www.salvadorupdate.com lançamento 28 de janeiro 2010.
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Darrell C. | Birmingham
If you want to go to heaven and walk the streets of gold, you have to know the password, which is Roll Tide Roll.
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: lugares, pessoas
Algo no Rio Grande do Sul lembra-me o Uruguai. O que é apenas óbvio, dada a proximidade geográfica entre os dois. Mas quem já esteve em Montevidéu e Porto Alegre vai certamente entender o que estou dizendo… Falo sobre isso porque desde ontem estou no interior do Rio Grande do Sul, a trabalho pela TV Record, por conta das chuvas que fizeram desabar uma ponte sobre o rio Jacuí, no município de Agudo. Hoje, passei algumas horas em Agudo, e o Uruguai voltou-me de novo à cabeça. Há pouco mais de um ano, tive o prazer de visitar Colônia do Sacramento, à beira do rio da Prata. Evidentemente, a uruguaia Colônia tem mais história (e mais atrações turísticas e arquitetônicas) do que a pequena Agudo (que, agora, ainda ficou sem sua ponte). Mas Agudo, na hora do almoço, lembrou-me Colônia. A cidade para. Parece dormir uma siesta preguiçosa. O comércio (em parte) fecha. As ruas ficam ainda mais vazias. A gente quase escuta o silêncio, só interrompido por um ou outro carro que passa devagar, sobre o calçamento de pedra na rua principal. Achei muito saboroso encontrar no Brasil uma cidade com disposição pra parar pro almoço! Mas o mais saboroso ainda estava por vir. Meu objetivo era entrevistar Márcio Nunes, jornalista da “Rádio Agudo” (pequena estação local), que narrou ao vivo o momento em que a ponte desabou na última terça-feira. Pois bem. Fui procurar o Márcio no estúdio da “Rádio Agudo”. Fica no térreo de um pequeno prédio, no centro da cidade. Os andares de cima são ocupados por apartamentos residenciais. Quando cheguei ao estúdio era meio-dia e quinze. Dei com a cara na porta. Na entrada havia um aviso de que entre 12h e 13h30 não havia “atendimento ao público”. Claro, a redação da rádio também para pro almoço no interior do Rio Grande do Sul. Mas encostei o ouvido à porta e percebi que havia gente lá dentro. Toquei a campainha, e lá veio um simpático rapaz a atender. André, operador de aúdio, botava a rádio no ar naquela hora. Sim! O povo vai almoçar, mas o André fica por lá. E ele achou tempo pra vir abrir a porta correndo. No estúdio, havia mais um herói da informação: Luiz Henrique, locutor. O Márcio (que eu queria entrevistar) não estava. Mas fiquei a observar André e Luiz Henrique a trabalhar. O Luiz Henrique lia os “avisos e notas”. Na hora do almoço, a rádio presta esse serviço à população. Há notas de falecimento, há notícia sobre a dona fulana, que “segue hospitalizada, mas deve retornar pra casa nos próximos dias”. Lá pelas tantas, o locutor Luiz Henrique surpreendeu-me: “agora, um aviso de desaparecimento; seu fulano, morador da comunidade X, avisa que perdeu uma novilha no campo”. Achei o máximo! Pensei se essa não é a verdadeira “comunicação social”. A rádio fala pro povo simples do interior, que na hora do almoço quer saber quem morreu, quem foi hospitalizado, quem perdeu suas novilhas pelo campo. O Luiz Henrique e o operador de áudio André cumprem sua tarefa com humildade e dedicação. Talvez sonhem em trabalhar na capital gaúcha, no Rio ou em São Paulo. É natural que tenham o sonho de olhar pra longe. Ou, talvez, não. Por que a rádio de Agudo é menos importante do que a Guaíba de Porto Alegre ou a Tupi no Rio? É bonito ver gente a se comunicar com seu povo, sem afetação, sem pretensão, cumprindo o papel de intermediário da notícia. Verdade que nesses dias a “Rádio Agudo” anda agitada, porque a toda hora o locutor precisava interromper os “avisos e notas” para atualizar as informações sobre os desaparecidos no trágico acidente da ponte que ruiu no rio Jacuí. Juro que fiquei com uma vontade danada de trabalhar numa rádio dessas. Imagino que o salário não seja uma beleza, sei que deve ser perturbador ficar dias e dias lendo anúncios fúnebres e notas sobre a eleição da nova diretoria da associação comunitária. Mas invejei o trabalho do Luiz Henrique e do André. Lembrei da minha adolescência, quando decidi ser jornalista. E foi o rádio que me fisgou primeiro. Minha mãe ouvia muito rádio em casa. Eu passei a ouvir, especialmente programas esportivos. Até hoje, adoro ouvir papo furado de locutor de esportes. Gosto do Milton Neves. Já disse isso a ele, por e-mail. Era fã da equipe que o Milton comandava na antiga “Jovem Pan” de São Paulo. Muito jornalista metido a intelectual não gosta do Milton. Ele é tido como “cafona”. Não estou nem aí. Gosto do jeitão simples dele. É a cara do rádio. Quando tinha uns 11 ou 12 anos, meu irmão e eu chegamos a criar uma rádio fictícia, só pra transmitir nossos jogos de futebol de botão. A rádio tinha locutor, repórter, chefe do plantão, comentarista. E tinha até vinheta e comercial. Com o tempo, as transmissões fictícias ficaram tão importantes quanto os clássicos que disputávamos no futebol de mesa. Clássicos que muitas veses terminavam com viradas (literais) de mesa - quando meu irmão ou eu não aceitávamos alguma decisão da “arbitragem”. Aí, nossa rádio saía do ar e o pau comia. He, he. Desconfio que virei jornalista porque queria narrar futebol no rádio. Queria falar no microfone do rádio. Até hoje, não realizei o sonho. Já trabalhei em jornal, TV, fiz freela pra revista. Mas rádio, nunca! Talvez por isso também eu tenha invejado um pouquinho a turma da ” Rádio Agudo”. Era assim, com a simplicidade deles, que eu sonhava fazer jornalismo. Um dia ainda arranjo emprego numa rádio, nem que seja pra dar os resultados do futebol, no meio da madrugada. Ou pra anunciar desaparecimento de novilha nos campos gaúchos. Uma tragédia me trouxe ao sul. Mas acabo aqui falando sobre rádio e lembranças da infância. Ando meio sentimental esses dias. Deve ser o começo do ano…
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: pensamentos
São os carris que me levam, e os fios da electricidade, toda paisagem relevam, vou em boa velocidade. Ando sempre em viagem, longe de onde vou dormir, quase não tenho paragem, porque o meu destino é ir. Depressa hei-de chegar, nem que seja em pensamento, até á proxima gare, distante neste momento. Respiro numa carruagem, juntamente com alguém, todos estão de passagem, não conheço ninguém. Tenho um passe social, com a duração de um mês, investi o capital, para o ir buscar outra vez. Quando as portas se abrem, logo se fecham - já vi, ás vezes as pessoas mal cabem, mas hoje há lugares vagos aqui. Sinto-me embalado pela turpidação, o banco bem podia ser sofá, será uma divagação, pensar porque estou cá? Já estou quase onde queria, entre minutos tudo passou, a minha ansia ganhou harmonia, a viagem acabou!
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro, pessoas
O cientista político Paulo Sério Pinheiro, que atua desde 1995 como relator da Organização das Nações Unidas (ONU) na área de direitos humanos, considera infundadas as críticas à abrangência do Programa Nacional de Direitos Humanos. Segundo suas explicações, o decreto com o qual o presidente da República instituiu o programa segue rigorosamente as concepções internacionais sobre o tema, acertadas em Viena, no ano de 1993. “Não foi o presidente Lula quem inventou isso”, diz ele. “Essa é a terceira edição do programa. Os dois anteriores, lançados em 1996 e em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, tinham a mesma abrangência do programa que está sendo debatido agora. E tanto Lula quanto Fernando Henrique acertaram, porque direitos humanos não abarcam apenas direitos civis e políticos, como se imagina. Eles abrangem também questões como a fome, o racismo, gênero, distribuição de renda, salário, acesso à cultura, proteção das crianças contra a violência e muitas outras coisas.” Ainda segundo o especialista, esse conceito amplo vem sendo adotado internacionalmente há décadas. O Brasil, no entanto, só começou a ratificar acordos nessa linha a partir de 1992. “Não se fez antes porque a ditadura não aceitava”, afirma.
Estadao | Roldao Arruda | Luis Nassif
De seu patíbulo, William Waack abriu o jornal da globo de ontem com um editorial que amigo navegante chama de “grotesco”. Foi sobre os direitos humanos e sobre quem vai controlar os direitos humanos. Em resumo, Waack agrediu o bom senso e a razão, a pretexto de criticar o programa de Direitos Humanos que o Governo Lula pretende por em prática. Tudo com aquele semblante de assustar múmia. O “xis” da questão ficou à mostra na reportagem do jornal da globo que sustentou aquele “momento Boris Casoy” do William Waack. A reportagem cita a senadora Kátia Abreu, que acusa o programa do do Lula de ser contra a terra. Leia neste blog sobre o que um pequeno proprietário rural de Tocantins conta da nobre senadora – ela compra terras no grito e não planta nada. A reportagem do Waack também ouve o senador tucano Tasso “tenho jatinho porque posso”, que considera o programa de Direitos Humanos do Lula uma ofensa à liberdade. O ponto alto da reportagem é uma declaração do pseudo-presidente da Abert, a associação das empresas de televisão. Trata-se de Daniel Slaviero, funcionário do Ratinho. Ele veio com a televisão da família Pimentel que entrou para o elenco de propriedades do Ratinho no Paraná. Slaviero na verdade é vice-presidente da Abert, já que o Presidente de fato é o Senador Evandro Guimarães, eleito pela Globo. E Slaviero diz que o programa de Direitos Humanos do Lula é uma agressão à liberdade de imprensa. A Folha (*) de hoje diz que o programa é contra Igreja. A urubóloga Miriam Leitão, hoje na CNB, diz que o programa de Direitos Humanos do Lula vai impedir o movimento de rotação da Terra em torno do Sol. Não é por nada, não, amigo navegante, mas esse programa do Lula deve ser ótimo. Não li e já gostei …
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: politica & economia, lugares, pessoas
A cidade de São Paulo está descobrindo, a duras penas, que o preconceito tem preço. Isso ocorre porque esse sentimento menor nos leva a fazer escolhas que interferem em nossas vidas e que se baseiam em premissas moralistas que freqüentemente derivam da mais completa amoralidade. Sim, escrevo sobre o governo Gilberto Kassab, que vai se constituindo em um demonstrativo eloqüente da irresponsabilidade de José Serra, que, a exemplo de Maluf, legou à capital paulista outra nulidade como prefeito. E nem acho que ocorrerem tantas catástrofes a cada chuva em São Paulo seja o melhor exemplo da péssima administração que tem hoje aquela que é a maior cidade do país e uma das maiores do mundo. Sejamos francos: sempre tivemos problemas com chuvas. Dependendo da administração, esses problemas são maiores ou menores, mas sempre ocorrem. E isso porque esta cidade cresceu de uma forma insana e prefeito nenhum evitará que eles aconteçam, ainda que possam tomar medidas preventivas que a administração incompetente de minha cidade não tomou. E por que não tomou? Um dos problemas dessa gente é o ideológico. Kassab acreditou na crise tanto quanto Serra, FHC e a Mídia. Daí que, bem no início dela, o prefeito paulistano cortou quase 7 bilhões de reais do Orçamento por conta de uma queda na arrecadação perfeitamente assimilável. O governo federal vem amargando quedas na arrecadação desde o início da crise, mas optou por investir em vez de cortar. O resto da história todos conhecem. Já a ideologia tucano-pefelê-midiática, só pensa em cortar. Menos em publicidade, é claro, que neoliberal nenhum é de ferro.
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
Entre 2000 e 2009, a China foi a grande vencedora. Seu PIB passou de US$ 1 trilhão para US$ 5 trilhões. A China cresceu mais do que dez Suécias e duas Franças. O Japão foi um dos grandes perdedores. Outra grande decepção foi o México. Até 2019, o PIB combinado dos BRICs – Brasil, Rússia, Índia e China – será superior ao dos Estrados Unidos. Na década passada, PIB do Brasil mais do que dobrou. O potencial do Brasil para a década que vem é também mais excitante do que o da década passada. Além de uma demografia extremamente favorável, a crescente auto-confiança do Brasil, devidamente orientada, pode levar a um crescimento ainda maior do que imaginamos. O PIB do Brasil vai crescer na década que vem, na média, por ano, 4,6%. A China, 8,2%. Em 2019, as maiores economias do mundo serão: EUA, China, Japão, Alemanha, Inglaterra, França, Índia Rússia, Itália e Brasil. Essas são as observações do ultimo Global Economics Weeky, de 6 de janeiro de 2010, do Banco Goldman Sachs, com o titulo “The Decade Past and the Decade Ahead” – a década que passou e a que vem – , de autoria de Jim O’Neill, economista chefe do banco e o homem que cunhou o acrônimo BRIC.
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: futuro, submundo
Desde a década de 1970, quando cientistas perceberam a existência dos geoglifos brasileiros, essas formas geométricas intrigam arqueólogos. Até agora, não se sabe exatamente para que serviam, mas dão a pista de que ali, no meio da floresta, poderiam existir civilizações mais complexas e numerosas do que se imagina. Para desenhar geoglifos, eles tinham que ter conhecimentos de geometria e serem capazes de realizar grandes obras.
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas
Titulou o jornal espanhol El País que 2009 foi o ano de Lula, em artigo de elogio ao presidente brasileiro assinado pelo primeiro-ministro da Espanha, José Luis Zapatero. Ao mesmo tempo que crescem os elogios internacionais ao trabalhador, a classe média e a velha direita no Brasil se assanham, pela imprensa e pela internet, em seus ataques ao líder. É o desespero da inveja, a explosão do preconceito. A reação da classe média e de seus porta-vozes na imprensa não se dirige a Lula, mas ao trabalhador. Não admitem que um pau de arara represente hoje, diante do mundo, um país das dimensões geográficas, econômicas, culturais e políticas do Brasil. Para essas senhoras deslumbradas da classe média e esses senhores que vivem bem, não se sabe com que recursos, é um desaforo que o torneiro mecânico seja recebido pelos reis e rainhas, que se assente ao lado de Elizabeth II, nos salões do Palácio de Buckingham, enquanto Obama se encontra, de pé, na segunda fila dos presentes. O presidente não recebe os aplausos somente por causa de sua história ou simpatia pessoal, que cativa quase todos os que o conhecem, mas – e principalmente – porque o povo brasileiro, sob sua liderança, tem trabalhado arduamente e vencido o pessimismo que nos atingia até poucos anos atrás. Lula tem dado o exemplo de que o povo é capaz de tudo. “Se o Lula chegou ao governo, por que não posso montar o meu negócio?”, é a pergunta que muitos se fazem, antes de criar sua pequena empresa, buscar financiamento, contratar trabalhadores de sua mesma origem, e promover o desenvolvimento do país.
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
A geração de emprego mostrou ao mundo que o Brasil estava preparado para enfrentar essa crise. Enquanto o mundo todo está desempregado, o Brasil gerou até novembro 1,4 milhão de empregos. O saldo ao final de 2009 vai ser superior a um milhão. Deve-se ao poder de compra do trabalhador. Em 2010 teremos o melhor ano do governo lula para geração de emprego e para o crescimento da economia. Em 2010, com a volta do crescimento da economia, vamos gerar mais de dois milhões de emprego. Número que coloca o Brasil num patamar de vanguarda, sendo a alavanca de geração de emprego.
Carlos Lupi
blog.planalto.gov.br
Publicado por ACS em 09 Jan 2010 | sob: musica
Played @ Song Title
ouvindo vinho - tuniche chardonnay
lloyd cole and the commotions - jennifer she said
keane - somewhere only we know
Bronski Beat - Why
Naked Eyes - When The Lights
depeche mode - a pain im used to j
Go West - What You Wont Do For Love
Real Life - Send Me An Angel
Travis - Sing
Publicado por ACS em 03 Jan 2010 | sob: politica & economia, futuro
A Gerdau, gigante brasileira do aço com mais de 30 usinas, que realiza mais de 60% de seus negócios no exterior, havia começado sua expansão no Uruguai, Argentina, Chile e Colômbia, e havia criado desde 1999 uma filial norte-americana e espanhola, a Ameristeel. Mas é a joint-venture assinada na Índia com o grupo Kayani em 2007, assim como novas filiais no México e na Venezuela, que asseguram a rentabilidade do grupo. A America Movil (México), formada em 2000 a partir de aquisições na América Latina, tornou-se a terceira maior fornecedora mundial de telecomunicações sem fio, e opera em 18 países. A Orascom Telecom Holding (Egito) comprou operadoras de telefonia no mundo inteiro (Argélia, Paquistão, Zimbábue, entre outros) antes de adquirir a Wind, na Itália. Os resultados de 2009 são marcados pelo crescimento emergente. As bases internacionais da Huawei, fabricante de equipamentos tecnológicos chinesa, ficam no Zimbábue - em troca, a China obteve acesso privilegiado aos hidrocarbonetos. A Huawei reproduziu seu “knowhow” na Argélia e em toda a África. Outra chinesa do setor, a ZTE, tem o mesmo modelo: mais da metade das vendas acontece fora da China, com 14 filiais e sete centros de pesquisa e desenvolvimento fora das fronteiras do país. A Bajaj, fabricante indiana de motos, foi implantada nas Filipinas, na Colômbia e em outros pequenos mercados da África, através de distribuidores locais. A Chery, a mais jovem fabricante de automóveis chinesa, já está em 4º lugar no país por ser a principal exportadora, presente em cerca de 50 países, e com fábricas na Indonésia, Rússia, Irã, Uruguai e Egito. Estas implantações, permitindo ao mesmo tempo a conquista dos mercados locais, preparam o futuro tecnológico. A siderúrgica chinesa Baosteel aliou-se à mineradora brasileira Vale para construir uma usina de ponta no Brasil, que permitirá a ela aumentar a qualidade na indústria automobilística, sobretudo como fornecedora oficial da Fiat na China e da Shangai Automotive Industries Corporation (Saic). A indiana Tata Motors, para digerir sua compra da Land Rover, reforçou-se com duas joint-ventures rentáveis com a Thonburi (Tailândia) e Marcopolo (Brasil). A chinesa Zhenhua Port Machinery Company, que detém dois terços do mercado mundial de guindastes e gruas portuárias, está se diversificando para a exploração de petróleo no mar. A proximidade dos mercados ocidentais também conta, uma vez que ela permite reduzir os ciclos de criação de produtos, fator-chave do sucesso na moda, nos equipamentos leves e serviços. A Infosys, SSII indiana, tem centros de desenvolvimento na República Tcheca, nas Filipinas, no México e na China. A Genpact, sociedade indiana de serviços de alta tecnologia para empresas, tem filiais na Hungria, Polônia, Romênia e México. A chinesa Lenovo, 4ª fabricante mundial de PC s, monta os computadores nas regiões em que eles são vendidos (México, Estados Unidos, Índia, Polônia). Por fim, símbolo da globalização norte-americana, o McDonald’s atua na Rússia ao lado da gigante agroalimentar brasileira Sadia, presente em sete países, líder no Oriente Médio, e sócia local da líder russa dos nuggets, a Miratorg.
Joël Ruet, pesquisador CNRS, dirige o Observatório dos Emergentes | Controversia
Publicado por ACS em 03 Jan 2010 | sob: lugares, futuro, arte
A arquiteta Sônia González não consegue esconder a euforia por sua mais nova conquista, que é também a de uma cidade inteira. No dia 6 de dezembro de 2007, na última reunião do ano do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o órgão federal admitiu João Pessoa para o seleto grupo dos municípios que têm o centro histórico tombado como patrimônio nacional. Coordenadora da Comissão Permanente de Desenvolvimento do Centro Histórico, Sônia conta que o trabalho de recuperação da cidade começou muito antes de o pedido de tombamento ter sido encaminhado ao Iphan, em 2002, por um conjunto de entidades ligadas à preservação da cidade. “Em 1987, criou-se uma equipe multidisciplinar encarregada de levantar o potencial histórico, socioeconômico, turístico e urbanístico da cidade, dados que auxiliaram no tombamento de 502 edificações, 25 ruas e seis praças, mais o Porto do Capim, região onde a capital paraibana nasceu”, explica. Parceria entre órgãos federais, estaduais, municipais e a Agência de Cooperação Internacional do governo espanhol, a comissão chegou a um plano de revitalização e a uma estratégia para evitar a degradação. João Pessoa já nasceu cidade, em 5 de agosto de 1585, sem passar pela condição de vila, graças a sua posição estratégica (ponto mais oriental das Américas) e por ter sido fundada pela Cúpula da Fazenda Real Portuguesa. Ganhou o nome de Nossa Senhora das Neves, a santa do dia. Meses depois, em homenagem ao rei da Espanha, Felipe II, que na época dominava Portugal, virou Filipéia de Nossa Senhora das Neves. Mais tarde foi batizada de Parahyba e, em 1930, ganhou o nome do então presidente da província, João Pessoa, morto durante a campanha presidencial daquele ano, na qual concorria como vice ao lado Getúlio Vargas. Muitas ruas da capital paraibana ainda são calçadas em pedra. Ali se nota a influência das quatro ordens religiosas – carmelita, jesuíta, beneditina e franciscana. Como na Igreja de São Francisco, concluída em 1770, um importante monumento de influência barroca. A cidade mantém seu traçado urbano praticamente original e suas edificações compõem um mosaico artístico que agrega estilos arquitetônicos de várias épocas, desde o barroco até os casarões em art déco.
Publicado por ACS em 02 Jan 2010 | sob: lugares, futuro, submundo
E preciso baixar o corpo, esquivar-se sob uma fenda e adentrar o oco de uma rocha côncava, onde cabem três ou quatro pessoas. Os olhos demoram um tanto a se acostumar. Aos poucos as paredes de pedra vão revelando desenhos em tom avermelhado. Em instantes, uma verdadeira festa primitiva – homens com os braços levantados parecem dançar de um lado a outro, aves ensaiam o vôo e famílias se reúnem em torno de uma fogueira. Os desenhos, localizados nos arredores da cidade de Cerro Corá, interior do Rio Grande do Norte, são pinturas feitas há cerca de 9 mil anos, quando o homem primitivo já habitava a região hoje conhecida como Seridó. Além de Cerro Corá, a região inclui os municípios de Acari, Currais Novos, Caicó, Jardim do Seridó, Parelhas e Carnaúba dos Dantas, que fazem parte de um grande roteiro pela Pré-História. Carnaúba dos Dantas, a 219 quilômetros de Natal, possui mais de 60 sítios arqueológicos. A quantidade e a qualidade dos desenhos impressionam visitantes e pesquisadores do mundo todo. Um dos sítios mais visitados é o Xique-Xique I, localizado nas encostas de uma pequena serra, onde o que se vê são homens caçando, exibindo lanças e flechas, um casal que espanta pássaros (ou quem sabe os encurrala tentando garantir o jantar), crianças sobre uma árvore e mais uma dezena de cenas com grande precisão e expressividade. São centenas de figuras que variam entre 5 e 15 cm, a maioria feita com pigmentos em vermelho, retirados do óxido de ferro. O Xique-Xique I proporciona também ótima visão de todo o vale, onde nossos artistas se protegiam de animais e de tribos inimigas. A Talhada do Gavião é outro grande abrigo onde foram deixadas mais pinturas, dessa vez de artista mais detalhista, que trabalha com figuras geométricas minuciosas e utiliza cores além do vermelho para cobrir quase toda a superfície de pedra. Em meio ao grande mosaico multicolorido, além de algumas cenas envolvendo homens e animais, destacam-se desenhos de pirogas, barcos rudimentares feitos de um único tronco. Para alguns pesquisadores, tais símbolos poderiam indicar que onde hoje prevalece a caatinga pode ter havido um ecossistema bastante diferente, com rios navegáveis e clima mais úmido.
Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: nxradio
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Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: futuro, pensamentos
Eu também gostaria muito de ter falado de outra terra, outro tempo, outro planeta, outro povo, mas foi deste aqui mesmo que falei, e quem acompanha o blog sabe que não brinco com essas coisas, nem falo sem base. Porém, sou otimista, gosto da esperança e acredito que as coisas sempre melhoram, pois não há motivo mais forte para nossa existência, trabalhar para melhorar a vida e o mundo. Então, uma hora as coisas se acertam e o mundo dá mais um passo. Mas não se pode fugir dos problemas, nem ignorá-los; é preciso enfrentá-los, aprender com eles e superá-los. E, sobretudo, é fundamental não cometer mais os mesmos erros.
Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: politica & economia, pessoas
No campo da política, foi um ano muito difícil. A ambição dessa facção alucinada que tenta recuperar o poder a qualquer preço impôs entre nós uma crise econômica bem mais intensa do que poderia ter sido. Como em 2008 (no caso da febre amarela), o alarmismo continuou sendo a principal arma da imprensa golpista, do PSDB e do PFL. Trabalhadores e empresários se deixaram levar pelo pânico difundido pela mídia, que apostou na derrocada econômica em benefício do despachante que a elite descerebrada que tenta sabotar o Brasil escolhera para interromper o processo de distribuição de renda e de oportunidades ora em curso, o governador de São Paulo, José Serra. Apesar de tudo, o Brasil se mostrou maior do que essa elite tão mesquinha quanto microscópica. Mesmo com o pânico gerado por esses que tantas vezes estupraram a nossa sempre frágil democracia, passamos pela crise econômica com louvor. Para quem ainda não sabe, o Brasil fechou 2009 tendo a melhor aplicação financeira DO MUNDO neste ano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que se valorizou 141,6% em dólar de janeiro a dezembro. Isso aconteceu durante a maior crise econômica mundial dos últimos oitenta anos. Apesar do sofrimento e da angústia por que passamos mais uma vez, devo lhes dizer que foi até bom que a economia tivesse dado a parada que deu entre o fim do ano passado e o começo deste. Foi um freio de arrumação econômico. Se tivéssemos continuado crescendo na velocidade que estávamos em 2008, teríamos tido problemas com o câmbio e com a inflação, pois a capacidade de nossa indústria estava esgotada e só nos restava importar o que nos faltava para consumir. Poderíamos ter tido problemas sérios devido ao crescimento descontrolado, pois. Na política, apesar do ano de sobressaltos, de escândalos forjados pela mídia contra o governo visando pavimentar o caminho eleitoral de Serra, esses estratagemas fracassaram, pelo menos até aqui. O brasileiro vai mostrando maturidade que a mídia e a elite não conseguem ainda entender. O que importa, no fim, é que temos a previsão de um 2010 no qual a economia irá bombar com segurança e sustentabilidade e a política será tratada com seriedade e bom senso pelo povo.
Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: lugares, pessoas
Não há segregação no Rio. O melhor exemplo é a festa de ano-novo, que reúne 3 milhões de participantes nas praias. É 30% da população da região metropolitana do Rio de Janeiro, gente de todas as idades, gêneros, religiões (ateus incluídos), classes sociais (inclusive os desclassificados), que lá permanece das 9 da noite do dia 31 de dezembro até por volta das 3 da madrugada seguinte. É o maior espetáculo de integração social metropolitana do Brasil e, talvez, do planeta.
Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: lugares
Se um dia você for ao Curral del Rey, aproveite para caminhar sem pressa por Guajajaras, Tapuias, Tupinambás, Aimorés, tribos que a cidade guardou em seu centro. Pare para um dedo de prosa entre Drummond e Pedro Nava, descanse um tiquinho ao lado de Henriqueta Lisboa. Confira nesse arraial, que fica a um tirinho de São Paulo, do Rio de Janeiro ou de Brasília, por que o papa João Paulo II, em 1980, do alto da praça que hoje leva seu nome, exclamou: “Mas que Belo Horizonte!” Belzonte, como se diz em mineirês, é um portal para mergulhar em partes da história do Brasil que tem muito mais que belas igrejas a visitar. Curral del Rey deu origem a BH. Muito antes, porém, de ser o local onde era reunido o gado que daria conta dos impostos recolhidos por dom João VI, já andavam por ali os índios, cujas tribos passaram a batizar ruas da primeira capital planejada do país. Belô cresceu rodeada pela Avenida do Contorno até virar o terceiro maior centro urbano do Brasil. Hoje, além da homenagem nas placas, tem estátuas em tamanho natural de escritores e poetas, como se de repente fosse possível encontrá-los em pleno passeio pela boêmia Savassi, pela Praça da Liberdade, em frente ao palácio do governo e ao lado de um miniedifício Copan, do mesmo Niemeyer que assina a Igreja da Pampulha, pelo Parque Municipal ou pela grande feira de artesanato, sempre lotados aos domingos. “A cidade plantou no coração tantos nomes de quem morreu/ Horizonte perdido, no meio da selva cresceu o arraial”, relembra a música Ruas da Cidade, de Lô e Márcio Borges, integrantes do Clube da Esquina. A esquina, no caso, fica no bairro de Santa Teresa, no qual se pode comer uma excelente macarronada por 6 reais no restaurante do Bolão. Mas, se a idéia for degustar algo mais mineiro, nada melhor que o Mercado Municipal. Menos sofisticado que o dos paulistanos, e mais original, nele se encontra do artesanato aos queijinhos, rapaduras e cachaças; do doce de leite às galinhas que vão virar molho pardo. BH ainda oferece uma rara viagem de trem interestadual (ao Espírito Santo). E também não decepciona com sua programação cultural; um dos pólos é o Palácio das Artes, que ladeia o Parque Municipal.
Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: pessoas
Por ser o líder mais popular da história brasileira, o presidente Lula foi escolhido pelo jornal britânico Financial Times como uma das 50 personalidades que ajudaram a moldar a última década. Segundo a publicação, “sob seu comando, o Brasil finalmente começou a confirmar seu enorme potencial e muitos, incluindo o Fundo Monetário Internacional (FMI), estimam que seja a quinta maior economia do mundo antes de 2020, trazendo mudança duradoura para a ordem mundial”. Outras publicações internacionais também prestaram homenagem ao presidente brasileiro este ano. O jornal espanhol El Pais o elegeu Personalidade do Ano e o jornal francês Le Monde o escolheu como Homem do Ano. A lista inclui políticos, empresários, esportistas e artistas, entre os quais o presidente americano Barack Obama e o seu antecessor, George W. Bush; o primeiro-ministro russo Vladimir Putin; o presidente chinês Hu Jintao; o líder da Al Qaeda Osama Bin Laden; o criador do Facebook Mark Zuckerberg, o artista Damien Hirst, o biólogo Richard Dawkins e o fundador da Apple Steve Jobs.
Publicado por ACS em 01 Jan 2010 | sob: musica
nxradio tocando: Book of Love | Howard Jones | Naked Eyes | The Thompson Twins | The Fixx | Blancmange | Yazoo
ouça: www.nxradio.com.br
ouça: www.guarulhosfm.com.br