ecologia

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Vivos ou não vivos, nossa descendência é a mesma.

Publicado por ACS em 23 Jan 2010 | sob: futuro, ecologia, submundo

Se existe uma divisão clara na natureza, é entre os seres vivos e os minerais. Afinal, como aprendemos na escola, seres vivos tem metabolismo e a habilidade de se reproduzir. Minerais, por sua vez, são inertes, respondendo ao que ocorre à sua volta. Os dois não podiam ser mais distintos e independentes. No entanto, nos últimos anos, aprendemos que existe, e que sempre existiu, uma relação íntima entre as rochas e as vida. Se foram os minerais ou compostos químicos inertes que deram origem à vida, foi ela que, por sua vez, transformou profundamente a história geológica da Terra. Tendo a matéria não-viva se transformado em matéria animada, a incrível diversidade da vida é profundamente relacionada com a incrível diversidade dos minerais. Tudo começou de maneira bem simples. Há 4,5 bilhões de anos, a Terra havia acabado de se formar. Os minerais que existiam naquela época passavam a maior parte do tempo em ebulição: a Terra era constantemente bombardeada por asteroides e cometas. Os minerais, na época, eram poucos, algumas centenas, semelhantes aos que são encontrados nos asteroides de hoje. O tempo passou. Em torno de 3,9 bilhões de anos atrás, os bombardeios acalmaram e a crosta terrestre foi, aos poucos, se solidificando por períodos mais longos. Não se sabe exatamente como aconteceu, mas os minerais simples que existiam, junto com gases existentes na atmosfera terrestre, sujeitos à atividade elétrica e à radiação ultravioleta solar, produziram os primeiros aminoácidos -os passos iniciais em direção à vida. Os primeiros sinais de vida confirmados datam de 3,5 bilhões de anos atrás. Esses organismos primitivos, que eram seres unicelulares, foram o único tipo de vida que existia na Terra pelos próximos 2 bilhões de anos. Foram eles que transformaram a natureza da vida e, de quebra, também os minerais na Terra. Quando falamos em vida na Terra, pensamos em seres complexos, multicelulares. Na verdade, a história é bem diferente. A transição de seres unicelulares para multicelulares foi lenta e improvável. Mesmo dentre os seres unicelulares, houve a transição dos procariotas aos eucariotas. Os procariotas, de alguma forma, descobriram o mecanismo que foi essencial na transformação da vida e do nosso planeta: a fotossíntese. Aos poucos, os procariotas foram absorvendo o gás carbônico da atmosfera e fazendo com que ele se transformasse em oxigênio. Sendo um elemento químico altamente reativo, o oxigênio é uma espécie de granola geoquímica, energia para promover reações cada vez mais complexas. Esse enriquecimento energético da atmosfera foi a grande virada na história do nosso planeta. Com mais energia disponível, a vida foi ficando mais complexa. Os eucariotas surgiram provavelmente da aliança simbiótica de dois ou mais procariotas. Por exemplo, as mitocôndrias, que aparecem nas células do nosso corpo, devem ter sido procariotas que foram absorvidos ou comidos por outros. Mas a fotossíntese não foi importante só para a evolução da vida. Transformou as rochas também. Ao reagir com o ferro, o carbono, o enxofre e o silício, o oxigênio criou uma espécie de Big Bang mineral, uma explosão na diversidade das rochas espalhadas pela Terra. Se os seres unicelulares deram origem, ao mesmo tempo, tanto à complexidade da vida quanto à complexidade dos minerais, a hipótese de que a Terra, como um todo, é, de certa forma, uma criatura viva, ganha força. Vivos ou não vivos, nossa descendência é a mesma.

Marcelo Gleiser | Controversia

os retrogrados, os abastados, irresponsáveis e assassinos

Publicado por ACS em 28 Nov 2009 | sob: futuro, ecologia

Independente da pederastia verborrágica, 1 minuto de contemplação para ficarmos felizes sobre um assunto e do nosso país. Se em campanha ou não, o que interessa é que hoje, nesta sexta-feira 13, o Brasil surpreendeu o mundo assumindo o compromisso de redução de suas emissões de gases de efeito estufa de 36,1% a 38,9%! Colocou para trás os retrogrados Índia e China, e os abastados, irresponsáveis e assassinos Estados Unidos, Bloco europeu e Japão.

ong iniciativa verde

A alienação, absolutamente dominante

Publicado por ACS em 15 Nov 2009 | sob: politica & economia, futuro, ecologia

Brasil de Fato - Em A teoria da alienação em Marx, o senhor afirma que se tornou uma necessidade histórica problematizar o conceito de alienação. Por quê? István Mészáros - A sobrevivência da humanidade está ameaçada, não só em razão da potência militar de alguns países, mas também em virtude da devastação da natureza. Precisamos modificar, radicalmente, nosso modo de vida ou desapareceremos. Chegamos a esse ponto porque há um poder, do qual estamos alienado, que controla o sistema social, em vez de nós mesmos dirigirmos nosso destino. Poderosos interesses econômicos determinam o modo como devemos nos relacionar com a natureza, nos levando à nossa própria destruição. Na ECO-92, encontro internacional realizado no Rio de Janeiro em 1992, várias promessas foram enunciadas por governos, incluindo o estadunidense, para deter a devastação ambiental. Mas elas são descumpridas, quando o presidente George W. Bush deixa de assinar o Protocolo de Kyoto, apesar de reconhecer que os Estados Unidos são responsáveis por um quarto dos danos à natureza. A devastação é irreversível.

BF - O capitalismo contemporâneo funciona na lógica da produção destrutiva. As máquinas do sistema não páram, mas seu funcionamento é perverso, pois exaurem o planeta. Mészáros - Os Estados Unidos assumem um papel determinante no direcionamento do poder alienado que dirige os destinos da população mundial. A maioria dos outros países não é melhor, mas não consegue competir com o império. Ao mesmo tempo, a condição de superpotência dos EUA é paradoxal, pois o país passa por grandes dificuldades econômicas, manifestadas pela existência de uma dívida catastrófica, que não tem como ser quitada. Os juros só são pagos com dinheiro extraído de outros países, por meio de acordos de comércio injustos ou intervenções militares. Antes, o capitalismo se orgulhava de ser uma destruição produtiva, mas sua manifestação imperialista se sustenta na lógica da produção destrutiva. A alienação, absolutamente dominante, é o alicerce dessa lógica perversa.

João Alexandre Peschanski em entrevista ao Brasil de Fato, o filósofo húngaro István Mészáros alerta sobre as perversidades do capitalismo contemporâneo | Controversia

Bíblia climática

Publicado por ACS em 15 Nov 2009 | sob: politica & economia, futuro, ecologia

Brasil e França apresentaram neste sábado, em Paris, um documento conjunto em que se comprometem trabalhar para conseguir resultados ambiciosos na reunião da ONU sobre clima (COP 15) que acontece em dezembro, na capital dinamarquesa Copenhague. Além disso, os dois países vão pressionar Estados Unidos e China para que sejam mais ousados em suas propostas de redução de emissão de gases do efeito estufa. Em declaração à imprensa feita hoje ao lado do presidente francês Nicolas Sarkozy, o presidente Lula afirmou que americanos e chineses não podem fazer um acordo bilateral – numa espécie de G2 – com base apenas nas realidades políticas e econômicas de seus países, “sem se importar com a responsabilidade que temos que ter com o conjunto da humanidade, pobres e ricos, norte e sul”. O documento apresentado hoje em Paris foi chamado por Lula de “Bíblia climática” e, segundo o presidente brasileiro, pode servir de paradigma nas discussões climáticas em Copenhague nos próximos dias 16 e 17 de dezembro.

Blog do Planalto

álcool combustível | menor emissão de poluentes

Publicado por ACS em 10 Out 2009 | sob: futuro, ecologia

Vantagens do uso do álcool combustível: Menor dependência de combustíveis fósseis importados, e da variação do preço dos mesmos. Menor emissão de poluentes, já que grande parte dos poluentes resultantes da queima do combustível no motor são re-absorvidos no ciclo de crescimento da cana de açúcar, e os resíduos das usinas são totalmente reaproveitados na lavoura e na indústria. Maior geração de empregos, sobretudo no campo, diminuindo a evasão rural e o “inchamento” das grandes cidades. Os subprodutos da cana são utilizados no próprio ciclo produtor de álcool, como fonte de energia elétrica obtida pela queima do bagaço, e como fertilizante da terra utilizada no plantio, através do chamado vinhoto, tornando uma usina de álcool auto-dependente. Fonte de geração de divisas internacionais, sobretudo em tempos de escassez de petróleo e consciência ecológica.

wikipedia

A magia das sequoias

Publicado por ACS em 10 Out 2009 | sob: ecologia

Após cruzarem um riacho cor de esmeralda, escalaram a ribanceira e penetraram na sombra translúcida do bosque mais magnífico que haviam visto até então. Sequoias tão altas quanto os foguetes Saturno usados no programa Apollo brotavam do solo, com as bases chamuscadas pelo fogo. Algumas árvores exibiam cascas espessas e vincadas por grossos filamentos que subiam espiralados para o alto, dando aos troncos uma aparência de doces infantis. Outras tinham enormes cavidades que podiam abrigar 20 pessoas. Copas do tamanho de uma Kombi jaziam entre azedas e samambaias-de-metro depois de caírem de uma altura de 30 andares - vítimas de enfrentamentos titânicos com as ventanias. Não admira que esse mesmo bosque tenha sido escolhido para as filmagens de O Retorno do Jedi e a sequência de Parque dos Dinossauros: se um Tyranossaurus rex ou um Ewok peludo surgissem de repente, ninguém ficaria assombrado. A magia das sequoias também encanta especialistas em manejo florestal. Como a casca e o cerne são ricos em compostos chamados polifenóis, insetos e fungos que provocam apodrecimento se mantêm distantes das árvores. E, como não há muita resina em sua casca fibrosa, as de maior porte são resistentes ao fogo. Mas o aspecto que mais surpreende é sua capacidade de produzir brotos sempre que o câmbio - o tecido vivo logo abaixo da casca - fica exposto à luz. Quando o topo da árvore se rompe, um de seus galhos cai ou o tronco é cortado, um novo galho brota do local ferido e cresce com rapidez. Por toda a floresta é possível encontrar imensos cepos rodeados por um grupo de árvores de segunda geração. Essas árvores secundárias são clones da árvore original, e o DNA delas pode ter milhares de anos. Os cones das sequoias são minúsculos - do tamanho de uma azeitona - e só esporadicamente produzem sementes. Em consequência, esses brotos que nascem de cepos foram cruciais para a sobrevivência em épocas de derrubada mais intensa.

Joel K. Bourne, Jr. | Controversia

Plano B - Lester Brown | velocidade de guerra

Publicado por ACS em 02 Out 2009 | sob: politica & economia, livros, futuro, pessoas, ecologia

“Quando os líderes políticos viram a necessidade de cortar as emissões de dióxido de carbono para frear o aquecimento global, eles se perguntaram: Quanto desse corte é politicamente viável? No Earth Policy Institute (EPI) nós fizemos uma pergunta diferente: Quanto corte é necessário para evitar os efeitos mais perigosos das mudanças climáticas?” O dono desta frase e autor do Plano B é Lester Brown. Ele é fundador do Worldwatch Institute, presidente do Earth Policy Institute, um renomeado um instituto de pesquisa privado, sem fins lucrativos, destinado à análise das questões ambientais globais e é considerado um dos mais influentes pensadores da atualidade. Em 2003, Brown e outros membros do EPI publicaram o primeiro livro da série “Plan B”, que trazia uma nova forma de planejar e gerir o planeta de forma a torná-lo habitável por muitos anos. Entre as propostas mais polemicas defendida nos livros, está a de reduzir as emissões de CO2 em 80% até 2020 e, com isso, manter os níveis de gás carbônico da atmosfera em menos de 400 ppm (o número atual já é de 384 ppm). plano-b-2.jpgSegundo os autores, a missão é possível, mas para que aconteça será necessária uma mobilização mundial em uma “velocidade de guerra”.

ecodesenvolvimento

Márcio Santilli | Time Magazine | heróis do ambiente

Publicado por ACS em 02 Out 2009 | sob: futuro, pessoas, ecologia

O indigenista brasileiro Márcio Santilli, 53, foi escolhido pela revista americana “Time” um dos 38 “heróis do ambiente” do ano de 2009. Ex-deputado constituinte, ex-presidente da Funai e coordenador do ISA (Instituto Socioambiental), Santilli foi um dos idealizadores da chamada redução compensada de emissões por desmatamento, o embrião do Fundo Amazônia. “Santilli raciocinou que as nações que reduzirem sua taxa de desmatamento abaixo da média histórica poderiam receber compensação através de certificados de emissões comercializáveis no mercado de carbono. A compensação viria após 2012, e só quando as reduções forem confirmadas por meio de imagens de satélite”, afirma a revista. Isso poderia ao mesmo tempo limitar a perda de florestas tropicais e garantir que os habitantes dessas regiões sejam compensados pelos países ricos por deixar a mata em pé.

agua dona da vida

“celebridades verdes”

Publicado por ACS em 27 Set 2009 | sob: pessoas, ecologia

ecodesenvolvimento

a “Grande Muralha Verde”

Publicado por ACS em 26 Set 2009 | sob: futuro, ecologia

O Senegal pediu às Nações Unidas para apoiarem o projeto da “Grande Muralha Verde” na África. A iniciativa é baseada na plantação de árvores em uma área que atravessa todo o continente africano, de leste a oeste, em um esforço para reduzir o impacto da desertificação. Em discurso na quinta-feira, 24 de setembro, na Assembleia Geral, em Nova York, o presidente senegalês, Abdoulaye Wade, afirmou que a ONU deveria aprovar a ideia. Entre as metas do plano estão a proteção do meio ambiente e o auxílio ao combate às alterações climáticas. Um corredor de árvores que formará a “Grande Muralha Verde” irá estender-se de Dakar, capital do Senegal, até Djibouti, no Chifre de África, em uma distância de 7 mil km. A sua largura será de 15 km. O Senegal é o país coordenador do projeto e o presidente Wade informou na Assembleia Geral que o país já plantou 525 km de árvores. Ele revelou ainda que o Mali e o Chade vão iniciar em breve a participação na campanha.

ecodesenvolvimento

a verdade conveniente

Publicado por ACS em 19 Set 2009 | sob: futuro, ecologia

O economista e pesquisador do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Pavan Sukhdev, defendeu hoje (18) que a preservação da biodiversidade é “a verdade inconveniente” no planeta - é um tema que poucos procuram discutir. Enquanto as mudanças climáticas, segundo ele, representam “a verdade conveniente” - as pessoas levam o assunto para o debate, embora niguém queira assumir sua cota de responsabilidade. “A culpa é sempre de outro”, disse. Ao participar de um seminário sobre economia da biodiversidade, Sukhdev comentou um estudo sobre a Economia de Ecossistemas e Biodiversidade, apresentado na semana passada na Alemanha. A estratégia consiste em atrair a atenção internacional para os benefícios da biodiversidade, destacar o custo crescente da perda da biodiversidade e da degradação de ecossistemas e reunir conhecimento de especialistas dos campos da ciência, economia e política, permitindo o avanço de ações práticas. “Devemos reconhecer que estamos lidando com vida e que temos de ter cuidado com a maneira com que fazemos com isso. Uma das perguntas a serem feitas é o que vai acontecer se os negócios permanecerem como estão. Se continuarmos, acabaremos com uma perda significativa de biodiversidade, algo do tamanho da Austrália”, alertou.

agencia brasil

Solar Islands ™

Publicado por ACS em 06 Set 2009 | sob: futuro, ecologia

A contaminação das águas mata mais crianças que a guerra

Publicado por ACS em 05 Set 2009 | sob: futuro, ecologia, submundo

resistor conspiracy

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