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Publicado por ACS em 19 Jun 2010 | sob: politica & economia, futuro, empresas, submundo
Qual foi a primeira empresa a ter uma área de relações públicas no Brasil? A canadense Light 100 anos atrás. Também é apontada como a introdutora da prática de fazer “lobby”. Elegia deputados e influenciava governadores. Com escritório no Rio, criou o Country Club em uma Ipanema distante para os ricos e poderosos da sociedade carioca. Fazia o mesmo em São Paulo. Tinha os melhores advogados, a melhor biblioteca para enfrentar os inimigos. Rui Barbosa foi advogado da Light. Assis Chateaubriand também. A empresa comprou jornais no Rio e em SP para aumentar a influencia e associar sua imagem a modernidade e desenvolvimento. Na época (1910) Cubatão era afetada pela Malária e a Light trabalhou na construção da Usina sem casos de Malária adotando medidas de prevenção. Nos anos 30 e 40 a Light evitava a investigação de sua contabilidade. Nos anos 60 a empresa distribuía verbas entre os principais jornais. Ainda nos anos 60, São Paulo sofria com os “apagões” em função da capacidade instalada ser insuficiente para atender a demanda. Em 1979 o Governo compra a Light aparentemente pagando mais do que valia. Nos anos 30 a 50, funcionários faziam horas extrans sem receber para colaborar com a empresa. Os funcionários amavam a Light, o trabalho se tornava obsessão, mas a identidade com a empresa começou a se perder depois da estatização.
Muito interessante não é?
Publicado por ACS em 19 Jun 2010 | sob: futuro, pessoas, empresas
Acabo de ler que o presidente da Oi Antonio Galloti, que foi presidente da Light, fazia parte da Ação Integralista Brasileira nos anos 30, movimento político da época com inspiração nazi-fascista e foi também um dos principais dirigentes do Instituto de Pesquisas e Estudos Sociais, o IPES, que foi a organização que articulou o apoio de empresários ao golpe militar de 1964. Em 1973 a Revista Visão elegeu-o como “Homem de Visão” (aah estas revistas…). Ai vejo a Oi na tv com aqueles comerciais engraçadinhos. Nunca parei pra ler de maneira mais atenta o processo de criação da Oi, sei que usaram recursos do BNDES e sei que estão com dificuldades mas dominam parte importante da telefonia fixa brasileira. Ainda bem que não dependem de mim senão continuariam em dificuldades. Para entender mais sobre a Light, comprem o livro Da Light a Eletropaulo de Antonio Carlos Bôa Nova. Vale a pena ler os trechos abertos do livro. Segue link:
Publicado por ACS em 13 Fev 2010 | sob: politica & economia, jornalismo, empresas, futebol
Ao ver a insistência dos meios de comunicação aliados de José Serra de vincularem José Roberto Arruda a Lula e ao PT, chego a pensar que não se trata, apenas, de uma tentativa real de influir na política enganando o eleitorado, mas da intenção deliberada desse grupo político de meramente esbofetear seus adversários. A insinuação dos jornais, revistas, tevês, rádios e portais de internet é a seguinte: podemos fazer tudo. Somos senhores da realidade. Podemos fazer com que a queda de Arruda, adversário político de Lula, seja vista como queda de um aliado do presidente e com que as pessoas vinculem o governador pefelê ao PT, invertendo essa prova que sobreveio de que os acusadores do partido e do presidente da República é que são os verdadeiros corruptos. Esse conclave político-midiático considera a guerra psicológica uma espécie de componente do jogo político. Esbofetear aqueles que sabem que Arruda é um expoente da oposição a Lula, um aliado de José Serra que estava sendo anunciado há umas boas semanas como provável candidato a vice na chapa do tucano à Presidência, abalaria o moral dos petistas e do seu eleitorado. A teoria da mídia não deixa de ter algum fundamento. Desde a prisão de Arruda, pelo menos aqui em São Paulo muita gente está criticando Lula pelo que aconteceu com o aliado de Serra. E não falo apenas de pessoas comuns que se põem a mentir deliberadamente por não gostarem de Lula, do PT e, agora, também de Dilma. Falo de pessoas sem maior politização. Vocês sabem por que o PFL mudou seu nome para “Democratas”? Porque o partido estava muito desgastado com seus constantes escândalos e, assim, precisava enganar o eleitorado, aparecendo como uma nova força política “na praça”. E deu certo. Um partido que já era visto como símbolo da corrupção (o PFL) conseguiu eleger o prefeito da maior cidade do país e o governador da capital da República. Querem se assustar mais? Tem muita, mas muita gente que não sabe que o Democratas é o PFL, assim como há muita gente que pensa que Serra é o candidato de Lula à Presidência, assim como, agora, também há muita gente que pensa que Arruda era aliado do presidente da República. Como funciona isso? Ora, vá aos blogs do Noblat, do Josias de Souza, do Reinaldo Azevedo, por exemplo; ou aos portais UOL, G1, IG, Terra; ou às Globos, ao SBT, à Band, à RedeTV!, à TV Gazeta, à TV Cultura, à CBN, à Eldorado; ou à Folha de São Paulo, ao Estadão, à Veja, enfim, vá à grande mídia e verá cobranças a Lula por conta de Arruda. Claramente. Como se fosse a coisa mais natural do mundo cobrar um político pelas estripulias de seus adversários. Como fizeram isso? Distorceram declarações do presidente como a de que não seriam as imagens da corrupção de Arruda que o condenariam, mas, sim, o devido processo legal, ou de que é lamentável, para a classe política, o que aconteceu com o governador de Brasília, obviamente que não devido à queda de um inimigo político de Lula ser ruim para ele, mas porque desmoraliza ainda mais a classe política junto à sociedade. Mas será que esses meios de comunicação, será que esses jornalistas que mencionei acham que podem fazer o país pensar que Arruda é problema de Lula? Será o conjunto do povo tão estúpido assim? Não é preciso pensar muito para responder que é claro que não, que só uma parte da sociedade é assim tão mal informada, tão ignorante sobre política – e sobre tudo, pois quem cai num golpe desses não sabe nem onde tem o nariz. Contudo, é justamente esta parcela da sociedade que é o alvo. E não é uma parcela muito pequena, há que dizer. O que essa mídia pretende, pois, é que essa parcela canalha dos brasileiros que acusa, de forma consciente e proposital, quem jamais foi flagrado como foi o grupo político de Serra e Arruda, junte-se àqueles inocentes úteis que não têm a menor noção do que está acontecendo no país e que, assim, compram a mentira de que Lula tem algo que ver com o governador caído de Brasília. Mas, também, essa gente aproveita para infligir um sofrimento psicológico aos seus adversários inundando a mídia com uma mentira absurda sem que estes tenham como reagir à altura sem levantar um enorme debate que não ficaria bem os alvos dessa farsa enfrentarem, pois pareceria que têm culpa no cartório. Eis a bofetada que levam os homens e mulheres decentes e conscientes desta nação. É nesta hora, porém, que, apesar da indignação, temos que manter a serenidade e a confiança no povo brasileiro, na verdade e na justiça. Mais do que nunca, as vítimas dessas hienas temos que ter em mente o sábio dito popular que reza que “Quem ri por último, ri melhor”.
Publicado por ACS em 14 Nov 2009 | sob: futuro, empresas, software
Segure firme seu mouse: o Google quer uma web duas vezes mais rápida. E para tornar isso possível, a companhia anunciou, sem alarde, que está desenvolvendo um novo protocolo chamado de SPDY (pronuncia-se SPeeDY). A nova plataforma, segundo o blog de pesquisas do Google, já vem sendo estudada há alguns meses e será usada dentro do próprio HTTP, comprimindo seu cabeçalho.
Publicado por ACS em 07 Nov 2009 | sob: futuro, pessoas, empresas
Trabalhei na Petrobrás de julho de 1969 a março de 2001, com muito orgulho e dedicação. Estou aposentado e tenho plena consciência de ter ajudado a transformá-la na grande empresa que é hoje. Atravessei todo o péríodo de FHC, peitando os gerentes subservientes que aderiram ao projeto de entregar a nossa empresa. A LUTA FOI ÁRDUA, MAS VALEU A PENA. Aqui na Bahia, como em todo o Brasil, a ordem era reduzir custos reduzindo pessoal, para poder privatizá-la. Terceirizaram tudo, até a perfuração de petróleo. Cortaram os custos de manutenção dos dutos e começou a pipocar vazamentos Brasil afora. Tudo para denegrir a imagem da empresa e nos humilhar, para que parássemos de lutar.Tenho orgulho de dizer que a única unidade da Bahia onde não houve redução de pessoal foi na que eu trabalhava (Unidade de Processamento de Gás Natural, em Pojuca, Bahia, a primeira a processar gás no Brasil, inaugurada em 1962). Sem falsa modéstia, graças ao meu empenho pessoal e o apoio de todo o grupo sob minha liderança. Eram apenas 25 colegas de turno (cinco para cada turma), mas se em todas as unidades houvesse a resistência que houve na nossa, ninguém seria demitido, transferido, ou afastado. Argumentei, expus em reuniões e através de e-mail os riscos em reduzir pessoal, enfim, peitei os gerentes incompetentes e eles recuaram. Mostrei que poderíamos reduzir custos aumentando a produtividade e assim fizemos. Foram momentos difíceis, mas conseguimos dobrar os lacaios. Hoje, esses gerentes são uns párias e a Petrobrás é orgulho de todo brasileiro.
Publicado por ACS em 01 Nov 2009 | sob: pessoas, empresas, submundo
O edifício de Saint-Denis, às portas da capital, onde 200 mil funcionários da operadora telefônica irão trabalhar a partir de janeiro, tornou-se assim um símbolo de uma empresa aterrorizada: janelas fechadas, terraços e passarelas inacessíveis, parapeitos elevados. O medo paralisa um pouco todos: nos últimos tempos, pôde-se ver um dirigente apunhalar-se diante de seus colegas durante uma reunião, uma jovem mulher se jogou da janela do seu escritório do quarto andar. E aqueles que, entre os suicidas, deixou alguma explicação acusou implacavelmente a France Télécom, os seus dirigentes e os seus métodos brutais. A mensagem enviada por e-mail por Stéphanie, 32 anos, ao pai é terrível: “O meu chefe não sabe, obviamente, mas serei a 23ª funcionária a se suicidar. Não aceito a nova reorganização do serviço. Vou mudar de chefe e, para passar por aquilo que eu vou passar, prefiro morrer. Deixo no escritório a bolsa com as chaves e o celular. Levo comigo a minha carta de doadora de órgãos, nunca se sabe. Não gostaria que tu recebesse uma mensagem desse gênero, mas estou mais do que perdida. Quero-te bem, papai”. Poucos minutos depois, a jovem se jogou da janela do seu escritório. Na segunda-feira, 28, em Annecy, um outro funcionário se jogou de cima de um viaduto. Na carta à mulher, disse-se desesperado por causa das condições de trabalho. Lombard, ao assumir o posto, teve que enfrentar a cólera de 300 funcionários. A France Télécom decidiu impedir a mobilidade interna dos funcionários, considerada uma das raízes do estresse. Mas trata-se só de um elemento. Um livro recém publicado (”Orange stressé”, de Ivan du Roy, que se refere à marca comercial da sociedade e brinca com a sonoridade de laranja espremida) aponta o dedo contra os métodos que têm um só objetivo: amedrontar as pessoas para estimulá-las a ir embora. Nesta quarta-feira,Louis-Pierre Wenes, o número dois do grupo, o homem encarregado de cortar os custos, estava sob fogo cruzado: “Uma vez ele nos disse: submissão ou demissão”, conta um sindicalista. Porém, o mal-estar vai além dos métodos de um homem. A France Télécom passou do mundo protegido de uma sociedade pública monopolista à de uma empresa obrigada a enfrentar um dos setores de maior concorrência hoje. A transição era objetivamente difícil, e nenhum dos dirigentes dos últimos 12 anos soube olhar para além do vermelho e do preto das contas. Os resultados estão debaixo dos olhos de todos, com o medo de que a longa lista dos suicídios possa aumentar ainda mais.
Publicado por ACS em 04 Out 2009 | sob: politica & economia, futuro, jornalismo, pessoas, empresas, submundo
Eu ouço isso desde os anos 50, quando ainda nem tinha nascido: a solução está na educação. Sem educação o Brasil não vai a lugar algum. Concordo. Mas também já ouvi esse argumento usado para tentar desmerecer outros investimentos. Escrevendo em O Globo, a Miriam Leitão traz de volta o “há quem diga” que o dinheiro a ser gasto com as Olimpíadas do Rio de Janeiro seria melhor gasto se investido em educação. Da mesma forma que o Ali Kamel, no discurso contra as cotas raciais, diz que em vez de promovê-las o governo federal deveria investir em educação básica que beneficiasse tanto negros quanto brancos. À primeira vista parecem argumentos louváveis. Até que alguém, na prática, tenta fazer alguma coisa em favor da educação. Leonel Brizola no Rio de Janeiro, por exemplo, se esforçou para expandir o ensino básico de qualidade a todas as crianças. Foi ferozmente combatido pelas Organizações Globo. O governo Lula, que promoveu uma notável expansão das escolas técnicas e universidades federais, foi ferozmente combatido pelas Organizações Globo. Só escapou de maiores críticas por ter financiado o PróUni, que é uma tremenda transferência de renda do Estado para as universidades privadas patrocinadoras das Organizações Globo. Todos os avanços sociais patrocinados pelos governos trabalhistas brasileiros foram ferozmente combatidos pela elite: das leis trabalhistas de Getúlio ao Bolsa Família. As leis de Getúlio eram “inspiradas em Mussolini”. O Bolsa Família, arma eleitoral para sustentar vagabundo. Eu aceito que usem o argumento da “prioridade na educação”, sim. Desde que seja vinculado à origem do dinheiro: que tal um imposto sobre as fortunas ou sobre o faturamento dos bancos exclusivamente investido em educação? Ah, mas aí não vale. Aí eles escondem o argumento em defesa da educação básica de qualidade. Até o próximo “oportunismo”.
Publicado por ACS em 19 Set 2009 | sob: politica & economia, empresas
E o site MarketWatch, do “Wall Street Journal”, postou uma longa análise sobre o avanço da JBS, da Petrobras, da Embraer, também da Bolsa e do PIB, citou até a Copa de 2014, para alertar que “os brasileiros estão chegando e eles estão comprando”. No título, “uma nação em marcha”.
Publicado por ACS em 11 Set 2009 | sob: pensamentos, pessoas, empresas
Muitas vezes confundimos humildade com passividade, apatia e inércia. A própria palavra humildade vem do latim humus que significa “solo” ou “terra”. Ser humilde, portanto, é ser prático e simples, ter os pés no chão, na terra. E isso pressupõe que a pessoa humilde seja igualmente realista, honesta, verdadeira, um verdadeiro ser humano, pois que a humus também é a origem da palavra “humano”. Pessoas humildes sabem agradecer àqueles que as ajudaram a subir a escada da vida e sabem que essa escada do sucesso para ser escalada com segurança deve ser feita degrau em degrau. Elas sabem que ninguém chega ao topo sozinho e quando chegam lá ajudam outras pessoas a fazer a mesma escalada. Ao contrário, pessoas arrogantes podem até ter um aparente sucesso, mas mesmo sendo apenas aparente, será efêmero, pouco duradouro, transitório, pois a arrogância é o principal fator de fracasso de pessoas e empresas. Não há quem suporte trabalhar com pessoas arrogantes, cheias de si, donas da verdade e com empresas arrogantes que acreditam serem mais importantes que seus clientes.
Luiz Marins
Publicado por ACS em 10 Set 2009 | sob: futuro, empresas
‘O Google quer conquistar o mundo’ - esta frase já foi repetida algumas vezes pela web nos últimos tempos. Mas uma matéria publicada hoje pelo Valleywag explica a afirmaçao - na verdade, corrige - parece que o Google quer mesmo é ’salvar o mundo’. Além da plataforma de micropagamentos que está sendo desenvolvida pela empresa (nota de hoje), o Google também está investindo pesado em novas tecnologias de geraçao de energia, mais verdes e mais baratas, em um esforço para correr atrás e chegar primeiro onde, mais cedo ou mais tarde, todos precisarao chegar.
Blue Bus
Luciana van Deursen Loew