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Publicações arquivadas desta categoria
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Publicado por ACS em 01 Mar 2010 | sob: futuro, filmes, cultura, marketing
1. Mobilize pessoas
2. Testemunhe e grave
3. Visualize sua mensagem
4. Amplifique histórias pessoais
5. Adicione humor
6. Investigue e exponha
7. Saiba trabalhar dados complexos
8. Use a inteligência coletiva
9. Permita que as pessoas façam perguntas
10. Administre seus contatos
Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: pessoas, filmes, submundo
“Entre a Luz e a Sombra”, em cartaz no Rio, São Paulo e outras cidades, é um filme instigante. A narrativa das histórias de Dexter e Afro-X, parceiros na dupla de rap 509-E surgida no não-saudoso presídio do Carandiru, em São Paulo, Sophia Bisilliat, atriz e protagonista do projeto “Talentos Aprisionados”, que revelou a dupla, e Octávio de Barros Filho, então juiz-corregedor dos presídios paulistas, é feita por uma câmera segura, profundamente presente, inteiramente sóbria. Não é fácil para quem assiste decidir o que pensar sobre cada um dos personagens e situações em foco. O que é sempre um ponto de partida em favor da qualidade de um bom documentário. Uma parte da trama é política, outra parte da trama é íntima. Na parte política, uma reflexão como poucas sobre as contradições das práticas penitenciárias, entendidas como a maneira da sociedade (ou “o sistema”, como costumam invocar os rappers) lidar com os desviantes do crime. Diz a boa doutrina legal que a pena, resposta social ao delito, tem três objetivos: punição (o “pagamento das dívidas com a sociedade”), incapacitação (pela impossibilidade de presos cometerem novos crimes) e ressocialização (a criação de condições para uma vida em sociedade positiva após o cumprimento da pena). Este último seria, como sabemos, o objetivo final e mais importante. Que no mundo real não é bem assim que as coisas acontecem é também bem conhecido de todos: ressocializar cumpre o papel coletivo das boas intenções declaradas, justificando em termos humanistas o desejo sincero de incapacitar (ou vigiar) e punir. O que o filme faz é nos levar um passo adiante nessa evidência: mesmo quando contra todas as probabilidades as condições para a ressocialização se criam, o sistema (ou a sociedade, se preferirmos) conspira para freá-las e subordiná-las à punição.
Publicado por ACS em 06 Dez 2009 | sob: futuro, filmes, cultura
Arroz, feijão e cinema é um conceito que nós do Ponto Cine vimos espalhando, difundindo aonde nos dão espaço: na imprensa; nas escolas, cursos pré-vestibulares comunitários e universidades; fóruns e feiras culturais; fábricas, igrejas, praças, bares e rodas de amigos. Essa idéia surgiu da necessidade de alimentar a alma dos brasileiros e atingir o bem-estar cinematográfico do País. Nasceu da utopia, mas começou a materializar-se na sua própria metáfora, simples e de fácil compreensão. Arroz e feijão são alimentos básicos. Além disso, é o prato mais comum aos brasileiros. São os elementos universais da nossa culinária, combinação típica do nosso País. Assim como o calção azul e a camisa amarela, no nosso futebol; o samba e a bossa, na nossa música; a capoeira e o rebolado, na nossa formação mestiça; o arroz e o feijão também são símbolos nacionais. Arroz e feijão são o mínimo que a dignidade humana pode exigir na mesa dos brasileiros. Arroz e feijão são alimentos das massas. Cinema Nacional é o mínimo que a cultura de massas de um País exige para que ele seja digno de sua vida própria em movimento. Assim como a barriga e o corpo dos brasileiros exigem arroz e feijão, nossas almas exigem cinema, porque cinema alimenta a alma das pessoas e fortalece a consciência de um País.
Publicado por ACS em 14 Nov 2009 | sob: filmes
fantástico curta metragem de Fede Alvarez
Publicado por ACS em 07 Nov 2009 | sob: filmes, arte, cultura
Eu ia andando pela rua meio apressado, eu sabia que estava super atrasado, cheguei ao Centro de Cultura João Gilberto esbaforido, vi um “cabra arretado” chamado Chico Egídio e, como de costume, fui cumprimentá-lo. Desajeitado, fui tomar o vão da escada para chegar ao teatro quando fui surpreendido por uma garota que me perguntou, de soslaio: “Você teve algum vídeo selecionado?”. “Sim”, respondi. E ela: “Será que você poderia dar uma entrevista?”. Claro, pois não, mas o que é que eu fiz, se é documento eu tenho aqui. Ela disse: “Pode sentar aí mesmo que a gente passa para o outro lado”… E, realmente, passaram para o outro lado. O lado da criação, do enquadramento, das possibilidades infinitas que a luz, a câmera e a ação proporcionam para quem faz do audiovisual um exercício de autoconhecimento e de aprofundamento dialógico com o que constitui a nossa identidade cultural ou os outros de nós mesmos…
Publicado por ACS em 02 Nov 2009 | sob: filmes
Um milagre se faz com mil reais. Não, essa não é uma releitura capitalista do evangelho segundo Mateus. É apenas a lição deixada pelo cineasta roraimense Alex Pizano, com a sua receita sobre como fazer um bom filme sem dinheiro. Os ingredientes são simples, embora nem todos saibam usá-los com a mesma eficácia: criatividade, ousadia e vontade de fazer. O milagre se chama “Remanescentes das Sombras”, um longa metragem de 1h50 minutos de muita ação, cujo enredo envolve nazismo, corrupção e assassinatos. O filme trata do tema “segunda guerra mundial/nazismo/holocausto e a caça a criminosos de guerra que dura até os dias de hoje”, conforme conta Alex Pizano em entrevista ao blog Crônicas da Fronteira, do jornalista Edgar Borges. A tríade conceitual uma câmera na mão, uma idéia na cabeça e um elenco de baixo ou nenhum custo - já que todos atuaram sem receber cachê - resultou num filme que certamente dará muito o que falar. Ao apresentar o longa aos convidados para a sessão especial, Pizano tentava se justificar pelas possíveis falhas técnicas. “Vocês vão dar boas gargalhadas”, dizia ele antes do filme começar. Mas o que são pequenas falhas técnicas diante do resultado primoroso alcançado pelo “Remanescentes”? O elenco composto por 80 atores e figurantes, na sua maioria amadores, mas de muito talento, gente que participava de um filme pela primeira vez, agrega ainda mais valor ao filme. Bom mesmo foi ver o Cine Sesc lotado de novos atores ansiosos para se ver na telona e conferir a reação do público ao final da exibição. No final da exibição, a opinião sobre a produção de Pizano foi unânime: “Remanescentes das Sombras” é um “filmaço”. Destaque para o desempenho do escritor Bruno Garmatz, interpretando o nazista Von Deck, admirador de Adolf Hitler, que sonha em criar/implantar um quarto Reich aqui na Amazônia. O enredo que poderia parecer improvável para alguns, se justifica por uma pesquisa primorosa feita pelo produtor e roteirista Farley dos Santos. Para completar, o argumento de Alex Pizano e a trilha sonora eletrizante de Cláudio Lavor dão ao filme uma densidade que, tenho certeza, vai chamar a atenção do grande público. Hoje, podemos dizer: “Yes, nós fazemos cinema de qualidade na Amazônia!”. Apesar de todos os obstáculos. Tive o privilégio de assistir a van premier que aconteceu no sábado (24) à noite. Uma seleta de convidados, entre atores, apoiadores e admiradores de cinema esteve no Cine Sesc para ver em primeira mão o filme de Pizano. No final da exibição, a exclamação de um dos espectadores resume o sentimento de todos: “Alex Pizano, temos orgulho de você!”.
Publicado por ACS em 12 Out 2009 | sob: futuro, pessoas, filmes
A viagem de Cristóvão Colombo, que acreditava ser possível atingir “el levante por el poniente”, ou seja, o Oriente navegando para o Ocidente, é o cenário épico desse filme de Ridley Scott. A odisséia de Colombo está presente no filme através do cotidiano desgastante, dos motins da tripulação e de toda incerteza que cercava uma expedição daquela época quanto ao rumo e ao prosseguimento da viagem. Sem apoio financeiro de Portugal, a maior potência da época, Colombo dirigiu-se à Espanha e associou-se aos irmãos Pinzon, recebendo ainda uma ajuda dos reis católicos Fernando de Aragão e Isabel de Castela. Com uma nau (Santa Maria) e duas caravelas (Pinta e Nina), o navegador de origem controversa (genovês ou catalão) partiu do porto de Palos em 3 de agosto de 1492 fazendo escala nas ilhas Canárias para reparo de uma das embarcações. Em 12 de outubro do mesmo ano avistou a ilha de Guanani (atual São Salvador). Sem duvidar que estava no Oriente, realizou ainda mais quatro viagens, tentando encontrar os mercados indianos. O filme focaliza também espírito vanguardista de Colombo, suas negociações com a coroa espanhola e a tentativa de estabelecer colônias na América, retratando até a velhice, aquele que é considerado um dos navegantes mais ousados de sua época.
TÍTULO DO FILME: 1492 - A CONQUISTA DO PARAÍSO (1492: Conquest of Paradise, ESP/FRA/ING 1992)
DIREÇÃO: Ridley Scott
ELENCO: Gérard Depardieu, Sigourney Weaver, Armand Assante, Ângela Molina, Fernando Rey, Tcheky Kario, 150 min, Vídeo Arte.
Controversia
Publicado por ACS em 05 Set 2009 | sob: pessoas, filmes
O ano é 2000. Estamos em Vitória, numa viagem para o Conecom - Conselho Nacional de Entidades de Base de Comunicação. Somos todos estudantes de Comunicação Social, inclusive ele. Na praia, durante uma conversa sobre vários assuntos, ele diz que quer fazer um filme. Na época, trabalhava numa locadora e era apaixonado por cinema, entre os diretores prediletos, estava Almodóvar. Nove anos depois, ele cumpriu a promessa. O documentário O mistério do Globo Ocular, rodado em Araguatins, a 601 Km de Palmas, é o primeiro filme dele. E, de cara, já foi escolhido no 4º Concurso DocTV Brasil e será exibido, em 2010, para todo o país pela TV Brasil. Seu nome é Wherbert Araújo, 29 anos, jornalista, natural de Pedro Afonso, fã de cinema desde criança, conforme sua própria definição. “Na verdade sempre fui um apaixonado por cinema. Jornalismo foi a profissão que acabei seguindo porque minha família não tinha condições econômicas de me sustentar num grande centro para cursar uma faculdade ou oficinas de produção cinematográfica”, diz.
Publicado por ACS em 18 Abr 2009 | sob: musica, futuro, filmes
Se faz música ruim por que vende mais, se faz filmes ruins por que estouram bilheterias. A Estética do Mal Gosto é a lei do mercado. Efeitos especiais fantásticos para encher os olhos e camuflar a falta de conteúdo ou, ainda pior, o conteúdo ruim, tem sido a máxima das super-produções.Com o computador se é capaz de suprir o dúblê e milhares de figurantes, reduzir gasto com cenários, melhorar o despenho fraco dos atores, dá vida a seres extraordinários, bombardear cidades reais sem derrubar um único prédio. Assim, somos conduzidos às salas de projeção (os cinemas de verdade, na maioria, viraram supermercados, lojas de departamento e igrejas evangélicas), para assistir a intermináveis horas de computação gráfica, o cinema enquanto arte agoniza. As estórias do herói americano que salva o mundo da hecatombe; as do cara apaixonado que finge ser o que não é para conquistar a beldade e depois é descoberto, passa por maus bocados, dá a volta por cima e casa com a mocinha (que antes era classificada como drama, ou romântico e agora recebe o nome de comédia romântica, que por sinal são todas iguais);as sátiras dos filmes de super-heróis e de terror,todas já se esgotaram.