livros

Publicações arquivadas desta categoria

Viomundo, o livro

Publicado por ACS em 19 Dez 2009 | sob: livros

www.viomundo.com.br

a marginalização do livro

Publicado por ACS em 28 Nov 2009 | sob: livros, futuro, cultura

Os prognósticos, asseguramos desta vez, são confiáveis: já estamos maduros para uma digitalização do conteúdo de nossas bibliotecas, para “migrar” para as “novas plataformas do saber”. A oferta tecnológica por fim está à altura, o curso foi estabelecido, em breve iremos nos desfazer desse velho objeto empoeirado e anacrônico acima de tudo: esse pequeno paralelepípedo de papel que ousava se vangloriar do monopólio sobre a palavra “livro”. Pode-se esperar, sem dúvida, que um pequeno editor de ciências sociais se entusiasme com a quantidade de “oportunidades” que essa marcha forçada em direção ao progresso não deixará de trazer, ou, pelo contrário, que ele se feche numa postura puramente defensiva diante dos riscos de uma maior concentração, dos fabricantes todo-poderosos dos e-books e das ameaças à sua independência editorial… Mas, embora essas questões sejam importantes, elas não devem mascarar os verdadeiros riscos que se perfilam - para os editores e para os leitores - por conta desse processo. E estes nos obrigam a considerar a estreita relação entre a digitalização generalizada dos saberes (com o Google e afins) e o papel conferido aos suportes de leitura eletrônica, como o Kindle e outros Sony. De fato, os mecanismos que agem hoje são poderosos: trata-se de nada menos do que da aceleração dos ciclos de acúmulo do capital, aliados à lógica subjetiva da mentalidade dos governos neoliberais; que encontraram nas novas tecnologias “imateriais” um tipo de ferramenta ideal, uma ferramenta que promete ao mesmo tempo novas perspectivas de lucro e novas formas de subjugação. Para o capital, a certeza de acréscimo permanente, e portanto a garantia de aumentar a velocidade de rotatividade dos produtos, assim como a compressão dos custos de produção e de mão-de-obra (para os defensores do neoliberalismo), a perspectiva de dominar os ritmos sociais ligados à atividade de aprender, de disciplinar o corpo diante da tela, de submeter os cérebros “disponíveis” ao fluxo incessante de “conteúdo” e de informação. Finalmente, o que está em debate hoje, de maneira autoritária, através do livro digital, é toda nossa relação como texto e a leitura. Essa relação é ligada à linearidade, à forma argumentativa e, portanto, ao senso crítico. Sabe-se que lemos cada vez mais, e por um tempo cada vez maior, na tela, e que as gerações que crescerão com os computadores ultrapassarão ainda mais o que hoje parece ser um limite para nós. Mas lemos de forma bem diferente, e coisas bem diferentes. É muito provável que um texto que necessite de mais de uma hora de leitura, que não tenha como única função “responder a uma pesquisa”, fornecer uma informação, e que não seja lido dentro de um contexto institucional em que os “tomadores de decisão” já estão convertidos ao “mundo digital” (como na escola, onde o livro é hoje uma espécie em vias de extinção), só pode ser lido sobre o papel. É apenas no livro, com sua forma finita tão específica, que a “verdadeira” leitura pode se efetuar, aquela que implica atenção, concentração, duração, desinteresse. E o famoso e-book parece mais um fator essencial da marginalização do livro do que um livro novo.

Rémy Toulouse | Controversia

Plano B - Lester Brown | velocidade de guerra

Publicado por ACS em 02 Out 2009 | sob: politica & economia, livros, futuro, pessoas, ecologia

“Quando os líderes políticos viram a necessidade de cortar as emissões de dióxido de carbono para frear o aquecimento global, eles se perguntaram: Quanto desse corte é politicamente viável? No Earth Policy Institute (EPI) nós fizemos uma pergunta diferente: Quanto corte é necessário para evitar os efeitos mais perigosos das mudanças climáticas?” O dono desta frase e autor do Plano B é Lester Brown. Ele é fundador do Worldwatch Institute, presidente do Earth Policy Institute, um renomeado um instituto de pesquisa privado, sem fins lucrativos, destinado à análise das questões ambientais globais e é considerado um dos mais influentes pensadores da atualidade. Em 2003, Brown e outros membros do EPI publicaram o primeiro livro da série “Plan B”, que trazia uma nova forma de planejar e gerir o planeta de forma a torná-lo habitável por muitos anos. Entre as propostas mais polemicas defendida nos livros, está a de reduzir as emissões de CO2 em 80% até 2020 e, com isso, manter os níveis de gás carbônico da atmosfera em menos de 400 ppm (o número atual já é de 384 ppm). plano-b-2.jpgSegundo os autores, a missão é possível, mas para que aconteça será necessária uma mobilização mundial em uma “velocidade de guerra”.

ecodesenvolvimento

Bravo! a quem salva o futuro!

Publicado por ACS em 06 Set 2009 | sob: livros, pensamentos, pessoas

Oh! Bendito o que semeia
Livros… livros à mão cheia…
E manda o povo pensar!
O livro cainda n’alma
É germe - que faz a palma,
É chuva - que faz o mar.

Bravo! a quem salva o futuro!
Fecundando a multidão!…
Num poema amortalhada
Nunca morre uma nação.

Castro Alves | Espumas Flutuantes

Onipresente | será que foi agora que errei?

Publicado por ACS em 05 Set 2009 | sob: livros

Em “A Estrada do Futuro” Bill Gates afirma como é importante saber exatamente a hora em que você tomou uma decisão errada e que, dia após dia, em sua carreira, ele pensou “será que foi agora que errei?”. Já em “A Noite Americana”, numa cena hoje célebre, François Truffaut usa um diretor para ilustrar que o processo de decisão depende de um certo “gut feeling” (seja no mundo dos negócios, seja na arte). Onipresente, o terceiro li­vro de Ricardo Cavallini, fala das mudanças que estão ocorrendo com o consumidor, nas agências, na comunicação. Não apresenta fórmulas mágicas, mas colabora com conhecimento, tão importante nesses tempos empíricos.

onipresente

Where’d all the good people go? | Skoob

Publicado por ACS em 30 Ago 2009 | sob: livros, futuro, software

O skoob foi construído ao som de “Good People”, Jack Johnson, e pretende ser a resposta à pergunta feita na música: “Where’d all the good people go?”, “Para onde todas as pessoas boas foram?”. Aqui é o lugar para onde as pessoas boas foram e onde elas se encontram. o skoob é o local onde você diz o que está lendo, o que já leu e o que ainda vai ler, seus amigos fazem o mesmo e assim, todos compartilham suas opiniões e críticas. É também um lugar para fazer novos amigos, tem muita gente que gosta dos mesmos livros que você, nosso papel é ajudá-lo a encontrar essas pessoas e saber quais são suas dicas para a sua próxima leitura.

www.skoob.com.br

O povo caiçara

Publicado por ACS em 15 Ago 2009 | sob: livros, lugares, pessoas, cultura

Há mais de 20 anos radicada no litoral norte de São Paulo, a jornalista e fotógrafa, Nicia Guerriero, trocou a correria da capital paulista pela tranquilidade de São Sebastião, município que ainda preserva a riqueza da mata atlântica e a cultura caiçara. Durante esse período, Nicia vem colecionando fotos e fatos que já renderam publicações, postais e sua mais recente obra, o livro “Praias na Serra do Mar”. As belíssimas imagens unidas às histórias dos habitantes fazem da publicação um registro completo sobre a região, revelando a bela fauna, as praias e também os costumes caiçaras e sua relação com o mar. Dessa forma, o livro vai muito além do registro fotográfico, documentando o linguajar, a culinária e o quotidiano da região. O povo caiçara, resultado da mistura entre o branco e o índio, possui uma forte ligação com a terra, vivendo basicamente da pesca e da agricultura de subsistência, em técnicas que exploram o uso do solo sem causar danos ao meio ambiente.

overmundo

Divino Mercado

Publicado por ACS em 09 Ago 2009 | sob: politica & economia, livros, cultura

Mandamento 1: Aceitarás ser conduzido pelo egoísmo.
Mandamento 2: Utilizarás o outro como um meio para chegares a teus fins!
Mandamento 3: Poderás venerar todos os ídolos da tua escolha, contanto que adores o deus supremo, o Mercado!
Mandamento 4: Não fabricarás Kant-a-si no intuito de te subtraíres ao arrebatamento!
Mandamento 5: Combaterás todo Governo e defenderás a boa governança!
Mandamento 6: Ofenderás todo mestre em posição de te educar!
Mandamento 7: Ignorarás a gramática e barbarizarás o vocabulário.
Mandamento 8: Violarás as leis sem seres apanhado!
Mandamento 9: Arrebentarás indefinidamente a porta já aberta por Duchamp!
Mandamento 10: Arrebentarás tuas pulsões e buscarás um gozo sem limites!

“Divino Mercado – A Revolução Cultural Liberal”, de Dany-Robert Dufour

paulo henrique amorim

um conhecimento mais profundo da América Latina

Publicado por ACS em 08 Ago 2009 | sob: livros, cultura

A capital da Argentina está a dez horas de ônibus de Córdoba. Na Feira Internacional do Livro de Buenos Aires 2008, que aconteceu em maio, o Brasil estava representado por um estande da Embaixada Brasileira. A estudante de Letras Julia Tomasini, uma jovem argentina de cabelo vermelho-vivo, era uma da cinco atendentes que sugeriam literatura brasileira para as pessoas que chegavam, atraídas pelas cores vivas do estande, pelas aulas de português que eram dadas todos os dias ou por qualquer outro motivo. Não é à toa que Julia foi trabalhar ali. Há muito ela admira a Literatura Brasileira, desde que começou, como grande parte dos argentinos quando querem conhecer nossa literatura, pelo escritor baiano Jorge Amado. Em seguida, vieram Rubem Fonseca, Daniel Galera e Caio Fernando Abreu. “Agora estou buscando uma versão de Grande Sertão: Veredas, mas me assustei com o que as pessoas diziam sobre o livro”, confessa ela, entre um e outro cliente que vem procurar obras brasileiras. “Me deram de presente o Primeiras Histórias e disseram: ‘comece com esse para acostumar com o vocabulário de Guimarães Rosa’”, completa. Por isso, a visão que ela faz sobre a cultura brasileira está baseada nos livros brasileiros que leu, sejam eles escritos em espanhol ou mesmo em português. “Somos todos latino-americanos, mas vocês têm uma visão mais positiva que a gente e levam com muito orgulho seu país, têm orgulho de serem brasileiros. Sempre há livros brasileiros na casa de um brasileiro. E música brasileira!. Vocês têm um conhecimento mais profundo da América Latina.”

overmundo

pobreza-bondade e riqueza-maldade

Publicado por ACS em 26 Jul 2009 | sob: livros, pessoas, cultura, submundo

O brasileiro Graciliano Ramos e o português Carlos de Oliveira, nomes relevantes do neo-realismo de língua portuguesa, preocuparam- se, ao longo de suas narrativas, com a questão tanto moral como socioeconômica da miséria e da decadência humanas. E, no trato desses temas, não circunscreveram sua produção aos decantados binômios pobreza-bondade e riqueza-maldade: superaram-nos, trazendo à tona misérias diversas e que não são exclusividade do camponês ou do proletário. São as misérias da condição humana. Essa visão de mundo permitiu a ambos os escritores isolar os problemas e os aspectos inerentes a cada segmento humano/social, atribuindo-lhes os tons e as particularidades adequadas e verossímeis. No entanto, o drama humano que subjaz a essa segmentação continua o mesmo e cruel: o homem que sofre e faz sofrer pertence a uma cadeia na qual a dor provoca o desequilíbrio e o silêncio, e o medo pode desencadear a violência. Ramos e Oliveira não se referiam a casos ou a personagens isolados, ou a acontecimentos à margem do todo narrativo e da totalidade do mundo. Existem relações visíveis e/ou implícitas que interligam cada aspecto de suas tramas e demonstram a necessidade de não se ultrapassar o limiar dos acontecimentos e das personagens a não ser enquanto relação e concatenação. Para que esse princípio fosse bem-sucedido, foi necessária a eliminação da redundância estilística, residente na inutilidade de explicações óbvias ou cujo sentido encontra- se explícito em meio à narrativa, propiciando uma reflexão filosófica acerca do ser humano, englobando todos os níveis de significação relacionados à temática do homem como parte de um mundo em permanente evolução, não necessariamente qualitativa.

Rosana Cristina Zanelatto Santos | Controversia

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