marketing

Publicações arquivadas desta categoria

para transformar informação em ação

Publicado por ACS em 01 Mar 2010 | sob: futuro, filmes, cultura, marketing

1. Mobilize pessoas
2. Testemunhe e grave
3. Visualize sua mensagem
4. Amplifique histórias pessoais
5. Adicione humor
6. Investigue e exponha
7. Saiba trabalhar dados complexos
8. Use a inteligência coletiva
9. Permita que as pessoas façam perguntas
10. Administre seus contatos

www.redebrasilatual.com.br

Lucro ao transformar a vida numa triste gargalhada

Publicado por ACS em 17 Jan 2010 | sob: cultura, marketing, submundo

Muito tem se associado a cultura ao entretenimento. Aliás, tem sido comum resumir cultura a entretenimento, como se a cultura fosse passível de ser entendida como um boteco com música ao vivo, uma casa de shows ou a ir “atrás do trio elétrico”, isso sem falar, no campo literário, dos famigerados best-sellers e dos doutores em conceituações simplórias e enviesadas, tão comuns no meio jornalístico. Entretenimento é distração, é diversão, é divertimento, é abobrinha. Cultura é outra coisa. Diversão é, para Antônio Houaiss, “algo que serve para divertir”, mas também, “diversionismo” – aquela manobra de manipulação política que consiste em discutir o que não é importante para ocultar o importante – e, em um uso militar, explica o filólogo, significa uma “ação que tem a finalidade de desviar a atenção do inimigo”. É interessante ligar esses três sentidos e imaginar que o regozijo da diversão pode ser, então, algo extremamente prazeroso, mas não exatamente para mim: se me divirto muito, é possível que alguém esteja se regozijando muito mais com isso. É muito boa a explanação de Michel Maffesoli sobre as divertidas e sensuais tribos urbanas e seu grande corpo coletivo, vivenciado nos shows musicais, nos festivais e nas comunidades simuladas dos bares, na potencialidade revolucionária da orgia e outras idéias barrocas. Muito boa mesmo. Divertida, inclusive. Mas, fica um sabor algo amargo quando é possível observar a forma de vida de quem leva a sério essa idéia de se divertir o tempo todo. Veja-se a cultura underground. Tome-se essa utopia divertida. Eternos jovens protagonistas de frenéticos embalos, animadas e “culturais” discussões entre cervejas, drogas à vontade e sexo fácil, tudo embalado ao som do “velho e bom” rock’n’roll. Jogos de palavras e ornamentos estéticos acabam com a função de ocultar a absoluta impotência política. Isso, sem dúvida, é diversão. Enquanto se “curte” alucinadamente a cultura do sexo, drogas e rock’n’roll, há quem se divirta muito mais. Há quem empresaria os grandes astros que divulgam os modismos culturais. Há quem movimenta os aproximadamente U$ 500 bilhões que circulam no comércio das drogas (e que ninguém venha me dizer que essa grana está nas favelas cariocas). Há quem produza, distribua e venda a bebida alcoólica, notadamente a cerveja, cuja maciça publicidade consegue surpreendente sucesso, mesmo (ou talvez por isso) interpretando seu target como composto apenas de idiotas pândegos e babões. Há quem lucre ao transformar a vida numa triste gargalhada. Infelizmente, porém, essa bazófia não é apanágio apenas de roqueiros, head-banglers (os “batedores de cabeça” do chamado heavy metal) ou punkecas: há também os “pagodeiros mauricinhos”, os cultores daquilo que se convencionou chamar de axé music e outros tantos. Como se diz na linguagem coloquial, todos farinha do mesmo saco. Cultura não é entretenimento. Há uma inevitável angústia na vivência cultural. Mente todo aquele que nega sentir um insuperável incômodo ao contato com qualquer notável produto artístico. Do mesmo modo, não há quem consiga sair ileso de um diálogo no qual uma idéia completamente nova é apresentada. Uma idéia inédita e sagaz é capaz de tornar toda a nossa construção sobre identidade ou “visão de mundo” incomodamente obsoleta e esdrúxula. Até mesmo nossos desejos se tornam empoeiradas peças de museu quando nos defrontamos com o dissenso inteligente. O contato com a cultura é devastador e, definitivamente, não combina com “ficadas”, cervejadas, cocaína e axé music, muito menos com o surrado, repetitivo e nada criativo rock’n’roll. Cultura não é diversão, não promove a mediocridade. Não quer desviar a atenção, não almeja o diversionismo. Isso não significa que a alegria e a festividade não possam compor a vivência cultural. A festa é culturalmente orgástica quando oferece efetivamente uma representação da vitória do brilho contra a escuridão, da sabedoria e do vigor contra a estupidez e a impotência. A cultura não é feita para divertir, mesmo quando é divertida. Quer ir além disso: pretende incomodar, transformar, chamar à responsabilidade de um compromisso com a vida. Assim, o divertimento é o tempero da mensagem, não a mensagem. Talvez o dito que melhor expresse como se dá essa relação nos seja dado pelo poeta russo Maiakovski. Ele escreve, no poema “A Sierguéi Iessiênin”: “Primeiro, é preciso transformar a vida, para cantá-la em seguida”. É por isso que na fábula da formiga e da cigarra, a formiga tem inobscurecível razão. E é por isso, também, que entender cultura como entretenimento é sinal de inescrutável burrice ou de insanável má-fé.

Luiz Geremias | Overmundo

status, aprovação social, felicidade ou outro qualquer

Publicado por ACS em 21 Nov 2009 | sob: pessoas, cultura, marketing

A estudante de arquitetura Bruna Padilha, 20 anos, tem mais de 30 pares de sapatos e gavetas repletas de roupas. Não satisfeita, frequenta o Shopping Recife toda semana a procura de bazares e liquidações, pois, precisa disso, para sentir-se feliz. Assim como Bruna, tantas outras pessoas vivem da mesma forma, consomem para se sentirem felizes ou fazerem parte de determinada camada social. Os aspectos como a qualidade, boa modelagem e durabilidade são os mais lembrados na hora da compra. Porém, o valor simbólico, que são as mensagens que as pessoas querem transmitir, como por exemplo, o uso de um bem de consumo de marca reconhecida no mercado, interfere diretamente nesse processo. Nessa perspectiva, a publicidade representa uma das ferramentas do sistema capitalista mais bem sucedida da sociedade de consumo, uma vez que, se apresenta como expressão dinâmica da modernidade. O discurso publicitário, através da sua incessante busca pela novidade, leva os indivíduos, muitas vezes, a acreditarem naquilo que está sendo dito e a buscarem todo o prazer proporcionado pelo consumo daquilo que se anuncia. Se for um carro, por exemplo, que se propõe a vender, a publicidade irá argumentar que o sujeito será invejado por seus colegas, terá várias mulheres ao seu redor, é uma pessoa realizada pessoal e profissionalmente, tem estabilidade econômica, entre outros aspectos. Ou seja, irá buscar o anseio e o desejo do indivíduo no seu entorno sociocultural e agregar a compra do bem material ao valor de “status”, aprovação social, felicidade ou outro qualquer. “Além do mais, a sinergia da publicidade com as indústrias de comunicação, influencia decisivamente na orientação das práticas de consumo, nos estilos de vida e na identificação dos indivíduos com certos produtos”, explicita a publicitária Lívia Valença da Silva, que também é mestra em sociologia pela Universidade Federal de Pernambuco e professora da Faculdade Mauricio de Nassau. Diante dos fluxos de novidades no mercado e da re-significação constante a que os bens de consumo estão submetidos, o discurso publicitário que está presente em todos os níveis sociais, tornou-se responsável pela especialização do consumo, através dos quais os indivíduos encontram elementos para executar estratégias de aparência. A estudante de Moda e consumista assumida, Juliana Martins, 21 anos, por exemplo, diz que: “Consumir e arte são formas de expressão, de exteriorizar nossa personalidade. A partir disso, fazemos uso de recursos que tanto nos diferenciam da massa, quanto nos aproxima de algum grupo”.

Ronaldo Barbosa | Overmundo

Art, Advertising, Activism & Alchemy in New York

Publicado por ACS em 15 Nov 2009 | sob: arte, marketing

www.woostercollective.com

O bom marketing

Publicado por ACS em 02 Nov 2009 | sob: marketing

O marketing, até hoje, vem sendo construído na noção de dizer coisas às pessoas, ao invés de fazer coisas para as pessoas. O bom marketing será, cada vez mais, sobre o que você faz, não sobre o que você diz. E isso significa que, ao invés de ser um silo dentro do negócio, o marketing precisa ser uma filosofia de toda a organização.

Gareth Kay, Diretor de Planejamento Digital da Goodby, Silverstein & Partners | CHMKT

Rio, Jogos Olímpicos | um verdadeiro case de sucesso

Publicado por ACS em 10 Out 2009 | sob: marketing

Achei fantástica a proposta que levou o Rio de Janeiro a sediar os Jogos Olímpicos. Foi um verdadeiro case de sucesso, que deve ser visto e revisto pelos profissionais de marketing e comunicação – principalmente de planejamento e estratégia. Na minha opinião, o Brasil venceu graças à forma como apresentou seu produto. Foi a junção de uma estratégia poderosa, com uma execução fantástica.

Depois de assistir várias vezes ao discurso do presidente Lula, ver o vídeo da proposta e ler bastante sobre o tema, resolvi levantar alguns pontos que, ao meu ver, foram fundamentais para essa vitória. Vamos lá:

1 - O discurso do presidente deixou claro que o Brasil estava ajudando o COI a superar seu grande desafio: universalizar as Olimpíadas pra valer. Para sediar um evento que “pertence a todos os povos”, nada melhor que um país que fica em um continente que nunca teve uma sede olímpica, em um país que mistura raças e religiões e gosta disso.

2 – O Rio foi posicionado como um lugar que está pronto e preparado para sediar os jogos. Bastava apenas o COI dar a chance. O pedido não foi por votos, mas pela oportunidade.

3 – O Brasil é uma “ilha de prosperidade” no cenário econômico atual. É o país que sobreviveu à crise. É o país do momento. Isso ficou muito bem embasado quando o presidente fala sobre o G20 e o novo mapa econômico mundial.

4 – Além da paixão e de toda a emoção expressas no discurso, a proposta deixou claro que essa seria uma oportunidade que envolveria todo um país – ao contrário de outros candidatos que tinham parte da população contra a proposta e que o impacto seria apenas para a cidade. Além disso, o discurso ressaltou bastante que seria a grande chance do Brasil, ao contrário das outras cidades, que já estão acostumadas a eventos desse porte.

5– A beleza inigualável do Rio conseguiu ser reproduzida no vídeo institucional. Custou um pouco mais contratar um diretor do cacife do Fernando Meirelles e investir na produção, mas o resultado se deve muito à forma como o produto foi mostrado aí.

chmkt

Quem dita as regras são as pessoas comuns

Publicado por ACS em 04 Out 2009 | sob: futuro, cultura, marketing

Não subestime o poder da internet. Muitos continuam não acreditando ou não tendo uma verdadeira idéia da força da internet em relação a tudo o que acontece hoje no mundo, principalmente, nos processos de mobilização social. Um simples deslize pode se tornar público em questão de segundos, e as pessoas irão se posicionar sobre o assunto perante outras milhares de pessoas. O processo de formação de opinião mudou. Quem dita as regras são as pessoas comuns.

chmkt

diz que está seguindo uma tendência

Publicado por ACS em 12 Set 2009 | sob: marketing

Na publicidade, quando alguém quer copiar alguma coisa, mas pretende emprestar um pouquinho de dignidade a esse gesto, diz que está seguindo uma tendência. Isso faz com que publicidade de boa qualidade acabe gerando, sem querer, publicidade de péssima qualidade.

Washington Olivetto | CHMKT

os criativos brasileiros são particularmente fantásticos

Publicado por ACS em 23 Ago 2009 | sob: pessoas, marketing

Eu sei que aí tem algumas mulheres muito bonitas. Como algumas da mais bonitas e carismáticas mulheres da Terra, vocês parecem ter sorte. O que é ótimo. Agora falando sério, eu acho os brasileiros muito sortudos em aproveitar uma cultura cheia de vida, colorida e sensual. É um contraste tremendo com a cultura americana. Eu creio que os criativos brasileiros são particularmente fantásticos quando vem trabalhar aqui nos Estados Unidos. Digo isso porque tive a honra de trabalhar com alguns brasileiros muito talentosos na Leo Burnett. Nós estamos falando de um país que usa a comunicação para encorajar as pessoas a fazerem xixi no banheiro. É fantástico. Quero dizer, da minha rígida perspectiva americana, é impossível não olhar pra um anúncio brasileiro e não dar um sorriso. Acho que 90% do trabalho de vocês é mais interessante e provocante do que 90% do nosso trabalho. Se a Wieden um dia abrir um escritório aí, vou ser o primeiro a levantar a mão para uma transferência.

Dave Burg, planner da Wieden+Kennedy | chmkt

lots of “why” questions

Publicado por ACS em 08 Ago 2009 | sob: marketing, empresas

The point is not to go ask your customers what they want. If you ask that question in the formative stages, then you’re doing it wrong. The point is to go immerse yourself in their environment and ask lots of “why” questions until you have thoroughly explored the ins and outs of their decision making, needs, wants, and problems. At that point, you should be able to break their needs and the opportunities down into a few simple statements of truth. … unless you put a face and expectations on that consumer, then disagreements about features or product positioning or design come down to who can pull the greatest political will - rather than who has the cleanest interpretation of the consumer’s need.

good experience

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