pensamentos
Publicações arquivadas desta categoria
Publicações arquivadas desta categoria
Publicado por ACS em 22 Ago 2010 | sob: pensamentos, pessoas
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes
Publicado por ACS em 14 Ago 2010 | sob: politica & economia, pensamentos
Em vez de vir fazer análises sobre a vitória da verdade que coroou a semana de todos os homens e mulheres decentes deste país imenso e promissor, portanto, venho aqui lhes garantir, apenas, que a esperteza que este país cultuou durante tanto tempo, e na qual tantos crêem com fervor messiânico, é uma farsa, porque a verdade, a sinceridade, a decência, a honradez, como valores preponderantes em nossas vidas, são insuperáveis.
Publicado por ACS em 24 Jul 2010 | sob: futuro, jornalismo, pensamentos
‘…é hora de perguntar: que sociedade queremos? […] afinal de contas, quais são os valores que queremos preservar. […]A mídia, a grande mídia, sob a consigna da liberdade de expressão trata de impedir que se desenvolva o verdadeiro debate sobre o Brasil ou sobre os temas que afligem a humanidade […]Tudo está sendo feito para que a sociedade se transforme em uma massa amorfa que não tem papel nenhum a desempenhar na projeção de seu próprio destino…’
Luiz Gonzaga Belluzzo | Revista Cult
Publicado por ACS em 18 Jul 2010 | sob: politica & economia, futuro, pensamentos
…por que eu estou chamando o Brasil de menino bobo? Porque só um tolo entrega a empresas estrangeiras serviços públicos, como são a telefonia fixa e a móvel, que garantem a seus proprietários uma renda permanente e segura. No caso da telefonia fixa, a privatização é inaceitável porque se trata de monopólio natural. No caso da telefonia móvel, há alguma competição, de forma que a privatização é bem-vinda, mas nunca para estrangeiros….Vamos um dia ficar espertos novamente? Creio que sim. Nestes últimos anos, o governo brasileiro começou a reaprender, e está tratando de dar apoio a suas empresas. Para horror dos liberais locais, está ajudando a criar campeões nacionais. Ou seja, está fazendo exatamente a mesma coisa que fazem os países ricos, que, apesar de seu propalado liberalismo, também não têm dúvida em defender suas empresas nacionais…. não faz sentido para um país pagar ao outro uma renda permanente ao fazer concessões públicas a empresas estrangeiras…
Luiz Carlos Bresser Pereira
Publicado por ACS em 18 Jul 2010 | sob: politica & economia, pensamentos, submundo
“A cultura política brasileira de encobrir a falta de propostas com factoides”.
professora de Sociologia da Universidade Estadual Paulista (Unesp) Loriza Lacerda
Publicado por ACS em 04 Jul 2010 | sob: politica & economia, futuro, pensamentos, pessoas, submundo
O “pensamento” de Indio da Costa:
- multar quem desse alguma esmola a um pobre pedinte.
- é deixarmos lá embaixo o petróleo do pré-sal, veja que bacana. Disse que “era melhor que a humanidade viva que o Brasil enriquecer e as pessoas morrerem”
“Isso, vamos deixar o petróleo lá guardadinho, para quando os Estados Unidos precisarem, enquanto eles poluem o mundo e a gente cheira a fumaça deles. Depois que a gente estiver bem pobre, vem seu chefe, o Jason-2, e entrega para as multis.” (Brizola Neto)

E como disse outro dia um leitor do Conversa Afiada: Serra não vai acabar com o Bolsa Família, vai vendê-lo ao Wal Mart, rs.
Publicado por ACS em 04 Jul 2010 | sob: futuro, pensamentos
Céu azul como a camisa uruguaia e da janela vejo vários pipas: um amarelo, outro preto, um azul, outro rosa e um verde. Juliana desenha os pipas com canetas coloridas sobre os prédios e ao fundo uma montanha. - Que montanha é esta Juliana? - É a montanha do Chile que eu vi na foto pai!
Queria fazer uns pipas pra ela, mas onde comprar as varetas? Nunca vi no supermercado, rs. Antes era fácil encontrar um pedaço de bambu seco. Faz muito tempo que não vejo isto. Afinar as varetas com a faca, usar linha 10 para fazer a “armação”. Esticar bem o papel de seda pra colar a “armação”. Eu era bom nisso. Alguns dos pipas que fiz, os mais marcantes e belos lembro até hoje. Um com 3 listas verticais vermelho, branco e verde claro. Outro com listas horizontais azul claro, branco e rabiola branca bem longa. Bricandeiras simples, brinquedo simples. Conquistar o céu com um pipa era muito, era suficiente. O dinheiro era curto, nunca ganhei um carretel de linha dos grandes, rs. Era sempre pequenos e médios somados uma vez ou outra. Lembro do carretel de madeira “Linhas Corrente” e das latas de aço Nescau que usava para enrolar a linha. Outros tempos. Será que ainda existe este carretel de linha 10 Corrente em madeira? Lembro dos adesivos de cada lado e da ponta da linha em baixo do adesivo. Seria um belo presente pra guardar, rs.
To indo agora comprar um notebook pra minha filha. Outros tempos.
ps. Juliana acabou de me dizer onde compra varetas e papel: - é nos armarinhos pai! (Outros tempos mesmo, rs).
Publicado por ACS em 20 Jun 2010 | sob: pensamentos, pessoas
“Acho que na sociedade actual nos falta filosofia. Filosofia como espaço, lugar, método de refexão, que pode não ter um objectivo determinado, como a ciência, que avança para satisfazer objectivos. Falta-nos reflexão, pensar, precisamos do trabalho de pensar, e parece-me que, sem ideias, nao vamos a parte nenhuma”.
Revista do Expresso, Portugal (entrevista), 11 de Outubro de 2008
Obrigado por tudo e descanse em paz.
Publicado por ACS em 19 Jun 2010 | sob: futuro, pensamentos, pessoas
“Felizmente, para estarmos, aqui, na Bahia, bastava estarmos no Brasil; pois, aonde quer que se estenda a pátria brasileira, aí se sentirá palpitando o coração da pátria baiana. Desta, no leite com que me amamentaram, aprendi a não distinguir Norte ou Sul, fronteiras ou sertões, abraçando no mesmo amor todo o imenso país abençoado, que os nossos maiores nos legaram inteiro, para que o herdamos a nossos filhos indivisível. E, se principiarei nomeando-vos aquela região querida, o amável torrão onde minha mãe me trouxe ao seio, foi para começar esta homenagem como o sentimento me pedia, rendendo aos antepassados, pela evocação mais cara à minha saudade, o culto que lhes cabe nas horas solenes, esse culto de que se faz a base moral das índoles crentes e das nações grandes.”
Publicado por ACS em 22 Mai 2010 | sob: politica & economia, futuro, pensamentos
Após percorrer a França em encontros com trabalhadores, Marcel Grignard, secretário-geral adjunto da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT), também observa que “as pessoas estão amargas e desiludidas; carregam o sentimento de serem enganadas e exploradas, embora as expressões de revolta não sejam numerosas”. Grignard percebe uma “indignação contida” misturada a uma grande perplexidade frente a esse “sistema que está louco e sem sentido”. O dirigente também lamenta a grande dificuldade de “nacionalizar” as ações sindicais. “As camadas populares e a classe média baixa não têm meios de enfrentar a precarização dos laços sociais”, constata Mergier. Certas modificações nos direitos trabalhistas, como a instauração de um complemento salarial por parte do governo francês, têm o efeito de “institucionalizar a fissura entre a precariedade do trabalho assalariado, no qual está inserida a maior parte dos setores populares, e as esferas mais altas da sociedade”. Essa insegurança permanente gera reflexos individualistas.
Publicado por ACS em 22 Mai 2010 | sob: politica & economia, futuro, pensamentos, pessoas
Porque é através dessa prosperidade econômica é que vamos alcançar dias melhores para todos. Por isso o governo aplaude o desenvolvimento da indústria, do comércio, da agricultura. Tudo isso, 90 e tantos por cento, operado pelo setor privado. Mas isso não significa que não pertença ao País, porque a empresa é um bem da comunidade, seja ela pequena, média, grande, gigantesca, estatal, privada, cada uma delas é uma fração da economia. Então se nós queremos uma economia próspera, forte e independente para que se alcancem os objetivos sociais, é preciso que suas frações o sejam. Então o governo tem aplaudido a prosperidade empresarial como meio para alcançar o bem comum.
Publicado por ACS em 15 Mai 2010 | sob: politica & economia, futuro, pensamentos, pessoas, submundo
O jornalista Bernardo Kucinsk foi o vencedor do Prêmio Cidadania ‘João Ferrador’ de 2010, concedido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC por sua obra em defesa da democratização da mídia. No discurso de agradecimento Kucinsk disse: ‘O João Ferrador é o prêmio mais importante que recebo em mais de 40 anos de jornalismo. Estar na Sede do Sindicato para recebê-lo representa um encontro com minhas origens. Comecei minha vida profissional como metalúrgico, fui sócio do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e o primeiro jornal em que escrevi era dirigido para metalúrgicos. O Prêmio João Ferrador me remete também às gigantescas assembleias que cobri como jornalista no final dos anos 1970. Lembro particularmente a assembleia do dia 1º de maio de 1979, quando me avisaram da morte do delegado Sérgio Fleury. Aquela morte representou a morte da tortura política no Brasil. E aquele dia representou a morte da ditadura militar, matada pelos metalúrgicos do ABC. As armas foram as greves; e o ‘João Ferrador’ –seu boletim noticioso– foi uma de suas munições’.
Publicado por ACS em 21 Abr 2010 | sob: pensamentos
Após governo sem brilho em SP, José Serra deve levar a uma disputa mais madura e propositiva pela Presidência do país.
— Editorial da Folha (da Folha !)
O Brasil não passa na Globo!!!
— Yacov
Em São Paulo … renegociamos os contratos, reduzimos os valores (de todos os contratos, no primeiro dia de Governo).
— José Serra
Já vi comemorar 25, 30, 40, 50 anos, mas 45 é deMAIS
— wilson
“O PSDB está virando um partido de massa, mas uma massa cheirosa”
— Eliane Cantanhêde, da Folha , São Paulo
Quem é que pode me assegurar que esse não vai ser o comportamento de uma candidata que não está suficientemente adestrada para ser candidata a presidente da República?
— Senador DEMO Agripino Maia sobre Dilma Roussef
Sou que nem a Rede Globo. Só me ligo nos resultados do Datafolha e do Ibope.
— Deputado serrista Jutahy Magalhães
Publicado por ACS em 21 Abr 2010 | sob: livros, pensamentos
Os livros podem atuar como desencadeadores e/ou descortinadores e/ou descomplicadores. Vejamos primeiramente sua ação como desencadeadores. Uma história, ou uma metáfora, ou um diálogo fictício, ou uma rima podem retirar o cadeado. Esse desencadeamento pressupõe uma situação de “prisão” ou de “tolhimento”. Teremos de admitir que linhas de raciocínio, disposição para certas descobertas ou determinados processos emocionais estão encadeados dentro de nós. Tais cadeados podem e devem ser abertos. Franz Kafka (1883-1924) escreveu em certo ponto de sua obra: “Tu és a tua própria lição de casa”. Dizia isso a si mesmo, era um pensamento íntimo que se tornaria público. Assumiremos sua voz e repetiremos a frase para nós mesmos. Essa frase atuará como desencadeadora. No momento em que uma pessoa se torna sua própria lição de casa, decide as tarefas essenciais a realizar, os objetivos existenciais a atingir. É claro que há um preço a pagar nisso tudo. Quando alguém se torna sua própria lição de casa, não terá como acusar os outros dos seus fracassos. Não ficará esperando que alguém lhe diga tudo o que deve fazer. Está aí uma frase que desencadeia processos de amadurecimento. Definir-se e comportar-se como sua própria lição de casa significa descobrir a senha que desencadeia a liberdade. A liberdade de escolher, mesmo quando os caminhos são estreitos, mesmo quando os recursos são escassos. A liberdade de aprender com os próprios erros, e de pensar por conta própria (como se fosse possível pensar “por conta alheia”…).